Os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram hoje uma carta em que manifestam preocupação após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela para prender o presidente Nicolás Maduro.
Países rechaçaram ações dos EUA para capturar e prender Maduro. “Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil”, diz a carta. Minutos depois da publicação, a nota conjunta foi apagada do site do ministério das Relações Exteriores. Às 16h45, a nota foi republicada. As informações são do portal UOL.
Leia maisTentativa de controle governamental é “incompatível com direito internacional”, disseram os países. No documento, as nações manifestam preocupação e chama a ação dos EUA de “tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos” — o que, segundo eles, ameaça a estabilidade política, econômica e social da região.
Brasil e mais cinco países usaram o documento para afirmar “apego aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas”. “Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional”, afirma o documento.
Países defendem meios pacíficos para solucionar situação na Venezuela. As nações dizem, por meio do documento, que defendem o uso de diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano. “Sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”.
Processo político na Venezuela deve ser conduzido por venezuelanos. “Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.”
América Latina e Caribe são “zonas de paz, construída sobre o respeito mútuo”, ressalta o documento. “Fazemos um apelo à unidade regional, para além das diferenças políticas, diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional”, afirmam os países.
Países também incentivaram as Nações Unidas e mecanismos multilaterais a tomar medidas para preservar a paz. “Exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional.”
Leia menos


















