O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, enviou uma carta às famílias evangélicas em mais um movimento de aproximação com esse segmento do eleitorado. O documento, datado desta quarta-feira (14), foi divulgado nas redes sociais pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.
Na mensagem, Lula fala sobre religião, família e ações do governo e pede aos evangélicos “discernimento” na escolha eleitoral. A divulgação ocorre durante uma campanha em que Lula enfrenta dificuldades entre eleitores evangélicos.
Pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro mostrou o presidente com 27% das intenções de voto nesse segmento no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tinha 46%. Veja os principais pontos e leia a carta na íntegra abaixo.
Na mensagem, Lula:
dirige-se às famílias evangélicas e afirma ter respeito pela fé cristã;
cita o combate às apostas on-line, as bets, que diz estarem “destruindo tantos lares”;
defende dois dias de descanso semanal e relaciona mais tempo livre à convivência familiar e à participação nas igrejas;
afirma estar empenhado em proteger as mulheres e combater a violência;
cita o combate ao crime organizado e a proteção de crianças e adolescentes;
menciona como compromissos a melhoria da saúde pública, o aumento da renda e a preservação da natureza;
pede aos evangélicos que recorram à oração e ao “discernimento” para fazer a escolha na eleição.
Na carta divulgada pela Frente, Lula afirma ter “total respeito” pelos cristãos e diz compartilhar com as famílias evangélicas o compromisso de cuidar das famílias brasileiras.
O presidente também cita medidas e propostas de seu governo. Entre elas, menciona o combate às apostas on-line e afirma que as bets “estão destruindo tantos lares”.
“Lembro a vocês, por exemplo, o combate às apostas online, as bets, que estão destruindo tantos lares, e meu empenho para que todos tenham dois dias de descanso semanal, pois a vida não se resume ao trabalho”, diz a carta.
Lula relaciona a discussão sobre a jornada de trabalho à convivência familiar e religiosa. Segundo o texto, mais tempo de descanso permite fortalecer os vínculos familiares e, para os evangélicos, permanecer mais tempo na igreja “em comunhão com os irmãos”.
Em outro trecho, Lula diz estar empenhado em proteger as mulheres, combater a violência e o crime organizado, além de proteger crianças e adolescentes. O documento também cita saúde pública, aumento da renda e preservação do meio ambiente.
No fim da mensagem, Lula faz um apelo relacionado à eleição.
“Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição. Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil”, afirma.
Quando na manhã desta terça-feira (13) o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro disse, após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que iria votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1, foi como se a bancada de oposição no Senado soltasse a respiração presa nas últimas semanas. Um grande suspiro de alívio.
Uma posição favorável à extinção do fim do regime que dá apenas um dia de folga por semana ao trabalhador já era algo sentido na maioria das bancadas de direita. Poucos, porém, externavam essa posição para não gerar constrangimentos com Flávio que, antes, seguia defendendo a ideia de um sistema semelhante aos dos Estados Unidos, onde as pessoas recebem por hora trabalhada. Uma das poucas que já dizia que votaria a favor da PEC pondo fim à escala de trabalho 6×1 era Damares Alves (Republicanos-DF).
Damares disse ao Correio Político que nunca aprovou a ideia de Flávio Bolsonaro da tal “liberdade plena” ao trabalhador. A proposta de Flávio, baseada no sistema americano, era no sentido de que a negociação entre empregador e empregado fosse livre. “Quem quiser trabalhar mais, trabalha”, chegou a dizer Flávio. Damares afirma que todo o seu tempo como pastora evangélica lhe deu a impressão de que isso não seria algo justo. “A mãe quer ir ao culto no domingo”, justifica ela.
Pressionada pela necessidade, talvez essa mãe se visse obrigada, diz Damares, a “pegar uma outra faxina” para pagar suas contas. Um tipo, portanto, de relação desigual, premida pela necessidade, que acaba prejudicando as pessoas mais carentes. Segundo Damares, a campanha de Flávio já vinha refluindo desse posicionamento diante dos argumentos contrários. É possível que Flávio tenha discutido isso com Jair Bolsonaro, mas, segundo a senadora, era uma posição que já se conversava.
Damares, no entanto, espera que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cumpra o que vem declarando e não apresse a votação, eliminando os interstícios de modo a conseguir que a PEC seja aprovada nos dois turnos antes do segundo turno das eleições presidenciais. “O segundo turno tem que ficar para depois”, declarou. “Foi o que Alcolumbre prometeu”.
Uma possibilidade aventada por Damares seria a apresentação de alguma emenda à PEC. O que obrigaria um retorno da proposta para uma nova rodada na Câmara, retardando mais a aprovação. A emenda poderia ser no sentido de garantir no texto constitucional alguma forma de compensação aos pequenos empresários.
Damares Alves preside a Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes. “Geralmente, o feirante tem mais só uma pessoa que lhe ajuda”, diz ela. “Minha preocupação é somente com o custo para essas pessoas, que terão que contratar mais gente sem ter aumento no seu faturamento”, continua. “O governo propôs essa PEC sem conversar”.
De qualquer modo, se é feita uma emenda, a oposição conseguiria postergar o fim da aprovação. Como é uma PEC, qualquer alteração implica retorno à outra Casa do Congresso, para nova votação. “A PEC foi aprovada com tanta facilidade na Câmara”, argumenta Damares. “Não haveria problema Alcolumbre combinar”.
Aí, curiosamente Damares sugere depois uma quebra de interstício após a emenda. Ela seria feita. E Alcolumbre combinaria, então, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que a nova rodada de votação entre os deputados lá fosse feita no mesmo dia. Depois de passada a eleição, todos os intervalos quebrados.
No fundo, impossível não perceber que toda a discussão, além da questão trabalhista, envolve os cálculos políticos e eleitorais. Se Damares defende o fim da 6×1 no mérito, talvez não seja assim para todos os senadores de direita. Mas nenhum deles quer entregar de mão beijada a Lula um trunfo eleitoral para explorar no segundo turno.
Nem arcar com o desgaste de ficar contra algo que as pesquisas apontam ter a aprovação de mais de 70% da sociedade brasileira. Ficam, então, os partidos de oposição nessa saia justa. Torcendo para que agora Alcolumbre cumpra o que prometeu e não acelere a votação do fim da escala 6×1 dando esse presente eleitoral a Lula.
Há aplausos que celebram uma bela canção. Outros reconhecem um gesto que toca a vida de quem talvez nem esteja diante do palco. Em Petrolina, a celebração do Dia das Crianças reuniu esses dois motivos para aplaudir.
Enquanto as famílias ocupavam o Parque Josepha Coelho e a criançada se entregava às brincadeiras, uma causa dava à festa um significado ainda maior: ajudar o Hospital Dom Tomás. Entre a alegria de quem celebrava e a esperança de quem precisa de tratamento, a solidariedade encontrou seu lugar.
O jovem cantor João Gomes e sua assessoria merecem nossa gratidão pela iniciativa. Conforme divulgado, a mobilização arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão para o hospital. É uma quantia expressiva, mas seu verdadeiro valor será percebido no cuidado com os pacientes e no apoio à continuidade de um trabalho tão necessário.
Quem acompanha a luta de uma pessoa contra o câncer sabe quanto pesa essa caminhada. Há o medo do diagnóstico, o deslocamento para outra cidade, a mudança na rotina e a preocupação de toda uma família. Nessas horas, encontrar atendimento e acolhimento faz uma diferença que nenhuma estatística consegue traduzir por inteiro.
O Hospital Dom Tomás atende pacientes de mais de 52 municípios de Pernambuco, Bahia, Ceará e Piauí. Sua missão ultrapassa as fronteiras de Petrolina. Pelas suas portas chegam histórias de muitas terras, unidas pela necessidade de cuidado e pelo desejo de seguir vivendo.
Por isso, foi tão significativo ver João Gomes usar sua voz também para pedir ajuda. Ao ligar para outros artistas e convidá-los a contribuir, o cantor ampliou o alcance daquele encontro. A participação de Ivete Sangalo, dos demais convidados, dos doadores e dos voluntários mostrou quantas pessoas podem se reunir quando alguém toma a iniciativa.
Esse gesto merece encontrar continuidade. Nossa região tem artistas, empresários, profissionais e tantas pessoas que aqui vivem ou carregam esta terra na memória. Todos podemos olhar com mais atenção para uma instituição que cuida de tanta gente. Não é preciso dispor de grandes recursos para participar: cada contribuição, dentro das possibilidades de quem oferece, ajuda a sustentar esse trabalho.
A festa também reuniu as atividades do Bora Brincar, promovidas pela Prefeitura, e a arrecadação de alimentos pelo Transforma Petrolina. Foi um dia em que o cuidado apareceu de diferentes maneiras, na atenção à infância e na mobilização em favor de quem necessita.
Como morador desta terra, sinto gratidão ao ver uma celebração deixar frutos que permanecerão depois que o parque esvaziar. Os brinquedos são recolhidos, as luzes se apagam, o palco é desmontado. O hospital, porém, continua de portas abertas, e sua necessidade de apoio permanece.
Que o exemplo de João Gomes inspire novos gestos e compromissos duradouros. Que Deus abençoe o jovem cantor, sua equipe e todos os que estenderam a mão.
Naquele Dia das Crianças, entre tantas canções, Petrolina ouviu também um chamado para cuidar. E muita gente respondeu.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, ontem, a remoção em até 24 horas de um vídeo publicado por Nikolas Ferreira (PL-MG) em que crianças acusam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de crime e tecem críticas ao governo federal, ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao filho de Lula, Lulinha.
A peça foi publicada nas redes sociais de Nikolas e replicada no canal de WhatsApp de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência com Lula. Até o momento, o vídeo foi removido do Instagram do deputado Nikolas Ferreira e do canal ‘Tropa do Flávio’, de Flávio Bolsonaro no WhatsApp. NasAténtas do deputado nas redes sociais X e Facebook, a publicação ainda estava no ar.
A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira atendeu a um pedido do PT, que afirmou que a peça leva os eleitores à desinformação, apresentando informações verdadeiras de forma fragmentada ou fora de contexto para induzir a uma conclusão enganosa.
Segundo os advogados do partido, o conteúdo associa artificialmente Lula à ideia de que crianças perdem a infância por causa da violência e de outros problemas sociais.
A defesa do PT argumentou ainda que, ao utilizar crianças, o vídeo potencializa o impacto emocional da mensagem e pode comprometer a dignidade dos menores de idade.
No vídeo, publicado no último dia 12 de outubro, Dia das Crianças, o deputado Nikolas Ferreira mostra crianças que, em trechos editados, fazem críticas ao governo federal.
Uma delas diz que Lula e Lulinha, filho do presidente, seriam responsáveis pelo roubo do dinheiro da avó para comprar uma bicicleta. As críticas feitas pelas crianças ao governo federal, a Lula e ao PT ainda abordam assuntos envolvendo economia, segurança e medo do futuro.
Segundo a decisão do ministro, o vídeo “ultrapassa a barreira do razoável ao tentar atingir o eleitor psicologicamente mediante a abordagem indevida da propaganda negativa a um candidato veiculada massivamente na internet, aproveitando-se da exploração inadequada da inocência infantil”. Deferida em caráter liminar, a decisão será submetida ainda ao plenário do TSE.
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo, hoje, afirmando que irá ao debate previsto para acontecer neste domingo (18).
“Bastou eu falar que não ia no debate, para você [Lula], no minuto seguinte, falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse”, afirmou o candidato.
Durante evento em São Paulo, ontem, Flávio disse que não iria ao debate previsto para esta semana e que ainda vai avaliar se comparecerá ao da TV Globo, marcado para a próxima semana, no dia 23.
O Senado analisa, hoje, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o fim da escala 6×1. Encampado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o texto será votado no momento em que o petista busca uma virada na corrida eleitoral a 11 dias para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A pauta é uma grande aposta para a campanha de reeleição do atual titular do Executivo. A avaliação é de que a medida tem potencial de alcançar um eleitorado para além do que já vota no petista e conquistar o eleitor indeciso — um dos principais públicos-alvo da campanha neste segundo turno.
O tema também tem apelo entre as mulheres, outro segmento visado por Lula para melhorar o desempenho em relação à primeira fase da corrida. O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente com 56,1 milhões de votos (47,03%) contra 53,8 milhões (45,16%) do petista.
Na Brasília que ferve no segundo turno presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a corridinha dos 8 km diários, há pouco, foi na Asa Norte. O verde se restaurou com as primeiras chuvas do veranico, mas o calor e a secura continuam insuportáveis.
Se há uma certeza numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no próximo dia 25, é a libertação do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por suposta tentativa de golpe há um ano meio. A vantagem de Flávio reacendeu entre aliados a expectativa de encontrar uma saída para a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
Com 121 deputados e 28 senadores eleitos pelo PL, dirigentes refazem as contas para viabilizar uma anistia que alcance o ex-presidente. A adesão de PP, União Brasil, Republicanos, Novo e Podemos abriu novos canais de negociação e a pauta virou tema de encontros com os partidos.
A mobilização ocorre em paralelo à aproximação com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à tentativa da defesa de reverter a sentença por meio de uma revisão criminal. Decisões recentes do Judiciário alimentam a percepção de uma possível distensão com o bolsonarismo, embora novas medidas contra integrantes da família contrariem essa leitura.
O objetivo de pessoas próximas ao ex-presidente é permitir que ele deixe a prisão ainda em 2026 e participe de uma eventual posse do filho. “Vocês verão no dia 6 de janeiro de 2027, na data da posse, Flávio Bolsonaro fazendo uma oração, entregando o Brasil nas mãos de Deus. E vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente”, chegou a profetizar o filho do ex-presidente. A posse presidencial será dia 5.
Antes do primeiro turno, a avaliação era que as chances de uma solução para Bolsonaro, diante da resistência no STF e das dificuldades no Congresso, eram remotas. O novo cenário levou dirigentes do PL a refazer as contas para a anistia, que passou a integrar as conversas com partidos incorporados à campanha.
Neste ano, o bolsonarismo conseguiu uma vitória com a sanção da Lei da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Sua aplicação, porém, depende de uma definição do STF, que analisa questionamentos à legalidade da alteração legislativa.
Entre aliados de Bolsonaro, a avaliação é que a medida representa um avanço, mas não é suficiente. Parte do grupo defende uma anistia mais ampla, capaz de eliminar as punições impostas aos envolvidos na trama golpista, em vez de apenas reduzir o tempo de cumprimento das penas.
Novela mexicana – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, autorizou, ontem, o funcionamento do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), após a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrar a ferramenta na Justiça Eleitoral como um endereço oficial de comunicação. A retomada, no entanto, está condicionada ao cumprimento de um prazo de 48 horas, contado a partir da comunicação do endereço à Justiça Eleitoral.
Lula no tudo ou nada – Em mais uma ação de olho na reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, ontem, um pacote de medidas para apoiar os microempreendedores individuais (MEIs). O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições, em meio à tentativa do petista de reverter a vantagem de 2,2 milhões de votos obtida por Flávio Bolsonaro (PL) na primeira etapa da disputa. O conjunto de medidas foi batizado de Prospera MEI. O público-alvo são trabalhadores que atuam por conta própria, como comerciantes, prestadores de serviços e pequenos empresários formalizados como MEI, categoria que permite ter um CNPJ, pagar impostos de forma simplificada e contribuir para a Previdência Social.
Amanhã tem nova pesquisa DataFolha – O Datafolha divulga, amanhã, nova pesquisa sobre a intenção de voto no segundo turno da eleição presidencial, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a partir das 18h30. Levantamento divulgado no último dia 8 apontou que Flávio Bolsonaro tinha 52% dos votos válidos no segundo turno, ante 48% de Lula. A nova pesquisa foi feita de 13 a 15 de outubro, com 2.520 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais. Está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-00466/2026.
Cobrança em carta – Colegas do curso de Direito da governadora Raquel Lyra (PSD) divulgaram, ontem, uma dura cobrança, através de carta aberta à gestora, para um posicionamento na eleição presidencial. Ao mesmo tempo, defenderam a democracia, o respeito à Constituição e às instituições republicanas. No documento, o grupo também declara apoio ao presidente Lula (PT) no segundo turno presidencial e ressalta que divergências políticas não devem apagar os laços de amizade, mas que a defesa dos valores democráticos exige posicionamento público, uma clara cobrança à Raquel que insiste na neutralidade neste segundo turno.
Coragem para assumir – Em vídeo postado nas suas redes sociais, ontem, o ex-prefeito de Petrolina e candidato a deputado federal derrotado, Miguel Coelho (UB), assumiu, enfim, seu viés bolsonarista declarando apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Com a justificativa de que o país precisa de mudança, Miguel disse que todo posicionamento político precisa de coragem e defendeu o respeito às diferenças. Já a governadora Raquel Lyra (PSD), que o ex-prefeito carregou nos ombros num ato de campanha em Petrolina, continua, literalmente, em cima do muro.
CURTAS
FLÁVIO LIDERA – Pesquisa BTG/Nexus divulgada, ontem, mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República, enquanto Lula (PT) soma 48%. Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para contabilizar o placar final no dia do pleito.
NA PRESSÃO – O senador Flávio Bolsonaro (PL) disse, ontem, que vai votar a favor da PEC que acaba com a escala 6×1, proposta do governo Lula (PT).Em meio ao segundo turno da eleição, a aprovação de um dia a mais de folga com manutenção do salário é uma das principais apostas de Lula para tentar uma virada na disputa, já que o petista está atrás de Flávio nas pesquisas.
PODCAST – O ex-ministro e ex-presidente do PT, Ricardo Berzoini, será o entrevistado de hoje do meu podcast Direto de Brasília, uma parceria com a Folha de Pernambuco. Na pauta, as eleições presidenciais e as recentes críticas que fez ao PT e a condução da campanha de Lula.
Perguntar não ofende: Como virá a pesquisa presidencial de hoje da Quaest?
A campanha da chapa Lula-Alckmin neste segundo turno está numa curva ascendente, de crescimento da mobilização digital, da presença cada vez maior nas ruas de todo o país, e de um sentimento de vitória que se consolida a cada dia. A avaliação é do presidente nacional do PSB, João Campos, que participou, hoje, da reunião dos presidentes dos partidos aliados, em Brasília.
Durante o encontro que também contou com a presença de deputados, senadores e governadores, os participantes fizeram avaliações sobre a conjuntura política e eleitoral. Para Campos, a avaliação é de que há um momento muito bom sendo construído e consolidado a cada dia com trabalho e militância.
“A nossa tarefa é a de consolidar essa onda de crescimento até o dia 25, levando nossas propostas e mobilizando cada vez mais gente”, afirmou. “Estamos muito animados com este momento”. O presidente do PSB chama as pessoas que já votaram em Lula a convencerem aquelas que se abstiveram ou que não deram seu voto ao presidente no primeiro turno.
“A gente pede a dedicação de todos e todas para buscar esses votos pelo convencimento. Agora é hora de fazer o bom debate, falar do futuro, do compromisso e do cuidado verdadeiro com as pessoas”, afirmou.
João Campos reafirmou o papel ativo do PSB no esforço de garantir mais essa conquista decisiva para os brasileiros. “O nosso partido está junto, comprometido com a defesa dos direitos sociais e de um projeto de desenvolvimento que só Lula e Alckmin podem construir”, disse.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, hoje, que não deve comparecer ao primeiro debate do segundo turno, promovido pela Band no próximo domingo (18). Momentos depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que vai ao evento e desafiou o adversário a encontrá-lo.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não irá ao debate da Band após um evento no comitê político do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que marcou o anúncio do apoio de 17 diretórios estaduais do MDB à candidatura de Flávio.
“Não vou, não está previsto ir nesse debate domingo. Estamos analisando, quem vai dar a palavra final será minha equipe técnica, de ir no último debate”, declarou, reforçando a incerteza sobre sua presença ao confronto promovido pela TV Globo no próximo dia 23, dois dias antes do segundo turno.
Já Lula enviou um vídeo para a emissora confirmando sua presença. Na peça, o mandatário afirmou que “espera que o adversário compareça para que o povo tenha conhecimento sobre as diferenças de campanha e diferenças de programa”.
Além da Band, o debate do próximo domingo também é promovido pelo Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan, além do YouTube. Procurada, a emissora afirmou que o debate está mantido e “caso um dos candidatos não compareça, o púlpito ficará vazio”.
O ex-ministro da Previdência, do Trabalho, das Comunicações e da Secretaria-Geral de Governo, além de ex-presidente do PT e ex-deputado federal, Ricardo Berzoini, é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, de amanhã. O programa irá ao ar excepcionalmente nesta quarta-feira, por motivo de conflito na agenda do entrevistado.
Recentemente, em entrevista ao Correio da Manhã, chefiado em Brasília pelo jornalista Rudolfo Lago, parceiro do podcast, Berzoini fez uma análise sobre o atual quadro eleitoral, na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, e seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Berzoini projeta a possibilidade de Flávio Bolsonaro ter uma performance semelhante à que teve seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018, quando foi eleito presidente. Na ocasião, seu adversário não era Lula, mas Fernando Haddad. “Ou seja, será como gosta de dizer aquele locutor de futebol: ‘Haja coração!’ Uma disputa voto a voto”, disse ele.
Um outro fator que merece atenção, segundo Berzoine, é a pressão que deve ser exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste pleito. Para ele, já está mais do que claro que essa pressão já está acontecendo e deverá se intensificar. “Há diversos interesses em jogo”, diz Berzoini. “Desde terras raras até o Pix e o controle das big techs”.
Nascido em Minas Gerais, Berzoini, vive em São Paulo desde os seis anos de idade. Bancário concursado do Banco do Brasil, iniciou na política no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, do qual foi presidente. Após este período, foi eleito deputado federal quatro vezes.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O cantor, compositor, roteirista, ator e autor teatral Evandro Mesquita, fundador da banda de rock brasileiro Blitz, é o entrevistado do programa Sextou desta semana. Formada em 1981, no Rio de Janeiro, sendo uma das precursoras do rock nacional, a banda segue em atuação até hoje, sendo referência no gênero.
Na sua estreia, a formação clássica da banda consistia em Evandro Mesquita (vocal, violão e gaita), Ricardo Barreto (guitarra), Lobão (bateria), Fernanda Abreu (vocal de apoio), Marcia Bulcão (vocal de apoio), Antônio Pedro Fortuna (baixo) e Billy Forghieri (teclados).
Em 1981, Evandro Mesquita, através de sua namorada na época, conseguiu um convite para tocar no Caribe, bar que o empresário Mauro Taubman, dono da grife Company, estava inaugurando no bairro de São Conrado. Embora na época tocasse apenas por passatempo com alguns conhecidos, como Ricardo Barreto e Lobão, aceitou e recrutou mais alguns músicos para completar a banda e fazer a apresentação na estreia do bar, em 21 de fevereiro. Devido às constantes blitz que os músicos passavam para ir ao ensaio, o baterista Lobão deu a ideia de batizar a banda de Blitz.
A carreira de Evandro Mesquita é um show a parte. Multifacetado, ele é considerado um ícone da música e da televisão, com um grande reconhecimento por parte do público e da crítica. Evandro integrou o grupo teatral ‘Asdrúbal Trouxe o Trombone’ ao lado de diversos outros artistas como Regina Casé, Patrícia Pillar, Luiz Fernando Guimarães e Cazuza.
Ele integrou o elenco de novelas como Top Model (1989), Vamp (1991), Mulheres de Areia (1993) e Bang Bang (2005), além de participações em séries e humorísticos como ‘Armação Ilimitada’, ‘Sai de Baixo’, ‘Malhação’, ‘Os Normais’, ‘Tapas & Beijos’ e ‘Justiça 2’.
Em 2005, passou a integrar o elenco da série ‘A Grande Família’ no papel do mecânico mulherengo e semianalfabeto Paulo “Paulão” Wilson, personagem esse que conquistou os fãs do programa e tornou-se um dos seus papéis mais lembrados, fazendo-o permanecer até o fim da série, em 2014.
No cinema, fez sua estreia em 1982 com o filme ‘O Segredo da Múmia’, dirigido por Ivan Cardoso. Posteriormente, atuou em outras produções como Menino do Rio (1982), Gêmeas (1999), Os Normais – O Filme (2003), Um Lobisomem na Amazônia (2005) e Dona Lurdes – O Filme (2024); além de dublagens de produções norte-americanas, como Deu Zebra! (2005) e Meu Malvado Favorito 3 (2017). Mesquita escreveu e estrelou o filme Não Quero Falar sobre Isso Agora (1991), pelo qual ganhou o Kikito de Ouro de melhor roteiro no Festival de Gramado.
O Sextou vai ar na próxima sexta-feira, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
O Vaticano informou, hoje, que o papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo comum de câncer de pulmão. A cirurgia à qual o pontífice foi submetido mais cedo durou cerca de 90 minutos e foi considerada um sucesso. Após o procedimento, ele retornou ao quarto do hospital. No processo, o lobo inferior do pulmão direito foi removido por videotoracoscopia.
O papa acordou normalmente após a cirurgia, ainda segundo o comunicado, assinado pelo doutor Luigi Carbone e pelo professor Stefano Margaritora. Leão revelou, no último domingo (11), que precisaria passar pela operação, conforme recomendação dos médicos, destacando que o nódulo havia sido detectado em estágio inicial.
Ele foi operado no Hospital Policlínico Gemelli. O centro médico é um dos principais de Roma e possui uma ala reservada para os papas, no 10° andar. No ano passado, o papa Francisco ficou internado no Gemelli devido a uma crise respiratória. Já João Paulo II ficou tanto tempo internado neste hospital que passou a chamá-lo de “Vaticano III”.
Também hoje, Pietro Parolin, secretário de Estado e “número dois” do Vaticano, afirmou à imprensa italiana que foi surpreendido pela notícia de que Leão teria que passar pela cirurgia, mas ressaltou a serenidade do pontífice. “Conversamos com muita calma”, disse ele. “Estou preocupado? Sim, porque certamente não esperava algo assim”, adicionou o cardeal.
“É algo que, graças a Deus, foi detectado imediatamente. E, normalmente, quando essas coisas são descobertas a tempo, podem ser resolvidas”, continuou Parolin. Leão cancelou todos os seus compromissos públicos até 20 de outubro para conseguir se recuperar da cirurgia.
Lideranças da direita se reuniram no comitê de Flávio Bolsonaro (PL), no bairro do Pina, no Recife, para discutir ações de mobilização em apoio à candidatura presidencial do senador. O encontro contou com a presença do vereador e deputado estadual eleito Gilson Machado Filho (Podemos), que também viabilizou a participação virtual dos deputados federais eleitos Gilson Machado (Podemos)e Thiago Medina (PL).
Gilson Machado acompanhou a reunião do Piauí, onde atua na campanha de Flávio e no fortalecimento da candidatura de Dorinha ao Governo do Estado. “Fui chamado para fortalecer a candidatura de Dorinha para o governo do Piauí. Volto amanhã e já estarei ao lado de Alfredo Gaspar na grande carreata de Carpina”, afirmou.
Entre as ações previstas está um ato com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), no próximo dia 22, com concentração às 19h, na Pracinha de Boa Viagem. Eleito o deputado estadual de direita mais votado de Pernambuco, Gilson Filho reforçou o compromisso do grupo com a disputa presidencial. “Nosso objetivo coletivo maior agora é um só: eleger Flávio Bolsonaro nosso presidente”, declarou. Pai e filho também mantêm aberto o ponto de apoio utilizado em suas campanhas para distribuir materiais de divulgação de Flávio Bolsonaro, cuja imagem e número já estampavam suas peças eleitorais.
A proposta de emenda à Constituição que acaba com a jornada de trabalho 6×1 passou pela quarta sessão de discussão no Plenário do Senado, hoje. A quinta e última sessão regimental em primeiro turno está prevista para amanhã.
A líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), anunciou um requerimento de calendário especial para acelerar a tramitação da proposta. Se a quebra de interstícios for aprovada, há a possibilidade de a PEC ter os dois turnos de votação concluídos ainda na quarta.
De autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) – que estava presente no Plenário durante o debate –, a PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria. No Senado, ela havia recebido 36 emendas até esta terça-feira, todas rejeitadas pelo relator no Senado, o senador Omar Aziz (PSD-AM).
Interstício
No comando da sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que o fim da escala 6×1 “vai mudar a vida de milhões de trabalhadores brasileiros”. Davi informou que a base do governo já conseguiu as assinaturas necessárias e que o requerimento de quebra de interstício deverá ser votado após a quinta sessão de discussão.
Teresa Leitão disse no Plenário que ligou para vários colegas senadores e senadoras para pedir votos a favor do fim da 6×1. “Nada mais razoável do que a gente, amanhã, coroar esse processo de debate e aprovar essa PEC. Quem votar favoravelmente a essa PEC estará escrevendo, na história de seu mandato, um processo tão importante quanto a Constituição quando diminuiu de 48h para 44h”, disse a líder do governo.
Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender que o texto seja aprovado sem alterações. Ele reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários. Paim argumentou que o “descanso não é luxo, é sagrado” e que a mudança deverá aumentar a oferta de empregos.
“Esta não é uma questão ideológica, partidária, de governo ou de oposição, é uma questão de Estado que tem como horizonte a melhoria da vida das pessoas. Estamos discutindo a dignidade das pessoas. Amanhã é o dia”, disse Paim.
O senador Weverton (PDT-MA) disse que o Brasil não vai “quebrar” se a escala 6×1 acabar e que vários países já o fizeram. Os senadores Chico Rodrigues (PSB-RR) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) também manifestaram apoio à aprovação.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), disse que os trabalhadores merecem ter mais um dia de descanso. “Amanhã, pela lucidez dos senadores, nós haveremos de fazer a redução dessa jornada”, concluiu.
Em vídeo postado nas suas redes sociais, há pouco, o ex-prefeito de Petrolina e candidato a deputado federal derrotado, Miguel Coelho (UB), fez um pronunciamento declarando o seu apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Com a justificativa de que o país precisa de mudança, Miguel disse que todo posicionamento político precisa de coragem e defendeu o respeito às diferenças. Confira!
Pela segunda eleição consecutiva, Maria Arraes (PSB) alcançou um feito que demonstra a abrangência de sua atuação política em Pernambuco: recebeu votos nos 184 municípios do estado e no arquipélago de Fernando de Noronha. Deputada federal por quatro anos, ela agora foi eleita para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), com 75.888 votos, consolidando-se como a quarta candidata mais votada do PSB para o Legislativo estadual e a única mulher eleita pela legenda.
O resultado repete o desempenho alcançado em 2022, quando Maria Arraes conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados e também registrou votos em todos os municípios pernambucanos, além de Fernando de Noronha.
Na eleição de 2026, a parlamentar voltou a demonstrar capilaridade eleitoral em todas as regiões do estado. A presença nas urnas de municípios com diferentes realidades sociais e econômicas reforça o alcance de seu projeto político e a conexão construída com o eleitorado pernambucano.
Com a eleição para a Alepe, Maria Arraes inicia uma nova etapa de sua trajetória política, agora no Legislativo estadual, levando consigo a experiência acumulada na Câmara Federal e o reconhecimento de eleitores de todo Pernambuco.
“No Congresso Nacional, estivemos ao lado do presidente Lula em defesa da democracia e de projetos importantes o povo brasileiro, sendo uma voz firme contra o bolsonarismo. Agora, chego à Assembleia Legislativa de Pernambuco com a mesma disposição e responsabilidade. Sei da importância da Alepe para o futuro do nosso estado e estarei atenta aos desafios de cada região, sendo uma voz ativa na defesa dos pernambucanos, fiscalizando, debatendo e trabalhando para que Pernambuco avance e a população tenha seus direitos respeitados”, pontuou a deputada estadual eleita.