Nova Orla Jaboatão

31/07


2021

O extermínio da memória

Por Marcelo Tognozzi*

Parece que perdemos de vez o bom senso. A alma deste país vaga perdida como um personagem de Dante entre o inferno e o purgatório. Não existe futuro sem passado. O presente de hoje foi o futuro de ontem e será o passado de amanhã.

Nós viemos lá de longe, daquela Europa encardida do século 16, repleta de odores, doenças, pobrezas materiais e espirituais. Viemos da África, das guerras tribais, da Ásia e do Oriente, das profundezas das florestas. Todos viemos de longe e nossos códigos genéticos estão entrelaçados, partilhados misturados e deles brota nossa memória coletiva. Uma nação que não se conhece não é uma nação; é um ajuntamento de seres humanos, pouco mais que uma tribo.

Temos perdido nossas memórias para o fogo e para a ganância. Em 2018 o Museu Nacional queimou numa imensa fogueira, levando embora não apenas o rico acervo do Palácio da Quinta da Boa Vista, mas um pedaço da nossa cultura, da nossa história, do dia a dia de um país que foi o único reino de verdade das Américas durante 81 anos. Pedaços de muitas infâncias ficaram naquelas brasas e cinzas. Cresci num Rio de Janeiro bem diferente deste de hoje, num tempo em que as crianças iam aos museus ter aulas de história e ciências. A gente aprendia que não estávamos ali por acaso, que um longo caminho fora 

percorrido.

A imagem do galpão da Cinemateca Brasileira ardendo me deu a mesma sensação: ver tudo outra vez virar pó. Uma cinemateca é o passado em movimento, em som e gestos, uma janela para a alma da nossa cultura, tão desprezada nestes tempos digitais em que tudo é efêmero, imediato, soberbo e ignorante. O grande acervo da Cinemateca Brasileira não estava lá no galpão, mas na sede do Largo Senador Raul Cardoso, na Vila Mariana, em São Paulo. E ainda permanece integro, até Deus sabe quando.

O antigo matadouro municipal foi transformado em Cinemateca em 1992. Ali estão guardados milhares de rolos de filmes, cartazes, livros e documentos, compondo o maior acervo de imagem em movimento da América Latina. As películas antigas são feitas de um material sensível, altamente inflamável, com necessidades especiais de sobrevivência, garantidas apenas pela mão do homem.

Se malconservada, uma película pode simplesmente virar fogo de um segundo para o outro, como se o passado se consumisse a si mesmo numa autofagia de combustão instantânea. O governo do capitão seguiu o exemplo do PT e manteve a Cinemateca na penúria, como se ela fosse problema ao invés de solução. O estado de abandono em que o poder púbico largou este tesouro, revela a terrível patologia do desprezo e do pouco caso por tudo o que é coletivo, passado e história. Igual ao Museu Nacional, a Cinemateca está condenada a morrer pelas chamas se nada for feito e se nossa elite política não largar mão das bobagens ideológicas e começar a entender que a memória é, acima de tudo, um dado de sanidade coletiva.

O Museu Nacional, com seu acervo e seu papel na fundação do Brasil, poderia ter sido salvo da tragédia. Não foi. Num país de hábitos cada vez mais individualistas, seria pedir muito que o Ministério Público, a Academia e o poder econômico começassem a prestar atenção em velharias. Então o fogo apareceu e fez o serviço, dando um fim aquilo que um dia foi o começo do nosso país.

Seria inútil falar das obras de arte roubadas dos nossos museus e igrejas e depois vendidas no exterior. Telas como A Dança, de Pablo Picasso, roubada do Museu da Chácara do Céu em 2006, e cujos fragmentos foram encontrados numa fogueira na favela do Morro dos Prazeres.

Outros quadros de Picasso, Salvador Dali, Joan Miró e Diego Rivera, acervo de valor inestimável, queimaram na grande fogueira do Museu de Arte Moderna do Rio, em 1978. Em 2008, fogo quase destruiu o Museu da Imagem e do Som, na Praça 15, no Rio, mas por sorte os bombeiros chegaram a tempo.

Há gente séria como Francisco Câmpera, diretor-geral da Fundação Roquete Pinto, há anos lutando para manter viva e sã a Cinemateca Brasileira. Ou o cineasta Silvio Tendler, nosso maior documentarista vivo, incansável na arte de contar para as novas gerações o que era o passado, como somos no presente e o que poderemos ser no futuro. Como eles, muitos outros heróis anônimos estão engajados na preservação do acervo de arte do Brasil e empenhados em impedir o extermínio da nossa memória. Eles ensinam que é preciso lembrar sempre. Não há o que esquecer.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no portal Poder360.


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Petrolina Julho 2

31/07


2021

Tempo e política

Por Arnaldo Santos*

O título do artigo que submeto à leitura crítica das senhoras e senhores, nesta semana, foi objeto de uma rica discussão da qual tive o privilégio de participar na última segunda feira, atendendo ao convite do professor doutor em Psicologia, Daniel Melo, diretor do Instituto Intentio - Núcleo de Estudos em Fenomenologia, Existencialismo, Psicologia, Literatura e Artes, que reúne professores e pesquisadores das diversas searas do conhecimento. O debate está disponível em (@intetiooficial).

A ideia central proposta para discussão pelo Instituto, com amparo no título da reflexão de hoje, situa em evidência o debate sobre a gestão e percepção da vida, por parte de cada pessoa, desde o seu macrocosmo de subjetividades. Nestas particularidades, estão assentes seus valores, ideologia política, crenças religiosas, interações sociais, bem assim as múltiplas emoções, como saudades e perdas provocadas pela pandemia, angústias e medos. Muita vez, estas produzem aguda sensação de desesperança, ao tempo em que é cada vez mais indissociável a relação que se há de manter na condição de seres viventes, com o tempo e a política, experimentada na realidade caótica em curso. 

Ante a tão complexa contextura, o que aqui se busca - além de ressaltar os distintos graus e modalidades de rebatimentos que essa sombria e desconstrutiva realidade produz, recorrentemente, na sociedade - é chamar atenção para o tamanho da responsabilidade de todos e de cada um, no sentido de se manterem vigilantes para não se deixarem sugar pelo obscurantismo que a todos espreita, inclusive com a morte, seja pela pandemia ou pela violência urbana, estimulada pelas armas e a pólvora das munições liberadas indiscriminadamente nesses tempos de uma tal “nova política”, praticada pelos donos do poder. 

Em uma sociedade bombardeada por fake news e informações, em sua maioria, irrelevantes, ter objetividade e ser verdadeiro conferem poder e meios para se tentar mudar essa realidade, com suporte no grau de engajamento e do compromisso que se deve ter para com o estabelecimento de um novo amanhã, a fim de transportar esperança de superação dos problemas que afligem e angustiam a todos. Eis por que não se deve negligenciar o campo pessoal, apesar de, em maior ou menor grau, a pluralidade de pessoas estar enredada nas várias teias de uma sociedade em rede, limitando o tempo disponível para os movimentos de cada qual. 

Na qualidade de pesquisador e jornalista, observador privilegiado desse tempo e da política - dos neoincensatos, terraplanistas - apesar de não reunir as condições de oferecer soluções para os problemas existenciais, não parece permitido livrar-me do dever de tentar constituir uma reflexão com a maior clareza argumentativa, que possibilite, de algum modo, apontar na direção de um horizonte de menos angústias e incertezas; ainda que seja sobre essa engenharia de negação e manipulação estabelecida, que os atuais donos do poder tentam impingir à Nação, pois, na teoria, todos devem participar do debate sobre um novo amanhã. O desafio será não perder a lucidez. 

Nessa perspectiva, cada um tem espaço de atuação profissional, independentemente de formação intelectual, ideologia política e condições socioeconômicas, de sorte que se há de desenvolver as melhores energias para o aqui e agora, com foco na restauração e preservação da saúde física e emocional daqueles que sofreram perdas e danos, causados, de um lado, pela pandemia, e, de outra parte, por esse tempo de uma política de negação da ciência, de ameaças aos direitos e às liberdades individuais e coletivas, pelos sucessivos e flagrantes atentados à democracia. 

Quando qualquer um examina os acontecimentos desse tempo e dessa política negacionista, necessariamente, o observador é remetido a alguns questionamentos. Quais são os desafios no curto e no médio prazos que se deve enfrentar hoje, ante a realidade vivenciada? Qual há de ser a estratégia para a superação da pobreza e das desigualdades, por exemplo, agravadas pela pandemia? Para onde se intenta dirigir? Que sociedade se pretende ser no futuro próximo? Para oferecer respostas, impõe-se fazer escolhas. Quais?

A mim não se afigura redundante exprimir a noção de que, em uma sociedade de desenvolvimento tardio e socialmente desigual como a brasileira, cuja maior pobreza ainda é a mingua do saber, os problemas, além de múltiplos e de natureza multifatorial, para cada estrato, reclamam igualmente soluções diversas, sejam de ordem político-econômica e social, de cunho ambiental ou de caráter urbano. É impossível se pensar, em um contexto geral, soluções para problemas individuais e singulares. 

Para uma adolescente mãe solteira, que luta desesperadamente a fim de sustentar um ou dois filhos, no subúrbio de uma grande cidade brasileira, é natural que sua mais urgente preocupação seja a próxima refeição para alimentar os rebentos. Assim, também, ocorre com uma pessoa internada com o coronavírus, em um hospital superlotado (felizmente já não é assim), sem oxigênio, como aconteceu em Manaus, pois tudo de que precisava era ter oxigênio e força para respirar.

Semelhantemente, sucede com uma família com três crianças, o pai e a mãe desempregados, morando embaixo de uma árvore, à margem de uma avenida, pois só um teto para os abrigar não resolve o problema, uma vez que faltam alimentação, escola para as crianças, o emprego para os pais etc. 

Perante realidades tão diferentes, o historiador israelense Yuval Harari assim adverte: “[…] Todos têm problemas muito mais urgentes para resolver do que o aquecimento global ou a crise da democracia liberal, não sendo possível dar conta de todas as angústias individuais, nem ensinar lições às pessoas nas situações descritas; mas é possível aprender com elas”.

Que tal se aprender com as lições de vida transmitidas pelas atletas medalhistas olímpicas brasileiras, Rayssa Leal, no skate, e Rebeca Andrade, na ginástica?

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas. Comentários e críticas para: [email protected]


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Pousada da Paixão

31/07


2021

Gilson: Brasil é o país do G20 mais preservado

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, esteve em Roma para participar do G20, que começou quinta-feira (29) e terminou na sexta-feira (30). Ele foi à capital italiana acompanhado pelo secretário da Cultura, Mario Frias. Este ano a Itália assumiu a presidência rotativa das reuniões do grupo, que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia.

Machado Neto encontrou a RFI Brasil na sede da embaixada brasileira em Roma. Recentemente ele lançou a campanha “Turismo de natureza”, com o slogan “Viaje pelo Brasil. Gigante pela própria natureza”.

“O Brasil é o país do G20 mais preservado. É o que tem o percentual do seu território igual a quando Jesus Cristo veio à Terra. Para quem não sabe, o Brasil tem 66% do seu território igual a quando Jesus Cristo veio à Terra,” afirmou o ministro.

Enquanto a imprensa internacional publica frequentemente notícias sobre os biomas incendiados, queimadas no Pantanal e na Floresta Amazônica, Machado Neto propôs organizar uma viagem aos jornalistas estrangeiros para visitar a Amazônia.

“O Brasil é sim preservado. Qualquer jornalista francês, alemão, italiano, eu faço questão de fazer uma press trip para a gente sobrevoar a Amazônia, para ele ver que 6 quilômetros de rio têm preservação total. Que 86% do território da Amazônia está igual quando Jesus Cristo veio à Terra, 86%”, ressaltou.

Em 2021, a Amazônia teve o maior número de focos de queimadas para mês de junho dos últimos 14 anos. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), foram 2.308 focos, maior registro para o mês passado desde 2007. Entre maio e junho deste ano, houve um aumento de 98% nesse índice. Além disso, o total foi 2,6% maior que o de junho de 2020, que já havia registrado o recorde histórico.

“Os dados satelitais não mostram que houve um aumento de queimadas este ano e nem no ano passado. Pelo contrário, houve redução. Pode ter tido em alguns países da América Latina, inclusive os Estados Unidos tiveram muito mais aumento de queimadas este ano.”

Machado Neto disse que os investidores estrangeiros acreditam no Brasil.


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Comentários

gilson

Gilson e Mário Frias, como dois patéticos desses, o país estava bem representando. Falta poucos para nos livramos desta trupe.


Ipojuca - Muro de Arrimo

31/07


2021

Coluna do sabadão

Todos saem perdendo

Quanto mais se aproximam os prazos a serem cumpridos para as eleições de 22, que já bate à porta, mais dúvidas aparecem em relação à unidade das oposições e ao nome que despontará como alternativa para o conjunto dessas forças que se opõem ao PSB. Os três pré-candidatos – Miguel Coelho (MDB), Raquel Lyra (PSDB) e Anderson Ferreira (PL) – têm algo em comum: a perda do poder nos municípios que governam, Petrolina, Caruaru e Jaboatão, respectivamente, se vierem a renunciar.

Raquel, que criou ânimo nos últimos dias, não vai abrir mão de governar a capital do Agreste por mais dois anos e oito meses, se não tiver a certeza do apoio de Miguel e de Anderson. Isso se aplica também aos prefeitos de Petrolina e Jaboatão. Raquel recebeu Miguel na última quarta-feira em Caruaru. Jogaram confetes um no outro, mas não chegaram a lugar nenhum. Além das dificuldades de um abrir o projeto majoritário de 22 para o outro, há um passado de desconfiança na relação dos dois grupos políticos.

Lá atrás, quando Fernando Bezerra Coelho, pai de Miguel, disputou o Senado, posto por Eduardo Campos, João Lyra impôs dificuldades, negando-se a apoiar o representante do clã na chapa majoritária planejada e costurada com muita paciência por Eduardo. Nem Lyra confia nos Coelho nem os próprios Coelho põem a mão no fogo pelos Lyra. Isso até os mais neófitos em política não questionam.

Os caciques Fernando Bezerra e João Lyra não são capazes, hoje, de trocarem amenidades, porque não se toleram na relação quase inexistente, marcada pela desconfiança recíproca. Terceiro personagem do jogo sucessório no campo da oposição, Anderson Ferreira também não sai candidato a governador se não tiver a sólida convicção de que Miguel e Raquel estarão em seu palanque.

Há quem diga que Anderson aceitaria disputar o Senado, abrindo espaço para viabilizar Miguel ou Raquel para o Governo do Estado, mas se esses dois não se entenderem, numa unidade, o prefeito de Jaboatão joga a toalha para o Senado, porque também tem muito o que perder: a Prefeitura de Jaboatão.

Priscila, o nome – Se Miguel não abre para Raquel nem Anderson também e vice-versa, alguém teria que surgir como alternativa para se construir o palanque da oposição. Segundo o que se comenta nos bastidores, quem poderia ir para o sacrifício de botar a sua reeleição no arquivo de deputada estadual seria Priscila Krause, do DEM. "Priscila seria a Krause de saia de 94", interpreta um cientista político com amplo conhecimento do histórico político estadual. Mas há quem desconfie da disposição de Priscila de entrar nessa aventura, principalmente se o candidato do PSB vier a contar com o apoio do ex-presidente Lula.

No Sertão, mas em descanso – Pré-candidata ao Governo do Estado, a tucana Raquel Lyra aterrissou em Triunfo, ontem, mas para um fim de semana de relax. Quer curtir o frio da chamada Gramado nordestina, sem abrir espaço para agenda política. "Vou levar meus filhos para conhecer a cidade e seu friozinho gostoso", disse nos estúdios da rádio Cultura, em Caruaru, quinta-feira passada, ao final da mesa redonda do Frente a Frente com as colegas prefeitas de Bezerros, Lucielle Laurentino e Juliana de Chaparral, ambas do DEM, de Bezerros e Casinhas, respectivamente.

Pai sai estadual – Perguntei a Raquel Lyra, já fora do ar, se o seu marido Fernando sairá candidato a deputado estadual, conforme se especula. Não disse nem sim nem não. Informou que a gestão estava tomando muito o seu tempo e que não havia tratado do assunto com o primeiro-damo. Um amigo da família, entretanto, aposta que o estadual do grupo dela será o pai, o ex-governador João Lyra Neto, mas na hipótese de a tucana não disputar o Governo do Estado.

Festa de arromba – O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, estará em Caruaru na próxima terça-feira para prestigiar a inauguração da nova sede da instituição na cidade, que ficou com uma bela estrutura moderna. Entre Caruaru e os municípios do Agreste há mais de três mil advogados filiados à regional da OAB. Além de Santa Cruz, estarão presentes a prefeita Raquel Lyra, o presidente estadual da OAB e prefeitos da região. A nova estrutura custou mais de R$ 1 milhão, segundo o presidente Fernando Júnior.

Olho na Câmara – Ex-senador por quase dois anos, tempo que substituiu Armando Monteiro quando este assumiu o Ministério do Desenvolvimento no Governo Dilma, o empresário Douglas Cintra já decidiu que disputará um mandato de deputado federal nas eleições do próximo ano. Como senador, Douglas teve uma boa presença no Congresso. Recentemente, assumiu a Sudene, mas por pouco tempo em razão de problemas derivados da briga de espaço entre partidos da base do Governo Bolsonaro.

CURTAS

NO PAJEÚ – Já no Sertão do Pajeú, depois de iniciar a semana por Brasília, onde entrevistei o presidente Bolsonaro com exclusividade para a Rede Nordeste de Rádio, promovo, na próxima segunda-feira, dos estúdios da rádio Pajeú, em Afogados da Ingazeira, uma mesa redonda com os prefeitos de Afogados da Ingazeira, Serra Talhada e Carnaíba. Na pauta, os seis meses de gestão.

NA REDE – Já na próxima terça-feira, quem concede entrevista ao Frente a Frente, com geração pela Rede Nordeste de Rádio, é o governador do Rio Grande do Sul, o tucano Eduardo Leite. Vou tratar com ele sobre sua possível candidatura ao Palácio do Planalto em 22 na condição da construção da chamada terceira via presidencial.

Perguntar não ofende: Dá para acreditar na quebra da polarização presidencial entre Bolsonaro e Lula?


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30/07


2021

A vez do Pajeú

Depois de Serra Talhada e Caruaru, nas duas últimas semanas, chegou a vez de dar voz aos prefeitos do Sertão do Pajeú na prestação dos seis primeiros meses de gestão. Será na próxima segunda-feira, direto dos estúdios da rádio Pajeú.

A mesa redonda do Frente a Frente itinerante será com os prefeitos de Afogados da Ingazeira, Sandro Palmeira (PSB), Márcia Conrado (PT), de Serra Talhada, e Anchieta Patriota (PSB), de Carnaíba. Em pauta, além do balanço dos seis meses, o quadro de redução da Covid-19 e o recente decreto do governador Paulo Câmara, que flexibilizou as regras quanto ao funcionamento de restaurantes, bares e eventos com no máximo de 300 pessoas.

Depois do Pajeú, será a vez do Sertão do São Francisco, na quarta e quinta da próxima semana nos estúdios da rádio Tropical FM 102,3, de Juazeiro, na Bahia, cidade irmã de Petrolina, onde cumpro agenda de trabalho entre quarta e sexta-feira.


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Caruaru Novas Creches

30/07


2021

Gilmar sobre voto impresso: Vamos parar de conversa fiada

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, rechaçou, hoje, as ameaças sobre a realização das eleições caso não haja voto impresso e disse que o discurso de não aceitar o resultado dos pleitos "esconde algum tipo de uma intenção subjacente, de uma intenção que não é boa". O ministro ainda chamou a atenção para os "efeitos deletérios" das fake news no processo eleitoral.

“Vamos parar um pouco de conversa fiada. Claro que todos nós somos favoráveis à audibilidade da urna, e ela é auditável. Os partidos as vezes nem comparecem a todos esses eventos porque consideram que a urna funciona bem”, afirmou o ministro em debate online sobre o futuro do sistema de governo do Brasil, ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que disse ter "confiança no qual sistema eleitoral".

Sem citar Bolsonaro, mas em uma referência direta ao presidente, Gilmar falou do "grande problema" gerado pelas fake news e citou vídeos divulgados em live na internet sobre fraude na urna eletrônica.

“A gente vê nas lives notícias sobre uma fraude na urna eletrônica, no voto. Quando na verdade aquilo se vê, a priori, que é uma montagem, mas isso tem um efeito deletério porque afeta a credibilidade do eleitor mais simples em relação a uma decisão que é vital, que é a decisão sobre o processo democrático”, observou. Nesta quinta-feira, em sua live semanal, o presidente exibiu uma série de vídeos de supostos problemas com as urnas eletrônicas para "provar" a necessidade do voto impresso.

Para o decano do STF, o Brasil adotou o voto eletrônico em razão de toda a experiência brasileira com as fraudes no processo do voto manual, ou na contabilização do voto manual. Na avaliação de Gilmar, trata-se de uma "falsa questão", mas que precisa ser tratada com a "devida importância":

“Parece que essa ideia de que sem voto impresso nós não podemos ter eleição ou não teremos eleições confiáveis esconde algum tipo de uma intenção subjacente, de uma intenção que não é boa, porque de fato nas últimas eleições nós tivemos inúmeras surpresas. Os candidatos que pontuavam nas pesquisas, na última hora não apareceram como vencedores, e por que? Houve fraude? Não, por que o eleitor resolveu mudar”, pontuou.


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VACÉLY WACEMBERG SANTOS DUARTE

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CABO

30/07


2021

Carlos Velloso Filho é reconduzido ao TSE

O presidente Jair Bolsonaro reconduziu, hoje, Carlos Velloso Filho ao cargo de juiz substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

A partir da próxima segunda-feira (2/8), Velloso Filho inicia sua segunda jornada no TSE. Ele foi nomeado em 2019, quando substituiu Sérgio Silveira Banhos, que se tornou ministro titular.

Bacharel em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), o jurista já atuou como advogado e procurador da República no Distrito Federal. Ele é filho de Carlos Velloso, ex-presidente e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal.

No início do mês, o STF aprovou uma lista tríplice para preenchimento da vaga. Velloso era o segundo colocado, atrás apenas da advogada Ângela Cignachi Baeta Neves.

*Com informações do Conjur


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Bandeirantes Junho 2021

30/07


2021

Ouça agora o Sextou com Marina Elali

Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista da cantora Marina Elali ao quadro “Sextou” do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique no link disponível e confira. Está incrível!


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Serra Talhada 2021

30/07


2021

Do Planalto ao Agreste e agora Sertão

Uma semana, em três regiões e ambientes antagônicos. Na terça, estive em Brasília entrevistando o presidente Bolsonaro. No dia seguinte, já amanheci em Caruaru para uma palestra e neste momento estou chegando no Sertão para matar a saudade do meu pai Gastão Cerquinha, 99 anos, em Afogados da Ingazeira, olhando para este cenário.


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