Lavareda

22/11


2020

Leitão é grato a trinta moedas

Por Ricardo Carvalho* 

Caro Magno,

É triste observar o velho Ricardo Leitão tornar-se no seu final de vida um mero porta-voz e defensor da viuva de Eduardo Campos.
Suas agressões apenas me engrandecem e fazem dele um ser mesquinho e insignificante. 

Leitão é, hoje, depois de uma bela carreira jornalística, apenas um reles áulico do PSB pernambucano.

Ofende aos outros apenas como gratidão aos que lhe pagam trinta moedas de prata para trair sua história…

Eu não lhe devo nenhum respeito e ele sabe a razão. Sabe que existem testemunhas e documentos.

É triste vê-lo me ofender. Muitas já foram as mensagens de solidariedade que estou a receber. Sou um homem idoso, que vive apenas da verdade e não das ofensas pessoais, que nada nos engrandece.

*Jornalista


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Fernandes

Agora é MARÍLIA 13. Chora bozoloide perdedor.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O tiro saiu pela culatra. Com seu depoimento fajuto, Marília vai ganhar somente um voto. O do Ricardo Carvalho. Melhor, talvez nem o dele pois ele pois pode não ser eleitor no Recife.


ALEPE

22/11


2020

João Paulo rompe com PSB e apoia Marília

Houldine Nascimento, da equipe do blog

O deputado estadual e ex-prefeito do Recife João Paulo (PCdoB) decidiu apoiar a candidatura de Marília Arraes (PT) à Prefeitura da capital pernambucana. Por meio de nota enviada ao blog, há pouco, ele externa que considera "deploráveis os ataques ao PT".

Chama atenção o fato de que o PCdoB integra a Frente Popular, coligação do prefeiturável João Campos (PSB), que compete com Marília neste segundo turno no Recife. Além disso, a sigla comunista tem a liderança de Luciana Santos, vice-governadora de Pernambuco.

Confira o comunicado na íntegra:

NOTA PÚBLICA - Eleições Recife

Considero deploráveis os ataques ao PT - partido do qual participei desde sua fundação e que ajudei a construir por muitos anos. Sinto-me na obrigação de repudiar esse tipo de atitude política, que não constrói, não fortalece a disputa democrática em nosso estado e enfraquece as forças do campo progressista. Respeito o PT e a sua história. Não podemos aceitar a negação da grande contribuição do PT na vida democrática do Brasil, nas conquistas sociais e dos maiores avanços na gestão pública não só no Recife e em Pernambuco, do qual fiz parte e me orgulho, como no Brasil, com os governos Lula e Dilma. 

Ao longo de 49 anos de militância sempre pautei minha vida política pela consciência de classe, defesa da democracia, por melhores condições de vida para o povo e pelo fortalecimento das forças de esquerda em nosso país. Em muitas disputas eleitorais enfrentamos o jogo pesado de práticas de campanha covardes e intolerantes, que chegavam ao eleitor em forma de matérias apócrifas, difamações e calúnias. 

Hoje, estamos diante de uma conjuntura política ainda mais grave com a ascensão de Bolsonaro, onde as chamadas fake news se transformaram em arma política de primeira linha, capazes de influir decisivamente no processo eleitoral e ameaçar a democracia. Numa época de inversão de valores, em que a verdade se torna a primeira vítima, como nas guerras, gastamos muito tempo e energia para desfazer as mentiras, que caminham agora com velocidade bem superior à dos fatos. 

Portanto, nesse momento grave da disputa, quero reafirmar os princípios que sempre defendi e declaro o apoio à coligação PT/PSOL representada na candidatura de Marilia Arraes e João Arnaldo. 

Entendo que a população do Recife escolheu levar ao segundo turno candidaturas do campo progressista, deixando claro que não quer Bolsonaro. E agora a população precisa conhecer com profundidade as propostas defendidas para fazer sua escolha de forma livre, consciente e soberana. 

Pela ética na política e nas eleições!

Lute pela democracia! 

João Paulo Lima e Silva
Deputado estadual / PCdoB - Pernambuco
Recife, 22 de novembro de 2020


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Fernandes

Chora bozoloide, perdesse. kkkkkkkk

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Agora vai. O perdedor de Olinda dando apoio. Desses apoio eu estaria longe.


O Jornal do Poder

22/11


2020

Ricardo Carvalho é um canalha

Por Jair Pereira*

Os canalhas, patifes, têm como armas dois instrumentos usuais: a mentira associada à covardia. Nunca será diferente disso. O artigo do jornalista Ricardo Carvalho, publicado neste Blog do Magno, é mentiroso e covarde. Por conseguinte, seu autor é um canalha, um patife, assumido agora publicamente.

É mentira que tenha sido um confidente do ex-governador Miguel Arraes. Pelo contrário. Nunca, profissionalmente, teve esse privilegio de, ao menos, trocar dois minutos de prosa com Arraes sem testemunha. Jamais, portanto, terá como provar qualquer revelação feita pelo ex-governador a sua pessoa. Mentiu vergonhosamente.

Daí em diante seu relato é um amontoado de ilações e narrativas torpes pra justificar a segunda qualidade imoral dele: a covardia. Nem Arraes e nem Eduardo Campos estão mais aqui, infelizmente, para desmascarar esse jornalista farsante.

Quem conhece Ricardo Carvalho sabe que ele é um homem de negócios. Deixou o jornalismo pra negociar interesses pessoais e comerciais. Até hoje é assim. Começou se apropriando da marca do Bloco de Carnaval Siri Na Lata, formado e fundado por diversos jornalistas, para atender aos seus propósitos pessoais, econômicos e financeiros. Durante décadas acumulou proventos e nunca fez uma prestação de contas. Mas como a farrinha financeira que subtraia em nome da categoria parou de dar retorno ao seu bolso, o que ele fez? Sozinho cancelou o baile tradicional. Enterrou toda uma cultura construída no curso de mais de 30 anos.

“Há algo de podre no reino da Dinamarca”. E como tem. Se o leitor se der ao trabalho de pesquisar o perfil do jornalista nas redes sociais, Facebook, sobretudo, vai constatar alguns fatos suspeitos. Muito suspeitos. A página revela que suas postagens paqueram, num primeiro instante, com a candidata Delegada Patrícia. Mantém ele indisfarçáveis elogios a postulante do Podemos na medida em que ela passa a ter um desempenho de intenções de votos para disputar o segundo turno.

De repente, após o resultado do primeiro turno, Ricardo Carvalho passa a defender a candidatura de Marilia, do PT, neste segundo turno. O Mesmo PT que ele, Ricardo, se juntou aos fascistas de plantão para denegrir o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. “Ladrão” era a expressão que ele “generosamente” mais usava para identificar Lula. São tempos estranhos esses. Um jornalista, dono de uma produtora de vídeo, que cresceu de patrimônio através de polpudos contratos em gestões públicas, se dedique, diuturnamente, a defender, com unhas e dentes, possíveis vitoriosos para o Executivo municipal.

Que ele queira ajustar, de novo, seus negócios, usando o momento eleitoral, é uma opção dele. Mas daí aceitar que, em função desses seus propósitos, ele agrida e ofenda à memória das pessoas de bem, vomite seu machismo vil contra a honra de todas as mulheres, tendo como foco Renata Campos, ao se referir constante e abusivamente a ela, pejorativamente, como “A Viúva” é intolerável para todos nós que a conhecemos.

Renata é uma mãe de cinco filhos, dedicada totalmente hoje a cuidar de um deles, o pequeno Miguel, com síndrome de Down. É uma trabalhadora exemplar, que cumpre, diariamente, todos seus deveres no Tribunal de Contas do Estado, como servidora pública concursada. Renata perdeu seu companheiro de vida, de forma trágica e precoce, como todos sabem. Quantas mulheres não sofrem, igual à Renata, nesta hora, a dor da perda precoce de seus companheiros na terrível Pandemia que atravessamos? Mais respeito jornalista Ricardo Carvalho.

O fato é o seguinte, caro leitor. Desse comportamento abjeto só podemos deduzir duas certezas: o canalha é assim. É do seu DNA. Continuará mentindo e sendo o covarde de sempre. Mentindo pra justificar sua natureza de mentiroso contumaz. Covarde por que, se vivo Eduardo Campos fosse, pode ter a certeza que esse verme estaria engolindo cada vírgula das cretinices escritas e publicadas por ele. Busquem uma só linha de algo dito, publicamente, por esse mau caráter contra o ex-governador até 13 de agosto de 2014. Não vão encontrar nada. Ou seja, é nojento e, sobretudo, frouxo.

*Jornalista e ex secretário de Imprensa de Miguel Arraes (1995/1997)


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Fernandes

Agora é MARÍLIA 13. Chora bozoloide perdedor.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Ricardo dançou. E feio.


Abreu no Zap

22/11


2020

Com Ciro, João Campos faz campanha na Zona Norte

O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) desembarcou no Recife para uma série de atos de campanha ao lado de João Campos, candidato a prefeito pelo PSB. O pedetista já havia aparecido no programa eleitoral de João e fez questão de vir à cidade para se engajar na campanha do prefeiturável socialista.

O presidente nacional do PDT, ex-ministro Carlos Lupi, e a candidata a vice Isabella de Roldão (PDT) também estiveram presentes no momento. A visita foi realizada em carro aberto. Durante o trajeto, João e Isabella encontraram boa receptividade. O mesmo ocorreu com Ciro. 

Apoiadores chegaram perto do carro em alguns momentos para cumprimentar o candidato do PSB e o ex-ministro, além de pedir fotos. O trajeto feito teve cerca de 7 km e passou por bairros importantes da Zona Norte. Na reta final da campanha, João Campos pediu  empenho aos seus eleitores para que vença as eleições de segundo turno.

A atividade teve início do Brejo da Guabiraba, seguiu por Nova Descoberta, Alto José Bonifácio e Alto Santa Terezinha. Também acompanharam a agenda os vereadores reeleitos Samuel Salazar (MDB), Almir Fernando (PCdoB) e Romerinho Jatobá (PSB).


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22/11


2020

Talvez Freud explique

Por Ricardo Leitão*

É de se esperar que um jornalista com quase 80 anos de idade e uns 60 de profissão tenha aprendido a apurar os fatos e a relatá-los com mínima precisão. O texto de Ricardo Carvalho – publicado hoje neste blog- desmente o princípio. Trata-se de um amontoado de inverdades que surpreendentemente assoma na reta final da campanha. A quem interessa?

Carvalho, um velho decano que há muito tempo migrou para a direita, tortura a gramática e quebra, em suas mal traçadas linhas, um princípio respeitado por políticos de todos os matizes: nunca afrontar, sob nenhuma circunstância, mulheres e outros familiares de seus adversários. Apesar da aproximação com o centenário (o que permitiria presumir educação mais castiça), Carvalho ofende Renata Campos e seu filho João Campos, candidato a prefeito do Recife, pelo PSB.

A viúva de Eduardo Campos, mãe de cinco filhos, funcionária concursada do Tribunal de Contas do Estado, é citada no texto não menos do que nove vezes. Na última frase, no melhor estilo dos dramalhões mexicanos, é chamada de “mulher cruel”. Para João Campos, sobrou o apelido de “office boy” do governador. 

Como Donald Trump, Carvalho acusa sem provas. Segundo ele, Renata conspirou para que Eduardo disputasse a eleição a prefeito do Recife em 1992, precipitando o rompimento, naquela época, entre Miguel Arraes e Jarbas Vasconcelos; articulou o “uso da máquina pública” para eleger João Campos o deputado federal mais votado em 2018; faz o mesmo agora, visando eleger o filho prefeito do Recife; lidera “um jogo triste e nojento”, atacando Marília Arraes, e credita a vocação de João pela política a “um novo amor, na figura da competente  Tabata Amaral”.

É instigante a fixação de Ricardo Carvalho em Renata Campos, assim como o fato de se tornar pública a poucos dias das urnas do segundo turno. Freud explicaria?  Não creio que seja uma artimanha de adversário de João Campos. A campanha é disputada, mas não se trava no nível do texto do nosso decano. Portanto, vale reiterar a questão: a quem interessa? 

Algumas respostas podem ser dadas por uma leitura mais atenta. Por exemplo: a despeito da citação de vários políticos, o texto não é político, não traz uma reflexão sobre o contexto em que se desenvolve o pleito, algo esperado de um jornalista com uns 60 anos de profissão. É mais um descarrego, uma catarse, uma crise de verborreia.

Se é isso, pelo menos fará bem aos humores quase centenários de Carvalho, profundamente marcados pelas frustrações da vida. Não terá nenhum efeito prático a não ser, talvez, um processo para que esclareça de que forma a máquina pública contribui para a candidatura de João Campos – como escreveu com todas as letras.

*Jornalista


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Banco de Alimentos

22/11


2020

A estranha omissão do TRE

O Recife acordou, hoje, com a militância e os cargos comissionados do Estado e da Prefeitura promovendo forte distribuição de fake news para atingir a candidata Marília Arraes e o seu partido. O mais incrível é que, apesar das denúncias formais, o Tribunal Regional Eleitoral fechou os olhos.

Patrocinado pelo gabinete do ódio de João Campos, o PSB desrespeita tudo. Além das notícias falsas em panfletos apócrifos, tem de tudo: carreatas, caminhadas, vereadores falando de promessas de cargo à população, veiculação acusando a candidata, distribuição de material agressivo à honra de Marília e, sobretudo, o seu partido. A pergunta que não quer calar é a seguinte: tudo isso vai acontecer sem o TRE dar um pio? 

Afinal, de que adiantou o TSE ter passado o ano traçando estratégias para combater tudo isso?


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22/11


2020

O arrependimento de Lula

Nosso blog teve conhecimento de que Lula está profundamente arrependido de ter permitido que o PT de Pernambuco tenha aceito os apelos dramáticos de Renata Campos para o apoio à reeleição de Paulo Câmara.

Todos sabiam que Marília seria eleita governadora de Pernambuco em 2018. E isso seria o fim antecipado do domínio do grupo liderado por Renata. E para tanto, foram feitas as mais inacreditáveis juras de amor para Lula e o PT.

Só que agora, Renata comanda a campanha do filho João para atacar o PT da forma mais doentia que a história de Pernambuco já viu. Antes, Lula e o PT eram entes sagrados, agora são diabólicos.

Lula está em estado de choque. Mas o PT nacional como um todo está ainda mais decepcionado. Alguns membros do partido falaram ao blog que João Campos tem zero autoridade moral para atacar qualquer um do PT.

Lembram que a família de João está com todos os bens bloqueados por acusações de corrupção. Que todos sabem que o avião no qual Eduardo morreu foi fruto de recursos roubados. Que as corrupções em Suape, com uso de doleiros, empresas laranjas e todos os tipos de roubo.

Além disso, Geraldo Júlio é objeto de escândalos sem fim, inclusive usando recursos para a Covid-19 na compra de respiradores para porcos, desvios identificados por inúmeras batidas pela Polícia Federal.

Já Paulo Câmara lenta, esse nem se fala de escândalos. A Polícia Federal dando batidas no próprio Palácio do Campo das Princesas, pela primeira vez na história, por conta de roubos nas calamidades por conta das enchentes.

Ou seja, Renata, Geraldo e Paulo, no desespero da derrota do candidato-mirim, estão realizando a campanha mais podre. Só que isso vai ter consequências. 

Quando Marília assumir a Prefeitura, o PT nacional vai pedir para ser realizada uma devassa nos roubos em todos os setores: saúde, educação (merenda escolar, fardamentos, etc), obras e demais desvios criminosos.

E em 2022 não haverá nenhuma chance mais de ter o PT apoiando ou realizando qualquer aliança com o grupo de Renata Campos. Lula está irado e não vai perdoar a campanha torpe e canalha que está em curso pela família Campos, junto com Geraldo e Paulo.


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22/11


2020

Marília recebe apoio de 12 congregações evangélicas

A candidata a prefeita do Recife Marília Arraes (PT) participou de um encontro com líderes religiosos de 12 congregações evangélicas de vários bairros do Recife, no final da manhã de hoje. A demonstração de apoio dos pastores e pastoras serve para desmentir fake news sobre Marília veiculadas ao longo da semana. 

"Vocês estão sendo testemunhas das agressões pessoais que estão fazendo contra mim. Essa prática não é novidade no PSB, desse pessoal que fez o que fez com o Recife, que desrespeita a cidade, as pessoas e as mulheres", afirmou a candidata do PT.

Emocionada, Marília demonstrou gratidão e se sentiu muito acolhida no encontro de hoje e fez um desabafo. “Queria agradecer muito a todos vocês. Não sei como tem gente que tem coragem de chegar e fazer tantas acusações contra a minha fé. Passar tantos anos sendo atacada, agredida, machuca, mas tudo isso faz a gente crescer, aprender. Para mim, mostra o quanto a gente precisa resgatar a cidade de um grupo que não tem respeito pelo povo do Recife, pelas pessoas e por mim", disse. 

"O candidato deles, do PSB, sabe qual é a minha fé, quais os meus posicionamentos. Estão fazendo isso por desespero e o desespero é irmão da mentira. É muita falta de respeito e não dá para tolerar uma campanha desse jeito", prosseguiu.

Marília também falou sobre a enxurrada de informações falsas e maldosas que estão sendo publicadas e espalhadas em grupos nas redes sociais. "Tenho 12 anos de vida pública e, coincidentemente, na semana que a gente está para ganhar as eleições, várias coisas começam a surgir", declarou.


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Wellington Antunes

Agora os bozolóides vão cortar os pulsos. Chora bando de bozoloides, o choro é livre.



22/11


2020

Sobrinho de Arraes declara apoio à Marília em carta

O poeta Everardo Norões, sobrinho de Miguel Arraes, que também foi exilado político, fez uma bela carta para Marília Arraes, candidata a prefeita do Recife pelo PT. Leia abaixo:

Querida Marília,

Sinto estranheza pelo fato de algumas pessoas, que vivenciaram experiências de tanta riqueza política e discernimento, mesclarem-se a questões subalternas utilizando o argumento Arraes como pretexto a discursos de ocasião. Certamente nunca leram Brasil, o poder e o povo, escrito por ele no exílio. Nem assimilaram as lições que nos deixou. O oportunismo e a ausência de caráter permeiam a sociedade inteira, inclusive os Partidos. O percurso até a sua candidatura comprovou isso.

O livro Tempo de Arraes, do escritor Antônio Callado, continua a ser o testemunho mais objetivo e tocante dos poucos meses que Miguel Arraes governou Pernambuco antes de 1964. O Brasil era outro. Pernambuco também. Mas nada muda na essência do pensamento de homens movidos pelo sentimento do dever cidadão. O conceito de Política, no sentido original, o de cuidar do que é coletivo, permanece.

Hoje, há tecnologias para difusão de fake news e astronômicos fundos eleitorais alimentados pelo povo que mal se alimenta. No tempo dele também havia recursos ilícitos de campanhas e redes de calúnia. Sobrevive, porém, o conteúdo do fazer uma política mais alta que define as pessoas.

Observando o que acontece agora com você, lembro o quanto foi importante para consolidar a reconquista da democracia o retorno dele, Arraes, ao governo de Pernambuco. O PMDB não o acolheu como candidato. Alguns de seus dirigentes temiam que mudanças na lógica da política em curso abalassem as engrenagens do poder que dominavam. Mas o discurso deles deixara de ser algo credível. As alianças se apoiavam em bases questionáveis. Arraes, o político preocupado com o coletivo, tornara-se um problema. Teriam preferido que ele ficasse mais tempo no exílio. Até que em 1986, após ter sido eleito deputado federal, foi reconduzido ao governo de Pernambuco com vitória singular.

Penso nessas coisas e observo: Não conheço discurso de Arraes contendo promessas de obras. O mais importante para ele não era o anúncio de grandes empreendimentos, nem fórmulas para aperfeiçoamento de engrenagens burocráticas. Nele, havia, isto sim, um núcleo de pensamento, uma visão clara. Tanto que usou como lema um verso de Drummond: “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do Mundo”.

Em seu quase ‘silêncio’ havia uma mensagem que as pessoas conseguiam desvendar. Era a política como vocação. Que não vem do sangue, nem se herda. É uma energia e uma sensibilidade para intuir o que para o outro é mais importante. E o outro sente que você se emociona sonhando o Futuro. Algo que se revela pela emoção.

Quando Arraes estava exposto no Palácio das Princesas, morto, olhei suas mãos, finalmente cruzadas. E, à vista delas, chegaram-me lembranças de um exilado solitário e firme.

Tive a sorte de, muito jovem, ter sido testemunha do momento em que ele, cercado pelos militares, declarou preferir a prisão ou a morte a negociar um mandato que lhe fora outorgado pelo povo.

Tive a sorte, também, de ter convivido com ele no exílio. Tempo em que tínhamos o hábito de jogar xadrez e eu admirava a destreza com que fazia avançar os peões e a serenidade com que anunciava o xeque-mate. Ensinava-nos que tanto na política como no xadrez o bom jogador deve ter uma visão larga e penetrante do tabuleiro. Uma percepção global e dialética. Além disso, é preciso ter como premissa o respeito ao adversário. Vencer com honra e sabedoria.

Uma espécie de síntese da política perfeita.

 

Querida Marília,

O discurso e o gesto dão forma a um jeito de sentir.

Você traz ao Recife esperança e alegria.

Forte abraço,

Everardo Arraes Norões
Escritor, sobrinho de Miguel Arraes


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Wellington Antunes

Chora bozolóide, o choro é livre, ou então aceita que dói menos.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Claro que ele vai dá o apoio a comunista Marília. Aquela que tem o Lula ladrão como seu maior exemplo. Não adianta o apoio dessas múmias que não tem voto nem influência.


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