O superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Francisco Ferreira Alexandre, afirma que a conclusão da etapa da ferrovia Transnordestina em Pernambuco está estimada em R$ 5 bilhões. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o dirigente revelou que o cenário é diferente da década passada e os recursos iniciais sairão dos cofres públicos – ou seja, do Orçamento Geral da União (OGU).
“Eu não tenho os valores dos demais trechos, mas a gente tem uma dimensão do trecho que falta para Pernambuco, que seria entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. Achamos que ele dá para trabalhar com essa variável. Nesse momento, são recursos do OGU. Agora, nós trabalhamos com a ideia de que, na medida em que você começa a construir a estrada e que ela ande, a gente também faria parcerias para trazer dinheiro privado. O processo agora é diferente, porque o governo recebeu a estrada de volta. Então o conceito de o governo fazer a estrada a partir do OGU e ter a perspectiva de a partir de determinado número de quilômetros construídos, em que se tem a perspectiva de finalização, fazer a concessão”, revelou Francisco.
Leia maisSegundo o superintendente, o foco agora é destravar as questões com o Tribunal de Contas da União (TCU). “Estamos trabalhando com as questões técnicas apresentadas, o governo trabalha com isso. Todos nós da Sudene temos a missão de fornecer os dados, as informações que sejam necessárias e temos feito isso, porque há uma decisão de fazer a estrada. O entrave é técnico, então apresentando os dados que eles pedem, a natureza é destravar. Porque a leitura é que o TCU não pode dizer se quem faz a administração do Estado faz ou não uma obra. Ele tem que analisar a parte técnica. Quem decide se faz é quem está na gestão executiva, e, nesse sentido, nós temos trabalhado e temos tido ajuda de todo mundo, em especial do ministro José Múcio Monteiro, a quem agradeço publicamente”, completou.
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