Vestindo uma camiseta preta com o slogan “Brasil sem medo” e cercado por forte aparato de segurança, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à presidência da República pelo PL, apresentou nesta quinta-feira (18), em São Paulo, um plano de medidas para a segurança pública que deverão ser adotadas caso seja eleito.
É o primeiro evento do tipo feito pela pré-campanha do parlamentar, que aparece como principal nome da oposição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas. As informações são da CNN.
Leia maisA agenda foi articulada após desgaste do caso Dark Horse, em que foram reveladas mensagens de Flávio para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para obter financiamento para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O programa é formado por 12 ações, que envolvem desde a criação de cinco novos presídios federais, a defesa da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e a castração química de estupradores.
Flávio fez a apresentação acompanhado do pré-candidato ao Senado e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), e do senador Sérgio Moro (PL), pré-candidato ao governo do Paraná e ex-ministro da Justiça. Ambos contribuíram na formulação das propostas.
O pré-candidato do PL prometeu declarar como organizações terroristas facções criminosas como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), milícias e demais grupos, a exemplo do que fez recentemente o governo Donald Trump, por meio do Departamento de Estado americano.
Flávio também prometeu criar uma “tropa de elite” das forças armadas para monitoramento das fronteiras terrestres e apertar a fiscalização do Porto de Santos.
Inspiração de El Salvador
Na área prisional, o plano prevê a criação de cinco novos presídios federais e 500 mil vagas para detentos. Inspirado no sistema prisional de El Salvador e na política linha dura do presidente do país, Nayib Bukele, o complexo será batizado de “Treva”. Além disso, o programa propõe a redução da maioridade penal de 16 para 18 anos e o fim da progressão de regime para condenados.
Flávio também prometeu implementar um sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais, batizado de Muralha Brasileira. A ação é inspirada no programa Smart Sampa, sistema de reconhecimento facial utilizado pela Prefeitura de São Paulo, e no Muralha Paulista, do governo estadual.
Na proteção às mulheres, o plano prevê o monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica e o endurecimento da lei para que assassinos e agressores cumpram pena ema regime fechado. Outro ponto prevê a castração química de estupradores, medida já aprovada pela Câmara e à espera de deliberação pelo Senado.
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