O governo federal lançou, há pouco, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma estratégia nacional voltada ao enfrentamento de facções criminosas, combate à lavagem de dinheiro, reforço da segurança em presídios e ampliação das ações contra o tráfico de armas e os homicídios.
A iniciativa prevê R$ 1,06 bilhão em investimentos já neste ano de 2026. O pacote também inclui uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para que estados, municípios e o Distrito Federal possam financiar ações e equipamentos na área de segurança pública. As informações são do portal G1.
Leia maisA ideia é integrar ações entre União, estados e municípios para aumentar a atuação armada das organizações criminosas e também a estrutura financeira e logística das facções.
Como o programa foi dividido:
- combate financeiro às facções;
- reforço da segurança em presídios;
- investigação de homicídios;
- combate ao tráfico de armas e explosivos.
Quanto será investido
Dos R$ 1,06 bilhão previsto para 2026, os recursos serão distribuídos da seguinte forma:
- R$ 388,9 milhões para combate financeiro às facções;
- R$ 330,6 milhões para o sistema prisional;
- R$ 201 milhões para investigação de homicídios;
- R$ 145,2 milhões para combate ao tráfico de armas.
Além disso, o governo anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para financiar a compra de equipamentos.
Os recursos poderão ser usados para aquisição de:
- viaturas;
- drones;
- câmeras corporais;
- sistemas de videomonitoramento;
- scanners corporais;
- bloqueadores de celular;
- equipamentos periciais;
- sistemas de radiocomunicação;
- embarcações;
- reforma de presídios.
Eixos do programa
- Combate ao dinheiro do crime
Mira a estrutura financeira das organizações criminosas, como, por exemplo, a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio.
Entre as medidas previstas estão:
- criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nacional;
- fortalecimento das Ficcos estaduais;
- ampliação dos Comitês Integrados de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras);
- aumento dos leilões de bens apreendidos.
A intenção é realizar com periodicidade, operações integradas, além de instalar novos núcleos de investigação financeira nos estados.
O governo também prevê compra de tecnologias capazes de extrair dados de celulares e outros dispositivos usados em investigações.
- Segurança máxima em presídios
A intenção é impedir que facções continuem atuando de dentro das prisões. A principal medida é a implantação de um padrão de segurança máxima em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. O plano prevê compra de:
- drones;
- scanners corporais;
- detectores de metais;
- bloqueadores de celulares;
- aparelhos de raio X;
- georradares;
- sistemas de áudio e vídeo;
- veículos.
O objetivo é aproximar a estrutura dos presídios estaduais do modelo usado no sistema penitenciário federal.
Também está prevista a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), para integrar informações do sistema prisional em todo o país.
Além disso, a proposta prevê operações para retirada de celulares, armas e drogas das unidades prisionais, além de treinamento de agentes penitenciários e padronização de protocolos de segurança.
- Investigação de homicídios
Ações voltadas para esclarecimento de homicídios. Entre as medidas estão:
- fortalecimento das polícias científicas;
- modernização dos Institutos Médico-Legais (IMLs);
- ampliação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos;
- integração do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab).
Para esse eixe deve haver distribuição de equipamentos como:
- comparadores balísticos;
- equipamentos de DNA;
- freezers científicos;
- viaturas refrigeradas;
- mesas de necropsia;
- kits de coleta de material biológico;
- cromatógrafos.
- Combate ao tráfico de armas
Nesse contexto, a meta do governo é desarticular as rotas de tráfico e reduzir o abastecimento de armas para facções criminosas
O programa prevê:
- criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas (Renarm);
- fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm);
- operações integradas de fiscalização;
- reforço no rastreamento de armas e munições;
- cooperação técnica para identificar a origem de armamentos.
- Também estão previstos investimentos em:
- viaturas blindadas e semiblindadas;
- drones;
- embarcações;
- rastreadores veiculares;
- equipamentos táticos;
- notebooks e computadores de alta performance;
- helicópteros locados para operações.

















