A nova operação da Polícia Federal (PF) sobre o banco Master vai reforçar a decisão do Banco Central de liquidar a instituição de Daniel Vorcaro, e mostrar que as supostas fraudes praticadas pelo banco podem ser mais graves do que o já revelado.
A segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada hoje, tem como alvo, além de Vorcaro, parentes dele, o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Segundo investigadores, a suspeita é que o Master captava recursos no mercado e acabava desviando esse dinheiro por meio de fundos para laranjas ligados a Daniel Vorcaro.
O banqueiro nega irregularidades e diz que está à disposição da Polícia e do Supremo Tribunal Federal (STF) para qualquer tipo de esclarecimento.
A operação de hoje foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, afastando as especulações de que as investigações poderiam ser paralisadas ou bloqueadas depois que elas foram transferidas da Justiça Federal para o STF.
Toffoli chegou a marcar uma acareação entre Daniel Vocaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa antes mesmo da tomada de depoimentos.
Nova fase da Compliance Zero
A PF está nas ruas hoje em duas frentes. Aprofundar a investigação sobre a venda de carteiras de crédito falsas do Master para o BRB, que pode ter provocado um prejuízo ao banco público do governo do Distrito Federal acima de R$ 4 bilhões.
E apurar desvio de recursos do Master por uma intrincada operação que fazia o dinheiro passear por diversos fundos até ser direcionado a laranjas que seriam ligados a Daniel Vorcaro.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a dizer que o caso Master pode envolver as maiores fraudes bancárias da história do país.
A PF quer saber, por exemplo, onde recursos tomados como empréstimo no banco foram parar por meio de um passeio por vários fundos. Há empréstimos na casa de milhões tomados por empresas com capital de apenas R$ 5 mil, que foram usados para comprar ativos podres e tiveram como destino final laranjas do esquema.
Em relação às reclamações de Daniel Vorcaro, de que ele estava com uma proposta de compra do seu banco por investidores árabes, os investigadores destacam que até hoje não foram divulgados os nomes destes investidores que estariam dispostos a adquirir a instituição em novembro passado.
Imagine se livrar das dores e limitações causadas pelas varizes. É exatamente isso que o prefeito Simão Durando quer oferecer com o lançamento do Programa Municipal de Escleroterapia, uma ação inédita da rede pública de saúde.
A iniciativa amplia o acesso a procedimentos médicos especializados, garantindo atendimento gratuito e de qualidade. “Estamos levando para a saúde pública um tratamento antes inacessível para muita gente. Nosso compromisso é cuidar das pessoas, com ações concretas que melhoram a qualidade de vida de todos”, afirmou Simão Durando.
Na primeira etapa, 600 pessoas serão atendidas. A triagem ocorrerá nos dias 14, 15 e 16 de janeiro, e os procedimentos serão realizados nos dias 19, 21, 26 e 28 de janeiro, sempre no Hospital Municipal de Petrolina, a partir das 7h. Os interessados devem agendar nas Unidades Básicas de Saúde.
O prefeito reforçou que o Programa de Escleroterapia integra uma política ampla de fortalecimento da saúde, com foco na atenção básica, prevenção e resolutividade. “Seguimos avançando, levando o poder público onde ele é mais necessário, com responsabilidade e olhar humano”, concluiu.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou, ontem, que o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência fortalece as chances de o PSD ter representante na disputa. E que ele pode ser o nome. A declaração foi dada durante o podcast ‘Direto de Brasília’, comandado por mim em parceria com a Folha de Pernambuco. O programa contou com a participação da colunista Taline Oppitz, direto de Porto Alegre, representando o principal jornal do RS.
“Flávio, um membro da família, ser o nome bolsonarista na eleição, acaba com a possibilidade de composição, que poderia ocorrer com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por exemplo. Isso aumenta as chances da candidatura própria do PSD e posso ser esse nome. A decisão não é minha. Estamos discutindo internamente e com um grupo político”, disse.
O governador destacou que as articulações foram intensificadas e que, em fevereiro, será definida “a melhor forma de nos apresentarmos”. Caso não emplaque como player nacional, o governador destacou que irá avaliar a melhor forma de contribuir para o processo sucessório e para a manutenção do programa em curso no Rio Grande do Sul, que não significa, necessariamente, disputar o Senado.
Leite afirmou ainda que confia na capacidade de eleger seu sucessor no Piratini. Ele mencionou o vice e pré-candidato do MDB, Gabriel Souza, mas ponderou que as negociações envolvem partidos da base, citando nominalmente o PP e os dois pré-candidatos do partido, o presidente estadual, Covatti Filho, e o ex-secretário de Desenvolvimento, deputado Ernani Polo. “Estamos discutindo com a base para manter o grupo unido, evitando que o Rio Grande do Sul não dê passos para trás. Não é uma tarefa fácil, mas é possível”, disse.
A partir de hoje, fico de pernas para o ar, que ninguém é de ferro. Saio de férias e só volto no início do próximo mês. O blog será tocado pela minha equipe, a editora-chefe Ítala Alves, a editora-assistente Camila Emerenciano e a editora de plantão, Thaís Leandro. Na reportagem, Larissa Rodrigues, que assume também a coluna diária.
O podcast da próxima terça-feira já está gravado. O convidado é o jornalista e publicitário baiano Edson Barbosa, o Edinho, marqueteiro de campanhas eleitorais bem-sucedidas no País e no exterior, sendo responsável principalmente pela condução das eleições do ex-governador Eduardo Campos. Já o Frente a Frente, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, será apresentado pelo radialista Joffre Tenório, que já me substituiu em férias anteriores.
Vou relaxar e recarregar as energias, equilibrando descanso com atividades prazerosas como viajar, praticar esportes ao ar livre, ler e ver bons filmes. Férias é momento perfeito para desacelerar e fazer o que me faz bem. Férias é muito bom. O problema das férias é que elas acabam cedo demais.
Eduardo Leite tenta viabilizar seu nome como terceira via em 2026
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), tenta viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano, se tornando uma alternativa ao que chamou de “polarização fratricida” entre os campos lulista e bolsonarista. O gestor foi o entrevistado de ontem (13) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco.
Eduardo Leite acredita que há uma parcela da população cansada dos quadros atuais da política brasileira e é preciso oferecer uma opção para esse eleitorado. O gestor tem o nome defendido por outras lideranças, como o presidente do Cidadania, o ex-senador pernambucano Roberto Freire, que lançou o nome de Leite como caminho neste mesmo espaço.
Na eleição de 2018, Eduardo Leite venceu a disputa pelo Rio Grande do Sul no segundo turno, com 53% dos votos válidos, derrotando o ex-governador José Ivo Sartori (MDB). Tornou-se um dos governantes mais jovens da história do Estado e o primeiro chefe de Poder Executivo brasileiro abertamente homossexual.
Foi reeleito em 2022 e, após a vitória, escolhido presidente nacional do PSDB, sucedendo Bruno Araújo. Porém, em maio de 2025, migrou para o PSD, de Gilberto Kassab, após 24 anos no ninho tucano. Inclusive, Leite citou a antiga polarização entre PSDB e PT para exemplificar a necessidade de mudanças no quadro político atual da nação.
“Tenho convicção de que muitos brasileiros, assim como eu, não se conformam com essa polarização que está aí. Polarização sempre houve. Lá na década de 90, início dos anos 2000, havia uma polarização entre o PSDB e o PT. Mas essa que está aí (lulismo x bolsonarismo) é absolutamente fratricida, coloca brasileiros contra brasileiros. O que mais a gente assiste no debate político entre esses dois polos é a tentativa de destruição um do outro”, criticou.
Para Leite, o Brasil precisa ir às urnas votar por um projeto de país. “Vou trabalhar fortemente a partir do meu partido, do PSD, para que a gente possa ajudar a construir um caminho alternativo a essa polarização, oferecer aos brasileiros a oportunidade de ir para as urnas para votar a favor de alguém e de um projeto de país, e não simplesmente para votar contra um dos dois”, destacou.
Perda de energia – O governador do Rio Grande do Sul apontou a perda de energia da política brasileira atual, que, em vez de concentrar esforços em apresentar soluções para o Brasil, tenta destruir opositores. “Tem que atacar os problemas, não ficar atacando uns aos outros. Como a gente falou, tem problema de segurança pública, de infraestrutura, de formação de mão de obra, de educação, nas prestações de serviços públicos, como na saúde. O Brasil tem gargalos que limitam o nosso desenvolvimento, precisam ser atacados e enfrentados, mas perde-se um tempo e uma energia monumental simplesmente tentando apontar o dedo para culpados, que é o mais fácil”, argumentou.
Sem apoio para Flávio – Para o governador gaúcho, a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência não contará com o aval do PSD, porque a legenda não quer entrar em campo radicalizado. “Se houvesse uma disposição daquele campo de fazer um gesto mais em direção ao centro, que poderia ser inclusive representado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (RP), haveria a disposição do PSD de apoiar. Mas não é isso que se apresenta, que é justamente essa radicalização. O que trabalhamos é justamente para trazer o país mais para a moderação, a serenidade, o equilíbrio. Isso é o que eu defendo, que é o DNA do PSD”, frisou.
Por falar em eleições – O uso das urnas eletrônicas no Brasil completa 30 anos em 2026. Considerado uma inovação que transformou a votação no país, o primeiro modelo possuía poucas funcionalidades. Basicamente, teclado numérico semelhante ao de um telefone, com números em braile. Não havia coleta biométrica, por exemplo. Em 1996, o equipamento foi utilizado em todas as capitais e em 31 municípios com mais de 200 mil eleitores, atingindo cerca de 30% do eleitorado do país. A exceção foi o Distrito Federal, que não tem eleições municipais. As informações são da CNN.
Miguel defende hospital regional – O ex-prefeito de Petrolina, no Sertão, e pré-candidato ao Senado Miguel Coelho (UB) criticou o fato de a cidade ainda não ter um hospital regional, afirmando que o município elegerá um senador sertanejo para mudar essa realidade. “Petrolina não é conhecida por ser refém ou ficar a reboque nem de Governo do Estado, muito menos de Governo Federal. É da nossa força política que Petrolina, junto com o povo de Pernambuco, vai eleger um senador sertanejo para a gente poder fazer este hospital”, defendeu. As informações são do Blog da Folha.
Silvinho focado no Senado – O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (RP), anunciou, ontem (13), que deixará o comando da pasta em abril para se dedicar integralmente ao projeto eleitoral de 2026. Pré-candidato ao Senado, ele afirmou que a desincompatibilização seguirá o calendário legal e permitirá maior foco na construção de sua candidatura. “Estou trabalhando muito para cada vez mais consolidar a nossa candidatura ao Senado. Me sinto pronto e preparado para representar Pernambuco no Senado. Tive o privilégio de ser vereador do Recife, deputado estadual, secretário de Estado, deputado federal e agora ministro. Por tudo isso, me sinto pronto para representar Pernambuco no Senado”, afirmou.
CURTAS
Empréstimos para PE – Serão escolhidos hoje (14) os relatores na Comissão de Justiça (CCLJ) da Alepe dos projetos enviados pelo Governo do Estado à Casa em regime de urgência, no período extraordinário que está em vigor. Entre as propostas, está a que solicita autorização para contratação de mais empréstimos para Pernambuco, um no valor de R$ 2,7 bilhões, junto à Caixa Econômica, e R$ 2,5 bilhões com o Banco do Brasil.
Articulação de Débora e Mendonça – A governadora Raquel Lyra (PSD) deu início, na última segunda-feira (12), às obras de restauração da rodovia PE-180, no trecho que liga os municípios de São Bento do Una e Belo Jardim, no Agreste. A intervenção atende a uma solicitação da deputada estadual Débora Almeida (PSDB), apresentada em parceria com o deputado federal Mendonça Filho (UB), que encaminharam o pedido ao governo diante da importância estratégica da via para a região.
ExpoSerra 2026 – A CDL e o Sindcom de Serra Talhada anunciaram oficialmente a realização da 26ª ExpoSerra, Feira de Indústria, Comércio e Serviços de Serra Talhada, marcada para os dias 13, 14 e 15 de agosto de 2026. O evento será realizado no município de Serra Talhada e reúne empresas, empreendedores e representantes de diversos setores produtivos da região.
Perguntar não ofende: Terceira via terá viabilidade nas eleições de 2026?
Um dia após afirmar que aguardará “gestos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de decidir se apoiará a reeleição do petista, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participa nesta terça-feira de cerimônia do governo voltada à regulamentação da reforma tributária. Motta chegou a Brasília na noite de segunda-feira, vindo da Paraíba onde passava o recesso parlamentar, e acompanhou Lula no lançamento da plataforma digital da reforma na sede do Serpro, na capital federal.
O evento foi desenhado pelo governo para reforçar a marca política do novo sistema tributário e consolidar o encerramento da etapa de regulamentação. Na ocasião, Lula sancionou um projeto que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo estadual e municipal que, junto com a CBS (federal), compõe o IVA dual. A mudança unifica tributos e é tratada pelo Planalto como vitrine institucional para 2026, com o argumento de que o novo modelo amplia transparência e simplifica a arrecadação. As informações são do jornal O GLOBO.
Em seu discurso, Motta elogiou a iniciativa do governo e a parceria entre os poderes:
— Durante décadas o Brasil conviveu com um sistema tributário complexo que freava o nosso desenvolvimento. Hoje, ao lançarmos a plataforma, estamos inaugurando uma nova era de cidadania fiscal. Estamos diante da maior estrutura tributária de nossa nação. Estamos no caminho para garantir que a arrecadação ocorra de forma justa. Essa plataforma aproxima o governo da sociedade. A Câmara dos Deputados se orgulha.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) se ausentou. Do Congresso Nacional, os relatores da proposta, o deputado Mauro Benevides (PDT-CE) e o senador Eduardo Braga (MDB-AM), estiveram ao lado de Motta na cerimônia.
A participação do presidente da Câmara ocorre após uma sequência de gestos do deputado que evidenciou sua estratégia de equilíbrio entre governo e oposição. Na semana passada, ele decidiu não comparecer ao ato do 8 de Janeiro promovido pelo Planalto para marcar os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, repetindo a ausência registrada em 2025.
A falta ocorreu poucos dias depois de o governo encaminhar ao Congresso o primeiro projeto do ano, que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, com sede em Patos (PB), reduto eleitoral do parlamentar. No município, o pai do deputado, Nabor Wanderley (Republicanos), foi reeleito prefeito em 2024 e tenta se viabilizar como nome ao Senado na chapa governista no estado.
Interlocutores do Planalto viram no envio do projeto um aceno ao comando da Câmara, em meio à tentativa de recomposição do diálogo após os desgastes de 2025.
Nesta segunda-feira, durante evento em João Pessoa em que o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, oficializou apoio do governo ao pré-carnaval da capital paraibana, Motta foi questionado sobre o cenário eleitoral e afirmou que a definição sobre endosso a Lula dependerá de reciprocidade.
— A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que nessa construção política entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira muito tranquila e respeitosa para com a população do nosso estado — declarou.
No mesmo evento, o presidente da Câmara também tratou com “tranquilidade” o veto presidencial ao projeto que altera regras de dosimetria das penas dos condenados do 8 de Janeiro. Motta lembrou que o texto foi aprovado com folga na Câmara e disse que o Congresso analisará a decisão do Executivo. Líderes do Centrão e da oposição avaliam que o veto tende a ser derrubado, mas ainda não há prazo para a votação, que dependerá de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Aliados do deputado afirmam que a presença desta terça-feira em um evento de perfil institucional segue a linha adotada por Motta desde que assumiu o comando da Câmara: marcar posição sem assumir, por ora, alinhamento automático a qualquer campo e preservando margem de negociação com o Planalto, especialmente em ano eleitoral.
Integrates da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) afirmam que a ida de Hugo Motta é justificada pelo protagonismo do Congresso ao longo da tramitação da reforma tributária. Aliados do governo reforçam que Motta esteve presente em outros eventos do tema.
O ex-prefeito de Salgueiro, Marcones Sá, cumpriu agenda no Recife para uma reunião com o prefeito da capital, João Campos (PSB). O encontro contou também com a presença da vereadora Eliane Alves e teve como pauta o alinhamento político e a discussão de estratégias relacionadas a Salgueiro e ao Sertão pernambucano.
Durante a reunião, Marcones Sá destacou que o grupo político que lidera no município está organizado para o ciclo eleitoral de 2026 e em diálogo com a liderança estadual representada por João Campos. O ex-prefeito afirmou que a articulação busca fortalecer a presença de Salgueiro no debate político estadual e ampliar a interlocução do Sertão com o Governo de Pernambuco.
Após o encontro, Marcones Sá comentou a reunião. “Saio dessa conversa animado e confiante na energia do nosso companheiro João Campos. Vamos formar a frente necessária para garantir que Salgueiro e região voltem a estar no centro das decisões”, afirmou.
Ainda costurando e aguardando definições de seu partido para as eleições de outubro, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), reforça a importância do Nordeste para a política nacional. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o gaúcho destacou o papel da região em uma eventual candidatura e, embora não crave se disputará a Presidência da República ou o Senado, admite que ter um nordestino na chapa majoritária seria importante.
“Uma coisa para mim é muito clara. O Nordeste não é um problema a ser administrado; o Nordeste é uma potência a ser destravada. Estamos falando de uma região que reúne quase um quarto da população, que tem uma potência enorme em geração de energias renováveis, seja da eólica ou solar, as quais estão travadas inclusive por falta de linhas de transmissão. Você tem uma população extremamente talentosa, culturalmente diversa, que é uma tradução muito bonita do espírito brasileiro. Isso naturalmente exige que a gente possa reforçar a inclusão produtiva dessa população, e tem que ser entendido como algo estratégico para o Brasil”, elencou.
“O Brasil é um país de dimensões continentais. É claro que o Nordeste não apenas oferece toda essa potência que falei, do ponto de vista econômico, cultural, mas também oferece grandes quadros políticos. Sem dúvida nenhuma, há a possibilidade de garimpar bons nomes para compor uma chapa presidencial. Mas, insisto, a própria definição sobre uma candidatura ainda vai ter o seu momento; a definição de uma chapa de candidato e vice leva ainda um pouco mais de tempo para ser construída, envolve a composição de forças políticas. Só tenho uma coisa que para mim é muito clara: não contem comigo para fazer qualquer movimento de divisão do Brasil entre regiões, entre classes sociais, entre raças, crenças, orientação sexual ou de qualquer maneira. O país precisa promover a união”, completou Eduardo Leite.
O governador ainda justificou sua saída do PSDB para o PSD por conta da “representatividade” do partido, vendo nisso uma “oportunidade” para contribuir na política nacional. “Entendendo que existem outras lideranças, como é o caso do governador Ratinho Júnior (do Paraná). Não haverá disputa, não haverá enfrentamento. Haverá boa conversa, bom diálogo político para construir o melhor caminho para o partido e para o país. O partido vai tomar suas decisões, e se eu não estiver liderando um projeto nacional, vou olhar para o Rio Grande do Sul e onde melhor eu posso contribuir. E aí vamos decidir se o Senado é uma alternativa ou não”, concluiu.
Ex-prefeito de Lajeado, delegado Rossini Blesmany (Podemos), que na eleição passada perdeu a eleição para prefeito de Pesqueira por 780 votos, chegando a ter 19 mil votos, revelou, há pouco, ao blog, que não apoiará mais o ex-prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia (Podemos), para Câmara Federal.
A decisão implica, consequentemente, segundo ele, implica em desistir também do apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Rossini, no entanto, ainda não abriu interlocução com João Campos (PSB), candidato da oposição ao Palácio. “Tomei a decisão hoje. Você é o primeiro a saber”, disse Rossini, num encontro com este blogueiro, há pouco, em Arcoverde.
Apesar dos acenos da governadora Raquel Lyra (PSD) de que faria um segundo palanque para a reeleição do presidente Lula (PT), aliados avaliam que isso não deve acontecer. O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Leite (PSD), afirmou entender as circunstâncias locais da correligionária, mas ressaltou que, quando o partido apresentar uma candidatura presidencial voltada para o centro, a gestora de Pernambuco subirá no palanque.
“A governadora Raquel é uma grande amiga, uma pessoa por quem tenho uma grande admiração, mulher forte, aguerrida, talentosa, competente, que se dedica muito, tem uma paixão por Pernambuco que é admirável pelo que faz. Quando participamos de uma eleição e a gente é eleito, junto conosco são eleitos parlamentares, senadores, deputados e o presidente da República. E a gente trabalha com quem foi eleito. A governadora Raquel tem que trabalhar com o presidente Lula, nós também buscamos trabalhar com ele. Agora, do ponto de vista político eleitoral, naturalmente ela vai encontrar o melhor caminho que ela consiga traduzir para a população pernambucana a sua capacidade de diálogo, de composição política em favor de Pernambuco”, analisou Leite, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Hoje o que está posto para o cidadão é a polarização, a mesma que se repetiu nas últimas duas eleições, entre lulistas e bolsonaristas, que não têm rendido ao Brasil grandes avanços, na minha visão. Eu confio na nossa capacidade de trazer, a partir de um caminho alternativo, suficiente mobilização que dê a capacidade aos agentes políticos em cada estado de ajudar a construir o caminho do meio, o caminho alternativo que eu defendo, da moderação e do equilíbrio. No momento certo isso vai acontecer. Entendo que Raquel precisa dialogar e construir com aquelas forças que vão ajudar no seu projeto local para Pernambuco, dialogando também dentro do ambiente que nacionalmente está posto. Mas, no momento adequado, tenho certeza de que se viabilizará a participação efetiva dela também no caminho alternativo”, completou.
O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado Federal Miguel Coelho (UB) criticou o fato de Petrolina ainda não ter um hospital regional, afirmando que o município irá eleger um senador sertanejo para mudar essa realidade.
“É um absurdo Petrolina não ter um hospital regional. Petrolina não é conhecida por ser refém ou ficar reboque nem de governo do estado, muito menos de governo federal. É da nossa força política que Petrolina junto com o povo de Pernambuco vai eleger um senador sertanejo para a gente poder fazer este hospital”, defendeu Miguel Coelho. As informações são do Blog da Folha.
O ex-prefeito também prometeu realizar outras obras como a segunda ponte Petrolina-Juazeiro, a expansão da irrigação no Sertão Central e a conclusão das obras do Canal do Sertão e do Canal de Negreiros.
“Claro que nós vamos olhar para o Agreste, que vamos olhar para a Região Metropolitana, mas não podemos negligenciar ou deixar de reconhecer que o interior sempre foi deixado à margem por muito tempo na história política do nosso estado”, concluiu.
A definição do nome de Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência da República pelo campo da direita favorecerá o chamado centro político a apostar numa terceira via. Essa é a visão do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), que também é pré-candidato ao Palácio do Planalto. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por este blogueiro, Leite avalia que a escolha por um filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reforça um nome alternativo à polarização com a esquerda, representada pela candidatura à reeleição de Lula (PT).
“A definição do campo bolsonarista por Flávio ser candidato reforça a disposição do PSD. Isso foram palavras do próprio presidente do partido, Gilberto Kassab, de ter uma candidatura própria. Entendo que, ao longo dessas próximas semanas, já no final de janeiro e especialmente durante fevereiro, nós vamos ter intensas reuniões e discussões, bons debates internos para poder definir a melhor forma de nos apresentarmos para o eleitor brasileiro. E março vai ser o mês de deflagrar esse processo”, analisou.
“Se houvesse uma disposição daquele campo de fazer um gesto mais em direção ao centro, que poderia ser inclusive representado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), haveria a disposição do PSD de apoiar. Mas não é isso que se apresenta, que é justamente essa radicalização. O que trabalhamos é justamente para trazer o país mais para a moderação, a serenidade, o equilíbrio. Isso é o que eu defendo, que é o DNA do PSD. Insisto, o centro não é ausência de posição. Eu tenho posições muito claras sobre tamanho do Estado, privatizações, segurança pública, as diversas áreas das políticas públicas, como que um governo deve agir. Eu simplesmente não acho que quem pensa diferente de mim seja um inimigo a ser exterminado. Então, quando a gente se posiciona ao centro, não tem a ver com falta de convicção, de percepção sobre como as coisas devam ser conduzidas, mas sim sobre a capacidade de conviver com diferentes, de respeitar divergências e de construir a partir dessa divergência o caminho que melhor atenda ao interesse da comunidade”, completou o governador.
Além do próprio Leite, o PSD também tem o governador do Paraná, Ratinho Júnior, cotado para entrar na disputa, embora o governante tenha sinalizado que pode se candidatar a senador. “Essa decisão não é apenas minha, eu tenho essa disposição (de liderar o projeto), não me conformo com a polarização radicalizada que está posta. O país precisa encontrar um caminho de conciliação, de entendimento, para enfrentar os problemas, não para ficar enfrentando as pessoas. Insisto nisso. No momento adequado vamos tomar essa decisão”, colocou o governador gaúcho.
Sobre os prazos de desincompatibilização, Eduardo Leite avalia que há tempo para construir uma frente que possa somar outras siglas, a exemplo da federação entre União Brasil e PP e de outras legendas que sinalizam para um eventual desgaste do governo Lula. “Naturalmente, temos um prazo fatal em abril, que é o de desincompatibilização. Entendo que estamos no início do ano; agora se abrem efetivamente as discussões do ano eleitoral, e tudo vai se definir com a boa conversa, com o bom diálogo que a política exige, qual será o rumo que nós tomaremos. O que o presidente Kassab tem destacado é que não estaremos nem com o Lula nem com Bolsonaro. A participação de membros do PSD no governo do presidente Lula se relaciona ao fato de que o partido não teve candidato em 2022, e alguns dos integrantes terem apoiado a eleição do presidente Lula, enquanto outros apoiaram Bolsonaro”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a interlocutores que escolheu o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para assumir a cadeira de Ricardo Lewandowski, que deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública na semana passada.
Wellington César foi ao Palácio do Planalto para conversar o presidente na tarde desta terça-feira (13). O anúncio oficializando o nome deve ocorrer nas próximas horas. As informações são do g1.
Quem é Wellington César? Wellington César Lima e Silva já foi, por um breve período, ministro da Justiça de Dilma Rousseff e secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, entre 2023 e julho do ano passado, quando assumiu a advocacia-geral da Petrobras.
Wellington Cesar foi indicado procurador-geral da Justiça na Bahia pelo ex-governador Jaques Wagner, quando teve forte atuação no combate ao crime organizado.
Desde a saída de Lewandowski, a bancada da Bahia patrocinava o nome de Wellington César Lima e Silva para a vaga. Wellington César tinha apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Jaques Wagner, muito próximos de Lula. Ele foi cotado para o STF, antes de Lula escolher Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso.
Ministério da Justiça e Segurança Pública A mudança no ministério ocorre em um momento de protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e na América Latina, e em meio ao avanço de organizações criminosas, e a episódios de violência associados a disputas entre facções.
Estão vinculados ao Ministério da Justiça: a Polícia Federal (PF); a Polícia Rodoviária Federal (PRF); e a Força Nacional, acionada para atuar nos estados em situações de crise e reforço da segurança pública.
Entre os motivos que levaram Lewandowski a antecipar a sua saída do cargo, segundo apurou a TV Globo, estava a retomada das articulações no governo Lula para dividir a pasta em dois ministérios: um da Justiça e outro da Segurança Pública, como ocorreu no governo Michel Temer.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), é o entrevistado de hoje do meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceira com a Folha de Pernambuco. Em entrevista ao programa da última semana, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, lançou Leite como candidato à Presidência da República, alternativa ao fim da polarização entre Lula e a direita bolsonarista.
Na pauta, as eleições presidenciais, os escândalos do INSS e Banco Master, a prisão de Bolsonaro e o anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ainda a gestão de Leite no Rio do Sul, sua saída do PSDB e a sucessão gaúcha num cenário no qual ele venha a disputar o Senado e não o Palácio do Planalto.
Eduardo Leite iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do Grêmio Estudantil de sua escola. Graduado pela Faculdade de Direito da UFPel, filiou-se ao PSDB e concorreu a vereador do município de Pelotas, em 2004, obtendo a primeira suplência e assumindo a vaga após a cassação de um parlamentar.
Em seguida, integrou a administração municipal, primeiro como assessor e secretário interino e depois como chefe de gabinete nos governos de Bernardo de Souza e Fetter Júnior. Em 2008, foi eleito vereador e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.
Após alcançar a suplência para a Assembleia Legislativa na eleição de 2010, Leite foi eleito prefeito de Pelotas em 2012, permanecendo no cargo durante quatro anos e sendo sucedido por Paula Mascarenhas, sua vice-prefeita.
Na eleição de 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no segundo turno, com 53% dos votos válidos, derrotando o governador José Ivo Sartori (MDB). Tornou-se assim um dos governantes mais jovens da história do estado e o primeiro governador brasileiro abertamente homossexual. Foi reeleito em 2022 e, após a vitória, foi escolhido presidente nacional do PSDB, sucedendo a Bruno Araújo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona nesta terça-feira (13) a lei que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo que vai substituir o ICMS e o ISS e será compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios.
O comitê será responsável por administração, fiscalização e coordenação a operacionalização do novo imposto. Segundo o governo, a União, os estados e os municípios vão atuar de forma integrada na gestão do novo imposto. As informações são do g1.
O governo também lança a Plataforma Digital da Reforma Tributária, que deve dar suporte à nova estrutura tecnológica do sistema tributário brasileiro.
O evento contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A partir de agora, ficam estabelecidas as regras de fiscalização do imposto, de devolução de créditos e do cashback tributário, mecanismo de compensação voltado a famílias de baixa renda.
Outro ponto previsto na lei é a obrigatoriedade de progressividade do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cobrado pelos estados.
As alíquotas continuarão sendo definidas por cada unidade da federação.
Plataforma da Reforma Tributária do Consumo (RTC) A plataforma digital da reforma tributária poderá ser acessada por meio do portal “gov.br” e vai concentrar serviços como por exemplo, a calculadora de tributos e o acompanhamento, em tempo real, de valores a pagar e créditos a receber.
Segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que desenvolveu a plataforma, a expectativa é que o sistema monitore cerca de 500 bilhões de eventos fiscais e financeiros já no primeiro ano de operação.
Todo o processamento é feito sob a gestão do Estado, para garantir a autonomia tecnológica, proteção de dados e continuidade operacional.
Segundo o secretário Robinson Barreirinhas, da Receita Federal, as pessoas de baixa renda também vão poder, por meio da plataforma, acompanhar a devolução dos tributos.
Ano sem cobrança de IBS Durante todo o ano de 2026, não haverá cobrança do IBS nem da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
As alíquotas de 0,1% para o IBS e de 0,9% para a CBS terão caráter apenas informativo e constarão nas notas fiscais sem gerar recolhimento.
➡️As empresas terão prazo para adaptação sem aplicação de penalidades.
➡️Já os microempreendedores individuais (MEI) e empresas optantes pelo Simples Nacional estão dispensados da obrigação de informar as alíquotas neste primeiro momento.
➡️Segundo a Receita Federal, não há impacto nos preços para os consumidores nem mudanças nas regras para trabalhadores autônomos ou motoristas de aplicativos.
Reforma tributária O Congresso Nacional concluiu em dezembro do ano passado a regulamentação da reforma tributária, quando estabeleceu o comitê gestor do IBS.
O uso das urnas eletrônicas no Brasil completa 30 anos em 2026. Considerado uma inovação que transformou a votação no país, o primeiro modelo possuía poucas funcionalidades. Basicamente teclado numérico semelhante ao de um telefone, com números em braile. Não havia coleta biométrica, por exemplo.
Na época, em 1996, o equipamento foi utilizado em todas as capitais e em 31 municípios com mais de 200 mil eleitores, atingindo cerca de 30% do eleitorado do país. A exceção foi o Distrito Federal, que não tem eleições municipais. As informações são da CNN.
O objetivo era garantir maior celeridade, sigilo, segurança e eficiência, tanto na votação quanto na apuração.
A expansão foi rápida. Em 1998, a votação eletrônica ocorreu em 537 municípios com mais de 40 mil eleitores e, em 2000, o sistema passou a ser utilizado em todos os municípios brasileiros, informatizando completamente as eleições.
Desde sua criação, a urna eletrônica passou por diversas atualizações tecnológicas, tanto em seu hardware quanto nos softwares. A cada eleição, novas funcionalidades são incorporadas, acompanhando os avanços da tecnologia da informação e reforçando os princípios de sigilo, celeridade e integridade do voto.
Desde a primeira urna até a atual, fabricada em 2023, foram desenvolvidas 14 versões.
A última geração possui novo design e melhorias relacionadas à capacidade de processamento das informações, interação com o mesário por meio de teclado sensível ao toque e diretivas de segurança do equipamento. A evolução desses aparelhos trouxe avanços em diversas frentes:
Segurança: a urna eletrônica possui uma arquitetura de segurança única no mundo, com uso de criptografia avançada, lacres físicos reforçados e sistemas que só funcionam no próprio equipamento;
Transparência: o processo eleitoral é auditável em todas as suas etapas, da votação à totalização, com diversos mecanismos que garantem a integridade dos votos;
Acessibilidade: foram implementados recursos como fones de ouvido, sintetizador de voz, teclado em braile e intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) na tela da urna, facilitando a votação para pessoas com deficiência;
Celeridade: os novos modelos tornaram a votação e a apuração mais rápidas, reduzindo o tempo de habilitação dos eleitores e a divulgação dos resultados;
Sustentabilidade: os equipamentos mais recentes são energeticamente mais eficientes, mais duráveis e recicláveis, contribuindo para a preservação ambiental.
Biometria
Desde 2008, a Justiça Eleitoral passou a utilizar a identificação por impressões digitais para reconhecer biometricamente o eleitorado. A coleta da biometria é um serviço eleitoral obrigatório.
A identificação biométrica torna o processo eleitoral ainda mais seguro, ao impedir que uma pessoa tente votar no lugar de outra e ao possibilitar a detecção de registros duplicados no cadastro eleitoral.
Essa tecnologia é mais uma medida adotada pela Justiça Eleitoral para reduzir a intervenção humana na votação, principal fator de vulnerabilidade do sistema no passado.
Atualmente, dos mais de 150 milhões de eleitores aptos a votar, cerca de 86% — mais de 137 milhões de pessoas — já possuem dados biométricos cadastrados.
Ao abrir os testes das urnas de 2025, no início de dezembro, a ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ressaltou a transparência e a confiabilidade do sistema eleitoral.
A presidente do TSE destacou que o teste permite a participação direta da sociedade na busca por aprimoramentos dos sistemas eleitorais. “Convidamos a sociedade para investigar, examinar e verificar se há alguma vulnerabilidade que ainda tenha que ser corrigida antes das eleições, daqui a dez meses”, afirmou.
Entre 2008 e 2023, pelo menos 500 visitantes de 50 países foram recebidos pela Justiça Eleitoral brasileira.
Segundo o TSE, somente nas últimas eleições gerais, em 2022, cerca de 200 pessoas de mais de 30 países diferentes tiveram contato com aspectos essenciais do processo eleitoral brasileiro, como a urna eletrônica e o código-fonte, o sistema de identificação dos eleitores, além de estratégias de combate à desinformação.