Vencida a etapa de ressarcir os aposentados e pensionistas que foram saqueados no INSS, o objetivo agora é recuperar a confiança da instituição para os novos desafios. A avaliação é do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o auxiliar do presidente Lula (PT) pontuou que a preocupação diária é sensibilizar grupos, simbolizados especialmente pelos motoristas de aplicativo, sobre a precarização das condições de trabalho e a importância da seguridade social, não apenas para a velhice.
“É uma preocupação diária nossa. Temos esses dois grandes desafios que são a pejotização, que tem virado uma febre e impacta negativamente os números da Previdência Social, e a questão dos microempreendedores individuais (MEIs). Eles ingressam no mercado de trabalho, mas acham que é ultrapassado ser celetista. Eles acham que o governo está querendo tirar dinheiro deles para que contribuam para o INSS. O governo não quer tirar dinheiro, e sim proteger esse trabalhador. Se ele faz entrega por aplicativo e sofrer um acidente, quem vai pagar enquanto ele se recuperar, quem vai custear sua família? O INSS serve para isso. Não é só para quando se aposenta, mas também é um seguro para quem sofre acidente. É um trabalho de sensibilidade, e só conseguimos falando bem da previdência. Caso contrário, na velhice todos vão ficar completamente descobertos, tanto de aposentadoria quanto de seguro”, destacou Wolney.
O ministro destacou a importância de chegar a uma solução e lembrou uma reunião feita pelo colega Guilherme Boulos, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. “Os representantes dessa categoria são muito bem preparados. Fizeram uma apresentação mostrando uma cooperativa que tinham nas cidades, onde eles fazem uma cota para pagar a família do motorista que sofre um acidente. Na hora, me levantei e disse que isso é exatamente o que o INSS faz. Essa é a pré-história da previdência social, era assim em um passado remoto. A Previdência Social chegou para suprir isso. Nosso desafio é incorporar essas pessoas, pagando alíquota menor. O mercado critica, diz que vai aumentar o déficit da previdência, mas é melhor botar esse povo todo na previdência do que na assistência social sem contribuir”, completou o ministro.


















