Faltando menos de três semanas para o fim da janela partidária, a preocupação vem rondando integrantes dos partidos União Brasil e Progressistas. Isso porque ambos anunciaram uma federação que reuniria mais de 100 deputados federais, mas enfrentaria resistências e sequer está formalizada ainda junto à Justiça Eleitoral. Entre os que torcem o nariz para a aliança, que obrigaria os partidos a marcharem juntos pelos próximos quatro anos, está o pernambucano Laércio Oliveira, senador pelo PP de Sergipe.
“Eu não sei se é uma federação, se é um sindicato ou se é uma associação. Está muito confusa a situação. Acho que o casamento (entre União Brasil e PP) já vai começar ruim. Isso se começar o casamento. Qualquer posição que seja tomada será uma decisão do partido. Eu seguirei e trabalharei no meu estado dentro desse propósito. Mas a minha posição com relação à federação é de que ela não deveria existir”, disparou o senador, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia maisLaércio afirmou ainda que as indefinições se estendem às eleições de outubro. Nenhuma das siglas firmou compromisso para a corrida ao Palácio do Planalto, e a tendência é que, mesmo que haja federação, o lado do PP seja liberado nos estados. “A disputa presidencial também é uma incógnita. Não se sabe ainda qual será o posicionamento do partido. Eu sei a minha posição. Sou de centro-direita, vou seguir Flávio Bolsonaro (PL) e caminhar no meu estado para eleger representantes da centro-direita. Esse é o meu papel, é isso que eu vou fazer, porque é o que eu sou”, afirmou o parlamentar, que ainda tem mais quatro anos de mandato no Senado.
O crescimento de Flávio nas pesquisas presidenciais foi celebrado por Laércio, que classificou o avanço como uma “grata surpresa”. “Foi uma surpresa para todo mundo. Para mim também. Encontro Flávio semanalmente, não só dentro do plenário. Quando ele anunciou a candidatura, todo mundo ficou com uma interrogação sobre se iria dar certo ou não, porque a gente precisa de enfrentamento. Porque no cenário que se construía antes, todo mundo só olhava para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que era a solução, o único capaz de enfrentar Lula (PT). O passar do tempo e os acontecimentos do lado da esquerda, como aquele evento do Carnaval, ajudaram muito. Naquele dia, com uma paulada só, o Lula matou três coelhos. A imagem dele, a família e a igreja. Como é que pode um negócio daquele? Fora o desrespeito muito grande com um brasileiro da qualidade de Michel Temer. Lamentável. Mas é a crueldade da política”, completou.
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