O partido Rede Sustentabilidade afirmou ter recebido com “indignação e perplexidade” a permanência da ex-ministra Marina Silva na legenda. O comunicado foi divulgado pelo diretório nacional em nota publicada nas redes sociais.
Após especulações sobre sua possível saída, Marina comunicou publicamente sua decisão de continuar na legenda no último sábado (4), data limite da janela partidária para troca de partidos. Em nota, agradeceu os convites recebidos e os diálogos que teve com outros partidos, como o PT, PV e PSOL.
Leia maisNa nota do diretório nacional, a Rede afirmou que Marina se recusa a dialogar com a direção partidária, mas que apesar disso, “em nenhum momento o partido questionou sua filiação ou sugeriu seu desligamento”. Ainda por meio do comunicado, a sigla argumentou que as especulações sobre a saída da ex-ministra do partido “sempre partiram dela ou de seu grupo, jamais da direção legitimamente eleita”.
Ao anunciar sua permanência no partido, a ex-ministra do Meio Ambiente disse que decidiu ficar para reafirmar seu compromisso com a construção de um campo democrático, salientou seu apoio à candidatura de Lula para reeleição e à de Fernando Haddad para governador de São Paulo. Também aproveitou para comunicar oficialmente sua candidatura ao Senado pelo estado paulista.
“Decidi permanecer na Rede como uma forma de reafirmar meu compromisso com a construção de um campo democrático plural, diverso”, disse. “Mesmo permanecendo na Rede, estarei ao lado de candidaturas do campo democrático popular e sustentabilista nos mais diferentes partidos da frente Lula Presidente e Fernando Haddad governador de São Paulo”, afirmou.
“Coloco, assim, meu nome à disposição do debate dentro do nosso campo político para representar a Federação liderada pelo PSOL, na segunda vaga para o Senado, ao lado de Simone Tebet, do PSB”, afirmou Marina.
Rede nega perseguição à mandatários e diz ser vítima de lawfare
Em outro trecho da nota publicada nas redes sociais, a Rede disse que “não procede” a tentativa de apresentar saídas recentes de mandatários como fruto de perseguição. Negando a expulsão de qualquer filiado. “Alguns saíram; outros permaneceram, inclusive a própria ex-ministra, ainda com obrigações partidárias a cumprir”, diz a nota.
O partido ainda diz ser vítima de lawfare, devido ao que chamou de “judicialização em série” promovida pelo grupo político de Marina dentro do partido com “centenas de ações”. Após se posicionar sobre a permanência de Marina na legenda, a Rede reafirmou o apoio à reeleição de Lula (PT) e à candidatura de Fernando Haddad em São Paulo, citando “compromisso com a democracia, a justiça social, o combate à crise climática e a soberania nacional”.
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Além da mídia em outdoors, já espalhada nas BRs 232 e 423, a mensagem alusiva às comemorações dos 20 anos de fundação deste blog começou a ser vista também em equipamentos de TopLed, fruto da nossa parceria com a Bandeirantes Mídia Exterior.
As primeiras imagens já podem ser conferidas na Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, um painel nas proximidades do cruzamento com a Avenida Barão de Souza Leão e o outro próximo ao curso de idiomas Wizard.
Com a proximidade das eleições, este blog vai ampliar sua cobertura e abrir espaço para novos talentos no time de reportagem. Se você é formado em Jornalismo, tem experiência na área de política e quer fazer parte do Blog do Magno, esta é a sua oportunidade.
Envie seu currículo para o e-mail blogdomagno.redacao@gmail.com com o assunto VAGA PARA REPÓRTER. Informações sobre salário e carga horária serão discutidas durante a entrevista.
A federação União Progressistas, que em Pernambuco tem dois pré-candidatos ao Senado, Miguel Coelho e Eduardo da Fonte, tentou avançar nas articulações, mas esbarrou em um “não” firme do Avante.
Fontes relataram ao Blog, sob reserva, que Miguel Coelho (UB) procurou o deputado federal Waldemar Oliveira, uma das principais lideranças do Avante, em Brasília, na tentativa de conquistar o apoio da sigla. No entanto, a resposta foi negativa, mesmo após o partido já ter sinalizado alinhamento com o deputado Túlio Gadelha (PSD).
A recusa reflete um ambiente de desconfiança política. Interlocutores apontam que, em episódios anteriores, Miguel teria tirado candidatos do Avante para esvaziar a sigla. Há a avaliação de que faltou reciprocidade em alianças passadas, o que dificultou qualquer reaproximação. O episódio evidencia um cenário que vem se repetindo em Pernambuco: a família Coelho firmou muitas alianças frágeis, o que provocou desgaste entre grupos políticos e dificultou a construção de consensos em torno de projetos comuns.
O Globo
Em meio ao avanço das tratativas para uma delação premiada de Daniel Vorcaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes resolveu tirar da gaveta uma ação apresentada em 2021 por advogados do PT que questiona a validade e os limites constitucionais das colaborações premiadas.
Hoje, ele registrou no sistema do STF o pedido para o envio à pauta da ação movida pelos advogados do PT Lenio Streck, André Trindade e Fabiano Santos, que foi presidente dos Correios neste terceiro mandato de Lula.
Leia maisA movimentação indica que o ministro, potencial alvo das revelações do dono do Master, pretende tentar restringir a validade da delação, como já fez há duas semanas, quando deu uma liminar restringindo o uso dos relatórios de inteligência financeira do Coaf.
A ação em questão é a ADPF 919. Nela, o PT pede que o STF fixe critérios para impedir o uso arbitrário de delações premiadas e “coibir interpretações que violem garantias fundamentais”.
Em dezembro de 2021, Moraes já havia solicitado informações ao então presidente Jair Bolsonaro e ao Congresso sobre o tema, para instruir essa mesma ação, mas não tomou decisão a respeito.
Dois anos depois, em setembro de 2023, ele homologou a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, no processo em que o ex-presidente terminou condenado a 27 anos de prisão por planejar um golpe de estado junto com ex-ministros e generais que compunham seu governo. A Procuradoria-Geral da República chegou a ser contra a delação de Mauro Cid, mas ele foi fechado diretamente com a Polícia Federal e com o aval de Moraes.
Hoje, Moraes é um potencial alvo da delação premiada de Vorcaro, junto com o ministro Dias Toffoli, que está em negociação tanto com a PGR como com a PF, e já enviou um recado aos investigadores de que pretende fazer uma “delação séria” e não poupar ninguém. O relator do caso Master no Supremo é o ministro André Mendonça.
Um dos pontos a ser esclarecido na delação é o contrato que o banco fechou em 2024 com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prevendo o pagamento de R$ 130 milhões de reais em três anos para a prestação de serviços junto ao Executivo e ao Legislativo em Brasília. A Receita Federal informou nesta semana à CPI do Crime Organizado que o banco pagou R$ 80 milhões em 22 meses ao escritório antes de ser liquidado pelo BC. Meses depois de questionado, o escritório afirmou ter feito reuniões e elaborado uma política de compliance para o banco, mas os valores são muito acima do mercado.
Além disso, o conteúdo do celular do banqueiro apreendido pela PF mostra que, no dia da prisão, Vorcaro trocou diversas mensagens com Moraes dizendo que estava tentando “salvar” o banco e perguntando: “Alguma novidade? Conseguiu bloquear?”.
A equipe da coluna apurou ainda que o ministro pressionou o presidente do BC, Gabriel Gaipolo, para autorizasse o fechamento do negócio entre o Banco Master e o BRB – operação que acabou no centro da fraude bilionária investigada pela Polícia Federal.
O resgate da ação sobre as delações premiadas vem duas semanas depois que o próprio Moraes dar uma liminar restringindo o acesso a RIFs do Coaf — os Relatórios de Inteligência Financeira que reúnem comunicações sobre movimentações atípicas ou suspeitas e costumam servir de ponto de partida para apurações de lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes financeiros.
Foi por meio desses relatórios que já se descobriu os pagamentos do Master à consultorias ligadas a políticos como o ex-prefeito de Salvador Antonio Carlos Magalhães Neto (União-BA) e o escritório do filho do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF)
Pela decisão, o compartilhamento desses relatórios passou a exigir investigação criminal formalmente instaurada, ou processo administrativo ou judicial sancionador, numa tentativa de barrar o que o ministro classificou como “pesca probatória”. A medida vale, inclusive, para CPIs e CPMIs, e prevê nulidade das provas obtidas fora desses parâmetros até que o plenário julgue o mérito. Clique aqui e confira a matéria na íntegra.
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O Governo de Pernambuco anunciou, hoje, o novo presidente do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa-PE). Ex-vice-presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Bruno França assume o posto.
Natural de Caruaru, França possui formação em Gestão de Recursos Humanos e acumula diversas experiências na prefeitura da cidade do Agreste Central, onde foi diretor administrativo, secretário executivo de Serviços Públicos, secretário de Serviços Públicos, secretário de Desenvolvimento Rural e presidente da Central de Abastecimento (Ceaca).
No Governo do Estado, o novo presidente do Ceasa foi secretário executivo de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca; assessor especial da Casa Civil e vice-presidente do IPA.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar publicamente o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), ontem. Em resposta ao influenciador de direita Rodrigo Constantino sobre as intrigas internas do bolsonarismo, o filho “03″ do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não pode “aceitar ser humilhado” por Nikolas.
Na resposta, Eduardo diz que, “se Deus quiser”, essa será a última vez que ele fala sobre a briga com Nikolas. Em um longo texto, Eduardo disse que ajudou a impulsionar o mineiro dentro do PL e do cenário político. As informações são do portal Estadão.
Leia mais“O Nikolas se elegeu com votos bolsonaristas. Eu o recebia quando ainda era estudante. Depois, virou assessor de um deputado, passou a trabalhar com outro – pesquise os motivos disto. Fui a Belo Horizonte fazer campanha para ele a vereador, percorri Minas Gerais falando do seu nome com o Direta Minas. Levei-o ao palco do CPAC, pedi apoio para ele nas redes sociais, abri portas – muito disso quando eu já era o deputado mais votado da história, filho do presidente, mas isto nunca me impediu de ser quem sou e de jogar para o grupo”, escreveu Eduardo no X.
O filho de Bolsonaro também cobrou união da direita e “coerência” dos integrantes do partido. “A própria direita vive elogiando a esquerda por não expor esse tipo de conflito em público. E por que isso acontece aqui? Porque há quem incentive exatamente esse comportamento imaturo”, disse.
A confusão entre Eduardo e Nikolas se intensificou nas redes sociais na última quinta-feira, 2, quando o deputado mineiro compartilhou uma publicação da conta @NewsLiberdade (447,4 mil seguidores) no X, conhecida por promover salas virtuais de debate em áudio, criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Eduardo Bolsonaro se incomodou, uma vez que o administrador da conta, Keven Oliveira, dias atrás declarou não ter a intenção de votar em seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, nas eleições deste ano. Ele também criticou o CPAC, evento nos Estados Unidos em que Eduardo e Flávio discursaram na semana passada.
“Denunciei que o Spaces Liberdade não votará em @FlavioBolsonaro – ao menos no primeiro turno. Adivinhem quem prontamente compartilhou o perfil no mesmíssimo dia? Esta é só mais uma das várias coincidências do pessoal que pede união da direita”, escreveu Eduardo, numa indireta a Nikolas.
Silvio Grimaldo, ex-editor do site olavista Brasil Sem Medo, saiu em defesa de Nikolas. Referindo-se à crítica de Eduardo, Grimaldo afirmou que a publicação compartilhada pelo deputado mineiro era justamente uma crítica à esquerda – o que, portanto, na visão dele, não teria problema.
No sábado, Nikolas respondeu ao post de Grimaldo com um “kkk”, risada na internet muitas vezes interpretada como ironia. Eduardo fez a tréplica com um longo texto sobre o comportamento do desafeto: “Risinho de deboche para mim, Nikolas? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família”.
Flávio Bolsonaro, então, entrou em campo para apaziguar a artilharia. Assim como havia feito dias atrás numa sala virtual, ele pediu “racionalidade” aos aliados e defendeu a união do PL e da direita.
“É muito angustiante ver lideranças do nosso lado se digladiando enquanto a gente tem um País para resgatar. E o inimigo não está aqui, está do lado de lá. Esse é o tipo de confusão que não tem vencedor. Todo mundo sai perdendo. Cada um tem os seus motivos, as suas mágoas, tem o direito de se defender do que acha que é agressão ou provocação do outro, beleza. Mas cada um tem o seu tempo”, disse Flávio. O senador pediu foco no objetivo, as eleições de outubro, e que os aliados perdoem uns aos outros.
Em meio ao embate, os apoiadores da família Bolsonaro e do PL demonstram preocupação, cobrando maturidade dos parlamentares para evitar prejuízos às eleições de 2026. Enquanto isso, opositores aproveitam o episódio para apontar fragilidades no bolsonarismo.
Um levantamento de inteligência de dados realizado pela Nexus, aponta que o embate nas redes sociais ultrapassou a marca de 500 mil interações (curtidas, compartilhamentos e comentários) no X, Instagram e Facebook. A repercussão em torno da crise deu origem ao meme “rinha de egos”, termo utilizado por internautas para ironizar a disputa interna.
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, presta depoimento, hoje, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi convocado a comparecer, mas faltou pela terceira vez.
Atual chefe da autoridade monetária, Galípolo foi convidado a prestar esclarecimentos no colegiado sobre a atuação do BC no caso do Banco Master, e sobre indícios de possíveis práticas criminosas praticadas pelo dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.
Leia maisO Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, um dia após o dono da instituição, Daniel Vorcaro, ser alvo de operação da Polícia Federal contra fraudes financeiras. A suspeita é que o banco vendia carteiras de crédito sem garantias, ou seja, podres.
O convite a Galípolo foi aprovado a partir de requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE). O parlamentar argumenta que a oitiva é importante após a divulgação de que Galípolo teria se reunido com Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto. O senador manifestou dúvidas sobre a finalidade institucional da reunião.
Campos Neto falta novamente a oitiva
Roberto Campos Neto foi convocado por requerimento do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ele esteve na chefia do Banco Central entre 2019 e 2025, época em que surgiram as primeiras suspeitas contra o Master.
Segundo o relator, o convocado é “testemunha qualificada” para explicar os critérios de idoneidade exigidos de controladores de bancos, e para explicar a suposta demora do BC em investigar indícios de fraudes envolvendo o banco de Vorcaro.
O requerimento da CPI lembra que, em 2019, o Banco Central autorizou Vorcaro a assumir o controle do antigo Banco Máxima, depois denominado Banco Master, e cita a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga se servidores do BC agiram ilegalmente para proteger os interesses da instituição financeira. Campos Neto foi convocado em três ocasiões, e faltou.
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A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) manteve o alerta vermelho devido à previsão que indica continuidade de pancadas de chuvas até às 16h de hoje. Apesar do destaque para o Grande Recife, o aviso meteorológico também abrange a Mata Norte e a Mata Sul do estado. No Agreste, a previsão é de pancadas de chuva moderada ao longo do dia. No Sertão o tempo deve se manter nublado com chuva fraca a moderada no período da tarde e da noite.
Nas últimas 24 horas, o município de Ipojuca foi onde mais choveu em Pernambuco, registrando 64,71 mm. Além dele, as cidades do Cabo de Santo Agostinho e Ribeirão também tiveram altos volumes de chuva neste período e ultrapassaram os 40 mm. Ainda segundo a Apac, de forma geral, a tendência é que a intensidade das chuvas se desloque do Grande Recife e das Zonas da Mata, onde ficou mais concentrada nesta terça-feira (7), e comece a atingir o Agreste e o Sertão do estado. As informações são do portal CBN Recife.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 28 municípios no extremo oeste de Pernambuco, nas divisas com Ceará e Piauí, estão com a bandeira laranja, que indica chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h). A orientação é que a população acompanhe os avisos oficiais e evite áreas de risco durante o período.
O deputado federal Túlio Gadelha (PSD) afirmou, em entrevista à Rádio Jornal, que o seu objetivo é trazer o presidente Lula (PT) para o palanque de Raquel Lyra (PSD). Só esqueceu de explicar se levará também para compartilhar o mesmo palanque os seus novos aliados, os bolsonaristas Gilson Machado Neto (Podemos), Gilson Filho (Podemos), Mendonça Filho (PL), Fernando Rodolfo e Pastor Eurico (PSDB). Será que “Bernardes” tem tanto poder assim para convencer Lula de que o palanque de Raquel é o lugar dele?
Marília Arraes (PDT) e Miguel Coelho (União) aparecem como os nomes mais bem colocados na pesquisa Real Time/Big Data, divulgada nesta quarta (08). A trabalhista alcança 28% das intenções de voto, seguida por Miguel, que aparece com 21%. Anderson Ferreira (PL) fica com 19 pontos e Humberto Costa (PT), tem 17. Já Túlio Gadelha (PSD) foi citado por 8% dos entrevistados.
Nestas eleições há duas vagas para o Senado e o Real Time mediu o chamado “segundo voto” dos pernambucanos. Neste cenário, Miguel Coelho lidera, com 23%. Marília tem 21%. Anderson mantém os 19 e Humberto vai a 17%. Túlio Gadelha (PSD) marca 9% das intenções.
Por Diana Câmara
À medida que o cenário político começa a se delinear para as Eleições 2026, um elemento passa a ocupar espaço central no debate público: a multiplicação das pesquisas eleitorais. A cada nova divulgação, o eleitor se depara com resultados que, não raramente, apontam direções distintas. Ora um candidato aparece na liderança, ora outro assume a dianteira. Esse movimento, embora esperado em um ambiente democrático dinâmico, provoca inquietação e suscita uma reflexão necessária sobre o real papel das pesquisas no processo eleitoral.
As pesquisas eleitorais, em sua essência, são instrumentos legítimos de aferição da opinião pública. Quando realizadas com rigor metodológico, transparência e responsabilidade, contribuem para qualificar o debate político, permitindo que a sociedade acompanhe tendências, compreenda cenários e avalie o desempenho dos atores políticos. No entanto, não se pode ignorar que esses levantamentos também exercem influência sobre o comportamento do eleitor.
Leia maisÉ conhecido o chamado “efeito manada”, pelo qual parte do eleitorado tende a apoiar candidatos que aparecem à frente, por uma percepção de viabilidade eleitoral. Nessa perspectiva, a pesquisa deixa de ser apenas um retrato e passa a atuar, ainda que indiretamente, como fator de indução, o que reforça a necessidade de observância rigorosa das regras legais que disciplinam sua divulgação.
A legislação brasileira estabelece um conjunto claro de normas para a realização e divulgação de pesquisas eleitorais, cuja base permanece na Lei nº 9.504/1997, especialmente em seu art. 33, complementada pelas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral. Um dos pilares desse regime é a exigência de registro prévio da pesquisa junto à Justiça Eleitoral, com antecedência mínima de cinco dias em relação à sua divulgação. Esse registro deve conter informações detalhadas e indispensáveis à aferição de sua regularidade, como o contratante, o valor pago, a metodologia empregada, o plano amostral, o período de coleta, o questionário aplicado, bem como a margem de erro e o nível de confiança. Trata-se de um mecanismo essencial de transparência e controle, que permite a fiscalização por candidatos, partidos, coligações, Ministério Público e pela própria sociedade.
Na prática, é fundamental que candidatos e equipes de campanha acompanhem de forma ativa esses registros no sistema da Justiça Eleitoral, analisando a consistência metodológica e a conformidade das informações prestadas. A ausência de dados obrigatórios, sua apresentação de forma incompleta ou inconsistências relevantes podem ensejar a impugnação da pesquisa e, como consequência, o impedimento de sua divulgação.
Nos últimos anos, tem-se observado um aumento significativo da judicialização nesse campo. A Justiça Eleitoral tem sido acionada com frequência para analisar a regularidade dos levantamentos e, diante de indícios de irregularidade, como, por exemplo, ausência de registro, falhas metodológicas ou divergência entre o conteúdo registrado e o efetivamente divulgado. Nesses casos, tem admitido, inclusive, a concessão de tutela de urgência para suspender de forma liminar a divulgação da pesquisa, em proteção à lisura do processo eleitoral.
Outro aspecto que tem chamado a atenção do eleitorado é a discrepância, verificada em alguns pleitos, entre os resultados das pesquisas e o resultado final das urnas. Essa diferença não invalida, por si só, os levantamentos, pois pode decorrer de fatores como mudanças de comportamento na reta final da campanha, voto útil, redução de indecisos e acontecimentos de última hora. É importante compreender que a pesquisa não projeta o resultado da eleição, mas retrata um momento específico, sujeito às dinâmicas próprias do ambiente político.
Nesse contexto, o desafio para as Eleições 2026 será equilibrar a liberdade de informação com a proteção da integridade do processo eleitoral. As pesquisas desempenham papel relevante na democracia, mas devem observar rigor técnico e estrita conformidade com a legislação, cabendo à Justiça Eleitoral coibir abusos, inclusive com a aplicação de sanções e a suspensão de divulgações irregulares, sempre que necessário para resguardar a normalidade e legitimidade das eleições.
Por fim, esse debate também exige uma postura crítica do eleitor, que deve interpretar os dados com cautela, compreendendo seus limites e contexto. Para candidatos e assessores, a lição é clara: mais do que reagir ao resultado das pesquisas, é essencial conhecer as regras que as regem e utilizar os instrumentos jurídicos disponíveis para fiscalizar eventuais irregularidades. A informação qualificada fortalece a democracia, mas, quando distorcida, pode comprometer a própria liberdade de escolha. Razão pela qual as pesquisas devem ser analisadas com responsabilidade nas Eleições 2026.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relatou, hoje, uma conversa que teve com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto das revelações do caso Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.
Em entrevista ao ICL, o presidente da República disse ter aconselhado o ministro do STF a se declarar impedido em um eventual julgamento, pela Suprema Corte, de ações relacionadas às fraudes financeiras bilionárias cometidas pelo Master – instituição que foi liquidada pelo Banco Central no fim do ano passado.
Leia maisSegundo Lula, na conversa com Moraes, o petista citou contrato do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, e disse ao magistrado que ele não deveria permitir que o caso de Daniel Vorcaro jogasse fora a sua “biografia”.
“Eu disse para o companheiro Alexandre de Moraes e vou dizer para vocês exatamente o que eu disse para ele. É o seguinte: você construiu uma biografia histórica neste país com o julgamento do 8 de janeiro. Não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora a sua biografia”, declarou Lula.
“Primeiro porque você não estava advogando no seu escritório há quase 15 anos, porque foi secretário da Justiça, foi ministro do Michel Temer, estava fora. Mas a sua mulher estava advogando, diga que: ‘A minha mulher estava advogando, minha mulher não tem que pedir licença para mim, eu só prometo que aqui na Suprema Corte, em caso da minha mulher, eu me sentirei impedido de votar qualquer coisa’. Alguma coisa que passe para sociedade uma firmeza, que ele [Moraes] tem”, completou o petista.
Na entrevista, Lula também afirmou que o caso Master prejudica a imagem do STF. Ao comentar possível acordo de delação de Vorcaro, Lula não criticou as tratativas, mas disse que “é preciso ter cuidado” com a colaboração para que não seja uma “delação comprada”.
“Tem que prestar depoimento com testemunha. A delação… Tem gente que fala que o Vorcaro não pode fazer delação… Vorcaro pode fazer delação. Delação é sempre delicada. Tem que ter mais gente acompanhando, porque pode ser uma delação comprada. É preciso ter cuidado com delação” disse.
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Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta quarta-feira (8) mostra João Campos (PSB) com 50% das intenções de voto na disputa pelo Governo de Pernambuco, o que, considerando apenas os votos válidos, garantiria uma vitória do ex-prefeito do Recife no primeiro turno. Já a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 33%, o vereador Eduardo Moura (Novo), com 8%, e o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), com 2%. Brancos e nulos são 4%, e não sabem ou não responderam, 3%.
No cenário espontâneo, quando o eleitor é provocado a lembrar do nome do candidato que escolheria, João Campos também aparece em vantagem, com 21% da preferência, ante 18% de Raquel Lyra. O ex-prefeito do Recife tem ainda o maior índice de votabilidade: 23% disseram que votarão nele com certeza, e 40% consideram a possibilidade. Já sobre Raquel, 41% disseram que a conhecem, mas não votariam nela.
O levantamento foi feito com base em 1,6 mil entrevistas realizadas entre 7 e 8 de abril. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-05353/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse, ontem, que concordou em suspender ataques ao Irã por duas semanas. O anúncio foi feito menos de duas horas antes do fim do prazo que ele havia estabelecido para que o país do Oriente Médio fechasse um acordo e reabrisse o Estreito de Ormuz.
De toda forma, ele condicionou a suspensão das hostilidades à reabertura de Ormuz — algo que o Irã disse ser possível, adicionando que pausaria as “ações defensivas” se não houver novos ataques. As informações são do portal CNN.
“Com base nas conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, disse Trump em publicação na Truth Social.
