A resistência do agronegócio com o governo Lula (PT) tem sido diminuída com diálogo. Essa é a visão do ministro de Agricultura e Pecuária, André de Paula (PSD). Em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, ele admitiu que o setor apoiou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), mas mesmo assim a ordem do presidente Lula (PT), reeleito para o quarto mandato, é continuar ampliando o diálogo com o segmento, estratégico para a economia brasileira.
“Acho que o agro, em qualquer lugar do mundo, é conservador. Isso já impõe uma certa dificuldade nessa aproximação. Mas o governo sempre apostou no diálogo. Dobrou-se o valor disponibilizado aos produtores no Plano Safra. É óbvio que tem um adversário que é a taxa de juros, mas ela não veio no governo Lula. A gente enfrenta isso trabalhando, fazendo parcerias. Sempre pautei minha trajetória política pelo diálogo. A primeira coisa que fiz foi conversar com a Frente Parlamentar do Agronegócio brasileiro, e não temos tido dificuldade de trabalhar. Quando chega a eleição, cada um apoia seu lado. Mas o diálogo reduz essas arestas, essas reações que o setor tem. Vamos seguir conversando”, afirmou André.
Leia mais“Precisamos lembrar que, depois de 100 anos que os Estados Unidos ocuparam o cargo de maior exportador de alimentos do mundo, esse ano o Brasil supera e passa a ser o maior produtor de alimentos do mundo. Isso diz muito sobre a força que temos hoje. Nos quatro anos governo anterior, o agro acumulou 3,5% de crescimento no PIB. No governo do presidente Lula até aqui, já são 26%, e até o final do ano a expectativa é de chegar a 29% do PIB. São números fantásticos. Eles (agro) têm concorrido de forma muito significativa para que tenhamos um crescimento de 3% a 3,5% no PIB geral do país. E você percebe a importância do agro do ponto de vista econômico para a balança comercial do Brasil”, completou o ministro.
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