Um novo levantamento confirma a ascensão de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial deste ano. Segundo a nova sondagem do Paraná Pesquisas, o candidato de oposição se aproximou mais de Lula no primeiro turno e superou o petista no segundo.
No caso do primeiro turno, Lula aparece com 41,3%, contra 37,8% de Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos, ambos estão tecnicamente empatados. Nesse mesmo cenário, bem atrás, aparecem Ronaldo Caiado (3,6%), Romeu Zema (3%), Renan Santos (1,2%) e Aldo Rebelo (1%).
Na simulação de segundo turno, Flávio lidera numericamente com 45,2%, contra 44,1% de Lula. A exemplo do que ocorre no segundo turno, há um empate técnico entre os dois candidatos, dentro da margem de erro.
O Paraná Pesquisas perguntou ainda a opinião dos entrevistados se o atual presidente merece ser reeleito. Para a maioria deles, a resposta é “não”: 53,3%, enquanto 43,7% dizem apoiar mais quatro anos do petista no Palácio do Planalto. A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de março, com 2080 eleitores em 26 Estados.
O Partido dos Trabalhadores (PT) começou a sinalizar mudanças importantes na estratégia para as eleições de 2026. Em meio às articulações, a legenda admite a possibilidade de perder aliados relevantes na base do governo do presidente Lula. As informações são do portal GP1.
Em declaração nesse sábado (28), o presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que não vê viabilidade em uma aliança nacional com o Movimento Democrático Brasileiro e o Partido Social Democrático. Segundo ele, eventuais acordos devem ocorrer de forma regional, respeitando as particularidades de cada estado.
“Penso que as alianças com o PSD e MDB serão construídas nos estados. Não creio em aliança nacional com esses partidos, temos que respeitar as contradições”, disse Edinho.
Base pode encolher
Atualmente, MDB e PSD ocupam posições estratégicas no governo federal e são considerados fundamentais para a sustentação política no Congresso e nos estados. O MDB, por exemplo, comanda ministérios importantes, como o do Planejamento, que até recentemente era liderado por Simone Tebet, e o das Cidades, sob responsabilidade de Jader Filho.
A recente saída de Simone Tebet para o Partido Socialista Brasileiro, com o objetivo de disputar o Senado em São Paulo, foi interpretada como um indicativo das mudanças no cenário político.
Já o PSD mantém espaço relevante na Esplanada, com ministérios como Agricultura, Minas e Energia e Pesca, ocupados por nomes como Carlos Fávaro, Alexandre Silveira e André de Paula. Apesar disso, a sigla, liderada por Gilberto Kassab, avalia lançar candidatura própria à Presidência.
Pressão sobre ministros
Com o prazo para desincompatibilização de ministros se aproximando, o PT também espera que integrantes do governo deixem os cargos para disputar eleições e defendam as ações da atual gestão durante a campanha.
Edinho Silva destacou a importância do engajamento das principais lideranças políticas nas disputas estaduais, consideradas estratégicas para fortalecer o projeto nacional de reeleição.
Desafios nas alianças
Diante do possível afastamento de partidos de centro, o PT busca reforçar alianças com siglas tradicionais, como o Partido Democrático Trabalhista. No entanto, até mesmo esses acordos enfrentam resistências internas.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, há divergências dentro do próprio PT sobre o apoio à pré-candidatura da ex-deputada Juliana Brizola ao governo estadual. Parte da legenda defende candidatura própria, o que pode gerar atritos com a estratégia nacional.
Apesar dos obstáculos, a direção petista avalia que a construção de uma frente ampla é essencial para enfrentar adversários políticos e garantir a continuidade do projeto liderado por Lula nas eleições de 2026.
Em entrevista ao portal Capital Digital, do jornalista Luiz Queiroz, o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, detalhou a evolução do Gov.br, que deixou de ser um portal para se tornar a principal infraestrutura de acesso a serviços públicos no país. “Hoje a gente tem 174 milhões de pessoas no Gov.br”, afirmou. O volume de acessos também impressiona. “São cerca de 25 milhões de acessos por dia”, disse, acrescentando que o sistema já acumulou mais de 500 milhões de acessos em apenas dois meses. Esse volume de acessos diários, por exemplo, seria como toda a população do Austrália visitasse e portal.
Os dados mais recentes de 2026 mostram a dimensão dessa base. São 174.594.011 contas ativas, sendo 82.427.504 no nível ouro, 31.877.569 no nível prata e 60.288.938 ainda no nível bronze. Esse avanço também se reflete na oferta de serviços. No início de 2023, o governo contabilizava 4.144 serviços digitais federais. Hoje, esse número já supera 4.600 serviços no âmbito federal, além de mais de 8.300 serviços ofertados por estados e municípios integrados ao ecossistema.
Mais recentemente, a plataforma atingiu a marca de 175 milhões de usuários, um número superior à população de países como Chile, Argentina, Japão e Alemanha. Apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, o sistema registrou cerca de 1 bilhão de acessos, evidenciando o nível de centralidade que o Gov.br passou a ocupar na vida digital dos brasileiros.
O crescimento também é consistente no médio prazo. Em dezembro de 2022, eram 136,5 milhões de usuários. Em pouco mais de três anos, houve um aumento de 38,4 milhões de contas, o que representa uma expansão de 28%. No mesmo período, as contas nível ouro saltaram de 32 milhões para mais de 83 milhões, um crescimento de 159%.
No total, segundo dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o ecossistema já reúne mais de 13 mil serviços disponíveis, sendo mais de 4.600 federais e cerca de 8.700 estaduais e municipais.
A amplitude dessa oferta vai além da digitalização de processos tradicionais e passa a incorporar ferramentas diretamente voltadas à proteção do cidadão. Entre elas estão serviços como “Proteção do CPF”, da Receita Federal, o “BC Protege +” e o “Registrato”, ambos do Banco Central, que permitem bloquear o uso indevido do CPF, impedir abertura fraudulenta de contas e monitorar movimentações financeiras vinculadas ao nome do usuário.
“Sabemos que boa parte das pessoas utilizam o Gov.br para assinar documentos com validade jurídica de forma digital, mas é importante conhecer esses outros serviços que ajudam na segurança dos dados pessoais”, afirmou Mascarenhas. “Esses serviços também protegem a própria conta, já que muitos golpistas usam dados bancários para roubar a identidade digital e abrir empresas laranjas”, acrescentou.
O avanço mais relevante, no entanto, está na qualidade do acesso. O número de contas com nível mais elevado de segurança (prata e ouro) mais que dobrou. “A gente tinha algo em torno de 53 milhões. Hoje são mais de 114 milhões”, destacou o secretário de Governo Digital. Esse movimento muda a lógica de acesso aos serviços públicos. A assinatura digital, por exemplo, já supera 1 milhão de operações diárias. “Hoje a gente faz assinatura com validade jurídica, sem precisar reconhecer firma”, afirmou.
Entre os serviços mais utilizados estão ainda plataformas como Meu INSS, Meu SUS Digital, Enem, Fies, Carteira de Trabalho Digital e Carteira Digital de Trânsito, além de funcionalidades que permitem ao usuário acessar serviços personalizados conforme seu perfil, seja estudante, trabalhador, empreendedor ou agricultor.
Mas essa centralização também cria dependência. Sem acesso qualificado ao Gov.br, o cidadão fica limitado. O próprio secretário reconhece dificuldades. “Às vezes depende do celular, da biometria… isso gera fricção”, disse.
A estratégia foi elevar o nível de segurança, mesmo com impacto na usabilidade. “É um aborrecimento necessário”, afirmou, ao justificar mecanismos mais rígidos de autenticação diante do aumento das ameaças digitais.
Essa preocupação se reflete também nas recomendações de segurança para os usuários. Uma das principais é a ativação da verificação em duas etapas, considerada essencial para proteger o acesso à conta. “A proteção da conta Gov.br é tão importante quanto a dos dados bancários ou da sua casa”, afirmou Mascarenhas.
Com essa funcionalidade, mesmo que terceiros tenham acesso ao CPF e à senha do usuário, não conseguem entrar na conta sem um código adicional gerado no aplicativo. O governo vem estimulando a adesão a esse mecanismo, especialmente entre usuários com nível prata e ouro, como forma de reduzir fraudes e tentativas de invasão.
Ao mesmo tempo, o ministério tenta reduzir barreiras de acesso. Foram implementadas melhorias no reconhecimento facial, como comandos de voz para orientar usuários, uso da câmera traseira para aumentar a precisão da captura e ampliação do tempo e número de tentativas para pessoas com deficiência. “Temos um olhar de não deixar ninguém para trás na transformação digital”, afirmou Rogério Mascarenhas. Segundo ele, o sistema já alcança cerca de 90% de taxa de sucesso nos processos de reconhecimento facial.
Além disso, o governo lançou o atendimento presencial por meio do Balcão Gov.br, com 153 unidades em 17 estados, alcançando potencialmente cerca de 38 milhões de pessoas. A iniciativa busca apoiar usuários com baixo letramento digital, oferecendo orientação prática para uso da plataforma.
O resultado é um ambiente que combina conveniência e risco. Ao mesmo tempo em que simplifica a vida de mais de 174 milhões de brasileiros, eliminando filas e deslocamentos, o Gov.br se consolida como a principal porta de entrada para serviços públicos e privados e, justamente por isso, também se torna um dos principais alvos de tentativas de fraudes digitais.
Como temos dito aqui no Correio Político, a tendência do PL de formar chapas puro-sangue para o Senado nos estados pode acabar virando um tiro pela culatra. Como declarou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi feito um acerto no partido pelo qual Valdemar definiria as candidaturas e alianças para governador e a palavra final para o Senado seria do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Resulta que, então, mais e mais escolhas têm sido de chapas exclusivamente do PL, e de bolsonaristas declarados. No caso, o propósito é claro. Bolsonaro quer ter a garantia de eleger ao máximo uma bancada grande e fiel a ele, capaz de aprovar processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ou, até mais do que isso: obter condições políticas para reverter a sua condenação. O que seria possível caso saia vencedor da eleição presidencial seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio concederia o indulto, e o Senado criaria as condições para tentar limitar uma reação do Supremo. Ainda que a decisão tomada na prisão domiciliar de Bolsonaro o proíba de receber políticos, todos sabem que há diversos possíveis caminhos paralelos.
O problema de todo esse cálculo em torno das chapas puro-sangue é que não levaram em conta a famosa máxima de Garrincha: ninguém combinou “com os russos”. As chapas do PL limitam a possibilidade de alianças. E é tolice imaginar que os preteridos aceitariam isso pacificamente. Ainda que tal situação não os leve a apoiar um adversário de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial – e, dada a polarização, o adversário seria o presidente Lula -, o jogo político é nos estados. Alguém escanteado na chapa do PL irá naturalmente buscar uma alternativa.
Acompanhado de perto por aqui, aconteceu em Santa Catarina o que apontávamos que aconteceria. A chapa pura do PL tendo o governador Jorginho Mello candidato à reeleição com Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni como os nomes para o Senado uniu em chapa contrária o PSD, o MDB e a Federação União Progressista.
Só o Novo, que ficará com o cargo de vice-governador, dado ao prefeito de Joinville, Adriano Silva, une-se à chapa de Jorginho Mello. E todos aqueles que o governador tinha prometido espaço e, no final traiu, unem-se agora em chapa contrária. Como são políticos conservadores, isso vai dividir votos.
A chapa formada parece primeiro um desagravo ao senador Esperidião Amin, que foi chutado por Jorginho Mello, que havia prometido a ele que uma das vagas seria sua para disputar a reeleição. Em vez de dois nomes, a chapa PSD/União/Federação lançará somente Amin para o Senado, concentrando nele.
E, aí, abriga também o MDB, o outro preterido na opção raiz de Jorginho Mello. Os emedebistas ficarão com a vice. Os nomes cotados são o deputado federal Carlos Chiodini ou o deputado estadual Antídio Luneli. Assim como tinha com Amin, Jorginho Mello também tinha compromisso de dar a vice ao MDB.
Na cabeça de chapa, como candidato a governador, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, do PSD. Poderia ser um caminho para abrir uma janela de apoio à tentativa do PSD de ter um nome alternativo na corrida presidencial. Talvez não chegue a tanto. Mas complica um caminho fácil para Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni.
Até porque não devem ser descartadas as chances do presidente do Sebrae, Décio Lima, o candidato do PT. Real Time Big Data de 15 de dezembro o mostrava empatado, em 14%, com Amin. E os dois não muito distantes de Carlos Bolsonaro (que tinha 21%) e de Caroline de Toni (com 18%).
Como mostramos aqui na quinta, cálculos semelhantes estão sendo feitos pela esquerda no DF, com a confusão em torno da situação do governador que sai, Ibaneis Rocha (MDB), e da governadora que entra, Celina Leão (PP), com a chapa pura para o Senado com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
Os 100 anos da matriarca Maria do Carmo Monteiro, mãe do empresário Eduardo Monteiro e viúva do ex-ministro Armando Monteiro Filho, que faleceu em 9 de julho de 2020, serão celebrados no dia 6 de abril, com missa às 12h, na Igreja da Madre de Deus, no Recife, oficiada pelo Frei Rinaldo.
Uma cerimônia realizada pela família e amigos para celebrar a memória de Do Carmo, como era conhecida essa grande dama da nossa sociedade. As informações são do blog de Roberta Jungmann.
Com a escolha de Ronaldo Caiado como presidenciável do PSD, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), decidiu ficar no cargo até o final de seu mandato e conduzir a sua própria sucessão sentado na cadeira. A decisão, segundo apurou o portal Metrópoles, será anunciada por Leite nas próximas horas. No mesmo anúncio, ele deve comunicar apoio à eleição de seu atual vice, Gabriel Souza (MDB), como candidato a governador em outubro.
Para a vaga de vice, Leite deve anunciar o deputado estadual Ernani Polo. Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul, o parlamentar se filiará ao PSD para ser companheiro de chapa de Gabriel Souza. Leite também deve anunciar seus dois candidatos ao Senado. Os escolhidos, segundo apurou a coluna com fontes do PSD, são o deputado estadual Frederico Antunes (PP) e o ex-deputado federal Germano Rigotto (MDB).
Até quinta-feira, quando deixa o cargo para disputar o governo de Pernambuco nas eleições de outubro, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), dá assinatura de ordem de serviço e faz uma série de vistorias e entregas. Sai da prefeitura dois dias antes do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para desincompatibilização.
O ritmo do fim de semana vai ditar a programação de despedida nos próximos dias. Sábado, pouco depois de receber oficialmente o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), em evento no Centro de Convenções, participou de um mutirão de serviços em Brasília Teimosa, bairro da Zona Sul.
No domingo, conciliou a corrida matinal com a vistoria da segunda etapa do Parque da Tamarineira, na Zona Norte, entregue na quinta passada. “Vai faltar espaço na agenda para tantas entregas”, disse na ocasião.
Vistoriou também as obras da Vila do Papel, no bairro de São José. Lá, houve R$ 65 milhões de investimentos em saneamento, drenagem, pavimentação e abastecimento d’água, implantação de equipamentos públicos e avanço nas obras do Conjunto Habitacional São José, no Centro. Habitação
Ainda autorizou o início da construção do Habitacional Paris, na Imbiribeira, Zona Sul, destinado a 80 famílias em situação de vulnerabilidade social, das comunidades de Dancing Days, Sítio das Mangueiras e Ayrton Senna, investimento da ordem de R$ 18,7 milhões. E abriu chamamento público para construção de mais 112 casas na Comunidade do Pilar, no Bairro do Recife.
“Ao integrar recursos próprios, investimentos do governo federal e do BID, a prefeitura consolida a maior política habitacional da história da cidade. Transformamos o Recife em um verdadeiro canteiro de obras do Minha Casa Minha Vida, reafirmando nosso compromisso com a dignidade e o direito a moradia”, afirmou o secretário de Habitação do Recife, Felipe Cury.
Guarda Municipal
O prefeito começa a semana lançando hoje um pacote de ações para fortalecer a Guarda Municipal. A partir das 12h, na Praça do Arsenal, entrega equipamentos, amplia a frota e implanta um novo modelo de gestão e monitoramento das equipes. Um contêiner no Bairro do Recife funcionará 24 horas e terá sistema integrado de videomonitoramento e acompanhará em tempo real a ação dos agentes.
Vai explicar também o processo de armamento da corporação. Os primeiros agentes começam a trabalhar armados a partir de abril, após autorização da Polícia Federal.
Na agenda dos próximos dias, estão previstas mais vagas de creches, com a entrega da unidade que ganhou o nome do neto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Creche-escola Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu em 2019, aos 7 anos, fica no Pina e terá espaço para 240 crianças.
Um centro de acolhimento a mulheres vítimas de violência será inaugurado na Zona Norte para reforçar a rede de apoio e o discurso do prefeito, que tem cobrado redução dos casos de feminicídio no estado.
Hospital da Criança
João Campos não vai sair da prefeitura sem entregar as obras de grande porte que se tornaram as meninas dos olhos: a duplicação da Ladeira da Cohab; o Parque Eduardo Campos, que passa a ser o maior do Recife, deixando o da Tamarineira em segundo lugar; e o Hospital das Crianças, na Zona Oeste da cidade, construído em parceria com o governo federal.
A unidade terá 32 leitos clínicos, sendo 10 cirúrgicos; e 28 de internamento, incluindo 10 de UTI. A capacidade inicial é para internar 278 crianças ao mês. Na estrutura, haverá uma escola hospitalar, para crianças internadas; equoterapia, um centro TEA e um centro de especialidades odontológicas, também voltado para crianças neurodivergentes.
A previsão é de que a despedida oficial de João Campos ocorra na unidade com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“O riacho do Ipiranga recolheu a cenografia da Independência, o Capibaribe ficou com o sangue das vítimas da liberdade” (Nilo Pereira)
Nos dois primeiros artigos sobre o livro “A Confederação do Equador: A Luta pela Cidadania na Construção do Brasil” (Editora do Senado), afirmou-se que a obra – por ser coletiva e, portanto, complexa em sua organização – consegue uma unidade metodológica e acadêmica exemplar e inovadora.
Sob a coordenação de George Cabral e Marcos Albuquerque, ambos da UFPE, descreve o movimento revolucionário, separatista e republicano que desafiou as bases absolutistas e centralizadoras da Coroa brasileira, então encabeçada por D. Pedro I. (Dou ao ideário pernambucano e nordestino de cidadania, o sentido amplo, próximo – mas não idêntico –, ao cosmopolitismo kantiano, o “direito a ter direitos”, no entendimento de Hannah Arendt).
Foi um dos episódios mais vibrantes e dramáticos do Brasil Império, (1824), que inspirou a pintura de Francisco Brennand, João Câmara e Cícero Dias; a poesia de César Leal, Ângelo Monteiro, Alberto Cunha Melo e Audálio Alves; o teatro de Cláudio Aguiar e os ensaios de José Luiz Mota Menezes, Marcos Galindo, Luiz Delgado, Flávio Guerra, Amaro Quintas, Leonardo Dantas, entre outros.
O conjunto de textos inéditos lança luz sobre o histórico movimento que culminou no sacrifício de Frei Caneca, ao mesmo tempo que oferece uma perspectiva valiosa para futuras pesquisas e abordagens — afinal, esta é a função dos estudos históricos em qualquer época. Sob essa ótica, a obra é fascinante e funciona como um verdadeiro laboratório de possibilidades.
O livro não apenas relata fatos, mas ressuscita o espírito republicano e federalista que pairava sobre o Recife e se espalhava pelas províncias vizinhas, levando-nos a refletir sobre os pilares da democracia brasileira que ainda hoje estão em debate. Atualmente, a discussão sobre a harmonia e a independência entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário (especialmente o papel do STF) ecoa essa preocupação. O livro, por sua atualidade, provoca-nos a pensar: onde termina o exercício do direito e onde começa a interferência indevida entre os poderes.
Este é, inclusive, o tema de escritos recentes como o “Limits of Judicial Independence”, de Tom S. Clark (The University of Chicago Press), que examina como os tribunais ajustam seu comportamento para manter a legitimidade institucional, abordando quando a atuação judicial ultrapassa os limites aceitáveis em uma democracia. Destaco, nesse contexto, o da página 255. (É importante conferir o que ora se realiza na Universidade de Chicago sobre temas do Brasil, marcados por vertentes distintas e influentes no passado e no contemporâneo).
O livro sobre a Confederação do Equador consolida-se, portanto, como uma obra de referência absoluta, não apenas para a historiografia pernambucana, mas para a compreensão das raízes democráticas do país. A novidade é que é possível baixar gratuitamente (e copiar) esta coletânea de ensaios (mais de 800 páginas) em formato digital. O arquivo está disponível no site do Senado Federal (livraria.senado.leg.br) nos formatos PDF e ePUB, sem necessidade de cadastro ou login.
Por fim, sendo a maior referência até agora sobre o tema, recomenda-se a leitura atenta dos fundamentos teóricos que nortearam a coordenação do livro, o critério de seleção de textos, sua matriz teórica, o seu Lócus de enunciação cultural e epistêmico.
Em postagem nas suas redes sociais, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, parabenizou o seu partido, PSD, por ter escolhido o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à presidência da República para as eleições deste ano. Na ocasião, Ratinho também fez elogios ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que concorria com Caiado pela vaga. Confira!
O PSD deu um exemplo do seu compromisso com a democracia ao promover um debate equilibrado para escolher o candidato que disputará às eleições presidenciais deste ano. A definição do partido pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reforça que a legenda apostou num homem aprovado como gestor, com trabalho reconhecido nacionalmente, sobretudo, em áreas vitais como educação e a segurança.
O seu entusiasmo em servir é fonte de inspiração para todos aqueles que acreditam num Brasil moderno, que ofereça oportunidade aos jovens e reconheça a força da iniciativa privada como fonte de crescimento.
Ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o meu reconhecimento da sua grandeza e do seu espírito público. Eduardo, é sempre bom lembrar, reposicionou o Rio Grande do Sul no cenário nacional depois de equilibrar as contas do Estado. Os brasileiros terão mais uma opção para virarmos a página de um país menos desigual, moderno e sem amarras burocráticas.
O pré-candidato ao senado Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho, ambos do União Brasil, anunciaram, neste final de semana, a pré-candidatura a deputado estadual do vereador Diogo Hoffmann, da cidade de Petrolina. Diogo, também filiado ao União, é líder do governo Simão Durando na Câmara de Petrolina e está no seu segundo mandato como vereador na cidade. O pré-candidato é mestre em Administração Pública e bacharel em administração pela Universidade Federal do Vale do São Francisco.
O PSD definiu que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será o candidato do partido à Presidência. O anúncio oficial à imprensa será feito às 16h de hoje, na sede da legenda, em São Paulo. Preterido, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não deve participar do encontro.
Com a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, da disputa interna do partido pelo Planalto, Caiado ganhou força internamente para representar a sigla. O ex-governador de Santa Catarina Jorge Bornhausen (PSD) afirmou que o conselho de escolha do partido já definiu o goiano como o representante do PSD para a Presidência. A decisão teria sido tomada na última segunda-feira, assim que Ratinho Junior anunciou a desistência.
Leite é visto no PSD mais como uma alternativa ao goiano. Ele e Caiado aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas de intenções de voto ao Planalto. O gaúcho já admitiu que pode disputar o Senado pelo Rio Grande do Sul caso não seja o escolhido pela sigla.
Nas eleições de 2022, o PT coligou com o PSB e expulsou parlamentares que apoiaram Marília Arraes (SD), ignorando Danilo Cabral, então candidato do PSB e da Frente Popular. No encontro estadual do PT, sábado passado, no qual o partido anunciou o apoio a João Campos (PSB), pré-candidato a governador da mesma frente, três deputados estaduais petistas deram sinais de que vão desobedecer a orientação dos diretórios nacional e estadual da legenda.
São eles: Rosa Amorim, Doriel Barros e João Paulo, que, na realidade, parecem ter mesmo a intenção de criar o PT de Raquel. Em 2022, a vereadora Fanny Bernal, do PT em Garanhuns, foi expulsa sumariamente do partido por apoiar Marília. As informações são do blog do Roberto Almeida.
Perguntar não ofende: e agora, o PT será implacável do mesmo jeito e vai expulsar os três rebeldes?
Recife já ficou para trás de Salvador e Fortaleza tem um bom tempo no quesito hotelaria. Mas com a chegada do Novotel Recife Marina, localizado no coração do Recife, colado com o Marco Zero, isso parece ser uma página que começa a ser virada.
O hotel possui alto padrão nas suas instalações, serviços e atendimento. A localização é o diferencial. Além da vista privilegiada, onde o hóspede abre a janela e se depara com o mar e do outro lado é possível contemplar o sítio histórico da cidade, o hotel oferece uma experiência completa com apartamentos confortáveis, rooftop, piscina de borda infinita, spa e academia.
Projetado por Jerônimo Cunha Lima, virou, em quase dois anos, tempo do seu funcionamento pleno, num perfeito local para negócios ou lazer, com fácil acesso ao Marco Zero e ao complexo Porto Novo Recife. Suas modernas salas de eventos, equipadas com tecnologia de ponta, são ideais para qualquer ocasião.
A equipe do hotel garante um atendimento de excelência para tornar sua estadia ainda mais especial. Os apartamentos no piso superior com camas de alto conforto, tem varanda com vista para o mar. Possui Smart Tv Digital Ar-condicionado, Frigobar, Cofre eletrônico e Internet Wi-Fi grátis.
O café da manhã é um manjar dos deuses, uma verdadeira imersão na cultura local, com opções que celebram os sabores típicos da região. Entre as delícias, o tradicional bolo de rolo, tapioca, cuscuz, pamonha, canjica e mungunzá. Tem também uma variedade de pães, frutas frescas e pratos quentes.
O buffet proporciona ainda uma refeição saborosa e cheia de história, ideal para começar o dia com o melhor da gastronomia local em um ambiente acolhedor e moderno. Local perfeito para relaxar e aproveitar o clima tropical de Recife.
O hotel tem um excelente restaurante e parceiros vizinhos por excelência, como o Bargaço e o japonês Ohra Marina Sushi, que por muito tempo funcionou no Riomar. Aos sábados, os hóspedes podem desfrutar de uma Feijoada sem igual, com música ao vivo, um chorinho, e uma vista privilegiada para a marina. Cultura e descontração em um só lugar.
Com borda infinita e uma vista deslumbrante, a piscina, por sua vez, oferece um ambiente tranquilo e sofisticado para os hóspedes. Ideal para momentos de lazer, seja para um mergulho refrescante ou para relaxar à beira da água, a piscina é um verdadeiro refúgio, complementado pelo bar da piscina, que serve bebidas geladas e coquetéis exclusivos, criando uma experiência completa e única.
Já o centro fitness é moderno e bem equipado, ideal para quem busca manter sua rotina de exercícios durante a estadia. Com equipamentos de última geração, o espaço é perfeito para treinos de força e condicionamento cardiovascular, proporcionando uma experiência prática e confortável para os hóspedes que desejam cuidar do corpo e bem-estar enquanto aproveitam a viagem.
O Novotel Recife Marina dispõe de quatro salas de eventos, sendo duas menores, perfeitas para reuniões íntimas, e duas grandes, no estilo salão, ideais para conferências ou eventos corporativos de grande porte. Todos os espaços são equipados com tecnologia de ponta e iluminação natural, proporcionando um ambiente confortável e funcional.
Com flexibilidade para atender às suas necessidades, a equipe do hotel fica disponível para garantir o sucesso de qualquer evento, com um atendimento personalizado e de excelência.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Estamos diante da maior fraude financeira da República, no caso do Banco Master, da ordem de 40 a 50 bilhões. Se considerados os satélites do Master, o montante vai além do 50 bi. Numa comparação simplória, o Petrolão que abalou os pilares da República idos de 2015, arrombou os cofres da Petrobras em “apenas” 6 bilhões. Gangsters, esta é a palavra exata. Nem mais, nem menos.
A delação está na ordem do dia. Vejamos. Haverá a recuperação de bilhões de recursos fraudados e desviados para entidades fantasmas ou não? Este é o X do problema, o antigo Twitter do problema. Verbas de 200 milhões, 300 milhões ou 400 milhões em malversação utilizadas para o pagamento de consultorias fajutas serão devolvidas? Nunca jamais. Entonce, qual a serventia das delações? Apenas para render notícias a mídia e livrar os quadrilheiros da cadeia?
Minhas antenas sensitivas, que possuem poderes proféticos, estão dizendo que os aiatolás da corrupção serão poupados de todos os castigos. É fácil ser profeta no Brazil. Aprendi com meu guru Nelson Rodrigues que só os profetas enxergam o óbvio. Estou dizendo apenas o óbvio ululante, que todos os corruptos serão perdoados. Vocês que são brasileiros, aguarem o próximo escândalo de corrupção, ainda mais bilionário.
Observadores de Brasília revelam-se estarrecidos com a magnitude desse terremoto financeiro. Em pouco tempo cooptou uma rede de parcerias com os aiatolás da República. Cada lance do cara era na base dos milhões ou dezenas de milhões. Cunhado e comparsa do gângster movimentou 400 milhões… Que tal uma saidinha com a namorada?! Rolou uma mansão e depósito de milhões numa offshore. A namorada não namora mais, não beija mais. Também nem lembra de offshore. Devolver a grana, nem pensar, ela não é otária.
Subitamente, não mais que subitamente, o banqueiro mega corrupto aciona o modo desespero. Esmurrou as paredes no presídio. Chorou. Mandou espalhar que não aguenta uma cadeia prolongada. Quer fazer delação, urgentemente. Denunciar todos os laços de corrupção. Aliás, denunciar alguns laços de corrupção. É falso. Jogo de cena. Credibilidade zero.
Se a justiça funcionasse, a delação seria dispensável; não entrou em modo desespero coisa nenhuma. Entrou no modo esperteza. Quer salvar boa parte do que roubou e se livrar da cadeia, ou pegar uma cadeia de araque. Não cogita delatar a si mesmo para devolver o que roubou. Quem lida com 40 bilhões, 50 bilhões, se salvar 10 bilhões estará no lucro.
Pandora, a primeira mulher criada por Zeus, recebeu a oferta de um Jarro contendo todas as maldições que atormentam a humanidade. No fundo do Jarro havia a esperança. O Jarro não poderia ser aberto, para que não se consumassem as maldições antes que sobrevinha a esperança. O Brazil está vivenciando a fase das maldições e a esperança continua distante. No fundo do Jarro de Pandora, existe apenas a esperança de que os escândalos são grandes demais para serem abafados.
Raquelzista de carteirinha e a caminho do abraço da morte no palanque bolsonarista da governadora, o deputado João Paulo (PT) liderou uma rebelião na bancada petista na Assembleia Legislativa para boicotar o anúncio oficial do partido, sábado passado, ao ingresso na Frente Popular, unida em torno da candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado.
Ao mesmo tempo, não referendou o projeto de reeleição do senador e aliado histórico Humberto Costa. Trombou de frente com o partido. Mostrou que sua aliança branca com Raquel não tem volta. Arrastou o deputado Doriel Barros e a deputada Rosa Amorim, ambos forjados na luta sindical, nos movimentos sociais.
Entendo as razões de João Paulo. Foi um prefeito medíocre do Recife e morre de inveja do atual gestor. Soube que abriga uma porção de aliados no guarda-chuva do poder estadual. O fisiologismo vence o ideologismo em ocasiões assim. Mas Doriel e Rosa, não sei as razões. Só sei que, enrolados por João Paulo, passam uma borracha na história como militantes de esquerda, frustrando seus eleitores cativos.
Uma atribuição popular a um dos mais emblemáticos presidentes dos EUA, Abraham Lincoln, mas sem prova documental confirmada, cai como uma luva para os três deputados petistas dissidentes do palanque da Frente Popular de Pernambuco: “Você pode enganar muitas pessoas por algum tempo e algumas pessoas o tempo todo, mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.
João Paulo, Rosa Amorim e Doriel Barros falam, falam, falam e até agora não conseguiram apresentar sequer uma justificativa política razoável para suas posições de cães de guarda da governadora Raquel Lyra. O ex-governador Miguel Arraes dizia que quando um político se justifica demais, das duas uma: ou está buscando camuflar a verdade, ou perdendo a razão.
De fato, o argumento dos três, sustentando a tese de palanque duplo para o presidente Lula no Estado, através da candidatura da governadora, não se sustenta em pé. É uma retórica de viés fisiológico e oportunista. Raquel Lyra vai ficar em cima do muro. E ninguém sabe mais disso do que o trio dissidente. Até por questão de acomodação das forças políticas que acompanham a governadora.
Já estão abraçados com a reeleição de Raquel bolsonaristas raizes, entre eles Gilson Machado Neto, ex-ministro de Bolsonaro. Também os deputados Pastor Eurico, Mendonça Filho e Fernando Rodolfo, ou seja, a fina-flor do bolsonarismo no Estado. O eleitorado de esquerda de João Paulo, Doriel e Rosa vai aceitar esse samba do criolo doido à direita?
Seria mais honesto, intelectualmente e politicamente para os três deputados, assumirem o que é consenso para todos que sabem como funciona o jogo do poder numa campanha eleitoral disputadíssima para a reeleição à Assembléia Legislativa de Pernambuco: estrutura de cargos.
Que o Governo do Estado, aliás, dispõe para atrair até pseudos opositores. E nessa peleja do diabo contra o dono do céu, parodiando Zé Ramalho, a ambição derrota o caráter dos fracos.
Aliás, revela.
ALIANÇA HISTÓRICA – Super aplaudido no congresso estadual do PT que referendou sua candidatura à reeleição, o senador Humberto Costa fez um discurso enaltecendo a aliança em torno de João Campos. “Há muito tempo temos uma trajetória de alianças políticas com o PSB. Todo partido tem sua forma de decisão. No PT, quem tem a última palavra é a direção, ouvindo nossa base. Tínhamos um processo pré-estabelecido de discutir com nossos filiados e militantes. Não fizemos nada de novo. Não creio que tenha gerado constrangimento para quem quer que seja. É uma defesa do modo do PT fazer política”, afirmou.
Vai dobrar ? – Antes também defensor da tese de um palanque duplo para Lula em Pernambuco, o presidente estadual do PT, deputado Carlos Veras, também se rendeu a maioria e aderiu de vez ao projeto João Campos governador. “Está montado o time. Vamos à vitória”, disse, em seu discurso no congresso estadual da legenda. Resta saber o que o PT fará diante dos dissidentes. No caso do grupo de Veras, até o prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), boicotou o anúncio do PT e reiterou que estará no palanque de Raquel.
Não basta buscar voto – Em sua fala, a senadora Teresa Leitão (PT), aliada de primeira hora da candidatura de João e pela manutenção do partido na Frente Popular, aproveitou o encontro de sábado para dar um puxão de orelhas nos que insistem em palanque duplo para Lula no Estado. “Esta eleição exige não só pragmatismo, mas clareza de projeto. Não basta buscar voto. É preciso saber o que se defende”, disse referindo-se à reeleição do presidente Lula em sintonia com o palanque e o projeto de eleger João governador.
Votos para salvar Lulinha – Entre os senadores que votaram contra o relatório da CPI mista que indiciava Lulinha, filho do presidente Lula, envolvido até o talo com o Careca do INSS, chegando a confessar uma viagem com ele a Portugal, estão os representantes do PT de Pernambuco na Casa Alta: Humberto Costa e Teresa Leitão. Ao todo, 19 congressistas votaram contra o texto apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). Outros 12 senadores e deputados votaram a favor, a maioria do PL e do Novo. Além de Lulinha, o relator pediu o indiciamento de 215 envolvidos.
Sem desvendar o mistério – No afunilamento do prazo de encerramento do troca-troca partidário, previsto para o próximo dia 4, a governadora Raquel Lyra (PSD) inicia a última semana de negociações para montagem da sua chapa envolta num grande mistério: não confirma se já bateu o martelo para uma das vagas ao Senado ser ocupada pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, nem tampouco dá sinais sobre o futuro da atual vice Priscila Krause, se mantém, ou abre o espaço ocupado por ela para trazer alguém que agregue mais.
CURTAS
SERÁ? – Num voo para Brasília na semana passada, o senador Fernando Dueire (MDB) confessou a um parlamentar já ter recebido o convite formal da governadora para disputar a reeleição na chapa dela. Mas, da mesma forma que se comporta em relação a Miguel, Raquel também não confirmou Dueire.
TRÊS PODERES – Um ano depois do anúncio da compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), o país assiste ao maior escândalo bancário de sua história culminar em um possível acordo de delação premiada que pode atingir os Três Poderes. O fundador Daniel Vorcaro está preso pela segunda vez desde 4 de março. É investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. As ligações do ex-banqueiro podem representar um risco para várias autoridades. Esse acordo foi assinado quase 12 meses depois do anúncio de compra pelo BRB, que tenta se recuperar financeiramente após a operação.
PODCAST – O meu convidado para o podcast Direto de Brasília de amanhã é uma cara conhecida em Pernambuco: José Carlos Aleluia, pré-candidato a governador da Bahia pelo Novo. No início da sua carreira pública, Aleluia presidiu a Chesf e morou por quatro anos no Recife. Na pauta, sua candidatura e o cenário nacional.
Perguntar não ofende: Quem serão os senadores na chapa de Raquel?
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a eleição indireta para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A decisão, tomada na noite da última sexta-feira, será analisada pelo plenário da Corte em data ainda a ser definida. O presidente Edson Fachin define, amanhã, quando será o julgamento. Por ora, o governo fluminense continua a ser exercido pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ).
A decisão do magistrado que suspendeu a eleição indireta é liminar (provisória) e vale até nova definição a ser feita pelo colegiado do STF. Zanin atendeu ao pedido do PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes — pré-candidato ao Palácio Guanabara —, que defende que a eleição para a chefia do Executivo fluminense deve ocorrer de maneira direta, ou seja, por meio do voto popular.
Isso representa que os eleitores do Rio de Janeiro podem ter de ir duas vezes às urnas neste ano — a primeira para a escolha do governador-tampão e a segunda em outubro, quando haverá a votação para presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais.
O PSD alega que o ex-governador Cláudio Castro, que renunciou na segunda-feira, saiu do posto por estratégia política, já que deixou o governo um dia antes de ser condenado e tornado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e econômico no pleito que o reelegeu, em 2022. Embora impedido de disputar o pleito de outubro — ele é um dos nomes do bolsonarismo para o Senado no estado —, Castro pretende recorrer até mesmo ao STF. Caso consiga uma liminar, seu nome poderá constar nas urnas.
Estava em andamento no plenário virtual do Supremo um julgamento para avaliar as regras das eleições no Rio. A previsão era de que uma decisão sobre o caso fosse tomada até amanhã. No entanto, Zanin apresentou um pedido de destaque. Com isso, o caso é levado para avaliação na sessão presencial do Tribunal.
“Essa situação e o precedente vinculante apontado como paradigma nesta reclamação reforçam, ao meu ver, a necessidade da concessão da medida liminar para obstar a realização de eleições indiretas para os cargos majoritários do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Zanin.
O ministro afirmou que os demais colegas não tiveram tempo de analisar a situação sob a ótica do caso concreto, ou seja, de acordo com a situação envolvendo Cláudio Castro. “A renúncia do governador eleito surge como mecanismo de burla à autoridade da Justiça Eleitoral, excluindo o eleitor e, em consequência, o exercício da soberania popular, da escolha do titular para o cargo de governador do Estado, ainda que em período residual. A soberania popular, nos termos do art. 14 da Constituição Federal, é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”, sustenta Zanin.
Antes do encerramento do julgamento por conta do pedido de destaque, cinco magistrados já tinham votado para autorizar eleições indiretas. No plenário presencial, a votação retoma do zero. O escolhido para o cargo, seja pela decisão dos deputados estaduais seja do povo, fica no cargo até 31 de dezembro deste ano.
Assembleia legislativa
Na quinta-feira, o deputado estadual Douglas Ruas foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, mas o pleito foi anulado pelo TJ-RJ horas depois, depois que o PSB moveu uma ação denunciando o atropelo das regras para a escolha ao posto. O parlamentar, que é aliado de Castro, foi o único a se apresentar à disputa. Os partidos que fazem oposição ao ex-governador afirmam que ele tentou dar um golpe e colocar Ruas no cargo estratégico, com visibilidade, capaz de encorpar uma candidatura para concorrer contra Eduardo Paes.
Com a anulação da eleição na Alerj, o grupo do ex-prefeito da capital fluminense articulam para que o deputado estadual André Ceciliano (PT) seja adversário de Ruas. O petista, inclusive, já foi presidente da Assembleia.
Ao levar a decisão sobre o mandato-tampão de governador no Rio de Janeiro, Zanin expõe a situação de deterioração da política fluminense. Na sexta-feira, o ex-presidente da Alerj, ex-deputado Rodrigo Bacellar, foi preso novamente pela Polícia Federal, na casa em que mora em Teresópolis, Região Serrana do estado. Ele seria integrante do braço político do Comando Vermelho e teria ajudado o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, a se precaver de uma operação da PF por causa da conexão que tinha com a facção. Os dois ex-parlamentares são aliados de Castro.