O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltará a seu berço sindical e político neste domingo (16) para iniciar sua campanha à reeleição no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), palco de assembleias sindicais de metalúrgicos que o projetaram como líder sindical no fim dos anos 1970.
Em busca de seu quarto mandato, o presidente defenderá a soberania nacional, a democracia e mais qualidade de vida para a população, e deve fazer acenos aos trabalhadores e aos jovens, com a defesa do fim da jornada 6×1; às mulheres, com o combate ao feminicídio; e aos idosos, com mais ações na saúde.
Lula dará o tom de sua campanha no ato político, e deve lançar as principais bandeiras de sua candidatura, que tem como mote “O Brasil pronto para mais”. No evento, estão previstos os discursos do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, representando as mulheres, e do ex-ministro e candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad.
Em sua última disputa pela Presidência e perto de completar 81 anos, o presidente quis voltar ao estádio de Vila Euclides e fazer o evento “Onde tudo começou”, para resgatar sua trajetória sindical e política, e também para recontar a história do PT aos mais jovens, em um ato visto por petistas como o “fim de um ciclo” na história brasileira.
A campanha de Lula pretende reproduzir a imagem de Lula cercado de milhares de pessoas, assim como foi nas assembleias sindicais do fim dos anos 1970, para reforçar a narrativa de que o presidente está ao lado do povo e tem apoio dos trabalhadores. A ideia é usar fotos e vídeos desse ato na propaganda eleitoral na televisão e em redes sociais. Assim como na época das grandes assembleias sindicais, entre 1979 e 1980, militantes devem reproduzir uma parte da fala do presidente ou do mestre de cerimônias, em um jogral. A expectativa dos petistas é que cerca de 20 mil pessoas participem do evento no estádio Primeiro de Maio, no bairro de Vila Euclides, e ocupem o local, espalhados pelo gramado.
O PT busca fazer um ato que lembre o 13 de março de 1979, quando metalúrgicos do ABC paulista começaram uma greve geral da categoria, que se tornou histórica por desafiar a ditadura militar. Na época, Lula liderou a mobilização, em um palanque improvisado, apenas com um megafone e sem sistema de som, durante a assembleia com cerca de 60 mil trabalhadores.
Nos últimos dias, o PT e movimentos populares reforçaram a mobilização para levar militantes de diversas cidades de São Paulo e de Estados vizinhos, como o Rio de Janeiro e Paraná. Só das cidades do ABC paulista devem sair 150 ônibus com militantes, segundo integrantes da campanha. O evento é visto por petistas como um teste da força da militância, no primeiro dia oficial de campanha na rua.
O jingle escolhido, o “Rap do Silva”, também reforçará o vínculo de Lula com o trabalhador comum. A música conta a trajetória do presidente, que nasceu no sertão de Pernambuco e foi para a periferia de São Paulo, onde trabalhou e ascendeu socialmente. “É o Lula da Silva, é a estrela que brilha, ele é brasileiro, trabalhador e família”. A música é uma adaptação do “Rap do Silva” de 1995, do MC Bom Rum, que fala da discriminação e dificuldades enfrentadas pelo trabalhador da periferia. “Era só mais um Silva, que a estrela não brilha, ele era funkeiro, mas era pai de família”, diz a música original.
Para evitar o esvaziamento da plateia no estádio, assim como aconteceu na convenção nacional do PT, que oficializou a candidatura de Lula em 2 de agosto, na capital paulista, os discursos devem ser mais curtos. Os responsáveis pelos ônibus com a militância foram orientados a esperar o fim do evento para, só depois, levarem embora os apoiadores. Na convenção, o presidente discursou por cerca de 1h10, com uma fala de improviso. Depois da metade do evento, a plateia que estava na convenção petista já estava esvaziada. Agora, Lula poderá seguir um roteiro pronto, com um discurso lido pelo teleprompter. Aliados do petista, no entanto, ainda apostam que o presidente improvisará parte do discurso.
Aos 80 anos, Lula disputará sua sétima eleição presidencial, depois de concorrer em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2022. O presidente foi eleito em 2002, reeleito quatro anos depois e voltou ao comando do país em 2022, depois de ter sido preso em abril de 2018 e passado 580 dias detido sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, no âmbito da Operação Lava-Jato. Em abril de 2021, o plenário do Supremo Tribunal Federal anulou as condenações contra o petista na Lava-Jato.
O presidente começa a disputa em um cenário acirrado, de empate técnico no segundo turno com seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na avaliação de petistas, será a disputa eleitoral mais difícil enfrentada por Lula.
Segundo pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14), o presidente tem 38% das intenções de voto e Flávio, 31% no primeiro turno. No segundo turno, Lula tem 43% e Flávio, 40%. Ambos estão empatados no limite da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais. O senador do PL tem rejeição de 54% e o presidente, de 52%. Outro indicador da pesquisa que deixa a campanha do petista em alerta é a aprovação do governo, menor do que a desaprovação: 48% desaprovam a gestão e 46%, aprovam.
Ao colocar sua campanha na rua, no Estádio Primeiro de Maio, Lula deve voltar a pedir um voto de confiança na população, assim como fez nas assembleias sindicais de 1979. A expectativa de lideranças petistas é que Lula aponte para o futuro e tente atrair o eleitor que busca melhorar de vida, com bandeiras como o fim da jornada 6×1, sem redução de salário.
No PT, dirigentes têm criticado o fato de o presidente ficar preso no passado e no balanço de suas ações, sem falar da perspectiva de futuro e do que pretende fazer se for reeleito para o quarto mandato. Para “vender o futuro”, o presidente se cercou no comando da campanha de petistas históricos, como o Gilberto Carvalho, Paulo Okamotto, José de Fillipi Jr, Aloizio Mercadante e José Sérgio Gabrielli – sendo este o responsável por seu programa de governo. Entre os mais novos da campanha, estão a vereadora Luna Zarattini (PT) e o ministro Guilherme Boulos (Psol).
Na convenção nacional do PT, que oficializou sua candidatura, Lula criticou o Congresso e indicou que, se reeleito, disputará pelo Orçamento da União com os parlamentares, e tentará mudar o sistema de distribuição de emendas. O petista defendeu ainda mais recursos para a área de Defesa e pregou a soberania nacional. No evento, o petista disse que anunciaria suas propostas de governo neste domingo.
A expectativa de aliados do presidente é que o petista acene agora com medidas na área de segurança, principal problema citado pela população em pesquisas recentes de opinião. Além disso, petistas pressionam o presidente para que ele indique que terá responsabilidade fiscal, fará um ajuste fiscal e que aumentará o poder de compra dos brasileiros.
Em São Bernardo do Campo, palco do evento deste domingo, Lula venceu a disputa presidencial no segundo turno em 2022 por 53,83% dos votos no segundo turno ante 46,17% do então presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista venceu na região metropolitana da capital de São Paulo, mas perdeu no Estado. A cidade é comandada por Marcelo Lima (Podemos).
Dor de cabeça não é tudo igual. A localização, a intensidade, a duração e os sintomas associados podem indicar diferentes tipos de cefaleia — e reconhecer essas características é importante para escolher o tratamento adequado.
🧠 1. Enxaqueca (migrânea)
É uma das formas mais comuns de cefaleia e pode causar uma dor pulsátil, moderada a intensa, frequentemente de um lado da cabeça.
Alterações visuais ou outros sintomas neurológicos, conhecidos como aura, em algumas pessoas.
A enxaqueca pode durar de algumas horas a vários dias e pode comprometer significativamente a rotina e a qualidade de vida.
🔨 2. Cefaleia do tipo tensional
É frequentemente descrita como uma sensação de pressão, aperto ou peso na cabeça, como se houvesse uma faixa comprimindo o crânio.
Geralmente é bilateral e pode estar relacionada a fatores como estresse, tensão muscular, privação de sono e hábitos inadequados.
Ao contrário da enxaqueca, normalmente não provoca náuseas importantes e tende a apresentar menor intensidade.
⚡ 3. Cefaleia em salvas
É uma cefaleia menos frequente, porém extremamente intensa.
A dor costuma ocorrer ao redor de um olho ou na região temporal, geralmente de um único lado. As crises podem ser acompanhadas de:
Lacrimejamento;
Vermelhidão ocular;
Congestão ou secreção nasal;
Queda da pálpebra;
Agitação durante a crise.
As crises tendem a ocorrer em períodos, frequentemente em horários semelhantes, podendo se repetir várias vezes ao dia.
💊 4. Cefaleia por uso excessivo de medicamentos
Pode ocorrer quando medicamentos utilizados para aliviar a dor de cabeça são usados de forma frequente.
Nesse cenário, a própria utilização repetida de analgésicos ou medicamentos específicos para crises pode contribuir para a cronificação da cefaleia, criando um ciclo difícil de interromper.
Por isso, não basta apenas tratar a dor: é fundamental avaliar a frequência das crises e o consumo de medicamentos.
🩺 5. Cefaleias secundárias
Nem toda dor de cabeça é uma cefaleia primária. Algumas são consequência de outras condições, como infecções, alterações vasculares, traumatismos, hipertensão intracraniana ou outras doenças neurológicas.
Alguns sinais exigem avaliação médica imediata, especialmente quando a dor:
⚠️ surge de forma súbita e extremamente intensa; ⚠️ é diferente do padrão habitual; ⚠️ aparece após um traumatismo; ⚠️ está associada a febre, rigidez na nuca, confusão, desmaio ou convulsão; ⚠️ vem acompanhada de fraqueza, alteração da fala ou perda visual; ⚠️ ocorre durante a gestação ou no período pós-parto; ⚠️ apresenta mudança progressiva de padrão ou intensidade.
Afinal, toda dor de cabeça precisa de investigação?
Não. Muitas cefaleias são condições primárias e podem ser diagnosticadas clinicamente. Entretanto, dor de cabeça frequente, incapacitante ou com características diferentes do habitual merece avaliação especializada.
O diagnóstico correto permite diferenciar os tipos de cefaleia, identificar possíveis fatores desencadeantes e definir estratégias de tratamento e prevenção.
Dor de cabeça não deve ser simplesmente “normalizada”. Quando ela interfere na sua vida, é hora de investigar.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
Meu amigo Álvaro Mendonça, ex-presidente da Caixa Econômica, devorador voraz de literatura política, com quem divido a boa mesa do Leite às segundas-feiras, me surpreendeu com um presente adorável: o livro “CCB – Carlos Castelo Branco, o jornalista do Brasil”.
A obra, esgotada, foi achada por ele num sebo do Recife. Li de um fôlego só no voo para Brasília. Publicada em 2006 pela Editora Senac DF, a obra reúne entrevistas históricas realizadas no final dos anos 1970 pelo jornalista Carlos Chagas e o cineasta Pedro Jorge de Castro com o célebre jornalista político Carlos Castelo Branco, o Castelinho, como era tratado.
Logo na apresentação escrita por Carlos Chagas, que conheci tão logo cheguei em Brasília em 1984, fiquei impactado com dois conselhos dados por Castelinho ao próprio Chagas quando este aceitou dirigir a sucursal do jornal O Estado de São Paulo, em Brasília. O primeiro: jamais contratar repórteres baianos. “São moles”, justificou, para espanto de Chagas.
O segundo: deixar claro para os patrões que ele, Chagas, era jornalista e que nunca ia parar de escrever, apesar dos encargos da chefia. “E saia sempre do jornal enquanto for dia. A noite foi feita para a gente colher notícias; deixe um auxiliar fechando a redação”, escreveu Chagas.
Este era o Castelinho, que conheci e com ele almocei uma única vez, na companhia do ex-governador Joaquim Francisco, no restaurante Piantela, então point dos políticos e jornalistas, fechado na pandemia. Castelinho foi, sem dúvida, o maior comentarista político da imprensa brasileira.
Conviveu com 13 presidentes da República, nunca empunhou gravadores. Jamais sacou do bolso do paletó o bloco de papel e a caneta que inevitavelmente inibem, quando não emudecem, até campeões de loquacidade.
Em vez de anotar o que ouvia, armazenava na memória prodigiosa informações que, na manhã seguinte, balizariam o que para uma imensidão de leitores era mapa, bússola e guia: a Coluna do Castelo, no Jornal do Brasil, o JB. Natural do Piauí, casado com uma ministra do TCU, gozava da intimidade do poder e sabia tudo sobre Brasília.
“Em Brasília, cidade do poder, você deve cumprimentar as pessoas, mas não esperar em troca agradecimentos ou gentilezas. Se cumprimentar o porteiro, o máximo que ocorrerá é ele achar que você não tem poder nenhum, não manda em ninguém, tanto que fala com ele”, disse, certa vez, numa palestra para estudantes de Jornalismo.
Carlos Castelo Branco sabia identificar quem detinha a noticia. Jamais perdia o distanciamento e a objetividade. Idôneo, emanava confiança e sabia ganhá-la de suas fontes. Em sua Coluna do Castelo informava sem agredir. Revelava nas entrelinhas. Dava a perceber o que não podia ser dito.
Castelo dispensava anotações. Na memória anotava o que ouvia. Não importa se num jantar, ao telefone ou num almoço. Mesmo naquele das sextas feiras com um grupo muito próximo de amigos. No final dos anos 1970, o cineasta e professor da Universidade de Brasília Pedro Jorge de Castro e o jornalista Carlos Chagas realizaram uma série de entrevistas com o jornalista Carlos Castelo Branco.
Arquivadas por mais de 20 anos, elas contam uma parte importante dos bastidores da história política brasileira, de Getúlio Vargas a José Sarney. O livro é leitura obrigatória para alunos dos cursos de ciências políticas, história e jornalismo. Na entrevista, ele conta bastidores inéditos na convivência com presidentes militares e civil, inclusive Jânio Quadros, de quem foi secretário de Imprensa (na época não havia ainda o cargo de ministro da Secom).
No livro, tomei conhecimento que Carlos Castelo Branco registrou em um manuscrito guardado por 30 anos os bastidores da inesperada renúncia do presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961. O relato revela o isolamento político de Jânio e as crises internas do curto mandato presidencial.
O texto foi redigido logo após os fatos de agosto de 1961, mas permaneceu inédito até ser publicado postumamente. Mostra o choque e o vazio de poder no Palácio do Planalto no dia do anúncio. Descreve o choque entre correntes opostas no governo: a ala governista reformista e os conservadores.
Jânio renunciou apostando em um auto golpe. Ele achava que o Congresso e os militares recusariam sua saída e o chamariam de volta com poderes ampliados. O plano falhou quando o Congresso aceitou a renúncia dele de imediato, conforme os escritos inéditos de Castelinho.
Com a renúncia de Jânio, Castelinho assumiu a chefia da sucursal do JB em Brasília de 1962 a 1972. Ali nascia a Coluna do Castello, lida, apreciada e temida pelos políticos, pois escrita por um profundo conhecedor dos bastidores do poder e um intérprete arguto da realidade política. Manteve a coluna até o fim de sua vida, em 1993, aos 73 anos.
Por sua luta pela liberdade de imprensa, o maior jornalista político do Brasil ganhou vários prêmios internacionais, como o Maria Moors Cabot, da Universidade americana de Columbia e o Prêmio Mergenthaler, bem como o Prêmio Nereu Ramos da Universidade de Santa Catarina.
Zuenir Ventura e outros cronistas definiram Castelinho como o “mestre do ofício de escrever sob censura”, capaz de dizer o que era proibido de forma velada, irritando os censores e informando com precisão o leitor.
Roberto D’Ávila registrou que Castelo possuía uma memória brilhante, dispensava anotações físicas e era um pensador que orientava o norte político do país. Já Alberto Dines referia-se a ele enfaticamente como o maior repórter político que o Brasil já teve, cuja autoridade moral e idoneidade conquistavam a confiança irrestrita das mais complexas fontes de poder.
“Até mesmo o general Emílio Garrastazu Médici o apresentou em viagem oficial aos EUA ao presidente Richard Nixon como “o mais importante jornalista brasileiro”, lembra Dines.
Chegou o novo Jeep Avenger! Confira versões e preços
O Avenger enfim chegou ao Brasil e é tratado pela Jeep como “um novo capítulo” da sua história: aquele em que a marca convida uma nova geração a fazer parte de uma das comunidades mais apaixonadas do universo automotivo. Para muitos brasileiros, ele representará a transição natural do hatch para o universo dos SUVs. E, certamente para um número ainda maior, será o primeiro Jeep da vida. Posicionado no segmento de B-SUVs, com carroceria compacta, o simpático Jeep — de sete fendas iluminadas em LED e lanternas em X — oferece os melhores ângulos de ataque (22°) e partida (até 33,9°) da categoria, além de uma altura do solo de 221 mm.
São três versões: Altitude, Longitude e Limited. O pacote de itens de conforto e conveniência reúne tela central de 10″ com interface intuitiva e botões físicos para as funções essenciais, além de câmera para os itens de segurança e 6 airbags. Na versão Limited, o modelo traz ainda câmeras 360°, pacote Adas 2, com piloto automático adaptativo e centralizador de faixa e farol Matrix, sendo o único em sua faixa de preços com esses itens de série.
Um dos chamarizes de venda do novo SUV são os serviços conectados do Novo Jeep Avenger, por meio da plataforma Adventure Intelligence — que torna cada trajeto mais inteligente e conectado. Entre as funcionalidades, o assistente de voz embarcado, integrado com a inteligência artificial do ChatGPT, que eleva ainda mais a experiência de tecnologia, permitindo interações conversacionais mais espontâneas. O assistente é capaz de interagir com funções do veículo como navegação, ar-condicionado e mídia. E responde perguntas que necessitem de conhecimento da inteligência artificial, como assuntos da atualidade ou inerentes à rotina, como sugestão de pontos de interesse próximos, informações sobre locais ou clima. O resultado é uma experiência mais intuitiva, fluida e prática, sem comprometer a atenção ao dirigir.
Segurança – Além disso, há outros recursos vinculados à segurança como o Socorro Inteligente que conecta o motorista à central de atendimento em tempo real. A função Assist auxilia o condutor em situações como pneu furado ou outras necessidades durante a jornada e ainda as funções relatório de viagens e relatório da saúde do veículo. O sistema de infoentretenimento de última geração, com uma tela de 10”, é item de série em todas as versões e oferece uma interface simples e intuitiva, semelhante à de um smartphone, tem resolução HD de 1980 × 720, controles de ar-condicionado integrados, interface semelhante à de um smartphone e configurável.
O pareamento com Apple CarPlay e Android Auto é sem fio. Com oito cores selecionáveis, o sistema de iluminação ambiente permite que os clientes personalizem o interior do veículo e criem diferentes atmosferas de acordo com o estilo e os modos de condução. Esse recurso aumenta o conforto e eleva a experiência geral a bordo. O Avenger tem teto solar elétrico como opcional nas versões Longitude e Limited. O porta-malas oferece volume de até 364 litros, com abertura traseira de 1 metro de largura e soleira a 730 mm de altura, facilitando o acesso. O piso reversível do compartimento de carga possui uma superfície lavável e fácil de limpar. Os compartimentos internos oferecem capacidade total de até 28 litros. Tampas móveis tornam o console central modular configurável em todas as versões com transmissão automática.
Sistema MHEV – Todas as versões do Novo Jeep Avenger são equipadas com o sistema híbrido-leve MHEV de 12V da Stellantis — que, associado ao motor turbo T200, reduz emissões e o consumo de combustível. O motor elétrico multifuncional atua de forma inteligente para auxiliar o motor a combustão, gerando tanta força mecânica para ampliar a economia de combustível, quanto na geração de energia elétrica, alimentando o sistema elétrico padrão do veículo.
Um controle eletrônico administra a operação entre os modos de condução, priorizando a eficiência e a redução de consumo. Na prática, o equipamento atua para otimizar o consumo de combustível e ainda proporcionar uma série de benefícios como isenções de IPVA em alguns estados e isenção do rodízio na cidade de São Paulo. A capacidade Jeep é garantida em todas as versões pelos ângulos off-road otimizados, de até 22° de entrada, 21° de transposição e de até 33,9° de saída, além da altura livre do solo de até 221 mm. O Hill Descent Control, item exclusivo do modelo na sua faixa de preço, garante mais segurança em descidas.
Segurança e tecnologias – Entre as novidades do novo Jeep Avenger, o Farol Matrix. Trata-se de um sistema de iluminação inteligente que traz a tecnologia de feixe de direção adaptativo que ajusta automaticamente o facho de luz em tempo real, mantendo a máxima iluminação da via sem ofuscar outros motoristas. Ele funciona de forma independente, e se adapta ao tráfego, curvas e condições da estrada, garantindo mais segurança, visibilidade e conforto na condução, especialmente à noite.
A segurança do modelo é reforçada pelo pacote Adas 2 (Assistente ativo de direção):
O sistema de frenagem automática de emergência monitora o tráfego à frente e, quando detecta um possível risco de colisão, emite alertas visuais no display, avisos sonoros e aciona automaticamente os freios quando necessário. Ele ajuda a aumentar a confiança do motorista, contribuindo para uma condução mais segura e intuitiva. Na versão Altitude, o sistema opera por câmeras. Já na Longitude e Limited, além da câmera, um radar também garante a funcionalidade do sistema.
O sistema de assistente de permanência em faixa detecta saídas involuntárias da faixa, emitindo alertas visuais e sonoros, além de aplicar correções sutis na direção para ajudar a manter o veículo dentro da faixa. O sistema opera de forma independente e não exige que o ACC esteja ativado.
O piloto automático adaptativo (ACC), disponível nas versões Longitude e Limited, vai além do controle de velocidade e distância ao integrar a funcionalidade de Centralizador de faixa, (versão Limited) permitindo o controle longitudinal e lateral — diferentemente dos sistemas ADAS convencionais. Ele mantém o veículo dentro da faixa em vias devidamente sinalizadas, proporcionando uma experiência de condução mais assistida, confiante e confortável.
Como o nome sugere, o sistema de monitoramento de ponto cego utiliza sensores para detectar veículos em áreas não visíveis pelos espelhos, emitindo alertas visuais e sonoros quando um possível risco de colisão é identificado durante manobras de mudança de faixa.
Visão 360° – Graças à câmera dianteira adicional, o Avenger oferece visão 360°, que simplifica as manobras de estacionamento e protege o veículo contra pequenos danos. Quando as câmeras são ativadas, uma visão superior do veículo e de seus arredores é reconstruída digitalmente e exibida na tela sensível ao toque. Dependendo do contexto, o melhor ângulo de visualização e o nível de zoom são selecionados automaticamente. O motorista pode sobrepor-se ao sistema e alterar a visualização a qualquer momento.
Por sua vez, o Selec-Terrain Jeep também está presente nas três versões e representa um elemento central da identidade tecnológica da Jeep, sendo a designação exclusiva da marca para os modos de condução. O sistema permite que o motorista selecione diferentes modos, ajustando eletronicamente a resposta do acelerador, o comportamento da transmissão, a distribuição de torque e o controle de tração, otimizando o desempenho do veículo em uma ampla variedade de condições de condução.
Pré-venda – A Jeep preparou um grande open door para o Novo Jeep Avenger no dia 20 de agosto. Porém, já será possível reservar o Novo Jeep Avenger a partir desta quinta-feira (13/08). O modelo terá um preço especial de lançamento para a versão Altitude, a partir de R$ 114.990. Essa versão também terá um pacote especial de lançamento, com teto bitom, câmera de ré e barras de teto. As demais versões também estarão disponíveis para reserva a partir de hoje, com preços sugeridos de R$ 135.990 para a versão Longitude e a Limited a partir de R$ 145.990.
AVENGER ALTITUDE – Preço especial de lançamento por R$ 114.990
Faróis em LED + Automatic High Beam.
Hill Holder (sistema ativo freio com controle eletrônico que auxilia nas arrancadas do veículo em subida)
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) + Câmera + Radar
Aviso de saída de faixa e assistente de permanência de faixa (LDW/LKA)
Central Multimídia 10″ + Apple Carplay e Android Auto
Cluster de 7″ full digital
Console central com apoio de braço, porta copos removível, porta-celular e porta-objetos
Controle de Estabilidade (ESC)
Detector de fadiga do motorista
Entradas USB (1) e USB-C (1)
Estepe de uso emergencial
Faróis em LED + Automatic High Beam
Freio de estacionamento elétrico
Lanternas escurecidas em LED
Chave presencial (Keyless Entry N Go)
Piloto automático (Cruise Control)
Reconhecimento de placas de trânsito
Selec-Terrain (Seletor de terrenos)
Sensor de chuva
Sensor de estacionamento traseiro
TPMS (sensor de pressão dos pneus)
Alto falantes traseiros
Wireless Charger
Retrovisores em black piano
Opcional Convenience Pack: Entradas USB e USBC traseiras, Retrovisor Frameless, Espelhos rebatíveis, Detector de ponto cego, Sensores de estacionamento frontais, traseiros e laterais. R$ 3.500,00
Opcional Teto Solar + Jeep Adventure Intelligence: Teto Solar, Jeep Adventure Intelligence + ChatGPT embarcada e Cluster Full digital de 10,25”. R$ 8.500
AVENGER LIMITED – R$ 145.990
ACC Nível 2 (assistência avançada de condução, controle automático de velocidade, frenagem e direção) e centralizador de faixa
Farol LED Matrix
Bancos em vinil premium
Câmera 360°
Chave presencial (Keyless Entry N Go)
Cluster Full Digital 10,25″
Central Multimídia 10” + Apple Carplay e Android Auto
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) + Câmera + Radar
Aviso de saída de faixa e assistente de permanência de faixa (LDW/LKA)
Barras longitudinais no teto
Câmera de ré 360°
Console central com apoio de braço, porta copos removível, porta-celular e porta-objetos
Controle de Estabilidade (ESC)
Detector de fadiga do motorista
Entradas USB (1) e USB-C (1)
Estepe de uso emergencial
Faróis de Neblina com sistema Cornering
Freio de estacionamento elétrico
Lanternas escurecidas em LED
Maçanetas na cor do veículo
Paddle-shifters
Partida do motor sem chave
Piloto automático (Cruise Control)
Reconhecimento de placas de trânsito
Selec-Terrain (Seletor de Terrenos)
Sensor de chuva
Sensor de estacionamento traseiro e frontal
TPMS (sensor de pressão dos pneus)
Volante multifuncional em couro e acabamento black piano
Walk Away Lock
Opcional: Teto Solar. R$ 7.500
Picape Poer P30 ganha mais equipamentos – A GWM Brasil acaba de apresentar a linha 2027 da Poer P30, que chega ao mercado com algumas novidades importantes na tentativa de ampliar sua competitividade no segmento de picapes médias. A principal delas é a chegada da inédita versão Pro, que passa a integrar a gama ao lado das configurações Trail e Exclusive. A linha também ganha alguns itens de segurança, conectividade e conforto. Com essa ampliação, a linha Poer P30 passa a ser composta pelas versões Pro, com preço de R$ 205 mil; Trail, por R$ 227 mil; e Exclusive, a partir de R$ 247 mil. A nova configuração amplia as opções para os clientes preservando o conjunto mecânico turbodiesel, a transmissão automática de nove velocidades, a tração 4×4 e o pacote de segurança e tecnologia.
Reforçando: a Pro mantém motor 2.4 turbodiesel de 184cv e 41,6kgfm e transmissão automática de nove velocidades, o sistema de tração 4×4 com modos 2H, 4H e 4L e o bloqueio eletrônico do diferencial traseiro, mas traz de série seis airbags e o conjunto de tecnologias de segurança ativa Adas 2, mesmo pacote da versão Trail. O pacote inclui piloto automático adaptativo, curva inteligente (com memória), assistência em congestionamento, assistência de cruzeiro, reconhecimento de sinais, assistente de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência com reconhecimento de pedestres, ciclistas e em cruzamentos, desvio inteligente (smart dodge), alerta de saída de faixa e manutenção em faixa. Como nova versão de entrada, a Pro recebe uma tela multimídia de 12,3 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio e painel digital de 7 polegadas.
As versões Trail e Exclusive contam com sistema multimídia de 14,6 polegadas e painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas. Além disso, a nova versão se diferencia da versão Trail por não oferecer alguns itens premium, como retrovisores com rebatimento elétrico, sensores de estacionamento dianteiro, câmera 360º, câmera de chassi transparente, tomada 12V, luz de assoalho, o pacote de conectividade com controle remoto pelo aplicativo, serviços online e carregador sem fio de 50 W, além dos bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação.
A versão Exclusive passa a contar com teto solar como opcional. Com um acréscimo de R$ 3 mil em relação à configuração sem o equipamento — e o preço pula para R$ 250 mil, ampliando as possibilidades de personalização. A linha 2027 mantém recursos como integração sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, e conectividade por meio do aplicativo My GWM para as versões Trail e Exclusive. Outro diferencial da Poer P30 permanece sendo a maior garantia oferecida no Brasil: são 10 anos de cobertura para motor, transmissão, eixos, caixa de transferência, diferenciais, sistema de ar-condicionado, caixa de direção e freios, além de cinco anos para os demais componentes do veículo, reforçando o compromisso da marca com a qualidade, a confiabilidade e o pós-venda.
Lotus traz três modelos ao Brasil; confira os preços – A Lotus foi fundada pelo engenheiro Colin Chapman na Inglaterra, no começo da década de 1950. Tinha como lema um princípio: a leveza e a genialidade de projeto poderiam vencer a força bruta dos motores. Hoje controlada pelos chineses do grupo Geely (desde 2017, na verdade), a Lotus chega de fato ao Brasil e continua focada em aerodinâmica e agilidade começou — mas de carros esportivos puros, legítimos, digamos assim. São três modelos para os brasileiros: o Emira, o SUV Eletre e o sedã Emeya. E em cinco configurações, com preços entre R$ 795 mil e R$ 1,23 milhão.
O primeiro é o Emira, que pesa a partir de 1.530 kg. Já o Eletre e o Emeya são mais pesados (2,7 toneladas em razão das baterias e da quantidade de equipamentos). Mesmo sendo um carro de ‘entrada’, o Eletre 600 mede 5,10 metros de comprimento, 2,02 m de largura e tem 3,02 m de distância entre-eixos e vai custar R$ 795 mil. Ele vem com dois motores elétricos, tração integral e gera 612cv e 72,4kgfm de torque. E acelera de zero a 100 km/h em 4,5 segundos, com velocidade máxima de 258 km/h. A bateria de 112 kWh proporciona alcance de até 600km (mas os dados ainda não foram aprovados pelo Inmetro).
Confira versões e preços:
Eletre 600 Sport SE: R$ 795.000
Eletre 900 Carbon: R$ 995.000
Emeya 900: R$ 975.000
Emira V6 SE manual: R$ 1.230.000
O Eletre 900 Carbon tem potência para 918cv e o torque para 100,4kgfm. Faz de zero a 100 km/h de 2,95 segundos, enquanto a velocidade máxima sobe para 265 km/h. A bateria também é de 112kWh, mas a autonomia foi divulgada como sendo até 490km. E pesa 2.710 kg, contra 2.584 kg da versão de entrada. Já o Emeya será vendido apenas na configuração 900. O sedã tem dois motores que entregam 918cv de potência e 100,4 kgfm de torque — e com tração integral. Acelera de zero a 100 km/h em 2,7 segundos. A velocidade máxima é de 256 km/h. Com 5,14 metros de comprimento e 3,07 m de entre-eixos, o Emeya pesa 2.675 kg. Para facilitar as mudanças de direção, o modelo conta com esterçamento das rodas traseiras em até 3,5 graus.
O Emira tem motor central, tração traseira, dois lugares e pesa menos (em relação aos elétricos) uma tonelada. A versão Turbo SE usa um motor 2.0 de quatro cilindros, turbo, com 406cv e 48,9kgfm. O propulsor é fabricado pela Mercedes-AMG e permite acelerar de zero a 100 km/h em 4 segundos e atingir 291 km/h. O câmbio automatizado de dupla embreagem tem oito marchas O Emira Turbo SE pesa 1.530 kg e custa R$ 1,03 milhão. No topo da gama está o Emira V6 SE, equipado com motor 3.5 V6 sobrealimentado da Toyota (o mesmo do Camry, por exemplo). São os mesmos 406 cv, mas com torque de 42,8 kgfm. A transmissão manual de seis marchas tem grelha exposta, enquanto a aceleração de zero a 100 km/h leva 4,3 segundos. A máxima é de 290 km/h. Com 1.568 kg, o Emira V6 é ligeiramente mais pesado que o turbo. Ainda assim, permanece como o representante mais direto da velha receita de Chapman graças ao combo carroceria compacta, motor central, tração traseira e redução de peso.
Sob encomenda – Por razões óbvias, a marca aposta em exclusividade e personalização – e já cria uma expectativa de que 70% das vendas sejam feitas sob encomenda, permitindo ao cliente escolher diferentes configurações e equipamentos. Inicialmente, a marca terá duas lojas próprias em São Paulo, mas já existem planos de expansão para cidades como Curitiba, Brasília e Porto Alegre. Em outubro deve vir o Emira GT4, versão destinada às pistas – que pode, talvez, servir de base para uma futura categoria monomarca no Brasil. Para 2027, a Lotus prepara o Eletre X, que deverá utilizar um sistema híbrido com extensor de autonomia. A configuração terá motores elétricos capazes de entregar 965 cv, enquanto um motor 2.0 turbo de 282 cv funcionará como gerador de energia.
O que Jaecoo 7 tem de novo? – A Omoda & Jaecoo, do Grupo Chery, anunciou na semana passada a chegada do novo Jaecoo 7 2027, disponível nas versões Luxury e Prestige. O sugerido é R$ 234.900. As principais diferenças entre as duas versões do novo Jaecoo 7 2027 se concentram em tecnologia na central multimídia, som e segurança. Na Prestige, é possível ter acesso a Head-Up Display, que projeta informações como velocidade, instruções de GPS e alertas de segurança, sistema de som assinado pela Sony e pacote ADAS completo, com monitoramento de ponto cego, centralização em faixa, monitoramento de fadiga e assistências mais sofisticadas de condução.
A versão Luxury do novo Jaecoo 7 2027 traz ainda porta-malas elétrico com sensor de presença, carregador de celular por indução com refrigeração, bancos dianteiros ventilados e novidades em iluminação ambiente. O IOV, aplicativo de controle do carro à distância, está presente tanto na versão Luxury como na Prestige. Funções como partida remota, checagem de carregamento e status do carro podem ser feitas por meio do app. Também é possível alterar a climatização do carro a partir da plataforma, mudando a temperatura do ar-condicionado e a ventilação dos bancos, assim como controlar janelas e teto solar. O IOV funciona por meio de um chip com Internet. Ao adquirir o novo Jaecoo 7 2027, os consumidores ganham 1 ano de pacote de dados grátis, sendo, por mês, 200MB para controle do carro via app, 3G para aplicativos nativos e 5G para atualizações do OTA, software que permite atualizações e melhorias constantes de componentes como bateria e multimídia de forma remota.
Denza B5 lidera no segmento premium – Apenas oito meses após ser lançado, o SUV off-road premium registra 525 unidades emplacadas em julho e assume o 3º lugar geral de veículos de luxo no acumulado do ano (e o 2º lugar entre os SUVs). A Denza fica em primeiro lugar em Brasília (DF), Alagoas, Ceará e Pernambuco, além de garantir posição de destaque no Rio de Janeiro (2º) e em Minas Gerais (3º). No geral, a marca conquista o 4º lugar geral no mercado premium em julho, com 13,2% de market share, à frente de tradicionais como Audi, Porsche, Land Rover e Lexus. Com apenas um modelo comercializado, a marca superou empresas consolidadas e históricas do segmento de luxo, como Audi (300 unidades), Porsche (290 unidades), Land Rover (177 unidades) e Lexus (110 unidades).
A performance de julho também impulsionou expressivamente a marca no acumulado do ano. A Denza já ocupa a sexta posição no ranking geral de marcas premium (com 1.877 unidades emplacadas e 6,9% de market share). Já o SUV Denza B5 consolidou sua presença no topo do mercado, alcançando o terceiro lugar geral no acumulado do ano entre todos os veículos do segmento de luxo e o segundo lugar na categoria de SUVs premium, somando 1.876 emplacamentos em 2026.
Leapmotor: líder entre SUVs elétricos médios e grandes – A fabricante de veículos eletrificados Leapmotor, parceira da Stellantis, é líder de mercado entre os SUVs elétricos médios e grandes no acumulado do ano. Com os modelos C10 Elétrico e B10 Elétrico, a marca já aparece à frente dos concorrentes deste segmento no acumulado das vendas entre janeiro e julho de 2026. Com a dupla, a Leapmotor ultrapassou 2 mil unidades vendidas e alcançou 19,7% dessa fatia de mercado entre os SUVs elétricos médios e grandes no período. Considerando o segmento de SUVs eletrificados como um todo, a Leapmotor também já aparece com destaque, figurando no top-10 de marcas mais vendidas nos sete meses já encerrados neste ano.
Fiat Strada: 100 mil unidades só em 2026 – A picape compacta de Fiat começou agosto com um importante marco comercial: o modelo chegou a 100 mil unidades vendidas no acumulado do ano. Líder nacional há cinco anos consecutivos e veículo mais vendido da América do Sul em 2025, a segue firme rumo a mais um ano de liderança. Desde sua chegada ao mercado, em 1998, a picape tem impulsionado transformações na categoria ao apresentar soluções inovadoras alinhadas às demandas dos consumidores.
Entre os marcos desta evolução estão a introdução da cabine estendida, em 1999, que ampliou a capacidade de uso para o trabalho, e o lançamento da cabine dupla, em 2009, expandindo as possibilidades de utilização do veículo. Já em 2013, a exclusiva terceira porta trouxe um novo nível de praticidade e conveniência, reforçando a vocação da Strada de antecipar tendências e estabelecer novos padrões para o mercado. Atualmente, a Strada é oferecida em cinco versões. As opções com cabine plus contam com capacidade para transportar até 720 kg de carga e volume de até 1.354 litros na caçamba, enquanto as versões de cabine dupla levam até 650 kg e dispõem de 844 litros de capacidade volumétrica. Todas as configurações possuem capacidade de reboque de 400 kg.
BMW: 10 anos de Brasil, série especial de 10 unidades – A BMW Motorrad acaba de celebrar uma década de produção em Manaus (Amazonas). Para marcar a data, lançou uma série especial da BMW R 1300 GS Adventure. Limitada a apenas 10 unidades, a edição foi criada para homenagear uma trajetória marcada pela expansão da produção local e pela forte relação da Motorrad com o mercado brasileiro. A escolha da BMW R 1300 GS Adventure para protagonizar a série comemorativa carrega um significado especial.
Referência no segmento de motocicletas Adventure no Brasil, o modelo também foi responsável por marcar a produção da motocicleta de número 150 mil da marca em Manaus, tornando-se um símbolo da evolução da operação brasileira. Produzida em uma configuração exclusiva para a celebração, a série especial reúne elementos desenvolvidos especificamente para as dez motocicletas, transformando cada unidade em uma peça comemorativa da história da BMW Motorrad no país. Ele se diferencia por uma identidade visual exclusiva, desenvolvida a partir de uma combinação própria de pintura, acabamentos e elementos gráficos. Além dos elementos exclusivos de design e equipamentos já presentes nas versões regulares, as dez unidades serão equipadas com o Automated Shift Assistant (ASA), tecnologia que automatiza a operação da embreagem e permite trocas de marcha de forma automatizada ou por meio do comando no pedal, ampliando o conforto e oferecendo uma nova experiência de pilotagem.
Os detalhes comemorativos estão distribuídos por diferentes partes da motocicleta, incluindo tanque, painéis laterais, protetor de cárter e protetores das tampas de válvulas, além de outros componentes que receberam personalização específica para a série. Até mesmo o top case recebeu elementos gráficos exclusivos, reforçando o cuidado dedicado à criação de uma motocicleta que celebra tanto o produto quanto sua origem brasileira. Cada uma das dez unidades contará ainda com uma placa comemorativa numerada com “01/10”, destacando o caráter colecionável da edição. O preço não foi divulgado.
Os problemas ocultos em sensores – O que certos fatores climáticos – do frio à neblina ou à umidade intensa – exigem do sistema eletrônico do carro? A NTK, marca da Niterra, multinacional japonesa especialista em componentes automotivos, resolveu alertar sobre os riscos impostos por componentes sem procedência verificada. “Perder potência do motor no meio da subida, em uma serra, pode significar um risco real à segurança dos passageiros”, destaca Hiromori Mori, Consultor de Assistência Técnica da Niterra. Confira os principais erros que peças não originais podem apresentar:
1 – Sensor de oxigênio (Sonda Lambda): Veículos modernos possuem sensores de oxigênio específicos, tanto quanto a resistência do aquecedor, como tempo de resposta. O uso de sensores não especificados provoca o acendimento da luz de injeção. Quando isto ocorre o sistema de injeção adota um valor para para trabalhar (valor padrão). O resultado imediato é uma mistura mais rica de combustível, gerando aumento no consumo de combustível, provocando a carbonização das velas de ignição e fumaça preta no escapamento.
2 – Sensor de Rotação: responsável por informar a rotação do motor, permitindo a partida rápida do motor e o gerenciamento do ponto de ignição e injeção de combustível. Sem a informação de rotação o motor pode não funcionar ou ter dificuldade para partir. Quando o veículo possui outros sensores como o de fase, o motor pode entrar em funcionamento com a luz de injeção acesa no painel, porém depende de uma estratégia específica para isto ocorrer. Pode ocorrer casos onde o motor desliga em funcionamento – e, apesar de ser raro, coloca o usuário em uma situação crítica. Com o motor desligado, perde-se instantaneamente a assistência hidráulica da direção e o hidrovácuo do freio, criando uma situação de dificuldade para o condutor manter o controle seguro do veículo.
3 – Sensor de ABS: em pistas escorregadias ou molhadas, a leitura correta do sensor de ABS é fundamental, além de atuar no controle do sistema de ABS, e na informação de rotação das rodas, são utilizados por outros sistemas como controle de estabilidade e tração do veículo. Estes sistemas atuam auxiliando na condução do veículo de forma segura.
4 – CTS (Sensor de temperatura do líquido de arrefecimento): componentes não originais demoram a reagir ou informam a temperatura incorreta. Quando o sensor indica uma temperatura mais baixa que a real, há dificuldade para ligar o motor ou aumentar o consumo de combustível. Em casos mais críticos pode ocorrer o superaquecimento do motor. Quando ele está indicando uma temperatura mais alta que a real, o sistema interpreta que há um superaquecimento, podendo manter o eletroventilador do radiador ligado constantemente – e isso pode levar descarregar a bateria por excesso de consumo elétrico do ventilador.
5 – Sensor MAP: responsável por medir a pressão de ar no coletor de admissão do motor. Essa informação é utilizada para o cálculo correto da massa de combustível que deve ser injetada. Quando a informação não é precisa, nota-se um aumento do consumo de combustível, dificuldade na partida, além da carbonização das velas de ignição. Em casos extremos, é possível notar falhas no funcionamento ou funcionamento irregular do motor.
6 – Interruptores de pressão de óleo: sua função é indicar que a pressão mínima do sistema de lubrificação foi atingida. O uso de peças incorretas pode resultar na não indicação de baixa pressão do lubrificante, que pode reduzir a vida útil do motor. Outro problema que pode ocorrer é o acendimento da luz de óleo no painel sem a ocorrência de problemas, levando o condutor a tomar ações desnecessárias. Além disso, pode ocorrer o vazamento de óleo, que provoca danos ao motor.
“Veículos modernos têm alta dependência dos sensores. É fundamental que os componentes funcionem perfeitamente dentro das especificações de cada projeto. E estas informações são utilizadas por diversos sistemas eletrônicos do veículo”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra. Segundo ele, componentes de baixa qualidade, além de possuírem uma menor vida útil, interferem no correto funcionamento do veículo. “Os sensores disponíveis no mercado de reposição devem seguir as mesmas especificações dos sensores originais, para não gerar conflitos com os sistemas eletrônicos do veículo”, reforça.
Como garantir uma viagem segura? – É necessária uma atenção redobrada à procedência dos componentes e aos locais de compra. “O motorista deve priorizar os canais de venda oficiais, adquirindo as peças apenas em distribuidoras, autopeças e auto-centros de extrema confiança. É fundamental respeitar a correta aplicação dos sensores, seguindo a tabela de aplicação, exigir a emissão da nota fiscal e desconfiar de ofertas com preços muito abaixo da média praticada pelo mercado. Não esqueça de verificar minuciosamente se a embalagem do produto possui códigos de barras nítidos e os logotipos oficiais da marca escolhida”, orienta Mori.
Para as oficinas mecânicas, a orientação é sempre utilizar peças de alta qualidade, evitando o retorno e retrabalho no veículo, que além do incômodo ao cliente, leva a perda de rentabilidade da oficina. Esse cuidado na escolha do componente assegura a confiabilidade e a precisão do funcionamento dos sistemas eletrônicos do veículo, necessárias para que a família possa pegar a estrada e curtir as férias com total segurança e tranquilidade.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
“Já escuto os seus passos. Já vem ele! Não, não há, em Pernambuco, poder maior que o poder de Deus e o poder do povo, que vai eleger Miguel Arraes governador de Pernambuco!”.
Era com esse mote que o saudoso radialista Anchieta Santos iniciava os comícios de Miguel Arraes na campanha eleitoral de 1986. A voz grave, o ritmo crescente e a frase cuidadosamente construída preparavam a multidão para a chegada daquele que, depois do exílio e da cassação, buscava retornar ao Governo de Pernambuco pelo voto popular.
Minha memória das campanhas eleitorais, porém, começa alguns anos antes. Desde 1982, eu acompanhava meus pais nos comícios, durante a disputa pelo Governo de Pernambuco entre Marcos Freire e Roberto Magalhães. Naquele tempo, campanha eleitoral não era apenas propaganda: era encontro, expectativa, barulho e participação popular. As ruas transformavam-se em palanques, os jingles atravessavam gerações e a política, com todas as suas paixões e contradições, acontecia diante dos olhos do povo.
As campanhas eram uma festa democrática, alegre e familiar. O eleitor comparecia aos comícios não somente para ouvir propostas, mas para ver os candidatos de perto, observar seus gestos e formar a própria opinião. Havia bandeiras, músicas, discursos, carreatas, pinturas nos muros e debates que saíam dos palanques para entrar nas casas, nos mercados e nas mesas de bar.
Até o guia eleitoral era aguardado. Não apenas para conhecer os candidatos, mas também pelo humor — voluntário ou involuntário — de figuras que entraram para o folclore político pernambucano. Tivemos o Véio Mangaba, Mané Chinês e até Bode candidato. A eleição tratava de assuntos sérios, mas sempre encontrou espaço para o riso e a irreverência popular. A política era feita por pessoas reais, diante de pessoas reais.
A música também possuía lugar central nessa celebração. “Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais…”, cantava Alceu Valença. Em Pernambuco, uma canção podia tornar-se declaração política, palavra de esperança ou motivo de controvérsia. Recordo a forte reação provocada quando “Voltei, Recife”, na voz de Alceu, foi associada à campanha de Roberto Magalhães. O ambiente político era tão intenso que uma música podia ser tratada como adesão partidária — e seu intérprete, duramente criticado. Era exagerado? Muitas vezes. Mas era vivo.
Então, a corrupção no Brasil perdeu o freio. Diante dos grandes escândalos, construiu-se uma explicação conveniente: as eleições seriam caras demais. Para pagar campanhas, alegava-se, os políticos precisavam arrecadar fortunas. Era necessário contratar artistas para os showmícios, instalar outdoors, produzir bandeiras e adesivos, contratar militantes, percorrer municípios e manter estruturas eleitorais durante meses.
O raciocínio parecia simples: se campanhas caras alimentavam a corrupção, bastaria barateá-las para diminuir os desvios.
O Mensalão serviu como um dos grandes impulsos políticos desse movimento. Em 2006, foram proibidos os showmícios e a propaganda eleitoral em outdoors. A festa começou a ser desmontada. O palanque foi perdendo a música; as ruas, suas imagens; e o eleitor, parte do contato direto com os candidatos.
Mas a corrupção não acabou. Depois vieram os escândalos envolvendo a Petrobras, o chamado Petrolão e a Operação Lava Jato. Surgiram denúncias de dinheiro desviado de obras públicas, contratos administrativos, saúde, educação e previdência. E a quem se atribuiu novamente a culpa? Às eleições.
Era como se o dinheiro fosse desviado porque havia bandeiras demais, carros de som demais, adesivos demais e campanha demais. Vieram novas restrições. A pintura de muros foi proibida. A propaganda em veículos ficou limitada a pequenos adesivos. Faixas deixaram de poder ocupar os espaços públicos. Bandeiras passaram a obedecer a dimensões e condições rigorosas de utilização. Os carros de som foram severamente restringidos e vinculados a carreatas, caminhadas, passeatas, reuniões e comícios.
A campanha eleitoral, que começava depois de 5 de julho e durava aproximadamente três meses, passou a ser permitida somente depois de 15 de agosto, ficando reduzida a cerca de 45 dias. A reforma de 2015 também reduziu para 35 dias o período da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Os candidatos a vereador perderam os antigos programas em bloco, permanecendo com participação por meio de inserções. Tudo foi apresentado sob a justificativa de reduzir custos e equilibrar a disputa. Essas mudanças constam da Lei nº 13.165/2015 e da atual redação da Lei das Eleições.
Todavia, há uma pergunta que raramente se faz: quem realmente ganhou com o progressivo desaparecimento das campanhas eleitorais? Quem já está no mandato — e não pretende perdê-lo.
O que passa propositalmente despercebido é que reduzir a campanha significa também diminuir o tempo de que o eleitor dispõe para conhecer os candidatos. Isso prejudica principalmente aqueles que ainda não possuem mandato, estrutura partidária, presença constante na imprensa ou equipes profissionais nas redes sociais.
Quem já ocupa o poder permanece quatro anos em exposição. Aparece inaugurando obras, concedendo entrevistas, anunciando programas, participando de solenidades e divulgando ações oficiais. Seu nome e seu rosto são mantidos diariamente diante da população. Quando chega a eleição, porém, o adversário desconhecido dispõe de apenas 45 dias para apresentar sua trajetória, expor suas propostas e convencer o eleitor de que representa uma alternativa.
Isso não produz igualdade. Produz conservação do poder. A campanha mais curta favorece os candidatos mais conhecidos. A restrição dos meios tradicionais favorece quem dispõe de grandes estruturas digitais. O desaparecimento dos comícios e dos espaços públicos de propaganda favorece quem possui acesso permanente aos meios de comunicação ou pode transformar atos administrativos em exposição política.
Sob o discurso da igualdade, consolidou-se uma vantagem para quem já está instalado no poder. É preciso também colocar cada responsabilidade em seu devido lugar. As principais proibições não nasceram exclusivamente do Tribunal Superior Eleitoral; muitas delas foram aprovadas pelo Congresso Nacional e incorporadas à Lei das Eleições. Mas isso não elimina o problema do crescente protagonismo normativo da Justiça Eleitoral.
A Constituição atribui ao Poder Legislativo a competência para fazer leis. Ao TSE cabe regulamentar a legislação eleitoral para assegurar sua execução. O próprio artigo 105 da Lei das Eleições estabelece que suas instruções devem possuir caráter regulamentar, sem restringir direitos ou criar sanções diferentes daquelas previstas em lei. Mesmo assim, eleição após eleição, resoluções tornam-se mais extensas, detalhadas e invasivas, regulando minuciosamente a comunicação política.
Até onde vai a regulamentação e onde começa a legislação?
Quando uma resolução apenas esclarece a lei, cumpre sua função. Quando cria restrições sem fundamento legal suficiente, atravessa a fronteira institucional. Não se trata de negar a importância da Justiça Eleitoral, mas de recordar uma regra elementar do Estado de Direito: quem julga não deve substituir quem legisla.
O erro fundamental foi confundir o instrumento com o crime. Não eram o comício, o outdoor, a bandeira, o adesivo ou a música que desviavam recursos públicos. A corrupção não nasceu das ruas ocupadas pela campanha eleitoral. Nasceu do financiamento clandestino, da captura de contratos públicos, da ausência de controles eficientes, da impunidade e da relação promíscua entre agentes públicos, partidos e interesses econômicos.
Proibiram os showmícios, mas não impediram o superfaturamento. Retiraram os outdoors, mas não fecharam as torneiras do dinheiro clandestino.
Apagaram as pinturas dos muros, mas não eliminaram os esquemas instalados dentro das estruturas públicas. Encurtaram as eleições, mas não encurtaram o apetite pelo poder.
A consequência é grave: a população deixou de ocupar o centro da campanha. A vontade popular passou a importar menos do que a preservação do status quo. A eleição tornou-se mais silenciosa, mais burocrática, mais judicializada e, em muitos aspectos, mais distante do povo.
Sobrou pouco tempo para o candidato apresentar-se. Sobrou pouca rua para o eleitor encontrá-lo. Sobrou pouco espaço para a política feita frente a frente. Em compensação, aumentaram o poder das máquinas partidárias, a dependência das redes sociais, o domínio dos algoritmos e a vantagem daqueles que já possuem mandato.
A praça pública foi substituída pela tela. O comício, pelo impulsionamento. A conversa direta, pelo conteúdo calculado. O povo deixou de ser participante e passou a ser tratado como audiência.
O que podemos fazer?
Primeiro, abrir os olhos. Reconhecer que nem toda restrição apresentada em nome da moralidade fortalece a democracia. Algumas apenas tornam a disputa menos acessível e protegem quem já controla o poder.
Depois, recuperar o valor da alternância. Nenhum governante, partido ou grupo político deve considerar-se proprietário de uma prefeitura, de um estado ou de uma instituição. O poder pertence ao povo e deve retornar periodicamente às suas mãos, não apenas como formalidade eleitoral, mas como possibilidade real de mudança.
Quem está no poder há tempo demais passa a confundir mandato com patrimônio, governo com projeto pessoal e estrutura pública com instrumento de permanência. É precisamente nesse momento que a democracia precisa respirar. “Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais…”
Talvez os sinais de nosso tempo não anunciem a chegada de um candidato específico. Talvez anunciem algo mais necessário: o retorno do povo ao centro das eleições.
Diminuíram a festa, silenciaram os comícios e esvaziaram as ruas. A corrupção, porém, permaneceu. Está na hora de compreender que o problema nunca foi o povo participando demais. O problema sempre foi o poder sendo controlado por poucos — e por tempo demais.
*Advogado e professor universitário. Atua no estado de Pernambuco e em Brasília
Após um sábado (15) marcado por articulações partidárias, o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) manteve sua candidatura ao Governo de Pernambuco. A permanência na disputa ocorreu apesar de uma movimentação do PSB junto à direção nacional do PSOL para tentar retirar o nome do candidato da eleição estadual.
Ao longo do dia, a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, convocou três reuniões para discutir a situação. A divisão interna em torno da possibilidade de retirada da candidatura, porém, impediu a formação de quórum suficiente para que o assunto fosse debatido e submetido à votação. Ivan aguardou o encerramento do prazo para registro das candidaturas, às 19h deste sábado, antes de conceder entrevista coletiva e confirmar que permaneceria na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. As informações são do blog do Mário Flávio.
A tentativa de retirada da candidatura ocorreu em meio à disputa entre o candidato do PSB, João Campos, e a governadora Raquel Lyra (PSD), que concorre à reeleição. Ivan aparece com cerca de 2% das intenções de voto nas pesquisas mais recentes, percentual que passou a ser considerado relevante diante do cenário competitivo entre os dois principais candidatos.
As negociações também repercutiram fora de Pernambuco. O PSB chegou a ameaçar rever o apoio à candidatura de Manuela D’Ávila (PSOL) ao Senado pelo Rio Grande do Sul caso Ivan Moraes não fosse retirado da disputa. Sem acordo, o ex-vereador manteve sua candidatura ao Governo de Pernambuco até o fim do prazo de registro.
Quem conhece a fábula de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, sabe que ali a lógica é justamente a inversão da realidade. Na política de Pernambuco, parece que estamos diante de algo parecido.
A governadora Raquel Lyra anunciou hoje 20 pontos de um novo programa de governo. O problema é que, depois de quatro anos à frente do Estado, boa parte do que está sendo apresentado como promessa para os próximos anos deveria, na verdade, ser apresentada como resultado do governo que termina.
É uma situação politicamente curiosa: pela primeira vez, um governo parece reconhecer, ainda que indiretamente, que aquilo que prometeu não foi entregue. E, em vez de apresentar resultados concretos, anuncia que pretende fazer no futuro aquilo que não conseguiu fazer no presente.
Depois de quatro anos governando Pernambuco, o objetivo central deveria ser outro: apresentar resultados, prestar contas do que foi realizado e mostrar uma perspectiva de futuro a partir das conquistas já alcançadas. Não se governa um Estado apenas com intenções. Governo se mede por entregas.
Por isso, anunciar agora 20 compromissos para os próximos anos, sem que eles estejam sustentados por resultados equivalentes nos quatro anos anteriores, acaba produzindo uma pergunta inevitável: se não foi feito até agora, por que o pernambucano deveria acreditar que será feito depois?
É aí que a política encontra a fantasia. Em Alice no País das Maravilhas, as coisas podem acontecer ao contrário da lógica. Na vida real, especialmente na administração pública, não.
Depois de quatro anos, não basta dizer o que se pretende fazer. É preciso mostrar o que foi feito. Pernambuco não precisa de novas promessas para o futuro. Precisa saber por que tantas promessas do passado ainda não viraram realidade.
Pesquisa Datafolha sobre as eleições de 2026 no Ceará mostra empate técnico na intenções de voto para o Senado Federal entre os candidatos Cid Gomes (PSB), da base governista, e Capitão Wagner (União Brasil), da oposição. O ex-governador alcança 26% dos votos consolidados, enquanto o ex-deputado federal tem 22%.
A distância entre eles está dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Na sequência, entre os melhores desempenhos, aparecem Luizianne Lins (Rede), com 14%, seguida de Alcides Fernandes (PL), que alcança 7%. As informações são do jornal O Povo.
Assim, as quatro melhores colocações na preferência do eleitorado se dividem entre apoio ao governo de Elmano de Freitas, com o ex-governador e a ex-prefeita, e oposição de Wagner e Alcides, pai do deputado federal André Fernandes (PL).
A pesquisa é o primeiro levantamento do instituto após as convenções partidárias, realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. A divulgação dos números ocorre poucos dias antes de finalizar o prazo para o registro formal das candidaturas junto à Justiça Eleitoral, em 15 de agosto. A campanha eleitoral começa no dia seguinte, 16.
Pesquisa Estimulada
Se a eleição para senador do estado do Ceará fosse hoje e os candidatos fossem estes, em qual candidato você votaria para a primeira vaga? E em qual você votaria para a segunda vaga? Os resultados foram:
O Datafolha entrevistou 1.022 eleitores em todo o Estado do Ceará entre 10 e 12 de agosto, distribuídos por 51 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
No cenário da pesquisa estimulada, 69% dos entrevistas escolheu dois candidatos, enquanto 14% disse apenas um e 16% não teve candidato escolhido.
Espontânea
Neste ano também haverá eleição para senador do Ceará. Serão duas vagas para o senado. Em quem você pretende votar para a PRIMEIRA VAGA de senador? E para a SEGUNDA VAGA de senador em quem você pretende votar? Eis os resultados:
No interior do Estado, o candidato à reeleição para o Senado, Cid Gomes, tem 29% das intenções de voto. Wagner aparece com 20% e Luizianne com 12%.
Na Região Metropolitana de Fortaleza, o cenário fica mais acirrado. O candidato do União Brasil lidera numericamente com 24%. Ciro alcança 23% e Luizianne 18%.
A governadora Raquel Lyra (PSD) anexou, no início da tarde deste sábado (15), o plano de governo da sua candidatura ao Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. O documento consta na plataforma de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne as principais informações dos participantes no pleito deste ano.
Com o nome oficializado desde o dia 5 de agosto, na convenção estadual do PSD Pernambuco, Raquel foi a última entre as oito chapas que disputam a vaga no Palácio do Campo das Princesas a apresentar formalmente as suas propostas. No calendário deste ano, o TSE determinou que o prazo limite para registro de candidaturas seria até às 19h do dia 15 de agosto. As informações são do Diário de Pernambuco.
A candidata chegou a ser intimada pela Justiça Eleitoral na última quarta-feira (12), com a cobrança para a inclusão do documento em até três dias. Segundo o processo, a chapa deveria suprir ainda outras irregularidades burocráticas e documentais, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.
As propostas da coligação Pernambuco de Coração para reeleger Raquel Lyra e Priscila Krause (PSD) ao Executivo estadual estão divididas em seis eixos: Educação, Ciência e Tecnologia; Saúde e Qualidade de Vida; Segurança, Cidadania e Direitos Humanos; Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura; Meio Ambiente e Cidades; e Gestão, Transparência e Combate à Corrupção.
Entre os pontos principais destaca-se a previsão da construção de 250 novas creches, com um total de 60 mil novas vagas criadas, números que também constavam no plano de governo divulgado em 2022, quando a então candidata chegou a adotar o apelido de “Racreche”. Ao longo da gestão atual, a governadora conseguiu entregar 11 novas creches do total previsto, atendendo a cerca de 300 crianças.
Em resposta à nota de esclarecimento “O que dizem os números da Polícia Penal de Pernambuco”, de autoria da presidente do Sinpolpen-PE, Márcia Maria de Oliveira Silva, publicada ontem neste blog, o policial penal Nickson Monteiro encaminhou, neste sábado (15), o seguinte artigo:
Resposta aos “esclarecimentos” de Márcia do Sinpolpen-PE
Por Nickson Monteiro*
Primeiro, chama atenção que, em toda a resposta, não há uma única crítica ao Governo Raquel Lyra. E sabe por quê? Porque o SINPOLPEN aceitou essa política salarial praticamente sem resistência, sem mobilização à altura e sem o enfrentamento que a categoria esperava de sua entidade representativa.
Raquel Lyra prometeu valorização. O que entregou aos policiais penais foi, na prática, um reajuste pífio diante da defasagem salarial acumulada. E o que mais revolta a categoria é ver o próprio sindicato tentando apresentar esses números como uma grande conquista. Sindicato não existe para explicar por que o Governo não poderia dar mais. Sindicato existe para lutar para que o Governo dê mais.
Quando a direção sindical reproduz o argumento de “limitação orçamentária”, “limite da folha” e “melhor construção possível”, quem está falando: o sindicato ou o Governo? Cadê a cobrança pública? Cadê a mobilização? Cadê o enfrentamento? Cadê a indignação com uma política salarial que manteve nossa categoria profundamente desvalorizada?
E não adianta pegar percentuais e apresentá-los isoladamente. A pergunta que interessa ao policial penal é outra: quanto vale hoje o nosso salário diante da responsabilidade, do risco e da importância da função que exercemos? Como estamos em relação às demais polícias penais do país?
O Governo Raquel Lyra adotou uma política de forte arrocho para o funcionalismo e, para os policiais penais, não entregou a valorização prometida. Na nossa avaliação, foi um dos piores governos para a valorização salarial dos servidores desde a gestão Jarbas Vasconcelos.
E, infelizmente, em vez de reconhecer a insatisfação da base e cobrar mais do Governo, a presidente do SINPOLPEN prefere defender o resultado da negociação.
Márcia, a categoria não precisa de um sindicato para defender o reajuste do Governo. Para isso o Governo já tem seus próprios representantes. Precisamos de um sindicato que defenda os Policiais Penais.
O que queremos agora são explicações convincentes e, principalmente, mudança de postura. Porque o sentimento de muitos policiais penais é de abandono e de falta de representatividade.
Menos justificativas para o Governo. Mais luta pela categoria.
Marcada para a tarde deste sábado (15), último dia para o registro de candidaturas, a executiva nacional do PSOL se reuniria para discutir a estratégia eleitoral da legenda no país e definir o futuro do projeto do ex-vereador do Recife, Ivan Moraes (PSOL), ao Governo de Pernambuco.
Nos bastidores, o comando nacional do PSB pressiona pela retirada do projeto local, diante da disputa apertada pelo Governo do Estado entre João Campos (PSB) e a governadora Raquel Lyra (PSD). No entanto, a reunião não aconteceu por falta de quórum, o que representa uma vitória momentânea para Ivan, que, por enquanto, mantém sua candidatura no páreo. As informações são do blog Cenário.
As campanhas eleitorais de 2026 começam, oficialmente, neste domingo (16), ainda com indefinição sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa a nomes que efetivam registro de candidatura. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar neste segundo semestre mudanças na legislação que alteraram a contagem do tempo em que uma pessoa fica proibida de se candidatar às eleições — a chamada inelegibilidade.
Entre nomes diretamente interessados no julgamento do STF estão o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos). O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) também tinha esperança de ser beneficiado, mas foi enquadrado em nova condenação. As informações são do jornal O Tempo.
Pela nova regra aprovada pelo Congresso, o período de inelegibilidade começa a ser contado a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena, o que diminui o período longe das urnas. A proposta foi inserida em projeto de minirreforma eleitoral por emenda da deputada Dani Cunha (PL-RJ), filha de Eduardo Cunha, um dos beneficiados.
A norma foi questionada pelo partido Rede Sustentabilidade no fim do ano passado. A legenda alega que as alterações promovidas pelos parlamentares à Lei da Ficha Limpa “desfiguraram” regras que protegiam a probidade e a moralidade administrativa. O partido pediu que os efeitos da lei sejam suspensos cautelarmente e que a norma seja invalidada.
Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux já votaram contra a flexibilização, mas o julgamento no plenário virtual foi interrompido por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar os candidatos escolhidos no sistema da Justiça Eleitoral. A partir deste domingo (16), a propaganda eleitoral está liberada.
Candidaturas ainda serão aprovadas
Mesmo após o registro, as candidaturas ainda precisam ser aprovadas. Partidos, federações, coligações, candidatos, cidadãos e o Ministério Público Eleitoral têm cinco dias para apresentar impugnações. A decisão final cabe ao tribunal eleitoral, que pode deferir ou rejeitar o registro da candidatura.
Quem recorrer de uma decisão desfavorável e permanecer com o registro sub judice pode, em regra, continuar em campanha, participar do horário eleitoral e ter nome e número na urna. A validade dos votos fica condicionada ao resultado definitivo do julgamento.
Entre uma taça de vinho e outra, o humorista Tom Cavalcante dá voz a alguns dos personagens do cenário político nacional e internacional em vídeo publicado em suas redes sociais. O humorista não deixou escapar personagens como o ministro do STF Gilmar Mendes; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o ex-presidente Jair Bolsonaro; o candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes; o candidato ao Governo do Paraná, Sérgio Moro; e os candidatos à Presidência da República Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Inelegível, o ex-governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (PSD), declarou R$ 830,1 mil em bens ao TSE neste sábado (15), último dia de registro de candidaturas. O patrimônio informado inclui quatro imóveis, participação em empresa, um carro e aplicações financeiras.
Segundo a declaração entregue à Justiça Eleitoral, o maior patrimônio está em uma participação no capital social de uma empresa, avaliada em R$ 198 mil. Entre os imóveis, Arruda declarou um apartamento em Brasília, avaliado em R$ 195 mil, e uma casa em Itajubá (MG), sua cidade natal, de R$ 194 mil. Também aparecem dois apartamentos no município mineiro, avaliados em R$ 66,9 mil e R$ 19,4 mil. O único veículo informado é um Volkswagen Gol 2010/2011, declarado por R$ 30.990. As informações são do jornal Brasília Capital.
Nos ativos financeiros, o ex-governador declarou R$ 30.355,97 em conta corrente, R$ 49.459,20 e R$ 4.730,58 em duas cadernetas de poupança, além de R$ 40 mil em “crédito em empresa”.
Arruda está inelegível após condenações decorrentes da Operação Caixa de Pandora, que relevou um esquema de corrupção e pagamento de propinas na gestão do ex-governador. Apesar do registro formal, a situação dele será analisada pela Justiça Eleitoral, que poderá apreciar eventual pedido de impugnação por descumprir critérios da Lei da Ficha Limpa.
Em Serra Talhada, os irmãos Ednaldo Ferreira e Nivaldo Ferreira morreram hoje após um episódio de violência que chocou Serra Talhada. As informações são do blog do Nill Júnior.
A princípio, a informação é de que eles teriam sido vítimas de uma ação criminosa praticada por um homem armado, que chegou atirando na loja de Ednaldo, na Rua Joaquim Conrado de Lorena e Sá. Um dos irmãos, Nivaldo, teria reagido em legítima defesa e os dois acabaram alvejados. Um morreu no local e outro no Hospam. O atirador também foi morto.
O caso gerou uma onda de comoção na cidade. Por conta da ExpoSerra, vários políticos tinham atos programados na cidade, como o grupo de Sebastião e Waldemar Oliveira, de Luciano e Miguel Duque e o candidato ao Governo João Campos, com a prefeita Márcia Conrado. Todos cancelaram os atos em solidariedade.
A própria ExpoSerra está com suas atividades em xeque. As vítimas são irmãs do presidente da CDL, Gilvanilson Ferreira da Silva, conhecido como Maninho Ferreira.
O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito (Republicanos), escolhido para assumir a coordenação regional da campanha governista, está no centro de mais um episódio que chama atenção para os cuidados elementares exigidos pela legislação eleitoral às vésperas da abertura oficial das campanhas. A escolha da governadora Raquel Lyra (PSD) para coordenar sua campanha à reeleição no Pajeú já produz questionamentos antes mesmo do início oficial da propaganda eleitoral, marcado para amanhã (16).
Neste sábado (15), um carro de som circula pelas ruas de São José do Egito divulgando a chamada “Caravana da Esperança”. A vinheta atribui expressamente o convite ao prefeito, vereadores e lideranças políticas e convoca a população para o evento.
O que significa dizer que, em São José do Egito, a campanha governista teria queimado a largada na corrida eleitoral. A legislação admite diversos atos de pré-campanha, inclusive menção a pretensas candidaturas, encontros políticos e divulgação de posicionamentos. Há, contudo, limites para a forma como essa comunicação pode ocorrer. No episódio de São José do Egito, um elemento chama especialmente a atenção: o carro de som.
A legislação eleitoral restringe a utilização de carros de som e minitrios. Mesmo durante o período oficial de propaganda, esses equipamentos não estão simplesmente liberados para circular isoladamente pelas cidades veiculando propaganda eleitoral. Seu uso é admitido em situações específicas, como carreatas, caminhadas, passeatas, reuniões e comícios. Na pré-campanha, não é apenas o conteúdo da mensagem que importa: o meio usado para divulgá-la também pode ser considerado irregular. Assim, mesmo sem pedido explícito de voto, o uso de um meio proibido pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada. Eventual irregularidade deverá ser analisada pela Justiça Eleitoral.
“CASA DE MAINHA”
O episódio deste sábado (15) não é o primeiro a chamar atenção em São José do Egito às vésperas da campanha. Dias antes, a fachada da chamada “Casa de Mainha”, espaço ligado ao grupo político de Fredson Brito, apareceu pintada com referências visuais a Pernambuco e, em grandes caracteres, o número 55.
A repercussão foi registrada pelo comunicador Cláudio Viana, conhecido na região pelo estilo irreverente e sarcástico no jornalismo e no radialismo. Nas redes sociais, ele publicou uma montagem com fotografias do antes e depois da fachada. Na primeira imagem, aparecia a inscrição “Casa de mainha 55”. Na segunda, o número já havia sido apagado. Viana ironizou a mudança ao se autointitular, em tom de brincadeira, “juiz eleitoral Dr. Cláudio Viana” e agradecer à “turma do coração roxo” por ter “atendido” a ele e retirado o número.
A publicação foi uma sátira do comunicador, e não resultado de qualquer decisão ou intervenção da Justiça Eleitoral. O Judiciário não foi provocado e não houve determinação judicial para a retirada do número.
Coordenar uma campanha para o Governo de Pernambuco não significa apenas reunir prefeitos, vereadores e lideranças, organizar agendas ou montar palanques. Também exige atenção à legislação eleitoral, orientação dos aliados e cuidado com a comunicação política, para evitar que a candidatura que se pretende fortalecer seja exposta a questionamentos desnecessários.
Por isso, a pergunta também precisa ser dirigida à governadora: que critério Raquel Lyra utilizou para entregar a coordenação de sua campanha no Pajeú a uma liderança que, antes mesmo do primeiro dia oficial de propaganda, já aparece envolvida em dois episódios de repercussão no terreno eleitoral?
Por fim, Fredson Brito está longe de ser um estreante em eleições. Disputou a Prefeitura de São José do Egito, venceu o pleito e hoje exerce o mandato de prefeito. Agora, assume uma responsabilidade ainda maior: coordenar regionalmente uma campanha para o Governo do Estado. A função exige, portanto, o mesmo cuidado que se espera de quem está à frente de uma operação política dessa dimensão.
O podcast ‘Direto de Brasília’ da próxima semana será excepcionalmente na quarta-feira, ao invés da terça, por causa da concorrida agenda do jornalista e escritor Xico Sá. O programa é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Xico vai falar da sua mais recente obra, o livro ‘O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias’. A obra mistura perfil, reportagem e memórias que revisitam a trajetória de Paulo César Farias, o PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello.
Na época em que o escândalo envolvendo PC Farias estourou, Xico Sá já trabalhava como repórter de política da Folha de S.Paulo e foi o primeiro jornalista a revelar o paradeiro internacional do tesoureiro, após ele ter a prisão decretada e fugir do País.
O livro foca também nos bastidores da investigação da fuga cinematográfica de PC Farias Paraguai, Caribe e Europa, além de revisitar o assassinato dele e de sua namorada Suzana Marcolino em junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió, crime cercado de mistérios e sem culpados formalmente apontados pela Justiça.
Francisco Reginaldo de Sá Menezes, o Xico Sá, é natural do Crato, no Ceará, e já ganhou importantes prêmios do jornalismo, como o Esso, Folha, Abril e Comunique-se. Começou a carreira no Recife e foi colunista do jornal Folha de S.Paulo, no qual mantinha um blog diário em seu site até 2014.
Fez parte da bancada do programa esportivo Cartão Verde da TV Cultura, junto com o jornalista Victor Birner, o apresentador Vladir Lemos e o ex-futebolista Sócrates. Integrou também parte da bancada do Saia Justa, programa exibido pelo canal a cabo GNT e capitaneado por Mônica Waldvogel. Também participou do programa Amor e Sexo da Rede Globo.
Faz parte do programa Papo de Segunda, no GNT, com Marcelo Tas, João Vicente de Castro e Leo Jaime, além de contribuir semanalmente com uma coluna na edição brasileira do jornal El Pais. Desde 2021, tem uma coluna no Diário do Nordeste. Desde maio de 2022 é comentarista e apresentador eventual do programa jornalístico independente ICL Notícias, dividiu a bancada com a jornalista Vivian Mesquita e com o economista Eduardo Moreira.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.