A formação da chapa majoritária do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo causou muitas tensões entre petistas e a cúpula do PSB. A composição foi fechada na semana passada, quando o presidente Lula (PT) reuniu os integrantes e fez o anúncio. As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) serão candidatas ao Senado, enquanto o ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) será vice. Segundo Tebet, a demora ocorreu devido a muitas especulações, mas os atores políticos acabaram não conversando antes do encontro com Lula.
“Na realidade, não é que havia nó. É que nós não tínhamos sentado coletivamente para decidir. Eu não tinha conversado com o (ex-governador) Márcio França (PSB), o Márcio não tinha conversado com a (ex-ministra) Marina Silva (Rede) e a Marina não tinha conversado comigo. Nós estávamos aguardando essa reunião, que foi chamada de última hora. O presidente chamou, falou que queria resolver logo. Sem mentira, a reunião não durou meia hora. Ele perguntou se o projeto era coletivo, nós falamos que era. Então o Haddad tem autonomia, e ele disse que já tinha conversado com cada um, que somos importantes para o projeto e se aceitaríamos a opção dele. Nós abrimos mão de qualquer intenção pessoal, porque nós precisamos de São Paulo para reeleger o presidente Lula, então somos consequência desse processo”, detalhou Tebet, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia mais“Por mais que eu tivesse vindo para São Paulo com o compromisso de ser pré-candidata ao Senado, eu abri mão disso. A Marina, a mesma coisa; o Márcio também. Então o Haddad decidiu. Então foi muito tranquilo, nós estamos muito coesos enquanto time, trabalhando coletivamente. Fazendo uma analogia com a Seleção Brasileira, cada hora um faz gol”, completou.
A ex-ministra ressaltou a importância do currículo dos companheiros da chapa. “É digno de Seleção Brasileira. Estamos falando do lado de cá de cinco pessoas, entre os pré-candidatos a governo, a vice, as duas vagas de Senado e o nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que é de São Paulo. Desses cinco, estamos falando de quatro que foram candidatos à Presidência da República, três foram governadores, três foram prefeitos e todos foram ministros de Estado. Olha que time com experiência, com capacidade, com uma lista de serviços prestados”, concluiu.
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