Filiado ao Novo desde o ano passado, após três décadas na sequência de PFL, Democratas e União Brasil, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia acredita que sua sigla atual sairá maior das urnas em outubro. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o ex-parlamentar, atual pré-candidato a governador da Bahia, acredita que não haverá problemas para ultrapassar a cláusula de barreira, que este ano será de 13 deputados para ter acesso ao fundo partidário. Um dos trunfos, segundo ele, é a pré-candidatura presidencial do agora ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
“O Novo é muito forte no Rio Grande do Sul, tem grandes lideranças, provavelmente fará um senador lá. Vai fazer uma bancada de deputados em Santa Catarina, está muito bem e deve ter candidato ao Senado no Paraná e em São Paulo. Nós passaremos a cláusula de barreira com folga. E na Bahia, quero dar essa contribuição para que possamos ter um partido que tem menos vícios do que os outros que aí estão. Por isso que saí do União Brasil. Quando o Democratas se juntou com o PSL, eu vi que aquilo não era para mim e tomei o caminho de casa”, contou Aleluia.
Leia maisSegundo o ex-parlamentar, esse fortalecimento do Novo tem causado “desespero” ao presidente Lula (PT), que venceu as últimas eleições em Minas Gerais, o que não tende a se repetir este ano. “O desespero dele é porque em Minas Gerais o meu partido tem a candidatura de Zema. Minas é um estado decisivo em qualquer eleição, pelo peso e pela transição, porque é o caminho do Sul para o Nordeste. Portanto, a eleição tem que ser nacionalizada, não dá para ‘desnacionalizar’. O eleitor precisa entender que não dá. Ele pode votar em Lula e votar em mim, não tem problema. Agora eu vou pedir para não votar em Lula e votar em mim. É importante não votar em Lula também”, disparou.
Aleluia ainda descartou rumores como a saída de Zema para o PSD, diante das conversas entre o ex-governador e o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. “O Novo tem um candidato em quem nós confiamos. O que existe é uma conversa de Kassab com Zema, que não é de agora. Tanto que Zema colocou seu vice como candidato a governador, e que disputará pelo PSD, partido de Kassab. Então a conversa existe, mas entendo que a eleição para presidente da República não será decidida no primeiro turno. Uma coisa é certa, no segundo, todos estaremos juntos contra Lula”, concluiu.
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