Datafolha confirma estabilidade de Lula
A nova pesquisa Datafolha reforça um cenário de estabilidade política para o presidente Lula (PT) a pouco mais de dois meses da eleição presidencial. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (24), mostra o petista com 40% das intenções de voto no primeiro turno, praticamente repetindo o desempenho registrado na rodada anterior, quando aparecia com 41%. Em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula mantém vantagem de 48% a 43%, resultado que também permanece dentro da margem de estabilidade observada pelo instituto.
A pesquisa revela que o desempenho eleitoral de Lula acompanha um movimento semelhante na avaliação de seu governo. Segundo o Datafolha, 32% dos entrevistados classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 38% a consideram ruim ou péssima e 28% a avaliam como regular. Na comparação com os levantamentos de maio e junho, as oscilações ocorreram dentro da margem de erro, indicando que, apesar da intensa disputa política e do aumento das críticas da oposição, a percepção do eleitorado sobre o governo permanece praticamente consolidada.
Leia maisOs números sugerem que o presidente atravessa um momento de relativa resiliência política. Mesmo diante de temas que dominaram o debate público nas últimas semanas, como o impasse comercial provocado pelo aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a pesquisa não captou impactos significativos nem na aprovação do governo nem nas intenções de voto. O dado indica que episódios de forte repercussão ainda não foram suficientes para alterar, de forma consistente, o comportamento do eleitorado, que segue dividido em blocos relativamente estáveis.
A leitura do levantamento também evidencia que a eleição continua marcada por um elevado grau de polarização. Enquanto Lula preserva uma vantagem confortável sobre o principal adversário, sua avaliação de governo permanece distante de um cenário de ampla aprovação, convivendo com índices de rejeição igualmente elevados. Esse equilíbrio entre uma base eleitoral consolidada e uma oposição também mobilizada indica que, neste momento da campanha, o principal desafio dos candidatos não é conquistar seus apoiadores tradicionais, mas ampliar o diálogo com o contingente de eleitores que ainda se posiciona entre a avaliação regular do governo e os indecisos que podem definir o resultado da disputa.
Reciprocidade só após as eleições – O Governo Federal não deve aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos antes das eleições de outubro. No Palácio do Planalto, em Brasília, a avaliação é que ainda é necessário concluir os estudos técnicos sobre os impactos do tarifaço antes de decidir pela adoção da medida. Além disso, auxiliares do presidente consideram que não haveria tempo hábil para negociar com os setores afetados antes da votação. As informações são do portal Poder360.

PL espera vídeo de Michelle na convenção de Flávio – Michelle Bolsonaro (PL) deverá participar por vídeo, hoje, da convenção nacional que oficializará Flávio Bolsonaro (PL-RJ) candidato à Presidência, em São Paulo. A ex-primeira-dama permanecerá em Brasília para acompanhar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, mas sua aparição no telão será o primeiro gesto público de aproximação com a candidatura do enteado. A aparição remota foi articulada pela cúpula do partido para consolidar a reconciliação entre Michelle e Flávio após a crise que marcou a pré-campanha. O senador também deverá citá-la nominalmente durante o discurso. Na quinta-feira, Flávio pediu desculpas pelos “momentos que causaram desconforto”, e Michelle respondeu que aceitava o pedido de perdão. Dirigentes consideram sua participação indispensável para alcançar mulheres, evangélicos e parte do eleitorado conservador. O próximo aceno deverá ser um vídeo conjunto dos dois, previsto para a convenção do PL no Distrito Federal, em 2 de agosto.
O prego no caixão? – Ciro Nogueira (PP-PI) e Antonio Rueda (União Brasil) não devem comparecer, neste sábado, à convenção que lançará Flávio ao Planalto, em São Paulo. Os presidentes das siglas consideram incoerente participar do evento depois de a federação União Progressista optar pela neutralidade na disputa presidencial. De acordo com matéria do jornal O GLOBO, Ciro teria comunicado a decisão a Flávio na quarta-feira, embora tenha negado publicamente ter feito o anúncio. A posição só deverá ser revista diante de um fato novo capaz de alterar o cenário eleitoral. Os dois dirigentes já haviam faltado à convenção estadual das próprias legendas em São Paulo para separar o comando nacional dos palanques locais favoráveis ao PL. O deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ) também esteve no Palácio da Alvorada para informar o presidente Lula (PT) sobre a definição.
Republicanos também quer neutralidade – Um levantamento interno aponta que 80% do Republicanos prefere não apoiar nenhum candidato à Presidência. O martelo será batido na convenção da legenda, marcada para 4 de agosto. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta fechar uma aliança e entregar a vaga de vice ao partido, com apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). A maior resistência parte do grupo de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que quer preservar a relação com Lula (PT). Outra parcela defende que o partido concentre dinheiro e estrutura nas eleições para o Congresso. A meta é eleger entre 52 e 60 deputados federais e de quatro a seis senadores. Para esse grupo, apoiar Flávio significaria retirar recursos dessas candidaturas para financiar a campanha presidencial.

Bolsonaro contesta proibição de manifestos políticos – A defesa de Jair Bolsonaro (PL) recorreu, ontem, ao Supremo Tribunal Federal contra a proibição de divulgar manifestos político-eleitorais enquanto o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Os advogados classificam a medida como “restrição à liberdade de pensamento” e “instrumento de limitação ideológica”. No recurso, traçaram um paralelo com o caso do presidente Lula (PT), que, preso em Curitiba em 2018, escreveu uma carta indicando Fernando Haddad (PT) como candidato à Presidência. Segundo os advogados, impedir a circulação de textos políticos esvazia a principal forma de Bolsonaro participar do debate público durante o cumprimento da pena.
CURTAS
PIORA NA SEGURANÇA – O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) criticou a política de segurança da governadora Raquel Lyra (PSD) após o Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontar Pernambuco como o terceiro estado com mais homicídios em 2025. Foram 2.970 mortes, além de alta de 12,5% nos feminicídios e crescimento de 32,1% na letalidade policial. “O governo Raquel Lyra também não disse a que veio na segurança pública”, afirmou o parlamentar. Para Diogo, faltam planejamento, integração e uma política permanente de combate às facções e ao crime organizado.
CONVENÇÕES I – O MDB oficializará, hoje, sua adesão à Frente Popular de Pernambuco e o apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado. A convenção será realizada das 9h às 12h, na Câmara Municipal do Recife, e também homologará as chapas do partido para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
CONVENÇÕES II – O PSD transferiu para o Parador, no Bairro do Recife, a convenção estadual marcada para o próximo domingo (2), a partir das 9h. O encontro, inicialmente previsto para o Clube Português, oficializará a candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) à reeleição e deverá confirmar Túlio Gadêlha (PSD) na disputa pelo Senado. A segunda vaga segue indefinida entre Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP).
Perguntar não ofende: Será que Raquel consegue definir a chapa antes da convenção?
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