Por Blog da Folha
A senadora Teresa Leitão (PT) afirmou, nesta segunda-feira (27), que a divisão da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) no que diz respeito a apoios aos pré-candidatos ao governado de Pernambuco na eleição deste ano, além de um movimento particular, está em desacordo com a definição de quase 90% do diretório estadual, tomada recentemente, depois de plenárias realizadas.
“Como o PT vai tratar isso, eu ainda não sei, mas sei que vai tratar. O que alerto apenas é que temos que ter um cuidado grande com a chapa a qual compomos”, disse a senadora em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha 96,7 FM.
Leia maisTeresa fez questão de lembrar que a chapa de pré-candidatos em Pernambuco a qual houve interferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi a da Frente Popular, encabeçada pelo ex-prefeito João Campos (PSB), com Carlos Costa (Republicanos), como vice; Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), como senadores. “Esta foi a chapa (de pré-candidatos) conversada e dialogada com Lula”, ratificou.
Quanto ao fato deputados do partido ou da federação alegarem que a governadora Raquel Lyra (PSD) possa vir a apoiar o presidente Lula à reeleição, Teresa é enfática.
“O tempo é dela. Da mesma maneira que ninguém rasga dinheiro, ninguém rasga voto. Já houve, inclusive, na eleição dela, muita gente no segundo turno, que votou em Lula e votou nela, mas isso não é uma coisa para a gente está tensionando ou está se metendo nem está fazendo disso motivação para infidelidade partidária”, reclamou Teresa.
Indagada se, a partir das últimas pesquisas, que mostrariam Marília Arraes concentrando votos à esquerda, o PT tem receio de que os votos da esquerda se concentrem nela e não sejam divididos com Humberto Costa, Teresa disse que o pré-candidato petista aprece em segundo lugar ou tecnicamente empatado com Marília. “Pesquisa é o momento. Acho que nós temos condições de eleger os dois”, afirmou.
A experiência de ambos os pré-candidatos em campanhas majoritárias, em conjunturas bastante diferentes vai contar, segundo Teresa. “Estamos fazendo uma campanha dois em um: quem vota em Marília, vota em Humberto. Humberto também é primeiro voto em algumas circunstâncias. O que está havendo, e não é só em Pernambuco, é um ritual muito frenético de pesquisas. Parece que os institutos de pesquisa estão brigando entre si para apresentar melhores dados”, alegou.
Eleição presidencial
No que diz respeito à eleição presidencial, Teresa disse que, diante da estratégia da extrema direita e da direita de lançarem mais de um candidato, compete à esquerda ampliar o seu campo e o número de apoiadores do presidente Lula.
“O foco é vencer a extrema direita. Então, no nosso governo, inclusive, temos partidos de direita à frente de ministérios. Dialogar com esses partidos, ampliar a vantagem de Lula no primeiro turno, ampliar a presença de Lula, que já é sempre muito boa no Nordeste, são também mecanismos que nós estamos analisando e avaliando”, disse a senadora.
Para Teresa, o vínculo do presidente Lula com palanques fortes nos estados, a eleição e a reeleição de senadores, seja do PT, seja da base aliada, também é um ponto fundamental nessa eleição. “A relação com as instituições, o respeito às instituições, tudo isso estará presente no nosso palanque justamente para fazer essa contraposição com aqueles que querem o atraso de volta”, acrescentou.
Para a senadora, em quatro anos, “com mais dois (anos) de golpe”, o Brasil desandou. “Não tivemos condições nem de enfrentar, com estratégia, com a ciência e com o cuidado com as pessoas uma pandemia. O governo anterior é responsável por quase 800 mil mortes no país, porque dizia que era mimimi, que era frescura, que tomar vacina era virar jacaré, que não era coveiro. Ninguém está esquecido disso”, relembrou.
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