A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, numa votação que durou 30 segundos, um projeto que permite aumentar em até 80% o uso das verbas de gabinete para os deputados estaduais que desempenham algum cargo na Casa. Desde 2019, ano da última alteração na lei, esse limite era de 70%.
A nova mudança foi aprovada durante sessão realizada na quarta-feira (4). A medida foi publicada no Diário Oficial da Alepe desta quinta (5) e passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. As informações são do portal G1/PE.
A verba de gabinete corresponde aos recursos que os parlamentares têm à disposição para manter suas atividades, incluindo gastos como locação de imóveis e pagamento de assessores. O valor base do auxílio pode chegar a R$ 60 mil por mês para cada deputado, conforme lei aprovada em 2024.
Porém, os parlamentares que desempenham algum cargo dentro da Alepe, como os líderes de bancada, têm direito a uma cota “extra”. O pagamento funciona da seguinte maneira:
um deputado tem R$ 60 mil por mês para investir nas despesas do gabinete;
porém, se esse parlamentar tiver algum cargo dentro da Casa, como líder de bancada ou presidente de alguma comissão, tem direito a expandir esse valor em 80%;
desta forma, esse único deputado pode gastar até R$ 108 mil.
Deputados beneficiados
De acordo com a Lei 10.568/1991, que dispõe sobre as atividades de apoio aos Gabinetes dos Deputados, o valor “extra”, que agora é de 80%, se aplica para os cargos de:
Primeiro e Segundo Vice-Presidentes da Mesa Diretora;
Segundo, Terceiro e Quarto Secretários da Mesa Diretora;
Líderes e Vice-Líderes do Governo e da Oposição;
Líderes e Vice-Líderes Partidários e de Líderes e Vice-Líderes Blocos Parlamentares;
Presidentes de Comissões Permanentes, excetuada a Comissão de Ética Parlamentar.
Já para o cargo de presidente da Alepe, o benefício não foi alterado, pois ele já recebe 100% de ampliação do valor base. O mesmo vale para o Primeiro-Secretário da Mesa Diretora, que já tem 95% de ampliação da verba.
A Polícia Civil de Pernambuco realizou uma coletiva de imprensa, hoje, para apresentar detalhes da investigação que envolve o deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB), réu pelos crimes de extorsão majorada, exploração de prestígio e lavagem de capitais. O processo tramita na 15ª Vara Criminal de Pernambuco. Somadas, as penas máximas previstas para os três crimes podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Segundo o delegado do Grupo de Operações Especiais (GOE), Jorge Pinto, responsável pela investigação, o parlamentar teria utilizado o alcance de suas redes sociais, onde reúne mais de um milhão de seguidores, para exigir pagamentos de pessoas envolvidas com atividades criminosas em troca de não publicar ou retirar conteúdos que as relacionassem a práticas ilícitas.
De acordo com a investigação, as cobranças incluíam pagamentos em espécie, a exemplo de R$ 20 mil, além de valores mensais para impedir novas publicações. Também foram identificadas transferências via Pix realizadas para contas de terceiros.
O inquérito, inicialmente, foi instaurado para investigar possíveis práticas criminosas de organizações criminosas, incluindo denúncias sobre supostos toques de recolher. Durante as diligências, a Polícia Civil identificou relatos de pessoas que afirmaram ter sido vítimas de extorsão atribuída ao deputado eleito.
Jorge Pinto explicou que Emerson entrou no radar da investigação por ser um dos principais responsáveis por impulsionar, nas redes sociais, as informações sobre os supostos toques de recolher. No decorrer das apurações, porém, os investigadores identificaram denúncias de práticas que extrapolavam o objeto inicial do inquérito.
“(O inquérito) foi aberto para apurar condutas criminosas perpetradas supostamente por organizações criminosas e, de maneira fortuita, a gente descobre esses crimes que estariam sendo praticados pelo indiciado. E por que a vinculação desse indiciado com o objeto inicial do inquérito? Porque ele era o principal impulsionador dessas matérias que estavam sendo veiculadas na época da abertura do inquérito policial, que seriam supostamente esses toques de recolher emanados por organização criminosa”, explicou o delegado.
Um dos episódios identificados pela Polícia Civil ocorreu em um mercado no Recife, onde Emerson teria recebido R$ 20 mil em espécie para deixar de publicar conteúdos contra uma pessoa envolvida com a criminalidade violenta.
“Um encontro se deu em um mercado aqui na capital, onde o indiciado recebeu em mãos R$ 20 mil e, como contraprestação, ele não mais realizaria qualquer publicação em desfavor de uma pessoa envolvida com a criminalidade violenta”, relatou Jorge Pinto.
Provas e falsa influência
Além dos depoimentos reunidos no inquérito, a Polícia Civil afirma ter encontrado provas técnicas a partir da análise de dados extraídos de aparelhos celulares. Segundo Jorge Pinto, o material contém conversas nas quais o próprio investigado exigiria pagamentos em dinheiro para não realizar publicações nas redes sociais.
“Além da farta prova testemunhal já documentada no inquérito, a gente tem uma prova técnica muito robusta, obtida a partir da análise de dados de celular, onde o próprio indiciado mantém conversas diretas e muito claras exigindo pagamento em dinheiro de pessoas envolvidas com a criminalidade em troca de seu silêncio em suas redes sociais”, afirmou.
A investigação também identificou que Emerson alegava ter influência sobre integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público. Segundo o delegado, o parlamentar prometia interferir no andamento de processos e investigações em curso, oferecendo às vítimas a possibilidade de paralisação dos procedimentos em troca de novos pagamentos.
Jorge Pinto afirmou, no entanto, que essa influência não existia e seria utilizada como argumento para convencer as vítimas a realizar os pagamentos. “Ele utilizava de uma falsa influência perante membros da magistratura e do Ministério Público como forma de obter novos benefícios. Condicionava a suposta paralisação de processos ou de investigações em andamento perante o Ministério Público ao novo recebimento de valores. Só que essa influência nunca existiu, era mais um engodo que ele utilizava para mentir para essas vítimas e obter toda essa vantagem ao longo de dois anos”, declarou.
A investigação também apontou uma relação de proximidade entre o deputado eleito e pessoas apontadas como lideranças de facções criminosas, especialmente na Zona Norte do Recife. Segundo Jorge Pinto, os valores cobrados variavam conforme o grau de proximidade com o investigado. Áudios reunidos pela polícia indicariam que pessoas sem relação próxima com ele eram submetidas a cobranças maiores.
O delegado também mencionou semelhanças entre o modo de atuação identificado no caso e uma investigação conduzida em 2023. Ele, porém, não entrou em detalhes sobre o procedimento anterior, que ainda tramita sob segredo de Justiça. Para Jorge Pinto, houve uma escalada na gravidade das condutas, especialmente pela tentativa de atribuir influência indevida sobre instituições públicas.
Servidora
Uma servidora do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), amiga do deputado eleito, também foi indiciada no inquérito. Segundo a Polícia Civil, ela teria disponibilizado a própria conta bancária para receber valores destinados a Emerson, funcionando como intermediária nas movimentações financeiras.
De acordo com Jorge Pinto, a mulher tinha conhecimento ou, ao menos, condições de saber que os recursos poderiam ter origem criminosa. Mesmo após ser alertada sobre a possibilidade de o investigado receber dinheiro de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, ela teria continuado recebendo os valores.
A servidora responde por lavagem de capitais, permanece em liberdade e também se tornou ré após o recebimento da denúncia pela Justiça.
Perseguição
O delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro, também participou da coletiva e afirmou que a instituição decidiu apresentar sua versão diante da repercussão do caso e das manifestações do investigado, de sua defesa e de outras pessoas nas redes sociais.
“Essa coletiva é importante para a gente restabelecer a verdade dos fatos, mostrar exatamente o que foi a operação e o que, de fato, foi feito pelo trabalho do GOE nesse primeiro momento, e desmistificar algumas coisas que estão sendo passadas nas redes sociais, na mídia, por outras pessoas e que não dizem respeito exatamente ao objeto dessa investigação”, afirmou.
Felipe Monteiro também afastou a possibilidade de motivação política ou perseguição contra o deputado eleito. Segundo ele, a investigação trata de crimes que teriam sido praticados de maneira reiterada, e não de uma apuração relacionada às denúncias de supostos toques de recolher.
“O que está mostrado aqui é a prática de uma série reiterada de crimes. A gente fez questão de trazer os crimes em que ele está envolvido, como extorsão, e mostrar esses eventos narrativos equivocados para que não tenha nenhuma dúvida do que é que a gente está combatendo e do que é que a Polícia Civil foi atrás”, declarou.
Segundo o delegado-geral, os fatos que chegaram ao conhecimento da polícia mais recentemente apontam para a continuidade das condutas e o surgimento de novas vítimas.
“Os fatos que apareceram no passado foram tratados devidamente no passado e os responsáveis foram responsabilizados. Mas o que aconteceu depois, e Jorge deixou muito claro aqui, mostrando, é que os fatos do passado nunca ficaram no passado. Eles continuaram sendo praticados de forma reiterada, com novas vítimas”, afirmou.
Questionado sobre possíveis consequências da prisão e da investigação para a diplomação de Emerson Freitas, Felipe Monteiro explicou que a atuação da Polícia Civil se limita à apuração criminal, mas que os fatos podem ter desdobramentos em outras esferas.
Judiciário
Durante a coletiva, Jorge Pinto afirmou que a investigação não identificou participação de magistrados ou integrantes do Ministério Público em qualquer esquema de corrupção. “De forma absolutamente segura, nós tivemos todo o cuidado em checar essas informações. Fizemos o levantamento de todos os processos criminais em curso e já arquivados e não constatamos qualquer tipo de irregularidade”, afirmou.
O delegado acrescentou que alguns dos processos citados tiveram andamento regular e resultaram em condenações. Segundo ele, a análise não apontou interferência indevida por parte de integrantes do Judiciário.
Jorge Pinto também explicou os procedimentos adotados para cumprir o mandado de prisão preventiva, expedido em 29 de outubro, contra Emerson. Ainda de acordo com o delegado, a medida foi solicitada à Justiça diante do risco de reiteração criminosa, considerando a existência de uma investigação anterior, de 2023, e a continuidade das práticas nos anos de 2024 e 2025.
Após tentativas de localizar o investigado nos endereços que costumava informar como domicílio, a Polícia Civil solicitou um mandado de busca domiciliar. O delegado rebateu questionamentos sobre o cumprimento da ordem em um imóvel que seria de um terceiro.
“Essa casa até poderia ser de terceiro, mas o próprio réu teria fornecido voluntariamente uma declaração de próprio punho onde apontava esse endereço como sendo seu local de domicílio. Então, a polícia não entrou na casa de ninguém sem levantamento de informações, havendo indicativos concretos de que lá ele pudesse se encontrar”, afirmou.
O delegado também negou que o investigado tenha sido impedido de acessar os elementos da investigação ou que tenha sofrido cerceamento de defesa. Segundo ele, três advogados foram constituídos ao longo do procedimento e os dois primeiros tiveram acesso integral ao material documentado no inquérito.
Jorge Pinto afirmou que o terceiro advogado também recebeu acesso aos autos antes do interrogatório de Emerson. Além disso, os dados brutos extraídos dos aparelhos celulares foram disponibilizados à defesa e continuam acessíveis para consulta.
Sobre o conhecimento do mandado de prisão, o delegado afirmou que a ordem estava inserida no Banco Nacional de Mandados de Prisão, o que tornou pública a informação e permitiu sua rápida circulação em grupos de mensagens e redes sociais.
A prefeita de Olinda, Mirella Almeida, iniciou mudanças na composição do primeiro escalão da gestão municipal. As primeiras alterações envolvem as secretarias de Fazenda e de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Cynthia Ramos assume a pasta da Fazenda, enquanto Maria do Socorro Sá Rodrigues Gonçalves passa a comandar a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
As mudanças fazem parte de um processo de reorganização administrativa que terá continuidade nos próximos dias, alcançando outras secretarias e cargos da estrutura municipal.
As mudanças fazem parte do planejamento da gestão para fortalecer a estrutura administrativa, aprimorar os processos internos e garantir mais eficiência na execução das políticas públicas. A proposta é integrar experiências e competências técnicas às necessidades do município, qualificando os serviços prestados à população e dando continuidade às ações prioritárias da Prefeitura de Olinda.
A vitória nas urnas aumenta a responsabilidade do presidente: enfrentar a violência agora, com comando competente, integração e resultados na vida da população
Ao derrotar Flávio Bolsonaro em 25 de outubro, a maioria dos brasileiros deu a Lula a oportunidade de exercer um quarto mandato. Mas o presidente cometerá um grave erro se confundir essa confiança com paciência ilimitada. A vitória trouxe uma cobrança que precisa chegar ao centro do governo: queremos viver sem medo.
Quem sai de casa de madrugada para trabalhar não pode esperar janeiro para ter segurança no ponto de ônibus. Quem compra um celular em doze prestações não aceita entregá-lo a um assaltante, sob ameaça de morrer. Para os mais pobres, a violência rouba patrimônio, liberdade e vida. E cobra essa conta todos os dias.
A aprovação da PEC da Segurança Pública é um avanço. Mas a população precisa sentir seus efeitos fora do Diário Oficial. O Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que já existe em lei, precisa funcionar nas ruas, nas investigações e na cooperação entre as instituições. A vitória legislativa aumenta a obrigação de entregar resultados.
Lula precisa agir agora. Apresentar prioridades, mobilizar recursos, estabelecer metas e cobrar execução. Não se desmonta o crime organizado com discursos. É preciso atingir seu dinheiro, interromper o abastecimento de armas, enfrentar o tráfico de drogas e prender quem financia, protege e comanda essas estruturas. Ao mesmo tempo, é urgente combater o assalto que transforma o caminho do trabalho numa ameaça.
A escolha de quem comandará o já anunciado Ministério da Segurança Pública será decisiva. O cargo exige competência comprovada, capacidade de gestão e autoridade para coordenar operações e instituições. Não pode virar prêmio de consolação para aliado, acomodação partidária ou vitrine ideológica. O presidente precisa escolher alguém capaz de fazer a máquina funcionar. O padrinho não pode valer mais que o currículo.
Esse comando terá de articular governadores, prefeitos e outros ministérios. Segurança envolve inteligência, investigação, policiamento, sistema prisional, educação e oportunidades. Recuperar territórios submetidos ao crime exige presença permanente do poder público, com proteção e serviços para quem mora ali.
Há um erro político à espreita: acreditar que a derrota eleitoral da extrema direita diminuiu a urgência da segurança. A frustração de quem continua refém do medo alimenta justamente os vendedores de soluções autoritárias.
Presidente, a eleição terminou. O sofrimento de quem vive sob ameaça diária, continua. Seu quarto mandato começa em janeiro, mas o senhor já está na Presidência.
O povo lhe deu mais quatro anos. Quem está na mira do crime pode não ter nem mais quatro minutos de paciência.
Tem coisas na política que um amador não deve fazer. A primeira delas é se convidar para um governo sem ter sido incentivado pelo próprio para isso. Mas é o que a presidente da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Francilene Procópio Garcia, vem fazendo nos bastidores da comunidade científica.
Tomei um baita susto quando vi o Alerta do Google anunciar a SBPC e vir essa notícia.
A primeira gafe cometida é ser a presidente de uma entidade que vive pendurada no orçamento do MCTI e ao mesmo tempo estar tramando para ocupar o cargo da ministra que libera esse orçamento. Sem primeiro procurar saber se Luciana Santos está realmente sendo descartada pelo presidente Lula (PT) e não se opõe à ação de uma “subordinada”.
Não pega bem e será preciso explicar mais tarde como a SBPC poderia ocupar o MCTI, sendo a pasta quem mantém a sobrevivência administrativa-financeira da entidade. Isso não poderia ser caracterizado como “conflito de interesses”?
O segundo problema é a presidente da SBPC achar que o “Exército da Francilene” seria capaz de concorrer com uma velha raposa da política e do Centrão como Gilberto Kassab (PSD), ou com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), dois nomes cotadíssimos para ocupar o MCTI, caso o presidente decida ejetar Luciana Santos e o PCdoB da pasta.
Sem esquecer que ainda há um outro componente político que ainda não colocou a cara na janela para apanhar: o PT.
Francilene faria muito mais pela Ciência, se dissesse o que vem realizando de relevante até agora no comando da SBPC. Mas eu digo ação efetiva. Ficar aporrinhando a paciência do ministro do Planejamento, Bruno Moretti, por mais dinheiro para o setor, não pode ser computado como ação. Grana é o que não falta para a Ciência.
*Esse povo cientista é muito esquisito. Mas pelo menos valeu a informação de que existe uma tal de “Rede Estação Democracia” circulando na Internet.
O ex-ministro do Turismo e deputado federal eleito, Gilson Machado (Podemos), participa, em Palm Beach, nos Estados Unidos, de uma agenda política ligada ao movimento conservador internacional, ao lado de Eduardo Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL) e outras lideranças da direita.
Conhecido por sua lealdade e proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Gilson mantém sua trajetória de compromisso com os princípios e valores que sempre defendeu: Deus, pátria, família e liberdade. A participação no encontro, logo após as eleições de 2026, demonstra que sua atuação política continua firme, agora também voltada à organização e à formação de novas lideranças conservadoras.
Embora Flávio Bolsonaro não tenha alcançado o resultado esperado no pleito presidencial, a expressiva votação de mais de 60 milhões de brasileiros, segundo números citados por integrantes do movimento, é vista por aliados como uma demonstração da força, do crescimento e da consolidação da direita no cenário político nacional.
Pernambuco poderá receber seminário internacional da direita em 2027
Uma das principais novidades articuladas por Gilson Machado é a proposta de realizar, no Recife, durante o segundo semestre de 2027, um grande seminário internacional de formação política conservadora.
Inspirado no modelo da Conservative Political Action Conference (CPAC), o encontro pretende reunir importantes lideranças nacionais e internacionais para debater liberdade, valores conservadores, participação política e os desafios do Nordeste.
A iniciativa também prevê a possibilidade de promover formações periódicas para preparar novas lideranças políticas, especialmente jovens e futuros candidatos às eleições municipais de 2028.
Compromisso com o futuro da direita no Nordeste
A movimentação de Gilson Machado reforça sua disposição de continuar contribuindo para o fortalecimento do movimento conservador, independentemente das disputas eleitorais.
Em Pernambuco, a proposta busca ampliar o debate político, incentivar a participação popular e preparar uma nova geração de lideranças comprometidas com os princípios defendidos pela direita.
Embora a programação e os convidados ainda dependam de confirmação oficial, a expectativa é que novas informações sejam anunciadas nos próximos meses.
A presença de Gilson Machado nos Estados Unidos mostra que, para o ex-ministro, o trabalho político não termina nas urnas. Pelo contrário: a articulação internacional e a formação de novas lideranças podem marcar o início de uma nova etapa para a direita em Pernambuco e em todo o Nordeste.
Depois do susto em 2022, o deputado federal Felipe Carreras (PSB) reposicionou o mandato para o interior do estado. E deu muito certo. Só tinha Sivaldo Albino (Garanhuns) o apoiando em 2022 e durante o mandato acrescentou mais 9, totalizando 10 prefeitos. Foi o deputado federal mais votado em todas as cidades governadas por eles e também em Brejo da Madre de Deus (onde foi apoiado por 3 vereadores e o deputado estadual eleito Fábio Aragão).
Das 11 cidades onde foi deputado federal majoritário, Felipe Carreras quebrou o recorde de votação para o cargo em 6 delas. Felipe não teve apoio político em 2022 em nenhum destes municípios onde foi majoritário em 2026, à exceção de Garanhuns. Isso é a demonstração de que o seu trabalho, respaldado por uma forte articulação em Brasília, chegou antes da votação e teve o reconhecimento da população.
Mantendo a disciplina que o fez quase dobrar a votação de uma eleição para a outra, Felipe Carreras não sossegou e já esteve essa semana com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin e com o ministro da saúde, Alexandre Padilha, tratando de temas de interesse dos seus municípios.
A repercussão do amplo, produtivo e democrático debate sobre o pós-eleição, ontem, na Câmara de Caruaru, que deu sequência ao primeiro evento em Olinda, três dias após a eleição presidencial de segundo turno, tem gerado efeitos positivos para envolver a sociedade pernambucana na temática.
A presidente da OAB, Ingrid Zanella, acabou de me ligar. Quer levar a instituição a um grande debate sobre o assunto, no auditório da instituição, no Recife. Muito bom a sociedade despertar. Isso é cidadania!
Uma emergência lotada é um retrato de sofrimento. De quem espera por atendimento, de quem acompanha um familiar e, muitas vezes, de quem trabalha sem as condições necessárias para cuidar como gostaria.
Mas é também um cenário propício a julgamentos apressados. Basta uma câmera ligada, uma autoridade indignada e uma acusação para que, em poucos minutos, profissionais sejam condenados diante de uma plateia que não conhece todos os fatos.
Segundo o relato que motivou esta reflexão, um prefeito de uma cidade do interior de Pernambuco entrou no estar médico e acusou dois profissionais, um casal, de negligenciar pacientes e de estar “namorando” durante o plantão. Uma acusação grave, que exige provas e apuração, sobretudo quando expõe publicamente a honra de duas pessoas.
Se houve negligência, que seja investigada. Se comprovada, que haja punição proporcional à gravidade da conduta. O diploma de medicina não concede imunidade ao erro nem dispensa ninguém de responsabilidade.
O cargo de prefeito também não.
Fiscalizar um serviço público é legítimo e necessário. Humilhar profissionais ou apresentar suspeitas como verdades é outra coisa. Uma câmera pode registrar uma cena; dificilmente explica, sozinha, tudo o que aconteceu antes dela.
Estar no repouso médico, por si só, não comprova abandono de pacientes. É preciso verificar a escala, a jornada, as condições do serviço, os atendimentos realizados e se havia alguém precisando de assistência imediata sem recebê-la. É para isso que existe apuração.
Há ainda uma discussão que costuma desaparecer quando a indignação escolhe um culpado: a emergência começa a lotar muito antes da porta do hospital.
Começa quando falta acesso à atenção básica. Quando uma consulta não acontece, um tratamento não tem continuidade ou um problema que poderia ser acompanhado na unidade de saúde termina buscando acolhimento no pronto-socorro.
A população procura a porta que encontra aberta. Não merece ser culpada por isso. Mas o médico que está atrás dessa porta também não pode responder sozinho por todas as falhas do caminho.
Quem conhece a medicina nos pequenos municípios sabe que há plantões com equipes insuficientes, falta de medicamentos, dificuldades para realizar exames e obstáculos para transferir pacientes. Essas condições precisam ser examinadas junto com a conduta dos profissionais. Cobrar responsabilidade exige olhar para toda a cadeia de responsabilidades.
Nos comentários das redes sociais, entretanto, o julgamento costuma chegar antes da investigação. A conduta atribuída a dois médicos vira sentença contra uma profissão inteira.
Há maus profissionais na medicina, como em qualquer atividade. Devemos enfrentá-los com seriedade. Generalizar a suspeita apenas amplia a injustiça e enfraquece a confiança de que o cuidado precisa.
Espero que o Conselho Regional de Medicina apure a conduta dos médicos e que as demais autoridades competentes examinem também a atuação do prefeito. Se os profissionais erraram, que respondam. Se houve acusação falsa, abuso ou exposição indevida, que seu autor também responda, inclusive criminalmente, se assim couber após a devida apuração.
Nós, médicos, precisamos nos solidarizar e nos mobilizar. Cabe discutir um dia de mobilização na rede ambulatorial, organizado com responsabilidade, comunicação prévia e proteção aos pacientes, preservando integralmente as urgências e emergências. Um movimento que torne visíveis as condições de trabalho e cobre compromissos concretos de quem administra a saúde.
A dor da população merece atendimento. A conduta médica exige responsabilidade. E a autoridade pública deve prestar contas da forma como exerce o poder.
Não defendo o erro. Defendo a apuração. E exijo respeito — porque nenhum cargo autoriza alguém a transformar a dignidade alheia em espetáculo.
A sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São José do Egito promete reeditar uma disputa que marcou o início da administração do prefeito Fredson Brito. Dois anos depois de uma eleição movimentada por mudanças de apoio, desistências e rompimentos políticos, os bastidores da Casa Legislativa voltam a registrar articulações em torno de diferentes candidaturas.
Na disputa anterior, o envolvimento político de Fredson foi registrado pela imprensa regional. Em dezembro de 2024, o Blog Nill Júnior noticiou que o então prefeito eleito havia articulado uma maioria em torno do vereador Aldo da Clips, movimento que naquele momento enfraqueceu a candidatura de Albérico Tiago, parlamentar reeleito para o quarto mandato.
A composição, entretanto, não resistiu às reviravoltas dos últimos dias daquele ano. Albérico retirou sua candidatura e passou a apoiar Romerinho Dantas, enquanto Aldo desistiu para apoiar Vicente de Vevéi. O resultado foi a eleição de Romerinho, em 1º de janeiro de 2025, por sete votos contra seis.
A vitória representou uma derrota política para a composição apoiada pelo prefeito eleito e foi seguida pelo rompimento entre Fredson e Albérico, até então integrantes do mesmo grupo político.
Agora, com a aproximação do biênio 2027–2028, os nomes de Romerinho Dantas, Aldo Lima e Patrícia de Bacana voltam a movimentar as conversas sobre o comando do Legislativo municipal.
Segundo relatos de bastidores, Fredson também estaria acompanhando as articulações da nova sucessão, desta vez com menor exposição pública. A extensão de sua participação e os apoios efetivamente definidos ainda precisam ser esclarecidos.
A disputa ocorre em um momento de maior projeção regional do prefeito, que coordenou a campanha de Raquel Lyra no Pajeú e passou a ter seu nome associado a outras articulações políticas, incluindo a sucessão no CIMPAJEÚ.
O cenário coloca novamente em evidência uma questão que acompanha a política de São José do Egito: até onde vai a influência do Executivo na escolha de quem preside um Legislativo constitucionalmente independente?
A resposta dependerá das alianças que se consolidarem nas próximas semanas. A experiência de 2024, contudo, deixou uma lição: no xadrez político egipciense, maiorias anunciadas nem sempre são maiorias confirmadas nas urnas.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Caruaru, vereador Jorge Quintino (Podemos), também fez uma avaliação positiva da palestra ministrada por mim, ontem, na Casa Legislativa, sobre o cenário político brasileiro após as eleições presidenciais. O parlamentar acompanhou o debate, promovido por iniciativa do presidente da Câmara, Bruno Lambreta (PSDB), que reuniu vereadores, secretários municipais, advogados, radialistas e lideranças políticas. Segundo Quintino, o debate pós-eleição deveria ser levado a todas as casas legislativas do Estado. Confira!
Nem o anúncio oficial do PP de apoio a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) nem a proximidade com Rogério Marinho (PL-RN) no campo da oposição tiram a disposição da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela segue no páreo para presidir o Senado no ano que vem.
Sobre o anúncio do PP, ela diz ter sido posição do presidente do partido, Ciro Nogueira (PI), sem consultar a bancada. Sobre Marinho, ela acredita ter mais votos do que ele. Talvez, inclusive, dentro do próprio PL. Há quem acredite que pode até ser o caso de Michelle Bolsonaro, eleita pelo PL para o Distrito Federal. Chamou a atenção o fato de Michelle não ter participado do lançamento oficial da candidatura de Marinho.
Assim, Tereza Cristina acredita que toda essa história só será mesmo definida no ano que vem. Depois do recesso no fim do ano, o Congresso só retoma as suas atividades em fevereiro. E somente aí acontecerão as eleições para os novos presidentes da Câmara e do Senado. A senadora acha que as definições de candidaturas só irão mesmo se dar bem próximo dessa data.
Até lá, a senadora não crê que a disputa já seja um jogo jogado para reeleger Davi Alcolumbre, por mais que ele esteja angariando apoios e costure a simpatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai para o seu quarto mandato. Há um fator que pode fazer com que as costuras feitas por Alcolumbre acabem se revelando um tiro pela culatra contra ele. Esse fator responde pelo nome de Alexandre de Moraes.
Nas conversas que vem fazendo, Alcolumbre ensaia um projeto de pacificação política pelo qual se daria, por um lado, um perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado e em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. Pelo outro, seria feita uma reforma do Judiciário, mas preservando os atuais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – e, no caso, especialmente Moraes – de processos de impeachment.
É por aí que os apoios a Alcolumbre podem desandar. Livrar de saída a cara de Alexandre de Moraes nesse projeto de pacificação não é algo que os senadores de oposição aceitem sem reagir. O que se escuta nos corredores do Senado é que eles gostariam ao menos de tentar o impeachment – instalar o processo e ver o processo votado.
Nessa mesma linha, há situações que podem fragilizar a tentativa de reeleição de Alcolumbre. Situações que poderiam fazer parecer que a blindagem dos ministros do STF seja algo relacionado aos riscos de investigações contra o próprio Alcolumbre. Por que ele decretou sigilo de 100 anos sobre as visitas Antônio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”, ao Senado? Há uma investigação em curso contra um assessor de Alcolumbre, Paulo Boudens. Ele nega, mas há citações também sobre ele nas investigações do Banco Master. Há outros pontos interessantes nas avaliações de Tereza Cristina. Mas deixaremos para a coluna de segunda.
O ex-prefeito de Caruaru, Tony Gel (PSB), saiu encantado, ontem, da Câmara de Vereadores do município, com a palestra que proferi sobre a leitura do resultado das eleições presidenciais, seguida de um amplo debate, no qual ele e o filho Toninho Rodrigues, empresário, deram importantes contribuições para o debate pegar fogo. Veja nesta vídeo o que ele falou sobre o evento!
No dia seguinte ao maravilhoso debate que participei, ontem, na Câmara de Vereadores de Caruaru, sobre o Brasil pós-eleição, com auditório quase lotado, corri meus 8 km diários, há pouco, na Via Parque. O evento foi uma iniciativa do presidente da Casa, Bruno Lambreta (PSDB), e contou com a participação de vereadores, secretários da gestão Rodrigo Pinheiro (PSD), advogados, radialistas e políticos, como o vice-presidente da Câmara, Jorge Quintino (Podemos), e o ex-prefeito Tony Gel e o seu filho, o empresário Toninho Rodrigues.
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou, até 31 de dezembro deste ano, a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos. A medida entra em vigor neste sábado (7).
O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) responsável por decisões sobre medidas de comércio exterior, incluindo alterações tarifárias. A Camex é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A cobrança foi criada neste ano como parte de um pacote de medidas do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores.
O pedido de continuidade da medida foi apresentado pelo Ministério da Fazenda, em parte pela permanência do cenário adverso provocado pelos conflitos no Oriente Médio e, por outro lado, pela necessidade de manter normalizado o abastecimento de derivados de petróleo, principalmente óleo diesel.
O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, vereador Luciano Pacheco (MDB), enviou, há pouco, ao blog, um vídeo convocando os servidores do município para o protesto que acontecerá, hoje, às 10h, em frente ao Sassepe, contra a interrupção dos atendimentos no hospital Memorial Arcoverde. Confira!
Eleito senador em 2026, Arthur Lira (PP-AL) é apontado como nome favorito para comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, independentemente de quem se eleger presidente da Casa em fevereiro.
Lira já se movimenta, nos bastidores, para assumir o colegiado. E a leitura de senadores da base e da oposição é de que ele pode ser atendido tanto por Rogério Marinho (PL-RN) quanto por Davi Alcolumbre (União-AP).
O melhor cenário, avaliam, seriam com a reeleição de Alcolumbre. Do lado do atual presidente do Senado, Lira pode ser um fiel da balança para atrair nomes do PP e de outros partidos, entre eles, alguns bolsonaristas.