Na minha coluna de amanhã, postada todos os dias à meia-noite, vou mostrar, com números e estatísticas, a traição do PT a João Campos.
É só dormir um pouquinho mais tarde hoje!
Na minha coluna de amanhã, postada todos os dias à meia-noite, vou mostrar, com números e estatísticas, a traição do PT a João Campos.
É só dormir um pouquinho mais tarde hoje!
Por Matheus Leitão
Do Metrópoles
Um tutorial ensinando a ampliar o alcance de um post. Um pedido para que a militância não desanimasse depois do primeiro turno. Um vídeo gravado com Lula. E muitos convites para trazer mais gente.
Foi isso que a reportagem encontrou no Exército do Lula, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), antes de ele sair do ar neste domingo (11). Do outro lado da tela, 3,3 milhões de pessoas. Atores, cantores, influenciadores, professores, aposentados, eleitores que queriam ajudar na campanha de Lula e buscavam instruções.
Leia maisPara a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), essas pessoas agiam como robôs. É o que diz o pedido entregue ao Tribunal Superior Eleitoral. Segundo ele, os inscritos eram orientados a replicar mensagens em massa, “como robôs”.
A acusação parte de uma ideia curiosa sobre o eleitor. Supõe que 3,3 milhões de brasileiros receberiam qualquer mensagem e a espalhariam sem ler, sem ouvir, sem questionar, como máquinas. É subestimar a capacidade de milhões de pessoas de pensar por conta própria. O presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, primeira indicação de Jair Bolsonaro ao Supremo, aceitou a tese e mandou a Meta desligar o canal em três horas.
A campanha acusava o canal de espalhar boatos contra Flávio e de distribuir “missões” de compartilhamento em massa. As missões estavam lá, mas tinham outro objetivo. Pediam aos seguidores que chamassem mais gente para o canal. Os boatos, a reportagem não encontrou. A campanha afirma que foram apagados.
O canal ainda estava em formação. Janones avisava que só a partir desta segunda-feira (12) começaria a postar conteúdo de campanha para ser divulgado. A derrubada veio na véspera.
Durou poucas horas. No início da tarde deste domingo (11), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o Exército do Lula, com novas publicações e novos seguidores liberados. Para ele, a campanha de Flávio não apresentou provas suficientes, e eventuais posts irregulares não justificam calar o canal inteiro.
Em 2022, o próprio Kassio pensava o oposto do que decidiu neste domingo. Ao votar no Supremo contra a resolução que criou a suspensão de canais, chamou a medida de “verdadeira censura prévia de conteúdo”. Quatro anos depois, aplicou a medida que condenou.
Só depois que a derrubada virou comoção nas redes que a assessoria de Flávio divulgou um documento para se justificar. O argumento central é uma frase de Janones numa live, dizendo que a militância poderia “agir igual um robô” por quinze dias. A frase existe. Mas uma figura de linguagem não transforma 3,3 milhões de pessoas em robôs, e o documento não explica por que um canal que mal tinha começado precisava ser calado.
No dia 1º de outubro, Flávio abandonou o debate da Globo dizendo que não iria “compactuar com censura”. Dez dias depois, pediu e quase conseguiu calar um canal antes mesmo de ele começar a falar.
Na Paulista, Lula resumiu. “Eu acho um absurdo.” O corregedor pediu que o caso seja analisado em plenário em caráter urgente, preferencialmente em 24 horas.
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O ex-candidato a deputado estadual Raffiê Dellon (PL) promoveu, ontem (10), uma carreata em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, pelas principais ruas de Caruaru, no Agreste pernambucano. Nas eleições deste ano, ele recebeu 13.978 votos no município e não conseguiu se eleger, ficando como segundo suplente do partido. Dellon anunciou também a realização do “Bloquinho do 22”, previsto para o próximo sábado (17), no município.
Desde o primeiro turno, Dellon tem organizado ações de mobilização em apoio ao candidato, como panfletagens, adesivaços e buzinaços. Segundo os resultados oficiais da apuração, Flávio Bolsonaro obteve 40,23% dos votos válidos em Caruaru no primeiro turno, percentual superior ao registrado em Pernambuco (30,85%) e no Nordeste (30,85%). A partir disso, ele espera ampliar a votação no segundo turno.
Da CNN Brasil
O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Villas Boas Cueva, suspendeu a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que, mais cedo, determinou a derrubada do canal “Exército de Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Na decisão, Cueva determina o retorno provisório do canal. Agora, palavra final caberá ao plenário da Corte.
“Nesse contexto, e considerando que a suspensão integral do canal foi determinada antes da conclusão das diligências destinadas à regularização da instrução probatória, entendo necessário restabelecer provisoriamente seu funcionamento, até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia, sem prejuízo de reavaliação diante de elementos supervenientes que justifiquem providência mais restritiva”, argumentou o corregedor.
Leia maisDe acordo com o ministro do TSE, “a suspensão integral de um canal exige demonstração da extensão e da reiteração das condutas, de sua efetiva vinculação ao meio de comunicação atingido e, especialmente, da insuficiência de providências menos restritivas, dirigidas às publicações individualizadas”.
Derrubada de canal
Na manhã deste domingo, o ministro Nunes Marques determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A decisão atendeu a um pedido feito pelo candidato à Presidência senador Flávio Bolsonaro (PL) e valia até o fim do segundo turno das eleições presidenciais.
A decisão também determinava que o Facebook, empresa que gere o WhatsApp no Brasil, apresentasse um relatório com todas as mensagens publicadas no canal e a existência de outros canais criados ou administrados, desde 5 de outubro, pela conta de Janones.
O despacho assinado pelo presidente da Corte eleitoral ainda declarava a mobilização de Janones como “lícita” e considerava que a estrutura estivesse sendo usada para “fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato”.
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Neste domingo (11), organizações de estudantes, movimentos sociais, partidos políticos, torcidas de futebol e grupos culturais realizam um grande ato em apoio à eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mobilização teve início às 14h, partindo do Parque 13 de Maio, bairro da Boa Vista, área central do Recife.
O ato conta com manifestações artísticas, panfletagem de materiais para os transeuntes do entorno e falas de lideranças políticas. Com a defesa da candidatura à eleição de Lula, o ato também levanta bandeiras em defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais.
Entre os presentes estão a deputada estadual Rosa Amorim (PT), eleita para a Câmara dos Deputados, a vereadora do Recife Liana Cirne (PT), também eleita deputada federal, e Jones Manoel (PSOL), segundo candidato a deputado federal mais votado em Pernambuco. Participam ainda os deputados estaduais Dani Portela (PT) e João Paulo (PT), reeleitos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, e o ex-vereador de Olinda Vini Castello (PCdoB), eleito deputado estadual. O ato conta ainda com a presença do senador reeleito Humberto Costa (PT) e do ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL), que concorreu ao Governo de Pernambuco.
A manifestação é a culminância de uma semana de articulações e encontros realizados em todo o estado por partidos políticos e movimentos sociais. Nos últimos dias, foram realizados grandes encontros em universidades como a UFPE, UPE, UFRPE e Unicap, como forma de mobilização da juventude para os próximos passos da campanha.
O Governo de Pernambuco e o LIDE (Grupo de Líderes Empresariais), organização que reúne empresários e executivos para promover debates e articulações entre o setor privado e o poder público, lançam, na próxima quarta-feira (14), um estudo estratégico sobre o ecossistema de infraestrutura digital do estado. O evento será às 10h30, no auditório da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Bairro do Recife.
Desenvolvido pela consultoria Deloitte em parceria com o LIDE Pernambuco, o estudo terá duração estimada de 90 dias e apontará oportunidades de investimento e prioridades para o setor, com recomendações para políticas públicas e iniciativas privadas. A iniciativa é a primeira entrega de um acordo de cooperação técnica entre o governo estadual e a organização, com vigência de quatro anos e participação das secretarias de Administração, Ciência, Tecnologia e Inovação e Desenvolvimento Econômico.
O presidente Lula (PT) reagiu neste domingo (11) à decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de mandar censurar o canal “Exército do Lula”, mantido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que acumula mais de 3 milhões de seguidores. As informações são da Folha de S.Paulo.
Segundo Nunes Marques, a suspensão atinge a estrutura que Janones descreve como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado ‘sem examinar’”. O presidente do TSE também entendeu que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”.
Até então, o único material divulgado havia sido uma imagem — com rosto devidamente borrado para preservar a identidade da criança — mostrando uma criança de 9 anos com uma arma sobre um carro durante a comemoração da votação do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, no último domingo (4). Essa imagem foi montada ao lado de outra, com outra criança segurando a Constituição, com os dizeres: “O seu voto decide qual caminho vamos seguir”.
Por Agência O Globo
O presidente Lula (PT) participa de um ato na tarde deste domingo (11), na Avenida Paulista, ao lado de outras lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato derrotado do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
Na chegada do ato, Lula criticou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro(PL) e determinou a derrubada do canal — “Exército do Lula”, no WhatsApp. Criado após o primeiro turno, o canal é comandado pelo deputado André Janones (Rede) e tem mais de três milhões de membros.
Leia mais“Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação. Há alguns dias estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Não vamos permitir se seja fechado um canal que um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim. Não é possível que o STF não tenha um comportamento civilizado, republicano de permitir que as eleições flua sem interferência da justiça”, afirmou Lula.
Antes de discursar, Lula apresentou à multidão da Paulista os governadores petistas reeleitos no nordeste no primeiro turno. Discursaram antes do presidente Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Rafael Fonteles, do Piauí e Elmano de Freitas, do Ceará. Ao falar com o público, o presidente pediu foco na conversa com os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
“Temos agora uma responsabilidade muito grande. Temos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar, muita gente acima de 70 anos não foi votar. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas. Nós temos que convencer as pessoas, se o Lula com 81 anos está com a saúde que está é porque eu quero provar que a idade não faz a gente ficar velho”, disse Lula.
O presidente também repetiu promessas para um eventual quarto mandato, como o foco em desenvolvimento e tecnologia e educação, e mencionou brevemente o tema da segurança pública. “O nosso próximo mandato é para fazer uma revolução tecnológica nesse país. Nós precisamos garantir segurança para o povo e prisão para os bandidos”, afirmou.
Entre os manifestantes apareciam bandeiras de legendas como PSTU, UP, PSB e faixas com slogans de pautas apoiadas pelo petista, como o fim da escala 6×1 e o Bolsa Família. O ato, que iniciou no Masp, deve seguir na Paulista em direção a Rua da Consolação e terminar na Praça Roosevelt, segundo a Polícia Militar. O público ocupava principalmente os quarteirões entre o Masp e o Conjunto Nacional.
Organizado pela União Nacional do Estudantes (UNE), o ato tem também bonecos infláveis que caricaturizam Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Foco em SP
A campanha de Lula vê como uma das principais preocupações para a nova etapa da disputa presidencial o desempenho que o petista teve em São Paulo. Lula terminou o primeiro turno com quase 1 milhão de votos a menos no Estado em relação à eleição presidencial de 2022. A estratégia é escalar figuras políticas com força local para manter a candidatura do presidente ativa e buscar ampliar a rede de apoios na reta final da eleição.
A aposta principal tem sido aumentar a participação de Alckmin, ex-governador do estado, e explorar sua interlocução com diferentes grupos políticos mais próximos ao centro e à direita para ampliar os apoios à chapa. Al A intenção é que o vice-presidente, também adote um discurso mais incisivo na disputa e faça críticas mais diretas ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL.
Neste sábado (10), Alckmin, Tebet e Marina participaram de um ato da organização Judeus e Judias Pela Democracia, no Bom Retiro, bairro tradicional da comunidade judaica na capital paulista. O vice-presidente defendeu “falar com a classe média” e mostrar “prejuízos que podem ter” caso o bolsonarismo volte ao poder.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, atendeu um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a suspensão no canal “Exército do Lula” no Whatsapp. O canal, com a coordenação do deputado eleito André Janones (Rede-MG), teve um salto de 50 mil para mais de três milhões de seguidores após o fim do primeiro turno com o intuito de distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Antes de ato na Avenida Paulista, neste domingo (11), Lula deu uma coletiva criticando a decisão da Corte eleitoral, afirmando ser “tendenciosa” contra a candidatura do PT. Com informações do jornal O Globo.
Leia maisSegundo Nunes Marques, a suspensão atinge a estrutura que Janones descreve como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado ‘sem examinar'”. O presidente do TSE também entendeu que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”.
Até então, o único material divulgado havia sido uma imagem — devidamente protegida por um borrão para preservar a identidade da criança — mostrando uma criança de 9 anos com uma arma sobre um carro durante a comemoração da votação do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, no último domingo (4). Essa imagem foi montada ao lado de outra, com outra criança segurando a Constituição, com os dizeres: “O seu voto decide qual caminho vamos seguir”.
“O que se afasta não é a mobilização de apoiadores, nem a crítica política contundente, nem o uso das redes sociais para pedir votos. É a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, com instruções expressas para contornar as salvaguardas que o próprio provedor declarou adotar e a sua eventual atuação efetiva no caso concreto”, afirmou o ministro em seu despacho.
Com a medida, concedida em outro processo e em menos de 24 horas após a petição original, Marques foi na contramão do procedimento do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, que deu um prazo de cinco dias para que o deputado federal André Janones e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestassem sobre outra ação movida pelo adversário Flávio Bolsonaro contra o canal.
No mesmo prazo, a campanha de Flávio também teria de apresentar informações ao TSE. Cueva determinou, por exemplo, que a equipe jurídica do senador aponte as supostas irregularidades de cada conteúdo questionado. O ministro também mandou a campanha entregar arquivos ao TSE que seriam supostas provas citadas na ação.
Cueva entendeu que era o caso de receber a ação, ou seja, analisar as alegações da campanha de Flávio. O ministro destacou, no entanto, que este recebimento não implica em “reconhecimento da veracidade das alegações ou da ocorrência dos abusos imputados”.
Antes de decidir sobre os pedidos mais graves feitos pela campanha, como a remoção de conteúdos, Cueva decidir pedir mais informações às campanhas de Lula e de Flávio. O ministro quer saber, por exemplo, se os advogados do senador já apresentaram outros pedidos contra o ‘Exército de Lula’ ao TSE para verificar se há “sobreposição” de ações na Corte eleitoral.
Segundo o corregedor, a apresentação de pedidos coincidentes em ações distintas “expõe a Justiça Eleitoral ao risco de decisões conflitantes e compromete a segurança jurídica”.
O presidente do TSE reconheceu, no despacho, que o ‘Exército de Lula’ era tema de outro processo em curso na Corte e sob relatoria do corregedor-geral da Justiça eleitoral. Nunes Marques determinou a remessa da cópia do pedido de Flávio Bolsonaro e de sua decisão a Cueva “para as providências que entender cabíveis”.
A decisão foi assinada pelo presidente do TSE em uma petição de providência administrativa que chegou ao gabinete dele às 16h24 deste sábado. Enquanto a ação direcionada ao corregedor da Justiça eleitoral questionou o conteúdo do canal ‘Exército do Lula’, pedindo uma investigação sobre o mesmo, o pedido direcionado a Nunes Marques adotou outra via: alegou suposto descumprimento de obrigações que o Whatsapp se comprometeu a tomar durante as eleições 2026.
O presidente do TSE destacou que o caso envolvia a avaliação de se o provedor responsável pelo WhatsApp deveria ser obrigado, “no exercício da supervisão dos planos de conformidade atribuída a Presidência, a aplicar ao canal “Exército do Lula” as medidas que ele próprio declarou adotar contra canais que violam suas diretrizes”.
Lula, Janones e Sidônio reagem
No grupo “Exército do Lula”, já se percebia o risco de a campanha adversária conseguir derrubar o canal na Justiça, movimentação classificada como um ato “desesperado”, que seria motivado pelo alto impacto de mobilização que estaria causando nas redes sociais. Após a decisão, Janones está recomendando que os membros do canal passem a atuar em outro canal e página no Instagram.
Em vídeo publicado no canal, o deputado classificou a decisão como “censura”. “Não é que se Flávio Bolsonaro for eleito a censura vai ser instalada. A censura já começou”, disse Janones.
Antes da decisão, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da presidência, Sidônio Palmeira, havia classificado a representação bolsonarista como “grande absurdo”: “É uma demonstração de medo. Ontem, o ‘o exército de Lula’ estava com 3,25 millhões pessoas e vai ampliar muito mais. E eles estão colocando como uma força desproporcional de você estar com o povo. É mais uma demonstração de que eles estão com os poderosos em vez de estar nas ruas e nas redes”, disse.
Em ato na tarde deste domingo, em São Paulo, Lula criticou a decisão de Nunes Marques: “Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação. Há alguns dias estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Não vamos permitir se seja fechado um canal que um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim. Não é possível que o STF não tenha um comportamento civilizado, republicano de permitir que as eleições flua sem interferência da justiça”, afirmou Lula.
A campanha do petista Lula disse, por meio de sua assessoria, que a decisão causa estranheza e revolta e que o Jurídico vai se manifestar nas próximas horas.
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Por Mônica Bergamo
Da Folha de S.Paulo
O time jurídico da campanha do PT pedirá à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República) que solicitem a identidade de todas as pessoas que visitaram Daniel Vorcaro nas unidades prisionais onde ele esteve custodiado, em especial aqueles que entraram com dispositivos aptos à gravação.
A campanha vai pedir, ainda, a posterior quebra de sigilo telemática de todos os identificados, a fim de apurar a violação de sigilo funcional e outros crimes similares. O pedido visa identificar quem gravou o áudio, divulgado pela revista Veja, em que Vorcaro afirma ter financiado o documentário do cineasta Oliver Stone sobre o presidente Lula (PT).
Leia maisNo áudio, o ex-banqueiro diz que negociou com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto o pagamento de propinas para acessar fundos de pensão de servidores federais. Parte desse dinheiro, R$ 30 milhões, teria financiado o filme de Stone.
Como mostrou a coluna, a PGR desconfia que áudio de Vorcaro sobre Lula tenha sido gravado ilegalmente na prisão para ser usado na campanha. A gravação, se feita dessa forma, seria ilegal, já que nenhuma das pessoas que ele recebe na Papudinha, em Brasília, onde está preso, poderia entrar no estabelecimento com gravador ou celular.
A Polícia Federal nega que o ex-dono do Banco Master tenha prestado depoimento ou entregue documentos a respeito de um suposto financiamento do documentário “Lula”, como afirma a revista Veja.
Uma parte da equipe de defesa de Vorcaro, de 23 profissionais, também acredita que o áudio foi gravado de forma ilegal, porém há mais tempo, e vazado apenas agora, com objetivos eleitorais.
Há uma desconfiança de que a gravação ilegal pode ter sido feita por agentes públicos ou por alguém da própria equipe de defesa, que é formada por várias bancas de advocacia. Ou por alguma visita que teria driblado a segurança da prisão.
Quando Vorcaro estava na PF, os advogados podiam entrar na prisão com computadores e gravadores para tomar depoimento dele destinado às tratativas de colaboração premiada. Na Papudinha há conversas por vídeo que poderiam ser gravadas.
A equipe do cineasta Oliver Stone diz que jamais pediu e recebeu qualquer recurso de Vorcaro, nem foi informada da suposta solicitação.
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Sete dias após as eleições, Canhotinho foi palco de uma comemoração nas ruas pela reeleição do deputado estadual Álvaro Porto (MDB), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e pela eleição de Gabriel Porto (PSB) para a Câmara dos Deputados. O evento ocorreu na noite de ontem (10) e contou com apresentações musicais e um arrastão pelo município.
A caminhada começou na entrada da cidade, principal base política da família Porto, e seguiu em direção ao centro. Durante o percurso, Álvaro e Gabriel subiram em um trio elétrico para agradecer aos apoiadores. A comemoração reuniu a prefeita de Canhotinho, Sandra Paes; o ex-prefeito do município Felipe Porto; o ex-prefeito de Quipapá Alvinho Porto; além de prefeitos, ex-prefeitos e vereadores de cidades da região.
Álvaro Porto foi reeleito para o quarto mandato, com 53.473 votos. Gabriel, que disputou uma eleição pela primeira vez, recebeu 114.860 votos e conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Com o resultado, o grupo político passa a ter representantes tanto na Alepe quanto no Congresso Nacional.
A cantora Ivete Sangalo comentou o cenário político durante um show realizado ontem (10), em Fortaleza, no Ceará. Durante a apresentação, Ivete reagiu e incentivou um coro em apoio ao presidente Lula (PT). Em vídeo que circulou nas redes sociais, ela disse compreender o descontentamento de parte do público e falou sobre a importância de fazer escolhas com lucidez. As informações são do UOL.
A cantora fez um discurso sobre a importância do voto consciente e alertou para que o descontentamento com o atual governo não se sobreponha à reflexão na hora de escolher os candidatos.
“Por mais que algumas pessoas estejam descontentes com o atual governo, a gente não pode optar pela falta de lucidez. O descontentamento não pode ser maior do que a nossa lucidez. (…) Espero que nós tenhamos a lucidez e todos aqueles que não tenham encontrado ainda esse caminho, que percebam, pensem e sigam, porque cada um sabe aonde é que o pé aperta, ainda mais nesse Nordeste nosso”, declarou.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, ontem (10), que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresente, em até 3 dias (72 horas), informações complementares sobre o pedido de suspensão do canal Exército do Lula, no WhatsApp, que conta com mais de 3,3 milhões de seguidores. A ação foi proferida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. A ação é direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ao deputado federal André Janones (Rede), que administra o canal. Segundo o próprio deputado, o canal pode sair do ar dentro de aproximadamente 1 hora.
Na decisão, o ministro apontou a necessidade de esclarecer a possível sobreposição com pedidos feitos em outros processos e indicar as irregularidades atribuídas a cada conteúdo. As informações são do Brasil de Fato.
Leia maisSegundo Flávio, a estrutura usa o canal para distribuir “missões” de compartilhamento de publicações e teria empregado recursos públicos de campanha em impulsionamento de propaganda negativa. O candidato do PL pede a cassação do registro ou diploma de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelas supostas condutas abusivas.
André Janones classificou a tentativa de suspender o canal como “censura”. “Detalhe: ele pediu para que seja feito em duas horas, para que, em duas horas, a gente já não tenha mais o canal. É uma tentativa clara de censura. Por quê? Porque as redes sociais são onde eles sempre dominaram. Mas, com esse canal, a gente passou deles e aí eles estão tentando vencer no tapetão”, denunciou.
“Senta o dedo, explode esse vídeo, me ajuda a denunciar para a gente impedir esse absurdo. Censura, não. Foi suado, foi sofrido colocar 3 milhões e 200 mil pessoas no ‘Exército’. A gente não vai conseguir começar do zero e fazer isso tudo de novo. Explode esse vídeo, denuncia essa injustiça”, acrescentou o deputado federal reeleito.
Análise depende de informações
Além de informar se medidas semelhantes já foram solicitadas em outras ações e indicar eventuais decisões, Flávio também terá de especificar a irregularidade atribuída a cada publicação, identificar os anúncios que permaneceriam ativos e detalhar os dados que deseja preservar.
De acordo com o TSE, a análise ocorrerá após os esclarecimentos, e os pedidos poderão não ser conhecidos nos pontos que permanecerem sem informação suficiente.
Pendências
O ministro aponta que a petição inicial faz referência a vídeos, mensagens e outros arquivos digitais originais que não foram incluídos no processo eletrônico. Cueva deu cinco dias para que Flávio apresente esse material, devidamente identificado e organizado, para permitir a conferência das provas e assegurar o direito de defesa dos investigados. O pen drive que já foi entregue à Secretaria Judiciária permanecerá sob guarda, mas não substitui a apresentação dos arquivos nos autos.
O corregedor também admitiu o processamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e determinou a notificação dos investigados para apresentarem defesa em cinco dias.
O ministro ressaltou que receber a ação não significa reconhecer a veracidade das alegações ou a ocorrência dos abusos, que dependerão da análise das provas. O pedido de sigilo feito por Flávio Bolsonaro foi negado.
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Por Cláudio Soares*
Pesquisa eleitoral não é eleição. É fotografia. Mas, quando a fotografia é feita na véspera da votação e mostra uma realidade muito distante daquela revelada pelas urnas, é legítimo perguntar o que aconteceu com a metodologia?
O primeiro turno de 2026 deixou uma coleção de resultados que merece uma análise séria e também uma crítica contundente. O caso mais emblemático está em Pernambuco. Na véspera da eleição, o Datafolha dizia que Raquel Lyra tinha 49% dos votos válidos, contra 48% de João Campos. A própria instituição classificava a disputa como tecnicamente indefinida.
Leia maisAs urnas contaram outra história. Raquel Lyra foi reeleita no primeiro turno com 53,3% dos votos válidos, enquanto João Campos ficou com 44,8%. Uma diferença de 8,5 pontos percentuais — quando a pesquisa enxergava apenas 1 ponto.
Não se trata de uma pequena oscilação dentro da margem de erro. A pesquisa apontava uma eleição praticamente empatada, as urnas mostraram uma vitória confortável.
Em São Paulo, outro problema Na disputa por duas vagas ao Senado, o Datafolha apresentava, na véspera, um empate quádruplo entre Guilherme Derrite, André do Prado, Marina Silva e Simone Tebet.
O resultado foi bastante diferente. Derrite terminou com 30,59% e André do Prado com 29,28%, elegendo-se os dois senadores. Marina teve 18,12% e Simone Tebet, 19,23%. Ou seja, os dois eleitos estavam muito acima daquilo que a última fotografia do Datafolha sugeria.
E não foi apenas Pernambuco ou São Paulo. Na corrida presidencial, o Datafolha divulgou na véspera 45% para Lula e 42% para Flávio Bolsonaro em votos válidos, embora classificasse a diferença como empate técnico.
As urnas inverteram a fotografia. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com cerca de 47% contra 45%. Isso deveria servir como um alerta.
Não significa que o Datafolha seja fraudulento. Não há base para afirmar isso. Pesquisas podem errar. Amostras podem não capturar adequadamente movimentos de última hora. Eleitores podem decidir seus votos nos últimos dias. E margem de erro não é um salvo-conduto para qualquer resultado.
Mas existe uma diferença entre errar dentro da margem estatística e apresentar, na véspera, uma fotografia que não conseguiu captar adequadamente a direção da eleição. O problema não é somente errar. É a autoridade que acompanha o erro. Durante uma campanha, uma pesquisa publicada por um grande instituto não é apenas um número.
Ela produz manchetes. Influencia candidatos. Mexe com militâncias. Altera estratégias. Afeta doadores. Pode provocar voto útil. Pode criar a sensação de que determinada candidatura está morta ou de que determinada vitória está praticamente garantida.
Por isso, quanto maior a autoridade do instituto, maior deveria ser também a responsabilidade na interpretação de seus números. O eleitor precisa compreender que pesquisa não determina voto. Quem determina o resultado é a urna.
A eleição de 2026 deixa uma pergunta incômoda. Se, na véspera, o Datafolha enxergava uma disputa de 49% a 48% em Pernambuco, mas as urnas entregaram 53,3% a 44,8%, alguma coisa na fotografia não captou adequadamente o comportamento real do eleitorado.
Se, em São Paulo, quatro candidatos apareciam tecnicamente embolados na disputa pelo Senado e dois deles terminaram muito à frente, novamente existe algo a ser estudado. E se, na corrida presidencial, a pesquisa final apontava Lula numericamente à frente e o resultado colocou Flávio Bolsonaro na liderança, o fenômeno merece igualmente investigação metodológica.
Não para demonizar pesquisas. Para aperfeiçoá-las. O eleitor não é obrigado a caber na planilha Talvez esta seja a principal lição do primeiro turno.
O eleitor de 2026 mostrou que continua sendo mais complexo do que os modelos estatísticos conseguem traduzir. Ele muda de opinião. Esconde sua preferência. Decide na última hora. Vota diferente do que declarou. Pode rejeitar a polarização. Pode escolher um candidato local e outro nacional.
É preciso discutir limites. Diante desse histórico, é legítimo também discutir uma regulamentação mais rigorosa das pesquisas eleitorais. Institutos que divulgarem levantamentos com erros graves e reiterados deveriam estar sujeitos a multas pesadas, fiscalização efetiva e, em casos de comprovada irregularidade metodológica ou manipulação, até à suspensão temporária ou extinção de suas atividades.
Também merece debate a proposta de proibir a divulgação de pesquisas eleitorais nos 15 dias úteis que antecedem a votação, justamente para impedir que levantamentos de última hora, muitas vezes apresentados como retrato definitivo da eleição, influenciem o eleitor no momento mais sensível do processo. Pesquisa deve informar, não conduzir o voto. A soberania popular não pode ficar submetida à força de uma manchete produzida por um instituto de pesquisa.
Pode simplesmente não responder à pesquisa da maneira que o pesquisador espera. E há ainda o chamado voto silencioso: aquele eleitor que não está nas redes sociais fazendo campanha, não participa de pesquisas espontaneamente e não anuncia para ninguém em quem pretende votar.
As urnas encontram todos. A pesquisa encontra apenas a amostra. E é exatamente por isso que nenhum instituto deveria ser tratado como oráculo eleitoral.
O primeiro turno de 2026 não decretou a morte das pesquisas. Mas produziu algo talvez mais importante, decretou o fim da ideia de que pesquisa publicada na véspera é quase uma prévia do resultado. A última palavra continua sendo e deve continuar sendo do eleitor diante da urna eletrônica.
*Advogado e jornalista
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, suspendeu ontem (10) propagandas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associavam Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL) a acusações de envolvimento com o Banco Master e com estupro de vulnerável, respectivamente.
O ministro entendeu que a propaganda omitiu informações relevantes, como o arquivamento pelo STF do pedido de investigação contra Gaspar, e apresentou imputações criminais sem lastro mínimo suficiente, determinando a retirada imediata do material do horário eleitoral gratuito até o julgamento do mérito da representação. As informações são do UOL.
Leia maisMinistro do Tribunal Superior Eleitoral citou o artigo 242 da Lei Eleitoral. Texto proíbe calúnia, difamação e injúria contra pessoas e instituições públicas. O ministro também considerou decisões anteriores do tribunal sobre propagandas que relacionavam Flávio ao Banco Master e Gaspar à acusação. Em análise de outro caso envolvendo o deputado, o ministro André Mendonça afirmou que a acusação, sozinha, não sustentava a forma como ela foi apresentada.
Acusações citadas nas propagandas
Mensagens vazadas em maio apontaram uma negociação de repasse de US$ 24 milhões entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Documentos indicam que US$ 10,6 milhões foram transferidos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025.
O dinheiro seria destinado a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A produtora responsável pelo projeto negou ter recebido recursos do Banco Master.
Suspeita contra Alfredo Gaspar foi levantada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Acusação foi apresentada durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 28 de março. Em 6, o ministro Gilmar Mendes arquivou o caso após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar falta de provas e contradições nos depoimentos.
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Figura política de Caruaru, Rivaldo Soares acusou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, de manipular as eleições de 2026 com o objetivo de reduzir a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rivaldo comparou o número de seções eleitorais dos dois últimos pleitos e alegou que a redução de equipamentos teria impedido eleitores de votar. Ele também citou matéria do Diário de Pernambuco sobre atrasos de 3h na votação de eleitores pernambucanos no 1º turno, no último domingo (4).
Empresário e formado em Direito, Rivaldo tem uma trajetória de participação em disputas eleitorais em Pernambuco desde 1996. Já concorreu aos cargos de vereador e prefeito de Caruaru e de deputado federal, por diferentes partidos. Em 2016, disputou a Prefeitura de Caruaru pelo PHS e, em 2024, concorreu a vereador pelo PCdoB, quando recebeu 468 votos e ficou como suplente, segundo dados eleitorais compilados a partir do TSE.
A comunicadora Bia Lula, neta mais velha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a convidada do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira. Em meio à disputa do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), Bia vai falar sobre os rumos da campanha presidencial, a comunicação política nas redes sociais, os desafios enfrentados pela esquerda e a possibilidade de ingressar na política eleitoral.
A neta de Lula ganhou projeção nas redes sociais com vídeos sobre política e críticas ao bolsonarismo. Formada em Comunicação Social e Gestão Pública, ela é filha da jornalista Lurian Cordeiro, primogênita de Lula. A comunicadora tem defendido uma linguagem mais direta para aproximar a esquerda de públicos que não costumam acompanhar o debate político e ampliar o alcance das mensagens para além dos eleitores já identificados com o PT.
Leia maisApós o primeiro turno, Bia criticou a estratégia de comunicação da campanha do avô e questionou a atuação do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. “Pareceu uma novela sendo contada, com pouco enfrentamento”, afirmou. Ela também defendeu uma participação maior do vice-presidente Geraldo Alckmin na campanha e destacou a necessidade de dialogar com os jovens, os empreendedores e os eleitores que não compareceram às urnas.
A neta de Lula criticou ainda o apoio de partidos do Centrão a Flávio Bolsonaro e disse acreditar numa virada do avô no segundo turno. Também saiu em defesa da primeira-dama Janja e admitiu a possibilidade de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados a partir de 2030, embora ainda não tenha concorrido a um cargo eletivo.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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