No percurso das férias, que se prolonga ao longo deste sábado pela paradisíaca e cultural Tiradentes, conheci, ontem, a casa na qual o ex-presidente Tancredo Neves morou em São João Del-Rei e também estive na casa em que Juscelino Kubitscheck nasceu e morou até os 16 anos, em Diamantina.
Que emoção! Sentei no batente da histórica casinha de JK e saí com este registro feito pela minha Nayla, que me acompanha junto com suas primas Tayse e Kelly Lira, esta com o esposo Cid Severo, de Sertânia.
Leia maisJuscelino Kubitschek nasceu no dia 12 de setembro de 1902 na cidade de Diamantina, Minas Gerais. Oriundo de uma família humilde, estudou no seminário diocesano de Diamantina, dirigido por padres lazaristas. Em 1922, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concluindo em 1927.
Foi telegrafista até iniciar a carreira médica como interno na enfermaria da clínica cirúrgica da Santa Casa. JK especializou-se em urologia em Paris e, em 1931, tornou-se médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, atuando na Revolução Constitucionalista de 1932, onde conheceu Benedito Valadares.
Li sua biografia e por ele tenho profunda admiração. Quando chegou ao poder, uma das primeiras proposições políticas foi o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento, chamado de Plano de Metas. Composto por 31 metas distribuídas entre energia, transporte, alimentação, indústria e educação, o Plano de Metas objetivava estimular a diversificação e o crescimento da economia brasileira, principalmente, em crescimento industrial.
A era JK foi marcada pelo lema “cinquenta anos de progresso em cinco de governo”. Durante o período desse governo, a produção industrial cresceu 80%, resultado de um amplo mercado interno, da capacidade de produção de ferro e de aço e pela disposição externa de investimento.
Apesar dos excelentes resultados na expansão industrial, a política econômica dos anos JK gerou contradições, como o favorecimento à concentração de capital, com a entrada de empresas multinacionais, que deixou poucas oportunidades para o pequeno capital. Durante o período presidencial, Juscelino pediu o fim do estado de sítio e aboliu a censura à imprensa.
Construiu as usinas hidrelétricas “Três Marias” e “Furnas”, em Minas Gerais, e gerou o aumento na produção de petróleo. Seu grande marco foi Brasília. A ideia de construir uma nova capital federal era o objetivo central do Plano de Metas do governo e marcou a história e a política brasileira.
A construção de Brasília foi uma das maiores obras do século XX. Em 1957, Oscar Niemeyer organizou um concurso para eleger quem formularia o plano-piloto de Brasília, no qual foi escolhido o projeto do urbanista Lúcio Costa.
A União Democrática Nacional (UDN) foi contra a transferência da capital nacional do Rio de Janeiro para Brasília, convocando uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na construção de Brasília, contudo essa CPI foi adiada.
Construída em tempo recorde, após mil dias de obras, Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960, tornando-se um exemplo da arquitetura moderna. Considerada uma das obras mais importantes da arquitetura e do urbanismo contemporâneos, foi tombada pela Unesco e registrada como patrimônio histórico e cultural da humanidade.
Em 1961, Juscelino Kubitschek entregou o poder ao novo presidente eleito, Jânio Quadros. Com o fim de seu mandato, elegeu-se senador pelo PSD por Goiás. Posteriormente, disputaria mais uma vez a presidência da República, quando eclodiu o golpe de 1964.
JK teve seu mandato cassado pelo governo militar e os direitos políticos suspensos por dez anos. Kubitschek foi um dos formadores do movimento denominado “Frente Ampla”, que reunia políticos de renome em oposição ao regime militar.
Permaneceu exilado por alguns anos, retornando ao Brasil em 1967. Após a extinção da “Frente Ampla”, em 1968, Juscelino Kubitschek passou a dedicar-se à escrita de suas memórias. Em 1975, tornou-se membro da Academia Mineira de Letras.
Juscelino Kubitschek faleceu 22 de agosto de 1976, aos 73 anos, em um acidente automobilístico, na Rodovia Presidente Dutra, até hoje não esclarecido, o que levanta suspeitas de um atentado.
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