Por Monica Moraes – Especial para o Blog
A convenção do PSD em Recife, realizada no Bairro do Recife, ficou marcada pelo contraste entre percalços e grandiosidade. O evento começou com atraso, sofreu quedas de energia que interromperam a transmissão de áudio e registrou casos de mal-estar entre o público exposto ao sol e à aglomeração. Em compensação, a estrutura montada para a ocasião impressionou pela dimensão, digna de um grande show — um investimento que evidenciou a aposta do partido na força simbólica do ato.
A programação também fugiu do rito protocolar, sem o anúncio oficial da chapa majoritária na abertura. Apesar da demora, a entrada de Raquel Lyra teve o efeito de apoteose: carregada nos braços do público, ela chegou ao palco visivelmente emocionada, num momento que pareceu agradar profundamente sua militância.
Marcaram presença lideranças de peso na articulação política pernambucana. André de Paula, da executiva nacional do PSD, representou o governo Lula na condição de ministro. Túlio Gadelha, candidato ao Senado, e Sebastião Oliveira, do Avante, também discursaram. Destaque para a fala de Eduardo da Fonte, que defendeu a união em torno de Pernambuco — ele que protagonizou uma das negociações mais difíceis na costura da aliança que sustenta a candidatura de Raquel.
No discurso, Raquel Lyra optou pelo tom emocional, resgatando sua trajetória pessoal, da origem no interior até a chegada à capital, e destacando feitos de sua gestão à frente do governo. Reforçou ainda a tese de que, por ser mulher, enfrenta cobranças mais duras do que teria um homem em sua posição, mas afirmou seguir firme no propósito de buscar um novo mandato. O discurso, somado ao cenário de espetacularização, sinalizam para uma companha grandiosa ainda que os desafios da aliança e da corrida eleitoral permaneçam no horizonte.


















