O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Central de Inquéritos de Caruaru, já estava investigando a família da governadora Raquel Lyra (PSD) por sonegação de impostos na empresa de ônibus intermunicipais do grupo. Este blog recebeu cópia da denúncia oferecida pelo MPPE em novembro de 2025 contra os parentes da gestora.
No documento, o MPPE alega que a sonegação acarretou “grave dano à coletividade, em razão do vultuoso valor sonegado aos cofres públicos”. Segundo a denúncia, no período de março de 2015 a maio do mesmo ano, portanto, em duas oportunidades, “os denunciados dolosamente fraudaram a fiscalização tributária”. O imposto citado é o ICMS.
Leia maisForam denunciados o ex-governador João Lyra Neto; Gilberto Soares Lyra; Mércia Maria Teixeira Lyra; e Nara Lyra Mahon. Segundo o MPPE, “na administração da empresa Caruaruense, os denunciados, além de serem os principais beneficiados do dinheiro sonegado, agiam buscando maximizar seu patrimônio em prejuízo da sociedade pernambucana, que não via reverter esse imposto em seu benefício, sendo lesada toda vez que não havia a devida apuração e recolhimento do ICMS”.
O prejuízo coletivo, de acordo com o órgão, contados o tributo atualizado e os acréscimos legais decorrentes de multa e juros, é de R$ 508.161,18, “estando tal valor posicionado até 13/11/2025”. Ainda segundo o MPPE, a sonegação fiscal foi descoberta durante ação fiscal em setembro de 2019 da Secretaria da Fazenda de Pernambuco, quando foi constatada a falta de recolhimento do ICMS referente à operação de comercialização de mercadorias tributadas.
No último dia 14, o portal Metrópoles publicou uma matéria expondo que a empresa Logo Caruaruense opera de forma irregular no Estado desde o início da gestão de Raquel Lyra, sendo o governo estadual responsável pela fiscalização do setor. Segundo a matéria, os ônibus haviam ultrapassado o limite de idade permitido para uso e a empresa não pagava as taxas relativas à segurança dos veículos há três anos.
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