Meus avós maternos — Severo e Cornélia — tiveram oito filhos, dois homens e seis mulheres. Seis Marias: Maria de Lourdes, Maria José, Maria do Carmo, Maria Luiza, e Maria Margarida, minha mãe. E ainda Maria Lídia, a tia Lila, que visitei, ontem, em Vitória da Conquista, esta belíssima cidade, no Sul da Bahia.
É a última remanescente das irmãs. Mora em Conquista desde os 17 anos, viúva de Zizi, que foi um bem-sucedido comerciante na cidade. Está com 88 anos, extremamente lúcida, forte fisicamente e uma memória invejável. Depois de dez anos, a reencontrei com a mesma perfomance de antes.
Incrível! Não mudou nada. Está mais jovial, alegre e super animada. Na chegada em Conquista, ontem no início da tarde, fui direto para o apartamento dela, no bairro Recreio. Foi um reencontro que nos deixou muito feliz, eu e minha Nayla. Ela nos recebeu ao lado da filha Ivone e Sinval, esposo, e do neto Guilherme, que está morando no Recife.
Não resisti e gravei vários vídeos com ela! Resolvi compartilhar um deles com meu público leitor!
Todos os passageiros de Pernambuco estavam em risco? Ou só os da Logo Caruaruense?
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
A governadora Raquel Lyra (PSD) tentou apagar o incêndio iniciado pela denúncia do portal Metrópoles anunciando, ontem (16), que a Logo Caruaruense, empresa de ônibus do seu pai, o ex-governador João Lyra Neto, vai encerrar as atividades. Mas esse fogo tem potencial incalculável de prejuízos à imagem da gestora, por causa das inúmeras perguntas sem respostas que ficaram no ar e que dizem respeito à segurança das pessoas.
Se a Logo Caruaruense não era fiscalizada há três anos, as outras empresas de transporte intermunicipal também não eram? Nesse caso, todos os passageiros de Pernambuco estavam correndo risco de vida nesse período? Ou só não havia fiscalização na Logo Caruaruense, porque pertencia ao pai de Raquel? É necessária uma investigação profunda pelas autoridades competentes no setor, porque quaisquer que sejam as respostas a esses questionamentos serão gravíssimas.
Em um cenário, o Governo do Estado teria feito vistas grossas para as vistorias não realizadas em todas as empresas. Em outro, teria acobertado que a empresa do pai da governadora operasse sem manutenção em seus veículos e com ônibus ultrapassados. Não há resposta confortável para Raquel. Nos dois cenários, a segurança de passageiros e trabalhadores esteve em risco na sua gestão.
É preciso elucidar se a governadora tinha conhecimento da falta de vistorias na Logo Caruaruense. Se tinha, o que a fez não agir? Se não tinha, como acreditar que uma chefe de Poder Executivo que não sabe o que se passa na empresa do próprio pai vá ter controle do que ocorre em sua gestão em todo o Estado?
A investigação do portal Metrópoles apontou que todos os ônibus da Logo Caruaruense têm mais de 10 anos, idade em que os veículos não podem mais operar. “O Decreto nº 40.559/2014 determina que será feito o cancelamento do registro dos ônibus que ultrapassarem uma década. A idade média da frota também estaria quase três vezes acima do exigido por lei, saltando de 5 anos para cerca de 14,5 anos”, diz o trecho de uma matéria assinada pela jornalista Isadora Teixeira.
Diante dessa informação, qual é o real estado dos ônibus das outras empresas? A manutenção dos veículos foi fiscalizada durante o governo de Raquel? A Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) fez o seu trabalho durante os três anos dessa administração? Ou ficou amarrada por alguma ordem superior? Se a EPTI fez o seu trabalho, por que não informou a Raquel sobre a situação? Se não fez, foi proibida? Por quem? Ou foi negligente?
Processo parado – De acordo com a reportagem do portal Metrópoles, a EPTI abriu processo administrativo para avaliar a renovação do certificado da Logo Caruaruense, mas o processo está parado desde fevereiro do ano passado. Pela legislação, a EPTI pode suspender a circulação de veículos irregulares e aplicar penalidades. Mas não o fez com a empresa do pai de Raquel. Por qual razão? O Metrópoles descobriu um documento da EPTI indicando que os veículos rodam sem vistorias há, pelo menos, três anos. A reportagem mostrou o atraso no pagamento da Taxa de Certificado de Registro Cadastral (CRC), exigência relacionada à segurança dos passageiros, e divulgou que Raquel Lyra integrou o quadro societário da empresa até 2018.
Repercussão na oposição – Deputados estaduais de oposição já se pronunciaram sobre o episódio da Logo Caruaruense, indicando que o assunto deverá ser pauta na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nos próximos meses. O líder do PSB na Casa, Sileno Guedes, disse haver um “apagão” no trabalho da EPTI durante o Governo Raquel Lyra. Ontem (16), o parlamentar ressaltou que vem alertando há meses sobre a omissão do órgão na realização de vistorias e fiscalizações em linhas regulares e alternativas.
O que disse Sileno – “Agora está explicado por que eu cobrava tanto e o Governo de Pernambuco não reagia quando o assunto era transporte intermunicipal. A EPTI não está fazendo o dever de casa para fiscalizar as empresas das linhas regulares, como a que pertence à família da governadora, e não está cumprindo o decreto que regulamenta o transporte complementar, levando esses trabalhadores de volta à clandestinidade. No fim das contas, enquanto o Governo Raquel Lyra se omite, os operadores e passageiros é que estão em perigo nas estradas, sobretudo nos rincões mais distantes do nosso estado”, declarou Sileno.
Presidente em exercício – O presidente em exercício da Alepe, Rodrigo Farias (PSB), afirmou que a decisão da empresa Logo Caruaruense de entregar as linhas representa “uma confissão das irregularidades”. Segundo o parlamentar, o caso atinge um grau de gravidade que já se configura como um escândalo nacional. “A entrega das linhas não apaga as irregularidades já cometidas. É uma confissão de culpa, omissão da governadora. E o mínimo que se espera é uma investigação profunda, com punição rigorosa, cobrança das taxas devidas e aplicação das multas retroativas. O governo precisa agir com transparência, porque essa situação é grave e envergonha Pernambuco”, afirmou Farias.
Tratamento desigual – Já o deputado Waldemar Borges (MDB) gravou um vídeo para o Instagram no qual critica a forma desigual com a qual as pessoas estão sendo tratadas em Pernambuco, relatando que, como parlamentar, é frequentemente abordado por motoristas, principalmente do meio rural, que têm seus veículos apreendidos por alguma irregularidade, como atraso de IPVA, mas os ônibus do pai de Raquel Lyra rodavam sem condições. “É uma maneira desigual de se tratar o pequeno e o grande, causa realmente indignação. Não é só devolver as linhas para a EPTI e achar que com isso a situação está superada. Não está. Pernambuco tem o direito de receber todas as informações em relação a esse caso e o governo tem o dever de prestar esses esclarecimentos”, ressaltou.
CURTAS
Tarcísio jogou a toalha? – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (RP), declarou, na última quinta-feira (15), o seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, este ano. “A direita vai estar unida em torno de um nome”, afirmou. “E o meu nome é o Flávio”, disse, descartando uma possível candidatura ao Planalto.
Disse que nunca quis – “Eu nunca desisti porque nunca teve essa candidatura. Nunca teve esse projeto. É engraçado porque vocês não acreditam, mas sempre estou falando que o meu projeto é reeleição”, declarou Freitas. As informações são do Poder360.
Pavimentação no Cabo – O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (SD), assinou, esta semana, um pacote de ordens de serviço para a pavimentação de 120 ruas no bairro de Garapu. Com a medida, a localidade passará a ter 100% de suas vias pavimentadas. O primeiro lote, lançado na última quinta-feira (15), beneficia 25 logradouros. O segundo, outras 20 ruas.
Perguntar não ofende: Todas as empresas de transporte intermunicipal também estavam sem fiscalização em Pernambuco, ou foi um privilégio da Logo Caruaruense?
Uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli provocou forte reação no meio jurídico ao interromper o curso de uma investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) envolvendo o dono do Banco Master e suspeitas de crimes financeiros de grande escala.
Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu na residência do investigado 39 aparelhos celulares, 31 computadores, 30 armas de fogo, R$ 645 mil em espécie e 23 veículos de luxo. No mesmo contexto, o cunhado do empresário foi preso quando tentava embarcar para Dubai, fato que reforçou os indícios de risco à persecução penal.
Apesar disso, por determinação do ministro Dias Toffoli, todo o material apreendido foi lacrado e transferido para guarda do STF, impedindo a continuidade imediata das análises periciais pela Polícia Federal.
Como advogado, aponto que a medida entra em tensão direta com o artigo 144 da Constituição Federal, que atribui à Polícia Federal a função de polícia judiciária da União, responsável pela apuração de crimes contra o sistema financeiro nacional, entre outros.
Além disso, o artigo 6º do Código de Processo Penal é explícito ao determinar que a autoridade policial deve adotar, de forma imediata, todas as diligências necessárias à elucidação do fato criminoso, incluindo perícias técnicas, tão logo tenha conhecimento da infração penal, e não de acordo com conveniências supervenientes.
O risco da paralisação não é meramente teórico. Celulares modernos possuem mecanismos automáticos de proteção e criptografia que podem ser acionados após longos períodos sem acesso controlado. Isso pode dificultar ou até inviabilizar a extração de dados, comprometendo provas essenciais.
A própria Polícia Federal alertou formalmente para o “risco de frustração da operação”, justamente em razão da impossibilidade de acesso técnico tempestivo aos dispositivos apreendidos.
Outro ponto sensível diz respeito à cadeia de custódia das provas, disciplinada pelos artigos 158-A a 158-F do Código de Processo Penal, introduzidos pelo chamado Pacote Anticrime.
A retirada do material da esfera técnica da Polícia Federal, órgão que realizou a apreensão, pode gerar rupturas na rastreabilidade da prova, afetando sua confiabilidade. Em processos penais complexos, falhas na cadeia de custódia podem resultar em desconsideração da prova ou até em nulidades absolutas, com impacto direto sobre toda a ação penal.
Após intensa pressão da imprensa e institucional, o ministro Dias Toffoli recuou parcialmente e determinou o envio do material à Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, especialistas destacam que a PGR não dispõe da mesma estrutura técnico-pericial da Polícia Federal, que é o órgão legalmente aparelhado para esse tipo de exame.
Afastar a polícia judiciária do conjunto probatório que ela própria apreendeu cria, segundo críticos, um “vácuo técnico”. E, no processo penal, vácuos técnicos frequentemente se transformam em brechas jurídicas, capazes de levar à anulação de investigações inteiras, como já ocorreu em precedentes de grande repercussão nacional.
A situação ainda afeta o direito de defesa. A Súmula Vinculante nº 14 do STF garante aos advogados acesso amplo às provas já documentadas no procedimento investigatório. Se nem a Polícia Federal consegue acessar plenamente o material apreendido, questiona-se como a defesa poderá exercer esse direito de forma efetiva.
Um exemplo concreto é o celular atribuído a Daniel Vorcaro, apreendido em novembro e que, passados mais de dois meses, ainda não foi integralmente analisado, apesar de ser considerado peça central da investigação.
As investigações apuram, em tese, fraude na gestão de instituição financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa, crimes cujas penas somadas podem alcançar até 30 anos de prisão. Os valores sob suspeita chegam à casa dos R$ 12 bilhões, o que coloca o caso entre os maiores escândalos financeiros já investigados no país.
Diante de tantos riscos técnicos, jurídicos e institucionais, uma pergunta segue sem resposta clara no debate público e jurídico: por que tanto interesse em afastar a Polícia Federal da condução técnica das provas que ela própria apreendeu?
Essa é a questão que, até o momento, permanece em aberto e que pode definir não apenas o futuro da investigação, mas também sua validade perante o Judiciário.
O ex-vereador Ivan Moraes, pré-candidato ao governo de Pernambuco pelo PSOL, denunciou o Grande Recife Consórcio ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na tarde desta sexta-feira (16). A representação aponta uma possível ilegalidade na atuação do Conselho Superior do Transporte Metropolitano (CSTM), que foi responsável por aumentar a tarifa dos ônibus da Capital e da RMR.
De acordo com a denúncia, parte dos conselheiros do CSTM estão com mandatos vencidos. Segundo a legislação, os mandatos eletivos são de quatro anos. Quem exerce esses mandatos deve ser escolhido por meio de conferências específicas, conforme determina o regimento interno do Conselho e a legislação estadual. No entanto, essas conferências não são realizadas há oito anos, apesar de a lei 17.113/2020 proibir a recondução de mandatos eletivos. A última Conferência Metropolitana ocorreu no final de 2018.
“A passagem de ônibus está sendo aumentada por um conselho que não passa por renovação democrática há quase uma década. Isso fere a lei e esvazia completamente a participação popular mínima prevista nas normas que criaram o Grande Recife”, afirma Ivan Moraes.
Na representação encaminhada ao MPPE, o pré-candidato defende que a ausência das conferências compromete a legitimidade do Conselho, impede a renovação democrática do colegiado e coloca sob questionamento todas as deliberações tomadas, incluindo o reajuste tarifário.
“Um conselho com mandatos vencidos não pode decidir sobre o bolso de milhões de trabalhadores e trabalhadoras que dependem do transporte público todos os dias”, reforça.
A denúncia de Ivan Moraes abre a possibilidade de suspensão do aumento da tarifa e de realização das conferências metropolitanas.
“O Ministério Público existe para defender a ordem jurídica e o regime democrático. Estamos acionando o MP para garantir o direito à mobilidade da população da RMR e para que a participação popular no transporte público deixe de ser apenas um discurso e seja uma prática concreta”, conclui.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, registrou no dia 30 de dezembro a escritura de venda de um imóvel em Ituiutaba (MG), 11 dias depois de uma operação da Polícia Federal encontrar R$ 430 mil em seu apartamento em Brasília. O deputado argumentou, na ocasião, que o dinheiro em espécie era fruto da venda de uma casa no município do Triângulo Mineiro.
A casa, localizada na Avenida 29, no centro de Ituiutaba, havia sido comprada por Sóstenes em fevereiro de 2023, por R$ 310 mil. Segundo a escritura, obtida pelo GLOBO, Sóstenes vendeu o imóvel a Thiago Ferreira de Paula, advogado cujo escritório fica a menos de 500 metros da casa. A venda foi registrada em cartório no valor de R$ 500 mil. A informação foi publicada primeiro pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo GLOBO. As informações são do jornal O GLOBO.
Na véspera do réveillon deste ano, ainda segundo a escritura, Sóstenes afirmou “já haver recebido” a quantia, no dia 24 de novembro, cerca de um mês antes, “com dinheiro em espécie”. De acordo com o deputado e com o advogado que comprou o imóvel, foi nessa data que ocorreu a “celebração do contrato de compra e venda”, embora o primeiro registro em cartório só tenha ocorrido após a operação da PF no mês seguinte.
O documento afirma ainda que Sóstenes e o advogado assinaram a escritura “pela plataforma e-notariado”, que permite a realização do ato sem necessidade de comparecer no cartório. A escritura não detalha onde ocorreu a assinatura do contrato. Procurados, eles não responderam as perguntas do GLOBO.
Escritura de venda da casaDocumento registra venda por R$ 500 mil
No dia da operação da PF, em dezembro, Sóstenes afirmou que havia recebido “recentemente o dinheiro” pela transação do imóvel, e disse que por “um lapso” havia deixado de fazer o depósito na sua conta bancária.
— Recebi recentemente o dinheiro e com essa correria de trabalho acabei não fazendo o depósito. Inclusive (com) parte dele estou pensando em fazer outros negócios. Foi simplesmente um lapso. Ninguém pega dinheiro ilícito e coloca dentro de casa. Peguei o dinheiro e guardei — justificou Sóstenes na ocasião.
A casa fica em um terreno de 275 metros quadrados e tem duas suítes, área para escritório, portão eletrônico e garagem com espaço para três carros. Sóstenes, que diz ter feito uma série de reformas no imóvel, havia anunciado a casa em uma corretora local no início de 2025 por R$ 690 mil – isto é, mais do que o dobro do valor pelo qual a havia adquirido em 2023.
Até o dia 12 de novembro, registros nas redes sociais mostravam que a casa seguia à venda. O anúncio trazia o número de telefone do pastor Eraldo Cavalcante, pai de Sóstenes e líder de uma igreja Assembleia de Deus em Ituiutaba.
Sóstenes nasceu em Alagoas, mas viveu em Ituiutaba na juventude. Segundo o próprio parlamentar, ele chegou a atuar como líder do grêmio estudantil de sua escola, no município do Triângulo Mineiro, antes de se tornar pastor evangélico. Em 2022, ele e seu pai, o pastor Eraldo, foram homenageados com títulos de “cidadão de Ituiutaba” pela Câmara de Vereadores. Na ocasião, Sóstenes chegou a prometer que destinaria emenda parlamentar de R$ 1 milhão para a cidade, que fica fora do Rio, seu estado de atuação.
Sóstenes e o pai, Eraldo Cavalcante Passos, homenageados em Ituiutaba
Na eleição de 2022, a última que disputou, Sóstenes declarou ter apenas R$ 4,9 mil em suas contas bancárias e nenhum outro bem. Poucos meses depois, em fevereiro de 2023, ele figurou como comprador da casa de Ituiutaba, por R$ 310 mil, junto da esposa, a cantora gospel Isleia Cavalcante, com quem é casado em comunhão parcial de bens.
A União Europeia também entrou na disputa global pelos minerais críticos do Brasil. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco negocia um acordo com o país para investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras — insumos considerados estratégicos para a transição energética, a digitalização da economia e a segurança geopolítica.
A declaração foi feita durante a cerimônia que celebrou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, negociado ao longo dos últimos 25 anos (o acordo comercial é amplo, envolve diversos itens, e é distinto da negociação sobre terras raras). As informações são do g1.
Segundo von der Leyen, a cooperação em matérias-primas críticas será um dos pilares da relação entre os dois lados.
“Isso vai moldar nossa cooperação em projetos de investimento conjunto em lítio, níquel e terras raras. É a chave para a nossa transição digital e limpa, e também para a independência estratégica, num mundo em que os minerais tendem a ser instrumento de coerção”, afirmou.
Interesse também dos EUA O aceno europeu ocorre no mesmo momento em que os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, passaram a demonstrar interesse direto nos minerais estratégicos brasileiros.
O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, mas ainda exporta grande parte desses minerais sem processamento, o que reduz o valor agregado capturado pelo país.
No discurso, von der Leyen classificou o acordo Mercosul–UE como um arranjo de “ganha-ganha” e encerrou a fala em português.
“Todo mundo beneficiado é realmente um ganha-ganha. Esse é o jeito europeu de fazer negócio. E quero dizer, do fundo do meu coração: obrigada, amigo. O melhor está por vir”, disse, antes de se despedir.
As terras raras — um grupo de 17 elementos químicos essenciais para turbinas eólicas, carros elétricos, chips, equipamentos médicos e tecnologias militares — estão no centro de uma corrida geopolítica.
Enquanto a China domina o refino e o processamento, EUA e União Europeia buscam diversificar fornecedores para reduzir dependências estratégicas. Nesse cenário, o subsolo brasileiro passou a ocupar posição central no tabuleiro internacional.
Após 15 meses de obras, a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio foi reaberta nesta sexta-feira (16), no Centro do Recife. Considerado um dos mais importantes exemplares do barroco brasileiro, o templo passou por uma intervenção iniciada em setembro de 2024 e concluída no fim de novembro de 2025, sendo devolvido à população durante uma solenidade que reuniu autoridades religiosas e representantes do poder público.
Localizada na Praça da Independência, a igreja do século XVIII teve a restauração conduzida pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Novo PAC. O investimento total foi de R$ 3,4 milhões, destinados à recuperação de bens móveis e integrados que compõem o acervo artístico e litúrgico do templo. “É uma alegria entregar, como a primeira obra de 2026, uma igreja que é símbolo de memória e história no coração do Recife”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
Ao longo dos trabalhos, foram restaurados elementos como forro, retábulos, ornamentos da capela-mor e peças históricas, entre elas a pia batismal, o arcaz da sacristia e imagens sacras. A intervenção também incluiu a recuperação de áreas estruturais, como a nave, o salão principal e o teto, permitindo a retomada das atividades religiosas e a reabertura do espaço à visitação pública.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias as investigações sobre suspeitas de irregularidades na operação de venda do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Na decisão, Toffoli afirma que houve um pedido da Polícia Federal (PF) por mais prazo.
“Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, decidiu o ministro. As informações são do g1.
Esta frente de investigação chegou ao Supremo Tribunal Federal em dezembro do ano passado. Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte. A apuração tramitava na Justiça Federal em Brasília.
A Polícia Federal afirma que o Master emitiu Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado. O retorno, no entanto, era irreal. Segundo a corporação, o esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões.
De acordo com a PF, há indícios de que dirigentes do BRB tenham participado do esquema. Em março, o BRB chegou a fechar um acordo para comprar o Banco Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central.
A PF prendeu Vorcaro em novembro, mas o banqueiro foi solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Nesta semana, em um desdobramento, a Polícia Federal realizou uma operação para aprofundar as investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Master.
As apurações apontam que o grupo investigado se aproveitou, de forma sistemática, “de vulnerabilidades do mercado de capitais” para realizar fraudes, utilizando fundos de investimento e elos societários, familiares ou funcionais.
Para a PF, há indícios de que o grupo investigado, formado por Daniel Vorcaro, parentes e pessoas ligadas ao Master, teria cometido, pelo menos, cinco crimes:
organização criminosa;
gestão fraudulenta de instituição financeira;
induzimento ou manutenção em erro de investidor;
uso de informação privilegiada e manipulação de mercado;
lavagem de dinheiro.
Os investigadores identificaram operações com ativos sem liquidez e artificialmente precificados, além de transações entre partes relacionadas sob controle de indivíduos com ligações societárias ou familiares com o Banco Master. O esquema teria contado com laranjas e sócios ocultos.
Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o baterista e fundador da banda Rádio Táxi, Gel Fernandes, ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
Ações ocorrem neste fim de semana para antecipar atendimentos impactados pela manutenção dos sistemas previdenciários no final de janeiro
Para garantir a continuidade dos atendimentos e minimizar os impactos da modernização dos sistemas previdenciários, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realiza, neste fim de semana, dias 17 e 18 de janeiro, mutirões de atendimento em estados do Nordeste. As ações visam antecipar atendimentos que estavam agendados para o período de 28 a 30 de janeiro, quando as agências estarão temporariamente fechadas em todo o país.
A mobilização é coordenada pela Superintendência Regional Nordeste e envolve agências do INSS em estados como Ceará, Sergipe, Alagoas, Piauí, Bahia e Rio Grande do Norte, reforçando o compromisso da instituição com a prestação contínua de serviços à população.
No Ceará, serão ofertadas 1.834 vagas de perícia médica, distribuídas entre as Gerências-Executivas de Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte. Na Gerência de Fortaleza, estão previstas 1.299 vagas em diversas Agências da Previdência Social, incluindo Fortaleza-Centro Oeste, Fortaleza-Sul, Aquiraz, Canindé, Maracanaú, Paraipaba, Ocara, Quixeramobim, Redenção e Russas. A Gerência de Sobral contará com 200 vagas concentradas na APS Sobral, enquanto a Gerência de Juazeiro do Norte disponibilizará 335 vagas nas agências de Juazeiro do Norte e Crato.
Em Sergipe, o mutirão será realizado na Agência da Previdência Social Siqueira Campos, em Aracaju, com cerca de 100 atendimentos, incluindo perícias médicas e avaliações sociais. Para garantir a qualidade do atendimento, foram mobilizadas equipes específicas para cada dia de ação. Segundo a gerente-executiva do INSS em Aracaju, Ana Márcia Fassbender, a iniciativa reforça o compromisso do INSS com os segurados. “Toda e qualquer ação que venha agilizar e, consequentemente, beneficiar os segurados terá sempre nosso total apoio”, destacou.
Em Alagoas, os mutirões somam 810 atendimentos de perícia médica, distribuídos entre a APS Tabuleiro dos Martins, em Maceió, e a APS Arapiraca.
No Piauí, foram disponibilizadas 40 perícias médicas conectadas na APS de Picos, destinadas a requerimentos de Benefícios por Incapacidade e BPC/Loas.
Na Bahia, os atendimentos ocorrerão nas Agências da Previdência Social de Bom Jesus da Lapa e Ilhéus, totalizando 110 perícias médicas.
Já no Rio Grande do Norte, a APS Assú, vinculada à Gerência-Executiva de Mossoró, realizará 72 perícias médicas no sábado, dia 17.
Ao todo, os mutirões somam aproximadamente 2.966 atendimentos, integrando o conjunto de medidas adotadas pelo INSS para reduzir filas, assegurar a continuidade dos serviços e evitar prejuízos aos segurados durante o período de atualização tecnológica dos sistemas previdenciários.
O líder do PSB na Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Sileno Guedes, disse haver um “apagão” no trabalho da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) durante o Governo Raquel Lyra. Nesta sexta (16), ao comentar o escândalo envolvendo a Logo Caruaruense, empresa da família da governadora, o parlamentar ressaltou que vem alertando há meses sobre a omissão do órgão na realização de vistorias e fiscalizações em linhas regulares e alternativas.
“Agora está explicado por que eu cobrava tanto e o Governo de Pernambuco não reagia quando o assunto era transporte intermunicipal. A EPTI não está fazendo o dever de casa para fiscalizar as empresas das linhas regulares, como a que pertence à família da governadora, e não está cumprindo o decreto que regulamenta o transporte complementar, levando esses trabalhadores de volta à clandestinidade. No fim das contas, enquanto o Governo Raquel Lyra se omite, os operadores e passageiros é que estão em perigo nas estradas, sobretudo nos rincões mais distantes do nosso estado”, declarou Sileno.
O deputado relembrou ainda diversos pronunciamentos que fez sobre o tema, como os ocorridos em março, maio e novembro de 2025. Em uma das ocasiões, a EPTI chegou a ser convidada para explicar a falta de fiscalização, mas não enviou representante para uma audiência pública da Comissão de Assuntos Municipais, desrespeitando o trabalho do Legislativo. Com a notícia de que a Logo Caruaruense encerrará suas atividades após o escândalo, Sileno avaliou ter havido uma “confissão de culpa” no caso. “O Governo Raquel Lyra vai ter que responder por essa omissão”, complementou.
A Logo Caruaruense está envolvida em denúncias de operação irregular em meio à omissão do poder público. Desde 2023, primeiro ano do Governo Raquel Lyra, os ônibus da empresa circulam sem vistoria. Documentos da EPTI também revelaram a falta de pagamento de taxas e o sucateamento da frota, que roda com pneus carecas e cintos de segurança quebrados. O Decreto 40.559/2014 determina que veículos nessas condições tenham a operação suspensa, o que não ocorreu.
O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe hoje o baterista Gel Fernandes, um dos fundadores da banda Rádio Táxi, grupo que se destacou no cenário do pop rock brasileiro a partir dos anos 1980.
Formada em São Paulo, a Rádio Táxi ganhou projeção nacional com canções que se tornaram sucessos nas rádios e trilhas de novelas e filmes, como Garota Dourada, Eva, Coisas de Casal e Dentro do Coração. A banda surgiu a partir de ex-integrantes do Tutti Frutti, grupo de apoio de Rita Lee, após a saída da cantora dos Mutantes, e teve papel relevante na consolidação do rock brasileiro daquela década.
Durante a entrevista, Gel Fernandes fala sobre a trajetória da Rádio Táxi e aborda a possibilidade de uma reunião do grupo para uma turnê pelo Nordeste.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
O jornalista, radialista e publicitário Carlos Britto confirmou que será pré-candidato a um cargo no Legislativo nas eleições de outubro. O comunicador informou que a decisão está tomada, embora ainda não tenha divulgado a legenda nem o cargo que irá disputar. Nesta semana, Britto esteve no Recife para avançar nas articulações políticas e consolidar o projeto, com previsão de anúncio oficial após o período carnavalesco.
Com trajetória na comunicação regional e atuação em Petrolina e municípios do Sertão, Britto afirmou que a entrada na disputa eleitoral é resultado de um planejamento prévio. “Vim de origem muito simples, sem sobrenome importante ou privilégios. Ninguém fala comigo sobre dificuldades sem que eu saiba exatamente do que se trata; eu as vivi na pele”, declarou. Sobre a pré-candidatura, acrescentou: “Só posso dizer que não será uma coisa improvisada, mas um projeto robusto e trabalhado em todos os detalhes. O julgamento será do povo”.
A revelação de que o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, fez aportes financeiros por meio de um fundo de investimentos no resort pertencente aos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli tem mobilizado deputados e senadores que defendem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso no Congresso. Para esses parlamentares, o magistrado deveria se declarar impedido ou suspeito diante de um flagrante de conflito de interesses.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que assinou nesta semana um pedido de impeachment de Toffoli e defende a instalação de uma CPI, avalia que o ministro gozava do “crédito da dúvida” sobre a existência de conflito de interesses na sua atuação, mas que, agora, diante dos fatos revelados pelo Estadão, ele deveria se afastar da investigação. “Dá tempo de ele se declarar impedido ou suspeito, inclusive pela transparência das investigações”, afirmou. As informações são do Estadão.
Ela e outros seis senadores integram um grupo de trabalho instalado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para acompanhar as investigações e apurações relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master.
O Estadão questionou o presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), sobre como avalia a proximidade dos parentes de Toffoli com pessoas investigadas e presas no caso Master, mas ele disse não ter conhecimento sobre as revelações e que prefere aguardar a criação do plano de trabalho para não atrapalhar as atividades com avalições precoces. O parlamentar afirmou que divulgará em breve os primeiros passos das atividades do grupo.
Outro parlamentar que defende o afastamento de Toffoli do caso é o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), que é o autor do pedido de instalação de CPI para investigar o caso. “É evidente que nós estamos diante de um caso que envolve muita gente de poder no nosso País, envolve várias instituições e Poderes, e nós já tínhamos uma suspeita muito grande do envolvimento do ministro Dias Toffoli. É tudo muito suspeito”, afirmou, citando as decisões recentes do magistrado no caso.
“Ele deveria ser impedido e suspeito. Ele não poderia estar fazendo isso”, afirmou. “Diante de um caso em que eles (ministros do STF) podem ser penalizados, eles vão tentar de tudo para se blindar. Eu não acredito que ele vá em momento algum arguir a sua suspeição. Nós temos que trabalhar por isso”, afirmou.
Jordy deixa claro que, uma vez instalada a CPI, a estratégia seria investigar os parentes dos ministros colateralmente envolvidos no caso, como Toffoli, por meio dos irmãos, e Alexandre de Moraes, cuja esposa possui um contrato de R$ 129 milhões para defender os interesses do Master na Justiça e em órgãos de controle. Uma CPI não tem competência para investigar ministros de tribunais de superiores.
O parlamentar traça como estratégia convocar os familiares desses ministros na condição de testemunhas por compreender que uma eventual convocação como investigados lhes garantiria um habeas corpus por parte de Toffoli na tentativa de blindar a exposição pública dessas figuras.
O deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), que está entre os signatários da proposta de CPI, corrobora a avaliação de que Toffoli deveria se afastar do caso porque a situação envolvendo os seus irmãos é “incompatível com o padrão de imparcialidade que o país exige”.
“Mesmo que, juridicamente, alguém tente dizer ‘ah, mas não é ele diretamente’, a situação grita conflito de interesse: envolve familiares, envolve agentes ligados ao caso, e isso destrói a confiança pública. Justiça não pode ser só correta, tem que parecer correta também”, afirmou.
Cortejada por aliados de Lula para compor uma candidatura em São Paulo e com um convite em mãos do PSB para assumir a empreitada, a ministra Simone Tebet (Planejamento) tem uma conversa marcada no fim do mês com o presidente para definir o futuro político.
O encontro contempla o desejo do Palácio do Planalto de montar um palanque forte no maior estado do país, com 33,5 milhões de eleitores, para a tentativa de reeleição do chefe do Executivo.
Ser candidata em São Paulo, no entanto, pode representar a saída de Tebet do MDB, partido ao qual está filiada há 27 anos. A legenda comanda a capital com o prefeito Ricardo Nunes e apoia a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), dois nomes que estarão ao lado da candidatura presidencial de oposição. As informações são do jornal O GLOBO.
Lula pediu a conversa a sós com a ministra quando estiveram juntos no fim do mês passado em Foz do Iguaçu (PR), durante a Cúpula do Mercosul. A volta a Brasília foi no mesmo voo, momento em que combinaram de discutir já no início de 2026 o papel eleitoral.
Tebet já avisou seu grupo político que estará com Lula na disputa presidencial e que topará o desafio que ele propuser. Procurada, ela não se manifestou.
Aliados do presidente enxergam a ministra como um nome competitivo para disputar uma vaga majoritária nas eleições de São Paulo, seja como candidata ao Senado, vice ao governo ou até mesmo cabeça de chapa se o ministro Fernando Haddad (Fazenda) e o vice-presidente Geraldo Alckmin não toparem a missão.
Para o entorno de Lula, a titular do Planejamento, por estar ao centro, teria capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no PT.
— Ela tem bom desempenho no debate público e compôs o governo num ministério importante. O MDB perde a oportunidade de não usá-la dessa maneira. Se ela enxergar que tem outro partido que ofereça condições para ser candidata, é uma grande aliada e com potencial em São Paulo, seja para o governo ou o Senado — diz o presidente do PT no estado, o deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP).
Com as portas abertas, Tebet já tem em mãos um convite do PSB caso decida deixar o MDB e se lançar por São Paulo.
— Foi feito o convite. Tebet seria muito bem-vinda. O partido quer crescer no Senado e na Câmara e precisa ter nomes consistentes e com projeção nacional — diz o presidente do PSB em São Paulo, Caio França.
Aliados da ministra admitem a possibilidade de mudança de legenda, algo que já foi descartado por ela no passado. Segundo eles, não há hipótese de Tebet ir para o PT, mas o PSB é visto como um partido viável. Em outubro, Alckmin, integrante da sigla, afirmou que ficaria “honrado” em ter Tebet como correligionária.
A ministra já tem até feito gestos em direção ao PSB e ampliado a interlocução com nomes da sigla. No final do ano passado, recebeu a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) para uma conversa a sós no gabinete. A parlamentar é uma das responsáveis pela aproximação da chefe do Planejamento com a legenda.
A definição da posição de Tebet em São Paulo dependerá da palavra final de Lula, dentro de uma decisão guiada por pesquisas que já vêm sendo feitas. Aliados ponderam que o presidente não baterá martelo sem analisar a viabilidade eleitoral da ministra e de outros nomes cotados para a disputa no estado, casos de Haddad, Alckmin e dos ministros Márcio França (Empreendedorismo) e Marina Silva (Meio Ambiente). Na hipótese de mudança de partido, o presidente do PSB, João Campos, também terá papel fundamental na equação.
Relação histórica
Caso seja esse o caminho, Tebet estará em lado oposto ao do atual o partido. O presidente estadual do MDB, Rodrigo Arena, está organizando o apoio à reeleição de Tarcísio. Na prática, emedebistas não veem chance de a ministra disputar o Senado por São Paulo pela sigla com apoio de Lula. A permanência no MDB significaria buscar um novo mandato de senadora pelo Mato Grosso do Sul, cadeira para a qual foi eleita em 2014, em um mandato que já se encerrou.
— A Simone é uma grande companheira, mas para o governo e Senado avaliamos o governador Tarcísio como competente e temos muito orgulho do Ricardo Nunes. É uma dobradinha que está dando certo. Vamos seguir essa tendência — afirma Arena.
Um ponto que torna essa troca complexa, no entanto, é a boa relação pessoal de Tebet com Baleia Rossi, presidente nacional do MDB. Em 2022, o dirigente foi o principal fiador da candidatura presidencial de Tebet, empreitada que a alçou nacionalmente. Há ainda um vínculo familiar: o MDB foi a legenda de seu pai, Ramez Tebet, que presidiu o Senado e governou o Mato Grosso do Sul.
Por Comissão dos Habilitados da Segurança Pública de Pernambuco
Candidatos aprovados em todas as fases dos últimos concursos da Segurança Pública de Pernambuco (CFO PMPE, CFO CBMPE, Soldado CBMPE, Polícia Civil e Polícia Científica) uniram vozes para denunciar o que classificam como uma manobra política e eleitoreira do governo de Raquel Lyra. Segundo os grupos, a gestão estadual estuda descartar candidatos prontos para focar em novos editais visando o calendário das próximas eleições.
Incoerência e desperdício de dinheiro público
A principal queixa dos candidatos reside na contradição entre o discurso oficial de “prioridade na segurança” e a prática de ignorar quem já superou todas as etapas do certame. Os habilitados relatam um custo financeiro, físico e mental extenuante ao longo de um ano de avaliações, incluindo provas objetivas, testes físicos (TAF), exames médicos e psicotécnicos.
“É um desrespeito com o cidadão e com o erário. O Estado gasta milhões para contratar bancas examinadoras e realizar etapas complexas. Agora, com 1.200 pessoas prontas para o curso de formação, o governo fala em novos concursos? Isso é jogar dinheiro público no lixo em nome de uma vitrine política para a reeleição”, afirma um representante da comissão.
Interesse público em xeque
Os representantes dos concursos ressaltam que as ações do Executivo devem ser norteadas pelo Princípio da Eficiência. Se o déficit de policiais em Pernambuco é crítico e os índices de criminalidade preocupam a população, a solução mais rápida e econômica seria o aproveitamento imediato de todos os habilitados.
Os pontos centrais da denúncia são:
Falta de Cadastro de Reserva: A ausência de um CR para candidatos que passaram em todas as fases é vista como uma estratégia para “limpar a fila” e gerar novos fatos políticos com novos editais.
Custo da Ineficiência: O gasto com novas bancas examinadoras e toda a logística de um novo concurso é desnecessário quando já existe pessoal qualificado aguardando.
Desgaste dos Candidatos: Muitos dos aprovados já são servidores do estado ou profissionais que investiram economias de uma vida no sonho de servir à segurança pública.
O que dizem os especialistas Juristas e especialistas em gestão pública ouvidos em casos semelhantes apontam que a abertura de novos concursos enquanto houver candidatos aprovados em certames válidos pode ferir o princípio da moralidade administrativa.
A pergunta que fica para o Palácio do Campo das Princesas é clara: Se o objetivo é de fato melhorar a segurança do povo pernambucano, por que não convocar quem já está pronto para o combate?
O conflito entre o pastor Silas Malafaia e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ganhou um novo capítulo de ofensas. Malafaia acusou, nesta sexta-feira (16), a senadora de só citar pequenas igrejas sem relevância e pediu para que ela “não seja cínica e nem mentirosa”.
O desentendimento entre os dois começou nessa terça-feira (14), após Malafaia cobrar publicamente um posicionamento de Damares depois de ela afirmar, no domingo (11), que “grandes igrejas” estariam envolvidas no esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A senadora chegou a divulgar que os documentos em relação às igrejas são públicos e citou listas e pastores envolvidos, entre eles o pastor André Valadão. As informações são do Metrópoles.
SENADORA DAMARES ! Não seja cínica e nem mentirosa . A senhora fez uma denúncia no SBT dizendo que grandes igrejas evangelicas estavam envolvidas na roubalheira do inss sem citar o nome de nenhuma . Só citou igrejas e pastores depois que eu denunciei sua farsa . Até agora não…
Na publicação, Malafaia acusa Damares de, em um primeiro momento, dizer que “grandes igrejas evangélicas estavam envolvidas na roubalheira do INSS”, sem citar nomes e, após ser confrontada, “só citou pequenas igrejas sem relevância”.
“Até agora, não citou um nome de uma grande igreja nem quem fez lobby para a senhora ficar calada. O desafio continua de pé: quais são as grandes igrejas? Só citou pequenas novidades sem relevância, em documentos expostos anteriormente”, alegou o pastor.