Roberto Freire quer Eduardo Leite presidente do Brasil
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
O presidente nacional do Cidadania, o ex-senador e ex-ministro da Cultura Roberto Freire, defende veementemente o nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), como candidato ideal à Presidência da República nas eleições deste ano. Para Freire, Eduardo Leite é o estadista que o Brasil precisa para romper a polarização entre o PT e o bolsonarismo que, na opinião dele, só atrapalha o país.
Ao longo de sua vida pública, o ex-senador militou no campo da esquerda e destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia. Atualmente, continua se considerando de esquerda, mas não a mesma esquerda representada pelo presidente Lula (PT), uma liderança que, para Freire, não acompanhou as mudanças no mundo com a revolução digital e governa como se estivesse ainda no século 20.
Leia maisRoberto Freire foi o primeiro entrevistado deste ano no podcast Direto de Brasília, ontem (6), comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Na ocasião, justificou o apoio a Eduardo Leite dando como exemplo a postura do governador do Rio Grande do Sul na crise dos últimos dias entre Estados Unidos (EUA) e Venezuela.
Ao contrário de outros governadores brasileiros, sobretudo os de direita, que concordaram com a ação do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar à força o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e levá-lo a julgamento em solo americano, Eduardo Leite criticou a medida e manifestou “profunda preocupação com a escalada de tensão em nossa região”, embora sem aprovar as atitudes de Maduro.
“O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”, escreveu Eduardo Leite nas redes sociais.
O governador ainda disse: “Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil”. Roberto Freire avaliou que a invasão de Trump não provocou mudança no regime ditatorial na Venezuela e elogiou a opinião de Eduardo Leite.
“Não houve mudança no regime. Houve tirar, sequestrar e prender o ditador Maduro, mas a ditadura que veio do Chavismo lá continua. Quem (no Brasil), nesse processo todo, teve a capacidade de ver claramente isso foi o governador Eduardo Leite, que é o meu candidato. Ele demonstrou ser um estadista, que condenava sempre o regime Chavista, mas esse não é um mecanismo que o mundo civilizado aceite (a atitude de Trump)”, analisou Freire.
Bolsonarista não – Questionado se apoiaria outro candidato do PSD, como o governador do Paraná, Ratinho Júnior, Freire afirmou que vai lutar para que o Cidadania marche junto a Eduardo Leite, mas que pretende convocar um congresso nacional do partido. Porém, foi taxativo quanto aos políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): “não vou apoiar nenhum candidato do campo bolsonarista. Isso não significa que eu seja petista ou lulista. Eu não sou nenhum dos dois. O Brasil precisa superar essa fase”.

2026 ainda em aberto – Para Roberto Freire, a eleição presidencial de 2026 não está resolvida, mesmo com o favoritismo do presidente Lula (PT), a quem ele não considera imbatível. O ex-senador destacou que a vitória apertada do petista em 2022 é um sinal do esgotamento lulista. “Ele não é imbatível, e já teve riscos em 2022, uma eleição da rejeição. Lembro bem o impacto que a candidatura de Simone Tebet (MDB) tinha. Percebia-se que era um quadro político, que tinha um programa, que tinha um projeto, que Lula hoje relega, de integração com a América Latina. Esse é um grande projeto para o Brasil”, observou Freire.
Abrindo os trabalhos – A Federação União Progressista realizou, ontem (6), no Recife, um encontro com lideranças políticas do Litoral Sul de Pernambuco, o primeiro do ano. Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte receberam o deputado France Hacker, o prefeito de Rio Formoso, Berg de Hacker, a ex-prefeita de Sirinhaém Camila Machado, o conselheiro federal da OAB Maurício Albuquerque, além de representantes de Rio Formoso, Sirinhaém e Tamandaré. Na reunião, foram discutidos cenários para as eleições de 2026 e 2028. A Federação, formada pelos partidos Progressistas e União Brasil, trabalha para ampliar sua presença nas próximas disputas, com a meta de eleger deputados estaduais e federais e concorrer a uma vaga no Senado.
Sem alarde, uma passadinha na Espanha 1 – A notícia de que a governadora Raquel Lyra (PSD) viajou de férias para a Espanha, esta semana, em meio à interrupção do recesso parlamentar na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), repercutiu nos bastidores da política. A informação foi dada com exclusividade pelo titular deste blog, ontem (6), que observou, ainda, que não houve passagem de bastão para a vice-governadora, Priscila Krause. Deputados da base governista chegaram a cancelar viagens para marcarem presença na Alepe, atendendo ao pedido da governadora por convocação extraordinária.

Sem alarde, uma passadinha na Espanha 2 – Com a oposição e com a presidência da Alepe, Raquel não pode contar. Então, sobrou para os deputados governistas estarem no Recife em janeiro para as possíveis votações dos projetos enviados por ela à Casa, além de enfrentarem em nome dela o ambiente hostil na Alepe causado pela própria inabilidade política de Raquel. Os governistas só não contavam que apenas eles cancelariam suas férias, já que a governadora pegou um avião e foi descansar na Europa, deixando os parlamentares na capital “comendo a bronca” na Assembleia e sem definição, por exemplo, de como ficará o orçamento de Pernambuco este ano, já que a LOA permanece sob análise da Procuradoria da Casa. Um oposicionista brincou: “É uma graça. Os deputados da base dela que desmarcaram suas agendas devem estar arretados”.
CURTAS
Atos golpistas – O presidente Lula pretende usar o ato de 3 anos do 8 de Janeiro, nesta quinta-feira (8), para vetar parcialmente o projeto da dosimetria. A cerimônia não contará com os chefes do Congresso. Hugo Motta (RP-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (UB-AP), do Senado, informaram que não participarão. As informações são do portal Poder360.
Tensão – As ausências reforçam o clima de tensão entre Planalto e Legislativo em torno da proposta da dosimetria aprovada pela Câmara em 10 de dezembro e pelo Senado em 17 de dezembro. O texto flexibiliza penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro e pela tentativa de golpe de 2023, como Jair Bolsonaro (PL).
Aniversário de Goiana – A Prefeitura de Goiana celebra, hoje (7), os 315 anos do Estabelecimento da Câmara e da antiga Vila de Goyanna, marco da formação política, administrativa e institucional do município. A data remete a 7 de janeiro de 1711, quando foram oficialmente instaladas as estruturas de poder local, conforme registros históricos.
Perguntar não ofende: Por que Raquel Lyra não passou o cargo de governadora para Priscila Krause antes de viajar para a Espanha?
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