A jornalista Jô Mazzarolo tomará posse na Academia Pernambucana de Letras (APL) no próximo dia 14 de janeiro, às 19h, em cerimônia marcada para a sede da instituição, na Avenida Rui Barbosa, no bairro das Graças, no Recife. Eleita por unanimidade, Jô ocupará a cadeira nº 14, vaga aberta com o falecimento da pianista Elyanna Caldas. O convite para a solenidade é assinado pelo presidente da APL, Lourival Holanda.
Natural de Veranópolis, no Rio Grande do Sul, Jô Mazzarolo construiu uma trajetória consolidada no jornalismo brasileiro. Iniciou a carreira na TV Bandeirantes, integrou a RBS a partir de 1984 e, em 1988, passou a atuar na Rede Globo, no Rio de Janeiro, onde exerceu funções como editora do Jornal Hoje e chefe de produção do Jornal Nacional e do Jornal da Globo. Posteriormente, esteve à frente da diretoria de jornalismo da Globo Recife por 23 anos, período em que ocupou cargos de liderança e participou de mudanças estruturais nas redações da emissora.
Além da atuação profissional, Jô Mazzarolo é autora do livro “Mude o conceito – Quando inovar não era opção”, no qual aborda temas ligados à comunicação e inovação, e também atua como palestrante. Sua eleição para a Academia reconhece a contribuição ao jornalismo e à produção intelectual, reunindo trajetória profissional, experiência editorial e participação no debate contemporâneo sobre comunicação.
Embora esteja em recesso fora do Brasil desde os primeiros dias do ano, a governadora Raquel Lyra (PSD) não transmitiu o cargo para a vice-governadora Priscila Krause (PSD). Na prática, a medida deixa as principais ações governamentais paradas, já que inviabiliza atos inerentes à chefe do Poder Executivo, como nomeações e remanejamentos orçamentários. Fontes no Palácio do Campo das Princesas dizem que o retorno de Raquel só é aguardado para a semana que vem.
O afastamento na surdina pode ser uma estratégia de Raquel para evitar desgastes semelhantes aos ocorridos no ano passado. Em março, durante um período de interinidade de Priscila à frente do Governo de Pernambuco, denúncias apontaram a ocorrência de 25 repasses, com um valor total de R$ 3 milhões, em favor do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. A unidade tem como sócio Jorge Branco Neto, marido da então governadora em exercício.
Ainda no mesmo período, a própria Raquel enfrentou desgaste por estar de férias com os filhos no Canadá enquanto cerca de 700 estudantes selecionados pelo Ganhe o Mundo se frustravam em meio a burocracias do programa. O grupo viajaria para aquele país e para os Estados Unidos, mas teve o sonho adiado em quase um ano devido a falhas na licitação que escolheria a agência responsável pelo intercâmbio. Após muita pressão, o embarque dos alunos só ocorreu em novembro.
Em maio de 2025, Raquel também transmitiu o cargo a Priscila para participar de missão oficial em Nova Iorque, e um novo revés afetou o governo. Prefeitos de municípios atingidos por fortes chuvas reclamaram do tratamento distante dado pela gestão estadual às demandas que apresentaram. As queixas se agravaram depois que veio à tona uma foto que comprovou que Raquel já estava de volta em solo pernambucano, jantando com amigos em um restaurante refinado, na noite anterior à audiência com os prefeitos, que foi conduzida por Priscila Krause ainda na condição de governadora em exercício.
O Brasil discursou em reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), hoje, e reafirmou sua posição de condenar a ação dos Estados Unidos na Venezuela. O Brasil é representado na comissão pelo embaixador Benoni Belli.
A convocação da reunião ocorreu após a intervenção americana no país latino-americano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Ontem, o Brasil também condenou a intervenção norte-americana durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, fez uma declaração pública. Segundo Danese, não é possível “aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”.
Danese afirmou que esse raciocínio “carece de legitimidade e abre a possibilidade de conceder aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, correto ou incorreto, e até mesmo de ignorar as soberanias nacionais, impondo decisões aos mais fracos.”
“O mundo multipolar do século XXI, que promova a paz e a prosperidade, não se confunde com áreas de influência”, pontou. A declaração está alinhada à nota divulgada pelo governo brasileiro, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia da ação norte-americana no país vizinho. A informação foi adiantada pelo blog do Valdo Cruz.
“O Brasil rejeita de maneira categórica e com a maior firmeza a intervenção armada em território venezuelano, em flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, afirmou o embaixador.
Para ele, o ataque e captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável”. Esses atos constituem uma gravíssima afronta à soberania da Venezuela e estabelecem um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, prosseguiu.
De acordo com o embaixador, a Carta das Nações Unidas estabelece, como pilar da ordem internacional, a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas nela.
Nesse sentido, Sérgio Danese ponderou que a aceitação de ações dessa natureza poderia conduzir a um “cenário marcado pela violência, pelo desordenamento e pela erosão do multilateralismo”.
Na reunião de emergência, Rússia e a China, aliados do presidente venezuelano, também condenaram a ação. Os EUA, por outro lado, se defenderam das críticas ao chamar Maduro de “fugitivo da Justiça” e falar em “operação para o cumprimento da lei”.
O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, garantiu o cumprimento do direito ao Incentivo Financeiro Adicional (IFA), destinado aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e aos Agentes de Combate às Endemias (ACE), repassado pelo Ministério da Saúde. O gestor sancionou a Lei nº 4.119, de 16 de dezembro de 2025, que regulamenta o repasse do recurso no município.
O pagamento, no valor total de R$ 1,080 milhão, foi creditado nesta segunda-feira (05) na conta de 390 profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).
O IFA é transferido aos municípios com o objetivo de fortalecer as políticas de Atenção Primária à Saúde e valorizar o trabalho dos agentes. No entanto, para que os profissionais tenham acesso à bonificação, é necessária a regulamentação por meio de lei municipal. Caso isso não ocorra, o recurso pode ser destinado a outros fins pela gestão municipal.
“Agora estamos garantindo, por meio de lei, que esse incentivo chegue integralmente aos agentes de combate às endemias e aos agentes comunitários de saúde. Esses profissionais estão diariamente nas ruas, atuando na prevenção, orientando a população e fortalecendo a saúde pública do nosso município. Essa bonificação é uma forma de reconhecimento e valorização do trabalho essencial que realizam no Cabo de Santo Agostinho”, destacou o prefeito Lula Cabral.
A bonificação é paga anualmente, em parcela única, conforme estabelecido pelo programa de incentivos do Ministério da Saúde. Para os Agentes Comunitários de Saúde, o valor do benefício é de R$ 2.977,16. Já os Agentes de Combate às Endemias recebem R$ 2.374,00.
O benefício é destinado exclusivamente aos profissionais cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES). Não têm direito ao pagamento os agentes em desvio de função, afastados ou licenciados, exceto nos casos de licença médica, maternidade ou paternidade.
De volta à presidência do Cidadania, o ex-senador Roberto Freire é o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje. Na pauta, o cenário nacional, os escândalos do INSS e do banco Master e a eleição presidencial. Freire é defensor da pré-candidatura ao Planalto do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Ao longo de sua vida pública, Freire destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia, sempre defendendo amplas alianças políticas e criticando os segmentos da esquerda menos favoráveis a acordos e composições com setores da direita política.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
2026 será um ano de eleição e de casamento para João Campos e Tabata Amaral. Noivos desde novembro do ano passado, o prefeito de Recife (e pré-candidato a governador de Pernambuco) e a deputada federal (que tentará a reeleição) vão se casar no fim de fevereiro. João e Tabata têm a mesma idade, 32 anos, e estão juntos há sete anos.
A cerimônia – ou melhor, as cerimônias, pois será um casamento no civil e no religioso – é descrita por pessoas próximas ao casal como de “formato pequeno e familiar” e será realizada no Recife.
O jornalista José Maria Trindade, da Jovem Pan, parabenizou publicamente o titular deste Blog pelo sucesso alcançado à frente do intitulado por ele “Grupo de Comunicação Magno Martins”. Em declaração, Trindade destacou a trajetória profissional de Magno e a consolidação de seus projetos, que hoje incluem o Blog, com grande repercussão, o programa de Rádio Frente a Frente e o podcast ‘Direto de Brasília’, com alcance nacional. Confira abaixo a íntegra do pronunciamento de Zé Maria:
“Eu queria dizer que sempre soube desse potencial, desse grupo Magno Martins, que hoje é um grupo Magno Martins de comunicação. Tem um blog, tem um programa de rádio, tem o podcast que está fazendo sucesso e um sucesso nacional.
Esta é a capacidade que o Magno Martins tem de trabalho, isso é muito importante, porque o suor tem que existir mesmo com a competência muito grande. Não adianta nada talento sem suor, sem trabalho, sem o dia a dia. E ele tem tudo isso, talento, força e vai longe.
Eu queria parabenizar não só o Magno Martins, mas toda a equipe que trabalha com ele, principalmente os telespectadores e os ouvintes que seguem o blog do Magno. É o que mais repercute e isso é que é importante. É sinal de seriedade. Todo resultado, todo, é sinal exatamente do que aconteceu antes, ou seja, de toda a trajetória, de todo o caminho.
Parabéns, Magno Martins. Parabéns, equipe. E parabéns a você que acompanha este blog tão importante”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a Brasília e terá de pensar imediatamente em trocas de ministros. Dois querem sair já. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, conversou com Lula no fim do ano passado e sinalizou que desejaria deixar o ministério ainda em janeiro, de preferência até o fim desta semana. Fernando Haddad quer sair até fevereiro.
Integrantes do Ministério da Justiça afirmam que, na virada do ano, Lewandowski sinalizou que quer antecipar a saída. E deixar a pasta até o fim desta semana, na sexta-feira (9). Entre técnicos da pasta, há os que defendam a permanência do ministro até a aprovação da “PEC da Segurança Pública”. A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado.
Já Fernando Haddad também conversou com Lula sobre seu desejo de deixar o Ministério da Fazenda neste início de ano, mas sinalizou que poderia ficar até o final de fevereiro. Na Fazenda, a tendência é de o secretário-executivo, Dario Durigan, ficar no comando da pasta. O interesse do ministro seria atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula à presidência. Os planos do PT – e de Lula – para ele são outros: uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado. As informações são do blog do Valdo Cruz.
O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal novamente, na noite de hoje, segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. De acordo com o relato, o político caiu e bateu a cabeça em um móvel na cela em que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O episódio ocorre seis dias após Bolsonaro receber alta depois de passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços.
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse Michelle, em uma rede social. “Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros”, afirmou a ex-primeira-dama.
Segundo apurou a GloboNews, a equipe médica pessoal do presidente foi informada do episódio e deve avaliar clinicamente o quadro, antes de decidir sobre a necessidade de exames complementares.
É fato que a governadora Raquel Lyra (PSD) botou os deputados para trabalharem em pleno recesso, convocando o Legislativo para um período extraordinário. Mas é fato também que, enquanto os parlamentares dão duro, ela curte férias não oficiais no exterior. Foi vista por um leitor deste blog, no último dia 1º, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, embarcando para a Espanha.
Outro fato também, estranho, diga-se de passagem, é que foi para o exterior sem passar o cargo para a vice Priscila Krause (PSD). Será que estão com as relações estremecidas? Ou Raquel ficou com a pulga na orelha: na última vez que passou o cargo, Priscila liberou uma dinheirama para o hospital do marido, em Garanhuns.
Isso teria provocado a queda do então secretário da Fazenda, Wilson José de Paula, que teria se recusado a liberar os valores.
A Prefeitura de Olinda enviou à imprensa, hoje, uma nota informando sobre o conjunto de medidas adotados juntamente com a empresa responsável pela coleta de resíduos no município. O objetivo da ação é a melhora do serviço e a fiscalização por parte do poder publico e da população. Confira!
Nota oficial
A Prefeitura de Olinda informa que, ontem, formalizou, junto à empresa responsável pela coleta de resíduos no município, um conjunto de medidas de aprimoramento do serviço, com foco em mais controle, rastreabilidade e transparência para a população. Somando às notificações desde 2025.
Entre as determinações encaminhadas no novo documento estão: reestruturação operacional da coleta, com avaliação de necessidade de ampliação de frota conforme o planejamento do serviço, implantação de câmeras nos caminhões e uso obrigatório de sistema de GPS nos veículos. As medidas fazem parte das ações de gestão para elevar o padrão de fiscalização e garantir maior previsibilidade da coleta em todas as regiões da cidade.
A Prefeitura esclarece que o objetivo é corrigir falhas, mantendo o foco no que importa: rua limpa e serviço regular. Por isso, foi estabelecido prazo de 30 dias para implementação completa das medidas operacionais e tecnológicas, com acompanhamento técnico e fiscalizações reforçadas.
A gestão municipal informa ainda que está intensificando a fiscalização motorizada nas dez Regiões Político-Administrativas (RPAs), ampliando o monitoramento em campo e a verificação do cumprimento das rotas e horários previstos.
Paralelamente, para reduzir impactos imediatos e atender as áreas mais afetadas, a Prefeitura iniciou uma operação complementar de reforço, direcionando esforços adicionais para recompor a normalidade do serviço.
A Prefeitura reforça que o compromisso é com a população e que seguirá atuando com gestão, fiscalização e melhoria contínua, assegurando que o serviço seja executado com eficiência e com evidências verificáveis.
Como colaborar: denúncias, reclamações ou solicitações podem ser registradas na Ouvidoria – 0800-002-0202. Ao informar, se possível, envie bairro, rua, ponto de referência e horário para agilizar o atendimento.
A ex-prefeita de Arcoverde, Madalena Britto (PSB), teve papel de destaque no ato político que oficializou o apoio do prefeito da Pedra, Júnior Vaz (PV), ao projeto liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB). O evento aconteceu ontem, em uma casa de recepções, e reuniu importantes lideranças políticas do Agreste e do Sertão pernambucano.
Convidada a compor a mesa principal, Madalena dividiu espaço com João Campos, a ex-deputada federal Marília Arraes, e o ex-prefeito de Sertânia Ângelo Ferreira, reforçando seu protagonismo no debate político estadual. Em seu discurso, a ex-prefeita fez elogios à postura administrativa e à capacidade de trabalho do gestor recifense.
“Eu tenho, João, em você, uma admiração pelo seu trabalho. Acompanho o seu dia a dia. E como seria bom que todos os prefeitos seguissem o seu exemplo, entregando obras todos os dias”, afirmou Madalena, ao recordar também sua experiência administrativa durante os governos de Eduardo Campos e Paulo Câmara.
Durante sua fala, a ex-prefeita também ressaltou a importância da parceria entre municípios e Governo do Estado para o desenvolvimento regional, destacando que o fortalecimento das políticas públicas depende dessa integração.
Um ato público intitulado “Fora Mirella” está marcado para a manhã de hoje, em frente à Prefeitura de Olinda. Com o lema “Olinda merece muito mais”, a mobilização contra a gestão municipal é encabeçada por movimentos sociais da cidade e surge após denúncias feitas por moradores e páginas locais nas redes sociais, que expõem problemas enfrentados diariamente pela população. As informações são do Blog Cenário.
Segundo Francisco Filho, integrante do movimento Brigada de Olinda, as principais críticas envolvem falhas nos serviços de saúde, educação, infraestrutura, limpeza urbana e esportes. Entre as reclamações estão dificuldades no atendimento em hospitais, ausência de material escolar durante o ano letivo, abandono de espaços públicos e a precariedade da limpeza urbana, que acabou se tornando um dos principais símbolos do descontentamento popular.
De acordo com os organizadores, a falta de respostas da Prefeitura e da Câmara Municipal motivou a realização do protesto. Trabalhadores, sindicatos e moradores de diferentes áreas também passaram a procurar perfis locais para relatar problemas, fortalecendo a mobilização e ampliando o alcance das reivindicações.
Francisco destaca que o ato não possui vínculo partidário e representa exclusivamente a vontade popular. “Não é direita, não é esquerda, não é partido A nem partido B. Não é nada pessoal. É a vontade do povo, é a vontade popular de quem quer mudança para Olinda”, pontuou.
Ao alcançar, em apenas 30 dias, 10 milhões de contas, o Instagram deste blog, com mais de 105 mil seguidores, reflete, mais uma vez, o sucesso do espaço de política mais lido no Nordeste, um dos mais acessados no País.
Hoje, atingimos exatamente 10,1 milhões de contas alcançadas em apenas um mês, um feito e tanto, que nos consolida como um dos maiores veículos de comunicação do País. Os números reforçam a força do Blog no ambiente das mídias digitais e comprovam que o nosso Instagram é uma plataforma confiável, com grande capacidade de impacto, visibilidade e influência.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai continuar “se metendo” nos países da América Latina depois da operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro, no último sábado (3). As informações são do portal G1.
Mas as ações de Trump não serão iguais para todos porque cada país tem um peso global e uma conjuntura interna diferentes. A avaliação é de Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.
Em entrevista à BBC News Brasil, o professor diz que “Trump quer criar uma colônia econômica na Venezuela”, com foco na extração de petróleo por empresas dos Estados Unidos.
“Os Estados Unidos querem transformar a Venezuela em um país dependente do próprio Estados Unidos, através do petróleo venezuelano. Tudo indica que, para Trump, não importa o regime que esteja lá na Venezuela. Ou seja, a ditadura chavista pode continuar mudando apenas de nome, e com o mesmo sofrimento do povo venezuelano”, diz Langer, que foi diretor do Centro Latino-Americano da Universidade de Georgetown e é casado com uma venezuelana.
O especialista avalia que a operação americana que deteve Maduro contou com o apoio de integrantes da cúpula do chavismo, como Delcy Rodríguez, vice-presidente do país nomeada presidente interina da Venezuela.
“Acho que Delcy Rodríguez e Diosdado Cabello [um dos quadros fortes do chavismo] fizeram um acordo e traíram Maduro…para ficar com o poder”, afirmou à BBC News Brasil.
Em contrapartida, Rodríguez teria sido apoiada por Washington em detrimento de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana. “[Trump] não quer a María Corina porque ela não é tão manipulável como Delcy Rodríguez apesar de, claramente, María Corina também querer abrir o mercado para empresas de petróleo de fora”, avalia o professor.
Langer também acredita que Trump passará a pressionar o México para que não ajude Cuba, porque seu objetivo é “estrangular ainda mais” a economia cubana.
Segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos quer dominar todo “o hemisfério americano” e buscará influenciar as eleições presidenciais brasileiras neste ano.
“Mas vai acabar prejudicando a direita porque o nacionalismo falará mais forte”, pontua. “O Brasil é o grande contrapeso” contra as investidas de Trump, acrescenta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não desistiu de tentar intermediar um entendimento entre os Estados Unidos e a Venezuela, mesmo depois da invasão do país e do sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Lula instruiu o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a informar a seus pares na Venezuela que ele não só reconhece a vice-presidente Delcy Rodríguez como mandatária legítima do país, na ausência de Maduro, como coloca o Brasil à disposição para ajudá-la durante a crise. Tanto materialmente, como diplomaticamente.
O governo brasileiro gostou, dos termos da mensagem publicada por Delcy nas redes sociais em que ela propôs uma “agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado” a ser acertada de comum acordo entre os EUA e a Venezuela.
Em seus discursos, Delcy não deixou de condenar a “agressão” dos EUA a seu país e reafirmar que considera Maduro o presidente da República. Essa postura de busca de entendimento ao mesmo tempo que condena publicamente a invasão do país e “o sequestro” do presidente tem sido apontada como contraditória por alguns analistas políticos.
Mas, para o governo brasileiro, é uma posição “absolutamente correta” e que deve ser perseguida pela presidente interina. Nesse sentido, Lula se coloca à disposição para intermediar a aproximação, sabendo que não lhe cabe um papel de protagonismo nessa história.
Lula sabe que a oposição irá tentar criticá-lo, dizer que está querendo protagonizar uma solução sem poderes para isso.
De qualquer maneira, o presidente também instruiu o chanceler Mauro Vieira a comunicar aos diplomatas norte-americanos que o Brasil defende a “manutenção e até ampliação” dos canais de diálogo entre o presidente Donald Trump e Delcy Rodríguez.
Por esse motivo, embora critique a invasão, o presidente brasileiro tem evitado fazer críticas diretas ao presidente dos Estados Unidos e, mesmo, a citar o nome de Donald Trump nas manifestações públicas.
Lula se vê numa situação muito semelhante à de Delcy: não concorda com as posições, nem as atitudes de Trump, mas tem que manter algum espaço de diálogo.
Ou seja: Donald Trump é um dado de realidade e a força de seu país, os EUA, não pode ser ignorada, embora seja necessário rechaçar atos de agressão.
A expectativa da diplomacia brasileira é que, de alguma forma, Trump acene com algum tipo de recuo. A avaliação é de que este tem sido o comportamento do presidente norte-americanos em diversas situações, como no tarifaço.
Primeiro ele apresentou taxas estratosféricas, inexequíveis, mas depois acabou negociando caso a caso com praticamente todos os países. Agora Trump está na primeira fase, a de falar grosso. Depois de algum tempo, ele deve negociar.
Não cabe a Delcy, neste momento, se ajoelhar. Ela tem que se manter dura, “pero sin perder la ternura”, como diria Che Guevara.
Por mais que a bancada do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) esteja unida e mobilizada e, hoje, em 2026, seja maioria, o clima na Casa para a gestão de Raquel Lyra (PSD) continua muito ruim, o que é péssimo para a administração e atrapalha a caminhada dela à reeleição.
Mesmo que grande parte dos parlamentares governistas preze pelo diálogo — e o faça principalmente na pessoa da deputada Socorro Pimentel (UB), líder do grupo, que tem uma forma conciliadora, pacífica e até doce de conduzir as coisas —, faltou esse diálogo lá atrás, nos primeiros anos da gestão de Raquel.
A maneira como a governadora tratou a política no início de seu governo vem lhe rendendo dor de cabeça até agora e promete não lhe dar sossego até o último dia de sua gestão. Raquel, embora seja oriunda da política (ex-deputada, ex-prefeita, filha de ex-governador), quis passar como antipolítica.
Desprezou aliados que estiveram junto dela durante sua campanha e foram fundamentais para a vitória. Formou um secretariado extremamente técnico e tratou a Alepe de cima para baixo. Entre outras coisas, faltaram à governadora humildade, pragmatismo, flexibilidade e uma certa dose de leveza na condução das relações políticas. Um pouco de maleabilidade não significaria que Raquel deixaria de ser firme.
Outro caminho foi escolhido. Agora, no último ano de seu primeiro mandato, enfrenta dificuldades para aprovar nada menos do que o orçamento do Estado para 2026 na Alepe. Uma grande curiosidade: o que Raquel e seus conselheiros políticos achavam que aconteceria com os aliados a quem ela desprezou?
Teriam acreditado que eles desistiriam da política? Raquel não sabia que não existe vácuo? Era óbvio que cairiam nos braços dos adversários, como fizeram Álvaro Porto (PSDB) e Miguel Coelho (UB), capturados por João Campos (PSB) com o “profissionalismo político” do PSB, velho conhecido de Pernambuco.
Da aliança política, formou-se a amizade. Da junção entre amizade e aliança, consolidou-se o apoio público de Álvaro à candidatura de João, principal adversário de Raquel, ficando a governadora com um presidente hostil no Poder Legislativo para encarar os meses que antecedem as eleições.
Um presidente alinhado ao Palácio evitaria boa parte dos problemas de Raquel nessa reta final, mas Raquel achou que era rainha e não governadora. Se confiou no poder da caneta. Lições que ficam não só para a governadora, caso seja reeleita, mas para todos aqueles e aquelas que almejam um cargo de liderança no Poder Executivo, em todas as esferas: não se governa sozinha nem sozinho.
LOA – A líder do governo, Socorro Pimentel (UB), questionou, ontem (5), se seria necessário acionar a Justiça para garantir a tramitação de projetos do Executivo na Alepe. A declaração foi dada na abertura da sessão do período extraordinário. “Eu vim perguntar se vai ser preciso uma intervenção judicial para que esta Casa siga a Constituição, o regimento e as leis”, afirmou a deputada. Socorro também relembrou que o governo já precisou acionar a Justiça para resolver o impasse da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Duas versões – Com duas versões em vigor, uma da Assembleia e outra do governo, o Executivo judicializou e ganhou uma liminar, no dia 30 de dezembro de 2025. A decisão foi proferida pelo desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e definiu que a lei orçamentária válida era a sancionada pela governadora Raquel Lyra (PSD). Mas é justamente por isso que a LOA está sob análise da Procuradoria da Alepe. Álvaro Porto argumentou que, com a matéria judicializada, precisava de um parecer sobre o rito de votação do texto no período extraordinário.
Alinhados – Presidente em exercício da Casa, o deputado Rodrigo Farias (PSB) defendeu a necessidade dos pareceres da Procuradoria tanto para a LOA quanto para o projeto que remaneja de forma excepcional recursos do TJPE para o governo. Segundo ele, os projetos seguirão a tramitação normal após o aval. “Assim que saírem da Procuradoria (os pareceres), os presidentes das comissões irão convocar as reuniões das comissões. Os prazos vão ser cumpridos dentro da Constituição”, garantiu. Na mesma linha, o deputado Diogo Moraes (PSDB) rebateu a acusação do governo de que haveria uma tentativa de “travar” o Executivo. “Ninguém está querendo travar (o governo). Em diversos momentos dentro dessa legislatura, se não fosse a oposição presente em Plenário, nenhum grande projeto do governo passava”, lembrou.
Tom de campanha – O prefeito do Recife, João Campos (PSB), participou de ato político no município de Pedra, no Agreste, ontem (5), e discursou em tom de campanha. “Se tem alguém animado com o ano de 2026 é esse time aqui”, garantiu. O gestor mostrou estar com o pé no chão em relação à disputa, postura acertada, porque não se deve subestimar uma adversária como Raquel Lyra, sobretudo estando com a máquina na mão. João disse que o seu grupo vai andar o Estado com “humildade” e “sem salto alto”. “Deus nos deu dois pés. Um para calçar a sandália da humildade e outro para meter o pé no acelerador”, destacou, acrescentando: “vem um tempo bom” para o Estado “em que o povo vai ser respeitado e a política não vai ser de perseguição”. As informações são do Blog da Folha.
A vaga de Lewandowski – O presidente Lula (PT) busca um substituto para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, depois que ele manifestou vontade de deixar o governo. Os dois se reuniram no Palácio do Planalto no dia 23 de dezembro, quando Lewandowski sinalizou que sua missão foi cumprida e que era hora de o ciclo se encerrar. Lula pediu que ele permaneça até encontrar um novo nome. As informações são da CNN. Embora o ministro não tenha a intenção de disputar cargo político, sua ideia é aproveitar a “leva de saídas” da Esplanada que deve ocorrer até abril, por conta do prazo para a desincompatibilização eleitoral.
CURTAS
Para não esquecer – O PT publicou, ontem (5), vídeo do presidente Lula convocando a militância para ir às ruas, nesta quinta-feira (8), em um ato em memória dos ataques golpistas de 2023. Há três anos, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não aceitaram o resultado da eleição e invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Mais um apoio a Dueire – O prefeito de Pombos, Elias Meu Fii (MDB), formalizou seu apoio à reeleição do senador Fernando Dueire (MDB), destacando a atuação municipalista do parlamentar e o compromisso com os municípios. Segundo o gestor, Dueire tem sido um aliado presente das cidades, tanto no diálogo direto com as prefeituras quanto no trabalho em Brasília.
IPTU 2026 – A Secretaria de Finanças do Recife divulgou o calendário de pagamento do IPTU 2026 e os 362.538 boletos lançados já estão disponíveis para os contribuintes no Portal Recife em Dia (recifeemdia.recife.pe.gov.br) e na plataforma Conecta Recife. O vencimento da cota única ou da primeira parcela é no dia 10 de fevereiro e o parcelamento continua em dez vezes, sempre no dia 10 de cada mês. A distribuição dos boletos físicos nos imóveis permanece.
Perguntar não ofende: A bancada governista da Alepe vai conseguir reverter os atropelos políticos dos anos iniciais da gestão de Raquel Lyra?