O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (13), que proíbe o assessor do governo Donald Trump, Darren Beattie, de vir ao Brasil enquanto os Estados Unidos não liberarem os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de sua família, que foram cancelados pelo governo norte-americano no ano passado.
“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proíbo de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que tá bloqueado”, disse Lula durante inauguração de um hospital no Rio de Janeiro. As informações são da CNN.
Leia maisDarren Beattie foi, inicialmente, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, onde ele se encontra preso desde janeiro. Contudo, na noite de quinta-feia (12), o magistrado voltou atrás e decidiu negar a visita.
A decisão foi tomada após o Itamaraty alertar à Corte que o encontro de um funcionário do governo dos Estados Unidos com um ex-presidente brasileiro em ano eleitoral poderia configurar ingerência em assuntos internos do país.
Ao reconsiderar a autorização que havia dado anteriormente, Moraes afirmou que as informações enviadas pelo Ministério das Relações Exteriores indicam que a visita não fazia parte da agenda diplomática que justificou a concessão do visto ao assessor americano.
No início desta semana, a defesa de Bolsonaro pediu a Moraes que Beattie pudesse visitá-lo na prisão. Os advogados afirmam que o assessor americano ficaria poucos dias no Brasil e teria disponibilidade para ir ao presídio apenas nos dias 16 e 17 de março, que são segunda e terça-feira.
Relembre as sanções
A sanção envolvendo o ministro Alexandre Padilha ocorreu no contexto de medidas adotadas pelos Estados Unidos contra autoridades e pessoas ligadas ao programa Mais Médicos. O visto pessoal de Padilha não foi cancelado porque já estava vencido desde 2024, mas também não foi renovado. A esposa e a filha dele tiveram os vistos revogados pelo governo americano.
Na época, Padilha classificou a decisão como “absurda” e criticou a postura do governo americano, afirmando que a medida não altera sua atuação institucional. A CNN também informou que o Ministério das Relações Exteriores pediu aos Estados Unidos a abertura de um novo processo de visto caso o ministro precise participar de compromissos internacionais presenciais.
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