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Após a saída do pai, Gilson Machado, do Partido Liberal para o Novo, o vereador Gilson Machado Filho (PL) afirmpu que a sigla passa por um momento “turbulento e desorganizado”. Apesar de garantir lealdade ao partido, em respeito a relação que mantém com a família Bolsonaro, o parlamentar recifense diz que nomes importantes do PL foram escanteados, e avalia que outros filiados devem deixar a legenda.
“Eu acredito que o PL precisa primeiro se organizar em Pernambuco, porque, (no momento) apaga a luz e joga as malas, quem vai ser próximo a sair? O nome mais importante do PL de Pernambuco foi escanteado, que é meu pai, Gilson Machado. Um deputado fortíssimo também, que é Renato Antunes, saiu do PL. Então, hoje a gente tem um PL que infelizmente está bem turbulento e desorganizado”, declarou Gilson Machado Filho, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, na manhã desta quarta-feira (28).
Leia maisO vereador espera que o grupo recupere a unidade para ter o potencial de derrotar a esquerda nas eleições deste ano. Mesmo com esses imbróglios, Gilson Filho garante que continuará leal aos interesses da família Bolsonaro e que deixará o Partido Liberal apenas se Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, solicitar sua saída.
“Eu fui eleito pelo PL, e continuo no PL até que Flávio Bolsonaro fale alguma coisa. Então, independentemente do partido que meu pai esteja ou que eu venha a estar, isso não vai mudar, a gente vai ser sempre leal ao presidente Bolsonaro, inclusive trazendo outros partidos para apoiar a candidatura de Flávio”, explicou.
Em contrapartida, o parlamentar municipal reclamou do fato de os perfis midiáticos do Partido Liberal em Pernambuco não estarem contribuindo de forma mais contundente para a candidatura do sucessor da família Bolsonaro, o senador Flávio.
Assim como o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), Gilson Machado Filho apoia as múltiplas candidaturas da direita ao pleito Executivo Federal. O vereador acredita que ter mais vozes da direita concorrendo ao cargo consolida a imagem do campo político nos debates eleitorais.
“Estamos unidos em torno de um único nome, que é o de Flávio Bolsonaro, mas acredito que, no primeiro momento, seja interessante para os debates a gente ter mais de um candidato da direita, porque teremos um massacre nos debates contra a esquerda”, argumentou. O legislador afirma estar focado em cumprir seu mandado na Câmara dos Vereadores do Recife, mas não descarta a ideia de concorrer aos cargos de deputado federal ou estadual, desde que essa seja uma solicitação de Flávio Bolsonaro.
O vereador também avaliou os possíveis palanques construídos pela governadora Raquel Lyra (PSD). “Acredito que a governadora Raquel Lyra é muito competente, mas vai ficar em cima do muro. Não vai apoiar a esquerda nem a direita, como ela fez lá atrás (em 2022). Acredito que o palanque dela vai ser mais neutro”, analisou. O parlamentar disse que o incomoda o fato da gestora estadual não se posicionar, visto que votos de sua base tem maioria de centro-direita.
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