Por José Adalbertovsky Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Existe um ditado de que as maiores mentiras são cometidas depois das pescarias, antes dos casamentos e durante as guerras. Na verdade, a mentira tem pernas longas e cabeludas e caminha com botas de sete léguas.
A mentira matar da história é dizer que o Bem sempre vence. Taí Barrabás que não me deixa mentir. Barrabás vive.
Leia maisO Véio do Pastoril encarnado cometeu uma mentira estelar ao protestar contra a captura do seu pareceiro o ditador narcoterrorista Nicolas Maduro e dizer que o Continente Latino-Americano é região de paz, porque aqui não exista bomba atômica nem litígio entre fronteiras nem guerras. A guerra existe, sim. São 7 milhões ou 8 milhões expatriados nas fronteiras, vítimas de perseguições, fome e torturas do regime. Falar em soberania em defesa do tirano assassino constitui um escárnio diante dos céus.
No passado, de 1864 a 1870, a guerra da Tríplice Aliança (Brazil, Argentina e Uruguai) contra o Paraguai foi mais que uma guerra, foi um massacre. O ditador Solano Lopez provocou o conflito e seu País foi destroçado. Estima-se a morte de mais de 300 mil paraguaios e outros 100 mil do lado da Aliança. Mudou para sempre a história do Paraguai.
Constitui uma mentira mastodôntica falar em primeira guerra mundial de 1914 a 1918 e segunda guerra mundial de 1945 a 1946. A humanidade adâmica sempre esteve em guerra desde os tempos primevos. Uma das primeiras guerras mundiais aconteceu na Antiguidade, entre gregos e troianos. A batalha foi desencadeada porque Páris, um príncipe de Tróia, raptou a Helena, mulher bela e saborosa, namorada de Menelau, rei dos gregos. O rei armou seus exércitos para vingar a desfeita. O “Cavalo de Tróia”, armadilha dos gregos, invadiu as muralhas do inimigo e trouxe Helena de volta para os braços do Rei Menelau, que voltou a gemer sem sentir dor.
O imperador mongol Gengis Khan comandou, no século XIII, várias primeiras guerras mundiais na China, Afeganistão, Irã, Rússia, o mundo conhecido na época. Atribui-se a ele o morticínio de mais de 37 milhões de criaturas. Precursor da guerra bacteriológica, espalhava cadáveres no campo dos inimigos para contaminar as cidades. Foi o maior conquistador de impérios da história da humanidade, de 20 milhões de km quadrados, mais que a extensão do Brazil. Gengis se autoproclamava, monocraticamente, “um flagelo de Deus”. O bicho era comunista antes de existir o comunismo.
Personagem mitológico, o Imperador francês Napoleão Bonaparte foi protagonista de várias guerras mundiais desde o início do século XIX na Europa. As guerras napoleônicas mudaram a geopolítica do poder no Continente e no mundo. Imbatível nos campos de batalha, Napoleão perdeu a guerra para o “general inverno” nas geleiras da Rússia em 1812. Foi vitorioso em mais de 60 batalhas revolucionárias na Europa. A maior derrota aconteceu na famosa Batalha de Waterloo. Exilado na ilha de Santa Helena, morreu em 1821.
Esta terra de Santa Cruz, a terra da verdadeira Cruz, está em guerra, com mais de 40 mil mortes violentas por ano e atolada até o pescoço na corrupção.
*Periodista, escritor e quase poeta
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