Blog do Magno 15 Milhões de Acessos

18/01


2021

Matuto sugere que Yves pare de picuinha e comece a trabalhar

Sobre a denúncia do atual gestor do Paulista, Yves Ribeiro, o ex-prefeito Junior Matuto esclarece que os honorários foram, de fato, devidos. "Essa denúncia é infundada e Yves sabe disso, os honorários pagos sempre foram, de fato, devidos. Essa verba honorária é incontroversa desde o início pois o sucesso judicial foi decorrente do trabalho jurídico de um escritório de advocacia contratado pela AMUPE no ano de 2005 onde, a partir de uma assembleia convocada, os municípios associados se manifestaram favoráveis a contratação desses serviços pela AMUPE. E o município do Paulista foi representado na referida assembleia”, esclareceu Matuto.  

O ex-prefeito informou, ainda, que o próprio Tribunal Regional Federal da 5ª. Região – TRF5 reconheceu o contrato e a prestação dos serviços que ocasionou o êxito na conquista desses recursos. “Diga-se de passagem, eram recursos que muitos municípios deram por perdidos. O Tribunal de Contas da União – TCU também garantiu a legalidade para o pagamento desses honorários. E tudo está muito claro nas justificativas legais apontadas para o referido pagamento”.

Ainda de acordo com Junior Matuto, essa prática de ficar apontando defeitos dos sucessores ao invés de trabalhar, foi vista na primeira oportunidade em que o atual gestor assumiu a prefeitura do Paulista no início de 2005. “Na época, Yves passou mais de um ano agredindo o seu antecessor e esquecendo de fazer o que o povo paulistense tanto precisa e merece, que é ter um gestor que trabalhe pelo município como nós trabalhamos, fazendo entregas emblemáticas ao longo dos oito anos de governo. Obras que sempre eram prometidas em tempos de campanha e que só no nosso governo viraram realidades, e deve tá difícil pra eles ter que conviver com isso nos próximos anos. Para onde olharem nos quatro cantos da cidade verão obras e ações da nossa gestão”.

Por fim, Junior ressalta que o atual prefeito fala a todo momento que não vai olhar pelo retrovisor, mas é o que vem fazendo desde que assumiu.


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O Jornal do Poder

18/01


2021

Como escolher a equipe de trabalho dos novos prefeitos

Por Pedro Melchior de Mélo Barros*

O processo de formação das equipes de trabalho dos prefeitos, em especial, no que diz respeito à escolha dos seus secretários e assessores diretos em cargos ou funções comissionadas, deve ser objeto de reflexão para evitar erros que possam comprometer o sucesso da gestão.

Para que isso não ocorra, é importante que o prefeito escolha como assessores, para assumir os postos de secretários municipais e demais dirigentes da estrutura administrativa, pessoas capacitadas nas áreas de atuação das respectivas pastas, visando evitar equívocos nas aplicações dos recursos municipais, que venham a comprometer a análise da regularidade das suas contas, bem como prezar pela contratação de pessoas de reputação ilibada.

Escolhidos os nomes, o segundo passo é determinar que tais assessores formem, com suas equipes de trabalho, grupos para estudo da legislação (Federal, Estadual e local-Municipal) aplicável às suas áreas de atuação com a maior profundidade possível, buscando evitar surpresas pela aplicação de sanções decorrentes do não atendimento de determinações legais a que o órgão e seus gestores estão sujeitos.

Para que não ocorram problemas no presente e no futuro aos prefeitos, a primeira equipe que deve ser bem formada é a financeira, e a ordem de mais força que o prefeito deve repassar a ela é que só proceda aos pagamentos de valores quando estiverem previamente empenhados, se houver disponibilidade financeira suficiente para saldá-los nas respectivas datas, observando, ainda, se foi cumprida satisfatoriamente a etapa de liquidação da despesa, ou seja, se o bem foi entregue ou o serviço foi efetivamente prestado, mediante termo escrito por servidor municipal designado para o recebimento dos mesmos.

Na formação das demais equipes no âmbito das Secretarias, os prefeitos devem determinar a impossibilidade da prática do nepotismo, a obrigatoriedade da realização da prestação dos serviços, e, finalmente, observando que os serviços são de natureza contínua, a realização de concurso público para o preenchimento definitivo do cargo.

Com essas precauções, os prefeitos alcançarão a eficiência administrativa em prol da gestão e do bom funcionamento da máquina pública em favor da sua população.

*Advogado especialista em Direito Público. Consultor Jurídico de Municípios Pernambucanos.


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Abreu no Zap

18/01


2021

Governadores pressionam Pazuello a antecipar vacinação

Governadores de diferentes estados trabalharam até tarde da noite de ontem para convencer o ministro Eduardo Pazuello e sua equipe a antecipar a data nacional de vacinação para amanhã.

O Ministério da Saúde inicia nesta segunda o processo de distribuição das quase 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina do Instituto Butantan feita em parceira com o laboratório chinês Sinovac, para todos os estados e o Distrito Federal. O uso emergencial do imunizante, assim como o da vacina de Oxford, foi aprovado neste domingo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A informação sobre a antecipação da vacinação foi confirmada ao blog da Andréia Sadi, hoje, pelo governador do Piauí, Wellington Dias. Segundo ele, o pedido para antecipar a vacinação é o "ponto principal" do encontro do Fórum dos Governadores do Brasil com o Ministro da Saúde, nesta manhã, em Guarulhos, que marca o envio aos estados os primeiros lotes da vacina CoronaVac.

“Não é razoável ficar para quarta-feira se chegam vacinas nos estados a partir de hoje [terça-feira] e se é possível chegar em todos os estados [capitais] nos voos que saem agora pela manhã de Guarulhos. Um dia nacional de vacinação na situação do Brasil faz muita diferença. Serão muitas vidas salvas”, afirma Dias.

Pazuello anunciou a data nacional de vacinação para quarta-feira (20) às 10 horas.


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18/01


2021

Nunca se mentiu tanto e se roubou tanto

O bicho-grilo Adalbertovsky lembra que havia um ditado nos tempos inocentes: “Nunca se mentiu tanto como antes dos casamentos, durante as guerras e depois das pescarias”. Bobagem. Nos tempos pecaminosos de agora convém fazer um upgrade do arsenal de mentiras. As mentiras dos pescadores são inocentes e até divertidas. As mentiras dos namorados e apaixonados são românticas e fazem bem ao coração. Tipo assim. Oh musa bela, você é uma abelha-rainha, meu coração por ti gela! Somente os apaixonados sabem os seus segredos. As musas mexem com nossas emoções e acalentam nossos corações. Ah, saudades! 

“Nunca se mentiu tanto e se roubou tanto quanto nestes tempos de pandemia. As mentiras da guerra, sim, são a perdição da humanidade. E continua-se mentindo no Facebook, no Instagram, no Twitter, nas redes sociais e nas redes antissociais. A mentira tem pernas longas e cabeludas”. 

“Em novembro 2020  uma secretária bandida da saúde foi presa em Manaus durante Operação Sangria da Polícia Federal. O governador foi alvo de busca e teve bens bloqueados pela Justiça. Hoje, entre outros fatores, a saúde do Estado do Amazonas está em colapso por falta de cilindros de oxigênio para alimentar os respiradores. A secretária bandida já está solta e respira o oxigênio da natureza com ajuda das leis garantistas da impunidade. Na China seria fuzilada e a família pagaria o preço da bola. Responsabilizar hoje o Governo federal pelo caos é desonestidade intelectual”.        

“Donald Trump reclamou que houve fraudes nas eleições dos Estados Unidos. Foi vetado, “per omnia saecula saeculorum”, até a consumação dos séculos, na rede social Twitter. O ditador Nicolas Maduro da Venezuela, é vermelho de guerra, tá liberado sem censura. O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prometeu reforçar o arsenal nuclear do seu país “com o fim pacífico de destruir” o “Grande Satã” capitalista. Permanece incólume nas redes sociais”. 

“Comandadas por aiatolás globalistas, as redes antissociais se convertem em novos tribunais de Nuremberg para castigar os transgressores da NOM – a Nova Ordem Mundial, urucum vermelho de guerra”. A cantoria do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião. Metam os peitos!


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18/01


2021

Coluna da segunda-feira

Vacina com viés eleitoreiro

A ciência venceu morte e o vírus do fim do mundo está sendo guerreado e sepultado, mas depois de um rastro de horror: dois milhões de almas ceifadas, das quais 207 mil no Brasil. Europa e Estados Unidos saíram na frente sem marketing, sem contendas políticas, diferente do Brasil. Ontem, enquanto uma enfermeira negra, de 54 anos, entrava para a história, a primeira vacinada no Brasil, em São Paulo, por obra do governador João Doria (PSDB), em Brasília, no mesmo horário, o Governo Bolsonaro, por meio do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acusava o golpe, classificando o ato paulista de puro marketing.

"O Ministério da Saúde tem em mãos, neste instante, as vacinas tanto do Butantan quanto da AstraZeneca. Nós poderíamos, num ato simbólico ou numa jogada de marketing, iniciar a primeira dose em uma pessoa. Mas em respeito a todos os governadores, prefeitos e todos os brasileiros, o Ministério da Saúde não fará isso. Não faremos uma jogada de marketing", atacou o ministro, numa entrevista coletiva para roubar a cena do que estava ocorrendo em São Paulo.

"É o triunfo da vida contra os negacionistas, contra aqueles que preferem o cheiro da morte, ao invés do valor e da alegria da vida", rebateu, por sua vez, o governador de São Paulo, João Doria, ao lado da enfermeira Mônica Calazans, do Hospital Emílio Ribas, a primeira pessoa no Brasil a receber uma dose da Coronavac. Depois dela, vários outros profissionais do Hospital das Clínicas, onde foi realizada a coletiva, também foram vacinados.

Triste uma vacina ser obra de manipulação política por puro oportunismo do Governo paulista. Doria é candidatíssimo à Presidência da República em 2022. Fazendo um Governo medíocre e opaco, tanto que chegou a ser escondido da campanha do prefeito reeleito Bruno Covas, Doria tenta, agora, enganar a humanidade brasileira com a vacina, o político que chegou primeiro com a tábua da salvação, passando por cima do Governo Federal.

Pazuello fez o pronunciamento após autorização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19 no Brasil, a coronavac, chinesa, produzida em parceria com o Instituto Butantan, e a inglesa, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. No caso da Coronavac, os técnicos da Anvisa confirmaram, a partir de cálculos e análises próprias, os principais dados de eficácia e segurança apresentados pelo Butantan, mas detalharam incertezas que ainda permanecem sobre o produto.

Os técnicos da Anvisa confirmaram a eficácia de 50,4% da Coronavac, mas ressaltaram que não foi possível calcular a eficácia da vacina por faixa etária, principalmente entre idosos. Quanto à vacina de Oxford, também foi confirmada a segurança do imunizante e a eficácia média de 70,32%. O dado considera diferentes números, dosagens e intervalos entre doses. No Brasil, com duas doses completas, a eficácia ficou em 62%.

O ALVO – Em seu discurso, Doria fez críticas diretas ao presidente Jair Bolsonaro, seu adversário político, com quem vem travando discordâncias desde o início da pandemia, citando falas dele e do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. "'E daí?', disse um brasileiro. 'Pressa para quê', disse outro brasileiro. 'Toma cloroquina que passa', disse um líder do País. A vacina é uma lição para vocês, autoritários que desprezam a vida, que não têm compaixão, que desprezam a atenção, a dedicação e a necessidade de proteger a brasileiros. Vocês não fizeram isso", disse.

E O RECADO – De olho no Palácio do Planalto, governador paulista também criticou o chamado "tratamento precoce" defendido por Bolsonaro e por Pazuello, que não tem nenhuma eficácia, de acordo com a ciência, contra a covid-19. "Espero que o comportamento do Ministério da Saúde seja pela vida e que parem de recomendar e distribuir a cloroquina", disse. “Hoje é um dia de esperança, de renascimento, de buscar mais forças para prosseguimos. A chegada da vacina não nos livra do uso da máscara, da necessidade do isolamento social e da necessidade de não aglomerar”, acrescentou.

OXIGÊNIO - Duas cargas de oxigênio encaminhadas pelo Governo Federal a Manaus, no mês de maio de 2020 e neste final de semana, daria para abastecer o Amazonas por apenas um dia. A cidade viveu colapso dos hospitais na semana passada, por falta do insumo, o que fez pacientes morrerem asfixiados e doentes serem transferidos para outros Estados. Ontem, o Governo anunciou que balsas atracaram no Porto de Manaus, durante a madrugada, com 70 mil metros cúbicos de oxigênio comprados pelo Governo do Amazonas. Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro propagandeou nas redes sociais que no dia 3 de maio mandou um carregamento de 200 cilindros de oxigênio ao Estado, algo em torno de 2 mil metros cúbicos do produto.

DESABAFO DE MOURÃO – O vice-presidente Hamilton Mourão não acha que o presidente Jair Bolsonaro terá o mesmo destino de Donald Trump, que, a poucos dias de deixar a Casa Branca, viu o segundo pedido de impeachment ser aprovado pela Câmara. “Não vejo hoje que haja condição de prosperar qualquer pedido de impeachment contra o presidente Bolsonaro”, disse ele ao Estadão, para completar: "Aqui no Brasil, qualquer coisa é impeachment, né? Deixa o cara governar, pô!"

CURTAS

BONECO – Um ato pró-vacina foi organizado pela Frente Povo Sem Medo em frente à Anvisa na manhã de ontem antes da sessão na qual foi a anunciada a liberação emergencial das vacinas CoronaVac e Astrazeneca. Organizado com apoio do Psol e do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), grupo liderado por Guilherme Boulos (Psol), a manifestação contou com apenas 50 participantes. Foi exibido um boneco do presidente Jair Bolsonaro sujo de sangue, como forma de associa-lo às mortes por coronavírus.

ASSASSINO – O ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio (PSDB) foi ao Twitter para criticar a atuação do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), pela morte de pacientes pela falta de oxigênio nos hospitais da cidade. “Wilson Lima, você é o pior governador que o Amazonas já teve e o que acontece em Manaus é assassinato aos moldes de Hitler, por asfixia. Isso é doloroso e cruel”, escreveu Virgílio.

Perguntar não ofende: Doria é hipócrita, oportunista ou agiu certo?


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Comentários

Fernandes

Já temos a vacina. Falta só o Impeachment.

Fernandes

Ciência ainda não tem vacina para reação alérgica causada por ter que elogiar o Dória.

Fernandes

Bolsonaro é tão ruim que faz ficarmos agradecidos a um político odioso como Dória.

Fernandes

Não sou fã do Dória, mas há de se admitir que ele enfrentou o Bozo de frente e ganhou a parada. Parabéns! Quem tá achando bom é marcos de camaragibe mamador de piroca, queima rosca.

Fernandes

SÓ FALTAVA ESTA O PRESIDENTE É BROCHA, e marcos de camaragibe é mamador de piroca e queima rosca.


Banco de Alimentos

17/01


2021

Registro de aglomerações após Enem no Recife

Este domingo, primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foi marcado por aglomerações no entorno dos locais de prova no Recife. Familiares e amigos aguardavam os candidatos do lado de fora.

O Blog recebeu imagens que mostram diversas pessoas nas proximidades do Centro Universitário Brasileiro (Unibra), na Boa Vista. Na volta para casa, paradas de ônibus também estavam lotadas.

*Com informações do Recife Politicando


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17/01


2021

Bolsonaro perdeu guerra política que criou

Por Fernando Castilho*

Pronto. João Doria conseguiu a foto que tanto desejava e o fato político é que o presidente Bolsonaro perdeu a aposta que ele mesmo fez, e que dobrou, ao tentar obter 2 milhões da vacina da AstraZeneca. 

É importante destacar isso. O presidente que, em dez meses, não fez a divulgação de uma só mensagem de aplicação de nenhuma vacina e inventou uma guerra com o governador de São Paulo. Se a gente lembrar, Doria quase que implorou a Bolsonaro para comprar as vacinas do Instituto Butantan e ele recusou a oferta.

Bolsonaro fez mais: atrasou os processos de aquisição do imunizante e nessa campanha destruiu a carreira de seu ministro da Saúde, Pazuello, submetendo-o a uma humilhação consentida que transformou o general numa figura patética. E levantou publicamente suspeitas infundadas sobre a eficácia da vacina.  

O presidente não precisava fazer isso. A eleição é em 2022 e, dependendo das condições, talvez nem ele nem Doria estejam numa disputa sobre quem será o próximo presidente. Mas ele fez e perdeu. Atrapalhou o processo e se atrapalhou no projeto de faturar o início de uma campanha de vacinação que não ajudou a construir.

O presidente, talvez, por não acreditar em vacina, não fez nenhum movimento para que o Brasil tenha também uma vacina para a covid-19 como, alias, fizeram os demais países do BRICs como Índia, China, Rússia e África do Sul. Estimulo federal zero.
Bolsonaro também atrapalhou as conversas com a Pfizer. E orientou Pazuello a discutir preço. O resultado é que hoje estamos pendurados na vacina da SinoVac e, em breve, da AstraZeneca.

Mas isso é passado. O Brasil tem 209 mil mortes (10 mil delas em Pernambuco), 8,4 milhões de infectados e enfrenta uma segunda onda de contaminação maior que a primeira porque Bolsonaro insiste em não colaborar com a mensagem de usar máscara e não se aglomerar.

E é por isso que Pazuello não tem qualquer autoridade moral de criticar Doria porque ele fez uma solenidade para aplicar a primeira vacina. Até porque o governo federal não pagou pelo lote de 6 milhões que foi objeto da autorização do uso emergencial. 
Então o que precisamos é saber quando o Butantan começa a produzir as vacinas regularmente, o que vai dar efetividade à aplicação da vacina. Sem isso, ficaremos na portaria de ataque à pandemia.

Temos uma outro problema como revelou hoje o colunista Merval Pereira no jornal O Globo: no caso da AstraZeneca não tem ainda a garantia de envio do chamado Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a Fiocruz iniciar a produção das doses de vacinas porque ele não foi liberado pelas autoridades da China. 

Interessa pouco a linha de produção da Fiocruz já estar pronta para produzir vacina. E aí tem uma detalhe que só agora se sabe e que mostra a contradição do governo Bolsonaro.

A Fiocruz escolheu o “sítio” (na linguagem técnica) da China como responsável pelo contrato do envio porque temia os Estados Unidos de Donald Trump. Ninguém na Fiocruz acreditava que a fábrica dos Estados Unidos pudesse mandar o IFA sem correr o risco de o presidente hoje derrotado travar.

Na verdade, corremos o risco que as 50 milhões de doses que a Fiocruz pretende produzir até abril vão vacinar o dobro das pessoas inicialmente previstas.

Na época estava viva a imagem dos Estados Unidos mandando aviões e requisitando material e respirador. Imagina vacina. Então, a questão é quando é que vem o IFA da China. Claro que eles virão. Mas o problema é prazo para chegada do princípio ativo e o envasamento.

Mas temos também problemas com o IFA do Butantan. Temos o desafio de receber o IFA da SinoVac e iniciar uma produção regular. Afinal, temos uma meta de produção de pelo menos 350 milhões de doses. 

Mas hoje é dia de comemorar. Mônica Calazans, de 54 anos, moradora de Itaquera, com perfil de alto risco para complicações da covid-19 e enfermeira negra do hospital Emílio Ribas, que está há oito meses na linha de frente do combate ao coronavírus, foi a primeira brasileira a receber neste domingo, 17, uma dose da vacina Coronavac.

A aplicação ocorreu minutos após a Anvisa autorizar o uso emergencial desta e também da vacina de Oxford por unanimidade. E é importante destacar que Monica, quando começaram os testes clínicos da vacina Coronavac pelo Instituto Butantan, também se voluntariou para os testes e estava no grupo que recebeu placebo. 

Portanto, é justo que a primeira dose fosse aplicada nela. Foi uma notícia importante. Nessa semana de tanta coisa ruim e que Bolsonaro se esmerou em produzir mais ainda.  

*Jornalista. Titular da coluna JC Negócios, do Jornal do Commercio.


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Jornao O Poder

17/01


2021

PCR vai contratar até 745 profissionais para vacinação

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), autorizou a contratação de até 745 profissionais de saúde para atuar diretamente na imunização dos recifenses. A decisão faz parte do Plano Recife Vacina e foi anunciada pelo gestor durante reunião de instalação da Sala de Situação do plano, um espaço permanente de monitoramento das ações da vacinação na capital pernambucana, agregando todos os órgãos do município ligados à ação, coordenada pessoalmente pelo prefeito.

A medida faz parte da preparação da cidade para a vacinação contra a Covid-19. “A gente vai ter nesta sala representantes das secretarias envolvidas para coordenar a Logística, a Infraestrutura, a Comunicação, tudo o que tange a logística da saúde neste momento. Nós estamos fazendo a nossa parte. Autorizei também a contratação de até 745 profissionais da saúde, entre técnicos de enfermagem e enfermeiros, para a gente poder garantir que a vacinação no Recife ocorra da melhor forma", declarou João.

"Mesmo com tantas incertezas e dúvidas por parte do Governo Federal  de quando chegará a vacina, de qual será o volume que vai chegar neste primeiro momento, nós estamos prontos para receber e para vacinar a nossa cidade. Afinal de contas, a vacina é a única alternativa definitiva para a gente poder consagrar a vitória à pandemia e conseguir restabelecer a volta do convívio nas relações e do funcionamento dentro da normalidade da nossa cidade”, continou.

Os profissionais serão convocados do concurso público realizado em 2019 pela Secretaria Municipal de Saúde e atuarão diretamente nos pontos do Recife Vacina. Uma parte das vagas será destinada a pessoas com deficiência. Após a contratação, os profissionais serão capacitados pela Escola de Saúde do Recife, por videoaula, para garantir os cuidados com o distanciamento social.

Segundo a Prefeitura, as contratações serão temporárias, com vigência de seis meses, podendo ser prorrogadas por até dois anos. O contrato também pode ser rescindido, a qualquer momento, caso não haja mais necessidade. Não podem participar do processo pessoas com mais de 60 anos de idade, gestantes, lactantes ou que se enquadrem em outro grupo de risco da Covid-19.

O prefeito João Campos também explicou que, além dele, participam da Sala de Situação os secretários com ações diretamente ligadas às demandas necessárias, assim como assessores e demais técnicos que precisem dar a sua contribuição. “Nesse momento, todo o nosso foco está voltado para a vacinação das pessoas e vamos fazer isso com rapidez, atendendo a todos os protocolos necessários”, afirmou.

A Sala está dividida em quatro frentes de trabalho: Infraestrutura, Logística e Segurança, Contratação e Treinamento de Pessoal, e Cadastramento, Agendamento e Comunicação. O prefeito fará o monitoramento das ações da sala diariamente.


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17/01


2021

Cavalgada em Tacaratu ignora pandemia

Em Tacaratu, no Sertão de Itaparica, uma cavalgada tomou as ruas do município neste fim de semana. A situação preocupou um leitor do Blog, que nos enviou um vídeo do ato. Ainda de acordo com ele, quatro mães tacaratuenses faleceram de Covid-19 na semana anterior.


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