O deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) se reuniu, nesta quarta-feira (29), em Brasília, com os ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, para tratar de medidas que podem afetar o Polo de Confecções do Agreste pernambucano. Entre os temas discutidos estão a não aplicação de medidas antidumping e o possível aumento da alíquota de importação sobre produtos de poliéster.
A pauta envolve diretamente o setor têxtil da região, que abrange municípios como Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru, e depende desses insumos para a produção. Segundo o parlamentar, a discussão tem sido acompanhada desde o ano passado, em articulação com gestores municipais, lideranças locais e representantes do setor produtivo.
O encontro contou ainda com a participação do ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe José Augusto Maia. Durante a agenda, também foi feito convite aos ministros para o lançamento do programa Recria Moda Santa Cruz, previsto para a próxima segunda-feira (4), iniciativa voltada à reciclagem de tecidos no Agreste.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse após a derrota no Senado que passou por um processo de “desconstrução” durante a campanha pela vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele recebeu 34 votos, sete a menos do que o mínimo necessário para ser aprovado.
— Lutei o bom combate, como todo cristão. Sei que a minha história não acaba aqui. Eu tenho 46 anos, tenho história, tenho currículo, tenho uma vida limpa. Passei por cinco meses um processo de desconstrução da minha imagem. Toda a sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso— disse Messias. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEle afirmou também que se submeteu, ao longo de cinco meses, por um escrutínio e foi recebido por 78 senadores em seu périplo por votos no Senado. Mesmo com a reprovação, ele diz ser grato a Deus e afirma que “cumpriu seu desígnio”.
— Hoje participei de uma a uma sabatina de coração aberto, de alma leve, um espírito franco. Falei a verdade, falei o que penso, falei o que sinto demonstrei o que sinto. Agora, a vida é assim, gente. Tem dias de vitórias e tem dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Senado é soberano.
Ainda, Messias também destacou que não precisa de um cargo público para sustentá-lo que sua trajetória “não acaba aqui”
— Não preciso de um cargo público para me sustentar. Continuo minha vida com estudo e mérito.
O Senado rejeitou nesta quarta-feira um nome ao STF após 132 anos e impôs uma derrota histórica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O revés para o governo tensiona ainda mais a relação com o Congresso, a menos de seis meses da eleição. Messias teve 34 votos a favor da indicação, sete a menos que o necessário. Foram 42 votos contrários.
Ele foi indicado por Lula para ocupar uma vaga na Corte há mais de cinco meses, mas enfrentou resistências da oposição e, principalmente, da cúpula do Senado, sobretudo do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias teve 16 votos em sabatina que foi marcada por um clima de apreensão de governistas diante da falta de segurança se ele seria aprovado.
O resultado torna o chefe da AGU o primeiro nome indicado ao STF a ser rejeitado na redemocratização brasileira. A última vez que isso ocorreu foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.
— Para mim foi uma surpresa., estávamos esperando 44 ou 45, mas cada um vota com sua consciência — disse o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), evitando dizer se a derrota seria uma traição. — Não vou adjetivar.
Auxiliares de Lula creditam a derrota no Senado a uma articulação de Alcolumbre contra Messias. Inicialmente considerado um dos pontos de governabilidade de Lula 3, o senador se afastou do Planalto e passou a criticar publicamente o governo federal após o chefe do Executivo indicar Messias para a vaga no Supremo –e não Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado de primeira hora do presidente do Senado.
Até a noite da véspera da sabatina, auxiliares de Lula atuavam para que Alcolumbre fizesse um gesto público de apoio a Messias, o que não ocorreu. Pacheco, por sua vez, posou para foto com o chefe da AGU na tarde de terça em evento que oficializou o apoio da bancada do PSB ao ministro.
O silêncio do presidente do Senado foi motivo de conversas paralelas ao longo da sabatina de Messias na CCJ, com alguns parlamentares sugerindo um movimento nos bastidores de Alcolumbre contra o nome de Messias. No fim da manhã, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deu a entender que Alcolumbre estaria atuando nesse sentido. A jornalistas, respondeu a uma pergunta falando dessa possibilidade em tom de ironia.
— Se ele estiver operando contra é um bom sinal. Deve estar vendo que (Messias) vai ganhar — disse Wagner.
Quatro senadores afirmaram ao GLOBO, sob reserva, que o movimento de Alcolumbre foi em cima de parlamentares do centro, da oposição e indecisos. Segundo eles, o presidente do Senado teria procurado esses nomes e estimulado o voto contrário ao chefe da AGU. A assessoria de imprensa de Alcolumbre foi procurada e negou qualquer atuação do senador nesse sentido.
De acordo com uma pessoa que acompanhou as conversas, o Planalto foi informado no começo da tarde sobre um suposto movimento de Alcolumbre para impor a derrota a Messias. Num primeiro momento, auxiliares de Lula telefonaram para senadores para buscar entender se havia algum novo movimento nesse sentido.
Com a divulgação de notícias tratando dessa possibilidade, aliados de Messias telefonaram para o presidente do Senado, que não atendeu às chamadas. O senador passou a maior parte do dia na residência oficial da presidência do Senado e chegou à Casa pouco antes da proclamação do resultado da votação na CCJ.
O resultado da votação pressiona também Lula às vésperas das eleições. Nos últimos meses, o petista viu seu principal adversário na disputa, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se consolidar na corrida eleitoral e, em algumas pesquisas de intenção de votos, ultrapassá-lo numericamente.
Até mesmo um aliado de primeira hora do petista reconhece que essa derrota traz danos políticos à imagem de Lula, além de colocar em dúvida o capital político do chefe do Executivo, num momento em que o governo busca sinalizar ao centro na tentativa de atrair eleitores e apoios políticos nesse grupo. Ele minimiza, no entanto, o peso que isso terá na hora da eleição, afirmando que Lula poderá adotar um discurso de embate com o Congresso Nacional.
A sabatina
Durante a sabatina, Messias defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), condenou o aborto e enalteceu Deus em suas falas na sabatina para uma vaga à Corte, numa sinalização à oposição e em busca de votos de senadores desse grupo.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, e chega a esta quarta-feira sob pressão e sem a garantia de que terá o seu nome chancelado no Senado. A votação é secreta.
A indicação de Messias à Corte contrariou a cúpula do Senado e, principalmente, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalhava pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Aliados do chefe da AGU dizem que, além de fazer gestos à oposição, o ministro também faz falas para distensionar a relação com esses senadores. Em sua fala inicial na sabatina, por exemplo, elogiou nominalmente Pacheco, com quem se reuniu na terça.
— Quero enaltecer a atuação de Rodrigo Pacheco na condução da PEC 8/21 — disse Messias, em referência à Proposta de Emenda à Constituição que trata de normas do Judiciário, como prazo de pedidos de vista e concessão de medidas cautelares.
Leia menos
Por Mônica Bérgamo – Jornal O GLOBO
A relação do governo Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está comprometida de forma definitiva depois da derrota imposta por ele para que Jorge Messias pudesse ser aprovado para o STF (Supremo Tribunal Federal).
GOSTO AZEDO
O sentimento, dizem interlocutores do presidente da República, é de frustração com Alcolumbre. Apesar dos discursos oficiais de que Lula vê a derrota com tranqulidade, o sentimento de indignação é grande.
AZEDO 2
Antes mesmo de conhecido o resultado, aliados do petista afirmavam que Alcolumbre deverá “sofrer”, já que jogou todo o seu peso contra a aprovação de Messias, causando inclusive constrangimentos ao governo.
PLACAR
Na manhã de quarta (29), antes ainda da sabatina do advogado-geral da União, interlocutores ouviram do presidente do Senado que ele tinha cerca de 50 votos para reprovar o indicado de Lula, semeando o pânico entre os governistas.
URNA
Integrantes do governo defendem que Lula se empenhe para derrotar os candidatos de Alcolumbre no Amapá nas eleições de outubro, diminuindo, por consequência, sua força política em Brasília.
CLT
Nesse processo, pressionam para que todo e qualquer indicado por Alcolumbre seja demitido, selando o que consideram um rompimento inevitável.
CALENDÁRIO
O fato de agendas importantes, como o fim da escala 6×1, dependerem ainda de aprovação do Senado não seria motivo para manter boas relações com o presidente da Casa.
CALENDÁRIO 2
A demora na análise do assunto, analisam os mesmos aliados, poderá ser creditada a Alcolumbre, que sofreria o desgaste de colocar empecilhos para o seu andamento.
JORNAL O PODER
O Poder vem noticiando reiteradamente que a governadora Raquel Teixeira Lyra vive pegando carona em programas e feitos alheios. Amorcegando feito dos outros, como se falava em Caruaru antigamente. Dessa vez, a esperteza foi demais e comeu a esperta.
Sem nunca ter movido um beliro pela aprovação de Jorge Messias, indicado por Lula para o STF, correu para ser a primeira a comemorar o feito e sair bem na fita. Como se diz no popular, quebrou a cara. Como já se sabe, Messias perdeu pela primeira vez na história uma indicação presidencial para o STF. Raquel teve que engolir essa.
Leia maisA derrota
Messias barrado para o STF. Derrota nunca vista. Alcolumbre deu o troco. E Raquel voando, fora da realidade. Os fatos: em derrota histórica, o plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF. Messias foi aprovado no fim da tarde na CCJ da Casa, pelo placar de 16 votos a favor e 11 contra. Quando a votação passou para o plenário, a derrota do governo foi acachapante, além de inédita na história republicana: 42 contra, 34 a favor. Nunca antes na história deste país tal fato tinha ocorrido.
Messias ao contrário
Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo. Com a rejeição, Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga no STF. Comenta-se nos bastidores que Lula tinha um acordo com o presidente do Senado para indicar um nome sugerido por Alcolumbre. No entanto, acabou enviando o nome pouco conhecido do pernambucano Jorge Messias, com histórico de extrema lealdade aos governos petistas.
Resistência
A indicação de Messias demorou meses em cogitação porque o governo sentiu que não ia ser fácil. Depois de pacientes costuras e conversas, os interlocutores do governo no Senado julgaram que a hora certa tinha chegado. Enorme erro de avaliação. Alcolumbre passou o dia entrincheirado na sua residência oficial e de lá comandou as articulações para impor a derrota histórica ao governo.
Leia menos
A Câmara dos Deputados instalou, nesta quarta-feira (29), a comissão especial que vai debater a PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o fim da jornada de trabalho 6×1.
O colegiado confirmou o deputado Alencar Santana (PT-SP) como presidente e o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator da proposta. Os nomes foram escolhidos pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), e anunciados na tarde da terça-feira (28). As informações são da CNN.
Leia maisAlém disso, a comissão aprovou os nomes de Daiana Santos (PCdoB-RS), Luiz Gastão (PSD-CE) e Mauro Benevides Filho (União-CE) para os cargos de primeiro, segundo e terceiro vice-presidentes.
A comissão é composta por 38 titulares e igual número de suplentes. O PL e a federação governista formada por PT, PC do B e PV ocupam a maior parte das representações. A sigla da direita tem sete cadeiras, enquanto o grupo de esquerda tem seis lugares.
A intenção de Alencar é que a comissão tenha ao menos duas sessões semanais para finalizar o texto e apresentá-lo até o final do mês de maio. O objetivo da Câmara é coroar o Mês do Trabalhador com a apresentação do relatório da PEC.
Dos 38 deputados titulares da comissão, 31 votaram na eleição para presidente do colegiado. O deputado Alencar Santana (PT-SP) teve 28 votos para presidir os trabalhos, enquanto 3 parlamentares votaram em branco. A votação é praxe e protocolar para confirmar a escolha do presidente Hugo Motta.
Antes do início da sessão que instalou a comissão especial, o relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), disse que pretende apresentar a versão inicial do relatório no dia 21 de maio, e votar o texto no colegiado já rapidamente, nos dias 25 ou 26 de maio. Segundo Prates, as datas já foram acordadas e definidas com o presidente do colegiado.
O projeto que altera a Constituição para reduzir o número de horas da jornada de trabalho também precisa ser analisado pelo plenário da Câmara para ter efeitos práticos.
Em entrevista à CNN, Motta afirmou que o texto é um dos mais importantes a tramitar no Congresso em 2026.
“A pauta da 6×1 é uma das pautas mais importantes que o Congresso deve se dedicar ao longo do ano de 2026. A pauta da redução da jornada de trabalho, um tema que tem sido tratado no mundo todo, chega agora ao nosso país com a responsabilidade do Congresso conduzir essa votação com muito equilíbrio”, disse.
Ao lado da isenção do IR (Imposto de Renda) até R$ 5 mil e da taxação dos super-ricos, o fim da escala 6×1 é uma bandeira de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados, mirando o potencial eleitoral no pleito marcado para outubro.
O governo avaliou positivamente a escolha de Leo Prates como relator da PEC, como mostrou a CNN. O deputado, que deixou o PDT e se filiou ao Republicanos há um mês, presidiu a Comissão de Trabalho da Câmara. Na ocasião, chegou a ser relator de um texto que tratava da redução da jornada de trabalho.
Leia menos
O pré-candidato a deputado estadual Anderson Luiz (PSD) anunciou, nesta quarta-feira (29), o apoio do vereador Wagner do Santa Rosa e do ex-vereador Edjailson da Caruforró, ambos ligados ao PDT e próximos ao grupo do ex-prefeito José Queiroz. A adesão amplia a base política do pré-candidato no município de Caruaru.
Nas últimas eleições municipais, Wagner do Santa Rosa obteve 2.364 votos, enquanto Edjailson da Caruforró somou 1.490 votos. “Recebo esse apoio com muita alegria e senso de responsabilidade. Wagner e Edjailson são lideranças reconhecidas, que conhecem de perto a realidade de Caruaru”, afirmou Anderson Luiz.
O senador Espiridião Amin (PP-SC) afirmou nesta quarta-feira (29) que as indicações para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) têm sido feitas com base em critérios como proximidade pessoal e idade, com o objetivo de garantir mandatos mais longos.
Segundo o parlamentar, atualmente, para ser indicado à Suprema Corte é preciso ser “amigo do peito” e “jovem”, e essa lógica “não é republicana”, pois ultrapassa não apenas o período de governo responsável pela indicação, mas também a expectativa de vida dos indicados.
O senador participa da sabatina do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para a cadeira de ministro do Supremo. O AGU tem 46 anos, atualmente, o ministro mais jovem da Corte é Cristiano Zanin, também indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 48 anos.
Leia maisPara Amin, apontar candidatos jovens para o cargo é uma forma de “se proteger”, nomeando ministros que poderão ficar por “até 30 anos”.
O senador afirmou ainda que tem forte apreço por Messias, mas votará contra sua indicação. Amin afirmou que não votará “contra uma pessoa, mas contra um processo que tenta desmoralizar o Supremo Tribunal Federal”.
Indicação, sabatina e votação
Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado. Nessa época, ele já passou a percorrer os gabinetes dos senadores em busca de votos. A indicação foi formalizada somente em abril.
Após a sabatina na CCJ, a indicação de Messias será votada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Se aprovado, o indicado estará apto a assumir a função de ministro da Suprema Corte.
Para ser aprovado, um indicado ao STF precisa alcançar um patamar mínimo de votos favoráveis.
A votação será secreta nas duas etapas. Logo, não é possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado.
Leia menos
O Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29). O ex-advogado-geral da União passou pelo crivo do Congresso depois de cinco meses de impasse envolvendo a indicação feita pelo Planalto.
Para a aprovação no plenário, eram necessários ao menos 41 votos. O governo calculava ter o apoio de 45 senadores, enquanto integrantes da oposição afirmavam ter ao menos 30 votos contrários. A votação é secreta, o que implicou incerteza nas estimativas.
A votação no plenário da Casa Alta foi realizada depois de oito horas de sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). No colegiado, o placar foi de 16 votos a 11. As informações são da CNN.
Leia maisDesde a sua indicação, em novembro do ano passado, a escolha por Messias tensionou a relação entre o Congresso e o governo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre(União-AP), defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.
Por receio da rejeição, a indicação foi formalizada somente em abril, depois de o Planalto segurar o envio em busca de ganhar tempo para vencer resistências. Messias se dedicou a busca por apoio, mas, como a CNN mostrou, Alcolumbre só o recebeu dias antes da sabatina.
Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo. Em 132 anos, a Casa rejeitou cinco indicações ao STF, que já teve 172 ministros. As rejeições aconteceram durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894).
Messias foi o terceiro indicado de Lula neste mandato. Antes dele, o Planalto enviou ao Senado os nomes de Cristiano Zanin e Flávio Dino, que foram aprovados. Com a rejeição, cabe ao chefe do Executivo fazer uma nova escolha.
Leia menos
Por Anthony Santana – Blog da Folha
A governadora Raquel Lyra (PSD)aproveitou a assinatura da concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário para rebater críticas da oposição sobre um possível aumento nas tarifas. A cerimônia ocorreu na manhã desta quarta-feira (29), no Palácio do Campo das Princesas.
Durante a cerimônia, no Palácio do Campo das Princesas, na manhã desta quarta-feira, a gestora enviou um recado indireto aos opositores para que não prestem o que chamou de desserviço ao povo de Pernambuco.
Leia mais“Sabemos de maneira muito clara qual será o reajuste tarifário que acontecerá em novembro deste ano. Não haverá sobressaltos, aprendemos com os erros dos outros para errar menos. Não venham querer desestabilizar algo feito de maneira sólida, transparente e construída de maneira coletiva”, cravou a governadora.
Leia menos
O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) celebrou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de proposta de emenda à Constituição que destina 1% do orçamento da União, dos estados e dos municípios para a assistência social no país, incluindo o financiamento dessas políticas no texto constitucional.
“Colocar essa garantia na Constituição é fortalecer as políticas de assistência social e reafirmar o compromisso com a superação das desigualdades do nosso país”, declarou.
A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), inicia nesta quinta-feira (30) uma agenda de três dias pelo interior de Pernambuco ao lado do pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB). O roteiro inclui visitas a nove municípios do Agreste e do Sertão, com participação em eventos e encontros com lideranças políticas e população.
A programação começa em Jupi, onde Marília recebe apoio da prefeita Rivanda Freire à sua pré-candidatura. Em seguida, segue para Garanhuns, onde se integra à agenda de João Campos em compromissos com o prefeito Sivaldo Albino, incluindo visita ao Hospital do Amor. Ainda na cidade, será homenageada na Câmara de Vereadores com a Medalha Oswaldo Ferreira da Silva e participa da abertura do Festival Viva Garanhuns.
Na sexta-feira (1º), a agenda inclui compromissos em Panelas, Sanharó e São Caetano, com participação em eventos como o Festival Nacional de Jericos, a Festa do Trabalhador e o Festival da Carroça de Burro. No sábado (2), Marília visita São Bento do Una, participa do Pedra Agroshow, em Pedra, e encerra o roteiro em Pesqueira, com encontro político com aliados.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O plenário do Senado ainda precisa votar e dar aval ao nome.
O placar foi de 16 a 11 para aprovação da indicação. Messias é a terceira indicação do governo Lula para o STF neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino chegaram à Corte. As informações são do g1.
Leia maisDurante a sabatina, Messias reforçou sua posição contrária ao aborto e criticou as decisões individuais do STF que, segundo ele, diminuem a dimensão institucional do Supremo.
Sem citar o código de ética que tem movimentado os bastidores da Corte após o escândalo do Banco Master, Messias disse que o Supremo deve estar “permanentemente aberto a aperfeiçoamentos”.
“A percepção pública de que Cortes Supremas resistem à autocrítica e ao aperfeiçoamento constitucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, afirmou.
Questionado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), Messias voltou ao tema do ativismo judicial, e afirmou que a questão é uma ameaça ao princípio da separação de poderes.
“O ativismo judicial tem ganhado corpo no Brasil inteiro, não é somente no Brasil”, afirmou.
Sobre os ataques de 8 de janeiro, Messias disse que cumpriu seu dever constitucional enquanto advogado-geral da União e que pediu a prisão em flagrante das pessoas que destruíram bens públicos enquanto cidadão.
“O 8 de janeiro foi um dos episódios mais tristes da minha vida. O que eu fiz foi a defesa do patrimônio da União, por dever constitucional”, disse.
Agora, a indicação de Messias segue para análise do plenário do Senado, onde são necessários ao menos 41 votos favoráveis (maioria absoluta). Tanto na CCJ quanto no plenário, a votação será secreta.
Leia menos
A 2ª Vara Criminal da Comarca de Arcoverde determinou a aplicação de medidas cautelares contra o advogado Eldy Magalhães Tenório, investigado por supostos crimes de ameaça e difamação contra o delegado da Polícia Civil Israel Rubis. A decisão foi assinada nesta quarta-feira (29) pela juíza Cindy Coutinho Diniz, atendendo a representação da 19ª Delegacia Seccional de Polícia (19ª DESEC) e do Ministério Público, após denúncia de declarações feitas durante sessão da Câmara de Vereadores, no dia 20 de abril, e também em redes sociais.
Entre as medidas impostas estão a proibição de aproximação a menos de 200 metros do delegado e de seus familiares, além da vedação de qualquer tipo de contato, inclusive por meios digitais. O investigado também está impedido de citar o nome, a imagem ou o cargo do delegado em ambientes públicos ou virtuais. A magistrada reconheceu indícios da prática criminosa, mas afastou a prisão preventiva neste momento; em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil, além da possibilidade de decretação de prisão cautelar.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comunicou a colegas parlamentares que não pretende receber o sabatinado Jorge Messias em seu gabinete na presidência antes da votação em plenário nesta quarta-feira (29).
O gesto, no intervalo entre a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a deliberação do Senado, era aguardado pelo Palácio do Planalto como um aval institucional importante para a consolidação do nome de Messias – indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do g1.
Leia maisA decisão de Alcolumbre foi informada, inclusive, ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias no Senado.
Segundo interlocutores, o presidente do Senado chegou a cogitar o encontro, mas desistiu após demonstrar forte incômodo com a divulgação de detalhes de uma conversa informal que teve com Messias na última semana, na residência do ministro Cristiano Zanin, do STF.
Alcolumbre cumpre uma agenda externa durante a tarde desta quarta-feira. A previsão é que o senador retorne à Casa apenas no momento de se dirigir diretamente ao plenário para organizar e conduzir a votação.
A ausência do encontro institucional é vista como um revés político para a articulação do governo, que esperava utilizar a recepção na presidência como um sinal de pacificação e apoio da cúpula do Legislativo ao indicado.
Desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso do STF, Alcolumbre passou a defender a indicação do aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a Corte. O presidente Lula, no entanto, optou pelo advogado-geral da União e tem articulado a candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais.
Apesar da contrariedade em relação a Messias, a assessoria de Davi Alcolumbre afirmou, em nota, que o presidente do Senado não tem trabalhado contra a indicação do advogado-geral da União ao STF.
Após a análise na CCJ do Senado, a indicação de Messias seguirá para o plenário principal do Senado, onde precisará de pelo menos 41 votos para ser aprovada.
Leia menos
O prefeito de Goiana, Marcílio Régio, esteve em Brasília nesta terça-feira (28) para cumprir agenda institucional voltada à captação de recursos e articulação de parcerias para o município. Durante a visita, ele foi recebido no gabinete do senador Humberto Costa (PT), onde tratou de pautas relacionadas ao desenvolvimento local.
O encontro contou também com a presença do prefeito de Itambé, Armando Pimentel, ampliando a articulação conjunta entre os municípios da região. Entre os temas discutidos estiveram a ampliação de recursos, execução de projetos e avanços em áreas consideradas prioritárias para a população.
“Seguimos firmes, trabalhando com diálogo e parcerias para trazer resultados que impactem diretamente a vida da nossa população”, afirmou Marcílio Régio. Segundo a gestão municipal, a agenda faz parte de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da interlocução com representantes no Congresso Nacional.
O primeiro clube de medicina empreendedora do Nordeste, o Legacy Med Club, realizou seu encontro inaugural na noite de ontem, no Recife. Fundado pelos médicos Antonio Dantas, César Vasconcelos, Seráfico Júnior, Luiz Marcos e Tarcisinho Calado, o projeto reúne profissionais de diferentes especialidades com foco na construção de uma comunidade voltada ao empreendedorismo, à troca de experiências e ao fortalecimento de conexões.
O evento de estreia ocorreu durante jantar no restaurante Cecília Cucina, no bairro de São José, e contou com a participação de integrantes do grupo em uma agenda voltada ao networking e à integração entre os membros. A proposta do clube inclui a formação de um ecossistema de líderes médicos, com encontros periódicos, experiências exclusivas e iniciativas de capacitação.
