Um dos maiores escândalos da história do Brasil deverá ter interferência direta nas eleições deste ano. As investigações do caso do Banco Master, que envolvem diversas autoridades da República, têm causado muita expectativa a cada dia. Para o ex-deputado federal e atual pré-candidato ao governo da Bahia, José Carlos Aleluia (Novo), o tema não poderá ser ignorado pelos postulantes, mesmo que não estejam vinculados ao esquema.
“É evidente que o Banco Master vai influir na eleição do Brasil. O negócio cresceu na Bahia. Ele surgiu quando, no governo de Rui Costa (PT, atual ministro da Casa Civil), o secretário de Indústria e Comércio era o Jaques Wagner (PT), que promoveu a privatização de um supermercado público chamado Cesta do Povo. Mas a joia da coroa não era o supermercado, e sim um cartão de crédito que tinha um monopólio: só ele podia emprestar para os servidores. Foi feita a licitação, quem venceu foi um sujeito chamado Augusto Lima, que pagou R$ 15 milhões. Em seguida, teve o decreto do monopólio, em que o funcionário não podia mudar de cartão nem usar outro para se endividar, e poderia comprometer a renda dele até 70%. Ele deu uma força ao banco. Augusto Lima aportou esse ativo no Banco Master e exportou para o Brasil todo, em vários estados e municípios. Então, o ovo da serpente foi na Bahia”, contou Aleluia, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Leia maisSobre os rumores de que os dois principais grupos políticos da Bahia, liderados respectivamente pelos petistas e pelo ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), tenham costurado um acordo para deixar o tema de fora da disputa eleitoral, Aleluia rechaça a hipótese.
“Eu não acredito nesse acordo que estão falando. Ninguém vai fazer acordo, esse assunto vai ser tratado. Ninguém faz acordo para esconder a verdade num país democrático como o nosso. Tudo tem que ser tratado, mas o meu projeto é tratar mais de desenvolvimento. Eu quero trazer propostas, eu não atacarei nenhum dos dois lados sobre esse aspecto. Embora eu não tenha envolvimento, vou usar o meu tempo, que é muito pouco, para trazer propostas”, colocou.
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