Lavareda

22/11


2020

O mal da Wal e o rapaz que se acha o tal

Por Weiller Diniz*

Walderice Santos é a célebre Wal do açaí. Ela se correspondeu com o rapaz que se acha o tal. Tanto faz se ele não tem cultura, nem estatura, só impostura. Ela ama igual. A moça do açaí corporificou a Wal Bolsonaro para ciscar uma vaga de vereadora em Angra do Reis (RJ). Ganhou uma live do patrão, gélida e fatal como a morte. O apoio de Bolsonaro rendeu míseros 266 votos no município onde ele obteve 63 mil votos (74%) em 2108. Repelida pela urna, terá de reencarnar a Wal do açaí, no balcão empoeirado da vila de Mambucaba. Não voltará ao anonimato em razão da suspeita ser fantasma do rapaz que se acha o tal. A Wal é a síntese da maldição da eleição. Candidatos apoiados por Bolsonaro, aliados, os ícones e aqueles que professam o mesmo ideário afundaram no mesmo desastre.

A anemia da Wal do açaí congelou o bolsonarismo. A derrota é emblemática. Bolsonaro testou, ao limite, o delírio absolutista de sapatear na democracia ao apadrinhar nomes que menosprezam a inteligência dos cidadãos. Não conseguiu votos para a protegida e se deu mal em outras petulâncias eleitorais. Outra amaldiçoada pela praga é Rogéria Bolsonaro. Ex-mulher e mãe dos numerais 01, 02 e 03, não foi bem na matemática das urnas. Com esquálidos 2.034 votos ficou na rabeira. Apesar do sobrenome teve morte eleitoral. É mais produtiva na compra de imóveis em espécie. Carlos Bolsonaro, vereador federal beliscou o mandato, mas afinou. Perdeu 34% dos eleitores desde 2016 e passou a faixa de campeão de votos para Tarcísio Motta, do PSOL. Outros 70 candidatos usaram a logomarca Bolsonaro e perderam.

Os resultados são incontroversos e os números eloquentes. Foi o pleito municipal mais federalizado da história recente. O eleitor expressou saturação com os extremos, reposicionou os partidos de centro e optou pela experiência no comando da maioria das cidades. É a óbvia rejeição ao experimentalismo amador do embuste batizado de “nova política”, encarnada por Bolsonaro. Os antagônicos que se retroalimentam, PT e o bolsonarismo, naufragaram. O PT ainda pode se reabilitar em 15 cidades grandes no segundo turno. Até aqui a esquerda que avançou não é petista. As legendas de centro monopolizaram a eleição e Bolsonaro sofreu reveses individuais e políticos.

Pessoalmente o capitão Jair Bolsonaro amargou derrotas contundentes. Entre os nomes que apoiou estavam 6 candidatos a prefeito e 45 a vereador. Elegeu apenas 9 vereadores. Já os “maricas” emplacaram 26. Dos postulantes a prefeituras, só dois avançaram ao segundo turno. Em Fortaleza o aliado de Bolsonaro já descolou do padrinho do dedo podre, fugindo da maldição da Wal. No Rio de Janeiro, Marcelo Crivella é a Wal amanhã. Tem uma rejeição superlativa e não herdará votos da esquerda para virar sobre Eduardo Paes. Paes surge como a nova estrela do DEM, que dobrou o número de eleitores nessa eleição e já comanda 3 grandes capitais (Salvador, Curitiba e Florianópolis).

Os estrondosos fiascos políticos de Bolsonaro ocorreram em São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Manaus. Celso Russomano colou a campanha em Bolsonaro. Amargou uma humilhante quarta colocação com pouco mais de 10% dos votos. Somou a própria rejeição à do capitão e desidratou. Em Belo Horizonte o escolhido, Bruno Engler, foi mastigado por Alexandre Kalil. Em Manaus, o coronel Alfredo Menezes obteve modestos 11% dos votos. Outro fenômeno que confirma a maldição da Wal se deu em Recife. Após anunciado o apoio de Bolsonaro, a delegada Patrícia derreteu e ficou em quarto lugar. As 5 capitais, incluindo o Rio, totalizam 18 milhões de eleitores. Os bolsonaristas somaram mirrados 1,5 milhão de votos. Menos que 10% do total.

O discurso da “nova política”, camuflagem da direita radical, perdeu aderência e foi pulverizado após uma fadiga precoce. A exemplo de países da América Latina (Argentina, Bolívia) e dos Estados Unidos a extrema direita não vislumbra um ciclo longevo no Brasil. O comparativo com 2016 mostra números estáveis do centro, mas não houve a segunda onda Bolsonarista. Apesar de êxitos rarefeitos, a grande maioria de perfis associados a tapeação da nova política (capitão, major, coronel, cabo, PM, juiz, delegado etc.) malogrou. Concebida e aplicada por Sérgio Moro e setores do MP, a satanização generalizada da política, que deformou a democracia, adulterou a última eleição presidencial e fraudou a istória, pode ser enterrada numa vala comum ao lado da lava jato.

Consolida esse quadro o pífio desempenho do PSL, legenda que se fantasiou de “nova política”. Elegeu poucos prefeitos e vereadores mesmo tendo o maior baú financeiro. A maldição da Wal devolve o PSL à estatura de nanico. Nomes de sólidos vínculos com o Bolsonarismo, como Joyce Hasselmann e Fernando Francischini tiveram desempenhos insignificantes. A deputada federal, eleita com 1 milhão de votos em SP, teve raquíticos 98 mil votos (1,8%) para prefeitura. Francischini obteve reles 52 mil votos (6,2%) em Curitiba. A bolsonarista Carla Zambelli também foi vítima. O pai, o irmão e a cunhada fracassaram nas urnas alcançados pela maldição da Wal.

A configuração do poder político-partidário, com reposicionamento da dita “velha política”, reorienta a sucessão presidencial e estremece qualquer tipo de conforto que Bolsonaro possa estar sentindo. A depender de outras 14 grandes cidades, onde os tucanos disputam, e da maior variável, São Paulo, João Dória vai aquecendo para sucessão presidencial. O DEM se credencia com os resultados obtidos. Crescerá mais com a eventual vitória de Eduardo Paes. O PSD também terá protagonismo. O primeiro teste será a presidência da Câmara. A pretensão de Jair Bolsonaro de escalar uma Wal para tutelar a Casa sofreu um revés com os números de DEM, PSDB e MDB, hoje aliados por lá.

O maior legado dessa e de outras eleições é o reconhecimento da volatilidade política. Ela insiste em pontuar que o poder é ilusório, efêmero e não pode tudo. Não pode, por exemplo, ser exercido da perspectiva autoritária a ponto de desafiar os alicerces mais sagrados da democracia, ameaçar as instituições, soterrar os valores humanistas e conspirar contra os avanços civilizatórios. Golpes, descasos, bravatas, incúria, despreparo e incompetência são monitorados pelo eleitor que dá o troco na urna. A existência do conceito de bolsonarismo precisa ser revista. Como fenômeno político duradouro e perpetuador de lideranças simplesmente não existe. No modo caos, o rapaz que se acha o tal, pode se dar mal e ser a próxima vítima da maldição da Wal.

*Jornalista. Texto publicado originalmente em Os divergentes.


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ALEPE

22/11


2020

Justiça manda João retirar propaganda negativa contra Marília

A candidata a prefeita do Recife Marília Arraes (PT) obteve nova vitória na Justiça Eleitoral. Em decisão proferida na tarde de hoje, o juiz da 6ª Zona Eleitoral, Nildo Nery dos Santos Filho, determinou que não seja mais veiculada na TV a propaganda eleitoral da Frente Popular, encabeçada pelo candidato a prefeito João Campos (PSB), que insinuava que Marília poderia acabar com o Prouni Recife e que seria contra a Bíblia.

Para o magistrado, houve tentativa por parte dos adversários políticos de deturpar fatos e criar estados mentais, emocionais e passionais nos eleitores, com a narrativa difundida e que chegou a ser externada por João Campos nos dois debates realizados neste segundo turno.

O juiz também lembrou já haver proibido em decisão anterior a veiculação de propagandas que questionavam a fé de Marília. Em vídeo, a candidata petista comemorou a decisão e ratificou que nunca quis acabar com o Prouni Recife, mas apenas impedir a concessão de isenções fiscais ilegais e também voltou a falar sobre a falsa informação propagada de que é contra a Bíblia. 


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Fernandes

Agora é MARÍLIA 13. Chora bozoloide.

Fernandes

Chora bozoloide, perdesse.kkkkkk

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O Comitê de Marília está em desespero. Magno está apelando para tudo e para todos. Se os IBOPEs da vida dá vitória tranquila para a afilhada do Lula ladrão, por que esse ódio todo contra um adversário? Aí tem.


O Jornal do Poder

22/11


2020

Leitão é grato a trinta moedas

Por Ricardo Carvalho* 

Caro Magno,

É triste observar o velho Ricardo Leitão tornar-se no seu final de vida um mero porta-voz e defensor da viuva de Eduardo Campos.
Suas agressões apenas me engrandecem e fazem dele um ser mesquinho e insignificante. 

Leitão é, hoje, depois de uma bela carreira jornalística, apenas um reles áulico do PSB pernambucano.

Ofende aos outros apenas como gratidão aos que lhe pagam trinta moedas de prata para trair sua história…

Eu não lhe devo nenhum respeito e ele sabe a razão. Sabe que existem testemunhas e documentos.

É triste vê-lo me ofender. Muitas já foram as mensagens de solidariedade que estou a receber. Sou um homem idoso, que vive apenas da verdade e não das ofensas pessoais, que nada nos engrandece.

*Jornalista


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Fernandes

Agora é MARÍLIA 13. Chora bozoloide perdedor.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O tiro saiu pela culatra. Com seu depoimento fajuto, Marília vai ganhar somente um voto. O do Ricardo Carvalho. Melhor, talvez nem o dele pois ele pois pode não ser eleitor no Recife.


Abreu no Zap

22/11


2020

João Paulo rompe com PSB e apoia Marília

Houldine Nascimento, da equipe do blog

O deputado estadual e ex-prefeito do Recife João Paulo (PCdoB) decidiu apoiar a candidatura de Marília Arraes (PT) à Prefeitura da capital pernambucana. Por meio de nota enviada ao blog, há pouco, ele externa que considera "deploráveis os ataques ao PT".

Chama atenção o fato de que o PCdoB integra a Frente Popular, coligação do prefeiturável João Campos (PSB), que compete com Marília neste segundo turno no Recife. Além disso, a sigla comunista tem a liderança de Luciana Santos, vice-governadora de Pernambuco.

Confira o comunicado na íntegra:

NOTA PÚBLICA - Eleições Recife

Considero deploráveis os ataques ao PT - partido do qual participei desde sua fundação e que ajudei a construir por muitos anos. Sinto-me na obrigação de repudiar esse tipo de atitude política, que não constrói, não fortalece a disputa democrática em nosso estado e enfraquece as forças do campo progressista. Respeito o PT e a sua história. Não podemos aceitar a negação da grande contribuição do PT na vida democrática do Brasil, nas conquistas sociais e dos maiores avanços na gestão pública não só no Recife e em Pernambuco, do qual fiz parte e me orgulho, como no Brasil, com os governos Lula e Dilma. 

Ao longo de 49 anos de militância sempre pautei minha vida política pela consciência de classe, defesa da democracia, por melhores condições de vida para o povo e pelo fortalecimento das forças de esquerda em nosso país. Em muitas disputas eleitorais enfrentamos o jogo pesado de práticas de campanha covardes e intolerantes, que chegavam ao eleitor em forma de matérias apócrifas, difamações e calúnias. 

Hoje, estamos diante de uma conjuntura política ainda mais grave com a ascensão de Bolsonaro, onde as chamadas fake news se transformaram em arma política de primeira linha, capazes de influir decisivamente no processo eleitoral e ameaçar a democracia. Numa época de inversão de valores, em que a verdade se torna a primeira vítima, como nas guerras, gastamos muito tempo e energia para desfazer as mentiras, que caminham agora com velocidade bem superior à dos fatos. 

Portanto, nesse momento grave da disputa, quero reafirmar os princípios que sempre defendi e declaro o apoio à coligação PT/PSOL representada na candidatura de Marilia Arraes e João Arnaldo. 

Entendo que a população do Recife escolheu levar ao segundo turno candidaturas do campo progressista, deixando claro que não quer Bolsonaro. E agora a população precisa conhecer com profundidade as propostas defendidas para fazer sua escolha de forma livre, consciente e soberana. 

Pela ética na política e nas eleições!

Lute pela democracia! 

João Paulo Lima e Silva
Deputado estadual / PCdoB - Pernambuco
Recife, 22 de novembro de 2020


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Fernandes

Chora bozoloide, perdesse. kkkkkkkk

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Agora vai. O perdedor de Olinda dando apoio. Desses apoio eu estaria longe.



22/11


2020

Ricardo Carvalho é um canalha

Por Jair Pereira*

Os canalhas, patifes, têm como armas dois instrumentos usuais: a mentira associada à covardia. Nunca será diferente disso. O artigo do jornalista Ricardo Carvalho, publicado neste Blog do Magno, é mentiroso e covarde. Por conseguinte, seu autor é um canalha, um patife, assumido agora publicamente.

É mentira que tenha sido um confidente do ex-governador Miguel Arraes. Pelo contrário. Nunca, profissionalmente, teve esse privilegio de, ao menos, trocar dois minutos de prosa com Arraes sem testemunha. Jamais, portanto, terá como provar qualquer revelação feita pelo ex-governador a sua pessoa. Mentiu vergonhosamente.

Daí em diante seu relato é um amontoado de ilações e narrativas torpes pra justificar a segunda qualidade imoral dele: a covardia. Nem Arraes e nem Eduardo Campos estão mais aqui, infelizmente, para desmascarar esse jornalista farsante.

Quem conhece Ricardo Carvalho sabe que ele é um homem de negócios. Deixou o jornalismo pra negociar interesses pessoais e comerciais. Até hoje é assim. Começou se apropriando da marca do Bloco de Carnaval Siri Na Lata, formado e fundado por diversos jornalistas, para atender aos seus propósitos pessoais, econômicos e financeiros. Durante décadas acumulou proventos e nunca fez uma prestação de contas. Mas como a farrinha financeira que subtraia em nome da categoria parou de dar retorno ao seu bolso, o que ele fez? Sozinho cancelou o baile tradicional. Enterrou toda uma cultura construída no curso de mais de 30 anos.

“Há algo de podre no reino da Dinamarca”. E como tem. Se o leitor se der ao trabalho de pesquisar o perfil do jornalista nas redes sociais, Facebook, sobretudo, vai constatar alguns fatos suspeitos. Muito suspeitos. A página revela que suas postagens paqueram, num primeiro instante, com a candidata Delegada Patrícia. Mantém ele indisfarçáveis elogios a postulante do Podemos na medida em que ela passa a ter um desempenho de intenções de votos para disputar o segundo turno.

De repente, após o resultado do primeiro turno, Ricardo Carvalho passa a defender a candidatura de Marilia, do PT, neste segundo turno. O Mesmo PT que ele, Ricardo, se juntou aos fascistas de plantão para denegrir o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. “Ladrão” era a expressão que ele “generosamente” mais usava para identificar Lula. São tempos estranhos esses. Um jornalista, dono de uma produtora de vídeo, que cresceu de patrimônio através de polpudos contratos em gestões públicas, se dedique, diuturnamente, a defender, com unhas e dentes, possíveis vitoriosos para o Executivo municipal.

Que ele queira ajustar, de novo, seus negócios, usando o momento eleitoral, é uma opção dele. Mas daí aceitar que, em função desses seus propósitos, ele agrida e ofenda à memória das pessoas de bem, vomite seu machismo vil contra a honra de todas as mulheres, tendo como foco Renata Campos, ao se referir constante e abusivamente a ela, pejorativamente, como “A Viúva” é intolerável para todos nós que a conhecemos.

Renata é uma mãe de cinco filhos, dedicada totalmente hoje a cuidar de um deles, o pequeno Miguel, com síndrome de Down. É uma trabalhadora exemplar, que cumpre, diariamente, todos seus deveres no Tribunal de Contas do Estado, como servidora pública concursada. Renata perdeu seu companheiro de vida, de forma trágica e precoce, como todos sabem. Quantas mulheres não sofrem, igual à Renata, nesta hora, a dor da perda precoce de seus companheiros na terrível Pandemia que atravessamos? Mais respeito jornalista Ricardo Carvalho.

O fato é o seguinte, caro leitor. Desse comportamento abjeto só podemos deduzir duas certezas: o canalha é assim. É do seu DNA. Continuará mentindo e sendo o covarde de sempre. Mentindo pra justificar sua natureza de mentiroso contumaz. Covarde por que, se vivo Eduardo Campos fosse, pode ter a certeza que esse verme estaria engolindo cada vírgula das cretinices escritas e publicadas por ele. Busquem uma só linha de algo dito, publicamente, por esse mau caráter contra o ex-governador até 13 de agosto de 2014. Não vão encontrar nada. Ou seja, é nojento e, sobretudo, frouxo.

*Jornalista e ex secretário de Imprensa de Miguel Arraes (1995/1997)


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Fernandes

Agora é MARÍLIA 13. Chora bozoloide perdedor.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Ricardo dançou. E feio.


Banco de Alimentos

22/11


2020

Com Ciro, João Campos faz campanha na Zona Norte

O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) desembarcou no Recife para uma série de atos de campanha ao lado de João Campos, candidato a prefeito pelo PSB. O pedetista já havia aparecido no programa eleitoral de João e fez questão de vir à cidade para se engajar na campanha do prefeiturável socialista.

O presidente nacional do PDT, ex-ministro Carlos Lupi, e a candidata a vice Isabella de Roldão (PDT) também estiveram presentes no momento. A visita foi realizada em carro aberto. Durante o trajeto, João e Isabella encontraram boa receptividade. O mesmo ocorreu com Ciro. 

Apoiadores chegaram perto do carro em alguns momentos para cumprimentar o candidato do PSB e o ex-ministro, além de pedir fotos. O trajeto feito teve cerca de 7 km e passou por bairros importantes da Zona Norte. Na reta final da campanha, João Campos pediu  empenho aos seus eleitores para que vença as eleições de segundo turno.

A atividade teve início do Brejo da Guabiraba, seguiu por Nova Descoberta, Alto José Bonifácio e Alto Santa Terezinha. Também acompanharam a agenda os vereadores reeleitos Samuel Salazar (MDB), Almir Fernando (PCdoB) e Romerinho Jatobá (PSB).


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22/11


2020

Talvez Freud explique

Por Ricardo Leitão*

É de se esperar que um jornalista com quase 80 anos de idade e uns 60 de profissão tenha aprendido a apurar os fatos e a relatá-los com mínima precisão. O texto de Ricardo Carvalho – publicado hoje neste blog- desmente o princípio. Trata-se de um amontoado de inverdades que surpreendentemente assoma na reta final da campanha. A quem interessa?

Carvalho, um velho decano que há muito tempo migrou para a direita, tortura a gramática e quebra, em suas mal traçadas linhas, um princípio respeitado por políticos de todos os matizes: nunca afrontar, sob nenhuma circunstância, mulheres e outros familiares de seus adversários. Apesar da aproximação com o centenário (o que permitiria presumir educação mais castiça), Carvalho ofende Renata Campos e seu filho João Campos, candidato a prefeito do Recife, pelo PSB.

A viúva de Eduardo Campos, mãe de cinco filhos, funcionária concursada do Tribunal de Contas do Estado, é citada no texto não menos do que nove vezes. Na última frase, no melhor estilo dos dramalhões mexicanos, é chamada de “mulher cruel”. Para João Campos, sobrou o apelido de “office boy” do governador. 

Como Donald Trump, Carvalho acusa sem provas. Segundo ele, Renata conspirou para que Eduardo disputasse a eleição a prefeito do Recife em 1992, precipitando o rompimento, naquela época, entre Miguel Arraes e Jarbas Vasconcelos; articulou o “uso da máquina pública” para eleger João Campos o deputado federal mais votado em 2018; faz o mesmo agora, visando eleger o filho prefeito do Recife; lidera “um jogo triste e nojento”, atacando Marília Arraes, e credita a vocação de João pela política a “um novo amor, na figura da competente  Tabata Amaral”.

É instigante a fixação de Ricardo Carvalho em Renata Campos, assim como o fato de se tornar pública a poucos dias das urnas do segundo turno. Freud explicaria?  Não creio que seja uma artimanha de adversário de João Campos. A campanha é disputada, mas não se trava no nível do texto do nosso decano. Portanto, vale reiterar a questão: a quem interessa? 

Algumas respostas podem ser dadas por uma leitura mais atenta. Por exemplo: a despeito da citação de vários políticos, o texto não é político, não traz uma reflexão sobre o contexto em que se desenvolve o pleito, algo esperado de um jornalista com uns 60 anos de profissão. É mais um descarrego, uma catarse, uma crise de verborreia.

Se é isso, pelo menos fará bem aos humores quase centenários de Carvalho, profundamente marcados pelas frustrações da vida. Não terá nenhum efeito prático a não ser, talvez, um processo para que esclareça de que forma a máquina pública contribui para a candidatura de João Campos – como escreveu com todas as letras.

*Jornalista


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22/11


2020

A estranha omissão do TRE

O Recife acordou, hoje, com a militância e os cargos comissionados do Estado e da Prefeitura promovendo forte distribuição de fake news para atingir a candidata Marília Arraes e o seu partido. O mais incrível é que, apesar das denúncias formais, o Tribunal Regional Eleitoral fechou os olhos.

Patrocinado pelo gabinete do ódio de João Campos, o PSB desrespeita tudo. Além das notícias falsas em panfletos apócrifos, tem de tudo: carreatas, caminhadas, vereadores falando de promessas de cargo à população, veiculação acusando a candidata, distribuição de material agressivo à honra de Marília e, sobretudo, o seu partido. A pergunta que não quer calar é a seguinte: tudo isso vai acontecer sem o TRE dar um pio? 

Afinal, de que adiantou o TSE ter passado o ano traçando estratégias para combater tudo isso?


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22/11


2020

O arrependimento de Lula

Nosso blog teve conhecimento de que Lula está profundamente arrependido de ter permitido que o PT de Pernambuco tenha aceito os apelos dramáticos de Renata Campos para o apoio à reeleição de Paulo Câmara.

Todos sabiam que Marília seria eleita governadora de Pernambuco em 2018. E isso seria o fim antecipado do domínio do grupo liderado por Renata. E para tanto, foram feitas as mais inacreditáveis juras de amor para Lula e o PT.

Só que agora, Renata comanda a campanha do filho João para atacar o PT da forma mais doentia que a história de Pernambuco já viu. Antes, Lula e o PT eram entes sagrados, agora são diabólicos.

Lula está em estado de choque. Mas o PT nacional como um todo está ainda mais decepcionado. Alguns membros do partido falaram ao blog que João Campos tem zero autoridade moral para atacar qualquer um do PT.

Lembram que a família de João está com todos os bens bloqueados por acusações de corrupção. Que todos sabem que o avião no qual Eduardo morreu foi fruto de recursos roubados. Que as corrupções em Suape, com uso de doleiros, empresas laranjas e todos os tipos de roubo.

Além disso, Geraldo Júlio é objeto de escândalos sem fim, inclusive usando recursos para a Covid-19 na compra de respiradores para porcos, desvios identificados por inúmeras batidas pela Polícia Federal.

Já Paulo Câmara lenta, esse nem se fala de escândalos. A Polícia Federal dando batidas no próprio Palácio do Campo das Princesas, pela primeira vez na história, por conta de roubos nas calamidades por conta das enchentes.

Ou seja, Renata, Geraldo e Paulo, no desespero da derrota do candidato-mirim, estão realizando a campanha mais podre. Só que isso vai ter consequências. 

Quando Marília assumir a Prefeitura, o PT nacional vai pedir para ser realizada uma devassa nos roubos em todos os setores: saúde, educação (merenda escolar, fardamentos, etc), obras e demais desvios criminosos.

E em 2022 não haverá nenhuma chance mais de ter o PT apoiando ou realizando qualquer aliança com o grupo de Renata Campos. Lula está irado e não vai perdoar a campanha torpe e canalha que está em curso pela família Campos, junto com Geraldo e Paulo.


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