Por Mauro Ferreira Lima*
Após o sucesso do filme o Agente Secreto, o Recife ganhou uma ampla visibilidade nacional e externa. Foi muito importante para a Cidade. Mas, há que dar continuidade a isto com medidas públicas que amplifiquem o que foi conseguido.
No Brasil, a grande maioria da população não sabe que o Recife está geminada a Olinda, Patrimônio Cultural da Humanidade. Apenas 4km separam a praça do Derby da entrada desta cidade de tanta importância histórica e cultural mundial.
Representa algo singular que não é divulgado, tanto nacional quanto internacionalmente. Não existe outra cidade no mundo que esteja geminada “geograficamente” a uma cidade que a UNESCO adotou com este honroso título.
Isto carrega em si um enorme potencial para ser trabalhado turisticamente. Explorar o potencial das duas cidades no âmbito da “economia criativa” se faz de grande importância. Urge que atentem para este potencial!
As duas cidades com quase 500 anos de história, com um formidável acervo cultural, artístico, arquitetônico e gastronômico constituem um denso conjunto urbano, raro e singular nacional e internacionalmente.
Mesmo com estes expostos atributos, não têm sido alvo de consistente e perene divulgação para transformar tudo isto em um produto único a ser vendido fortemente nos polos emissores internos e em países com acesso aéreo ao Recife.
Para superar a não assimilação pública de se divulgar este enorme potencial, conjuntamente, até presente, que isto seja superado pelos administradores das duas cidades. Que os órgãos vinculados à promoção turística de cada uma se unam aos mesmos do Estado e, suprapartidariamente, se parta para a criação de uma marca com uma denominação forte e marcante como “Circuito Recife-Olinda”.
Nesta marca, estariam unidos e consolidados todos os eventos anuais que acontecem nas duas cidades, incluindo ainda o macroevento da Semana Santa em Nova Jerusalém, por ser âncora atrativa do turismo do Estado. Este, atrai para o Recife público turístico que poderia ser trabalhado para aqui permanecer um pouco mais, tendo a oportunidade de desfrutar o que o “Circuito Recife-Olinda” oferece. Em termos gerais, está consolidação de eventos divulgados em mídia digital, proporcionaria aos turistas uma visão do que estaria acontecendo e o que acontecerá nas duas cidades.
Aqui, em breve, divulgarei o que poderia constar, a mais, nesta programação conjunta. Listarei inicialmente eventos e “propostas” já escritas para o Recife. Em seguida, viria Olinda, com uma pesquisa ainda em andamento.
Para o Recife seriam listados a necessidade de um amplo local no Recife Antigo para abrigar, diariamente, a exibição das manifestações de cultura e dança locais que iriam do forró aos blocos líricos passando pelo frevo, maracatu, quadrilhas, ciranda e mais e mais. A iniciativa privada poderia conduzir isto. O local poderia se chamar “Casa dos Festejos”. Seria algo que a Cidade se ressente para exibir, fora do carnaval e S. João para conhecimento e participação turística.
A Cidade não tem opção para se ver o que aqui se dança, se toca e se faz! Estaria também nesta lista movimentar o mês de junho adotando Santo Antônio (já homenageado no “centro”) e o Dia dos Namorados como evento a ser criado como âncora de atratividade. Ainda na listagem, agilizar a criação do Parque dos Zeppelins, local onde existe a última torre de atracação, no mundo, desses dirigíveis! Algo que há que ser trabalhado como atrativo singular e universal. A embaixada alemã deveria ser contactada para ajudar no financiamento disto, via PCR.
Indo um pouco mais adiante nesta lista, que sejam realizados dois eventos de porte agregador no Recife Antigo: dois grandiosos festivais. O Festival da Seresta, no mês de outubro e outro em meados de novembro: Festival do Brega. Ambos os meses de eventos de porte locais.
Como se constata, há muito a ser feito para que o Recife, agora com Olinda, dê continuidade ao que o Agente Secreto trouxe à tona: maior visibilidade da Cidade!
Há mais em “gestação”!
Que tudo isto sensibilize a quem administra estas duas marcantes cidades!
*Mestre em Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente



















