A Rede de Enfrentamento à Violência Sexual de Pernambuco (REDE) realiza, nesta quinta-feira (14), o lançamento da campanha “Não à violência sexual contra crianças e adolescentes: prevenir, enfrentar e proteger. Denuncie, Disque 100”. A mobilização será marcada por um ato público na Praça do Derby, área central do Recife, a partir das 14h. A iniciativa integra as ações do 18 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
A campanha tem como objetivo ampliar o debate sobre prevenção, enfrentamento e denúncia dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em Pernambuco. Segundo dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), entre janeiro e março de 2026, foram registrados 589 crimes contra a dignidade sexual de vítimas entre 0 e 17 anos no Estado. Entre os casos de estupro, a faixa de 0 a 11 anos contabilizou 121 meninas e 47 meninos vítimas. Entre adolescentes de 12 a 17 anos, foram registrados 217 casos envolvendo vítimas do sexo feminino e 59 do sexo masculino.
O ato deve reunir crianças, adolescentes, ativistas e representantes de organizações da sociedade civil ligadas à defesa dos direitos da população infantojuvenil. A programação da campanha também inclui um seminário sobre enfrentamento às violências sexuais contra crianças e adolescentes, marcado para o dia 28 de maio, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu que o publicitário Marcello Lopes, conhecido em Brasília como Marcelão, será o coordenador de comunicação de sua campanha à Presidência.
Marcelão é amigo de Flávio e um dos principais conselheiros de sua pré-candidatura a presidente. Ele é dono da Cálix Propaganda e ex-policial civil do Distrito Federal. O publicitário prepara a saída dele da empresa para assumir oficialmente a função até o começo de junho. As informações são da Folha de S. Paulo.
Avesso ao rótulo de marqueteiro, Marcelão recebeu carta branca de Flávio para coordenar a estratégia de comunicação da campanha, desde a parte digital até as inserções em rádio e TV, passando pela assessoria de imprensa.
Ele foi apresentado ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na semana retrasada e já acertou as primeiras contratações. O publicitário foi procurado pela Folha na sexta (8), mas não quis se manifestar.
Pessoas a par das tratativas relatam que Marcelão afirmou a Flávio que gostaria de montar uma equipe com profissionais conhecidos no mercado. Marcos Carvalho, especialista em estratégia digital, e Fernando Pessoa, assessor de longa data de Flávio, vão continuar à frente das redes sociais.
Integrantes da campanha afirmam que a estratégia de comunicação deve ser fortemente amparada em dados.
A avaliação até aqui —colhida principalmente a partir de pesquisas qualitativas, em que eleitores conversam à vontade sobre os pré-candidatos— é a de que a rejeição a Flávio vem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas pode ser revertida.
Para enfrentar a desaprovação de Flávio entre as mulheres, a equipe tem aumentado a aparição da esposa dele, Fernanda, e das duas filhas. A campanha tem reforçado a mensagem de que o senador é “pai de menina” como contraponto à declaração de Jair de que teve uma filha mulher, depois de quatro filhos homens, porque deu “uma fraquejada”.
Flávio participou do lançamento da pré-candidatura do senador Marcos Rogério (PL) ao Governo de Rondônia, em março, com uma camiseta com a frase “pai de menina” e repetiu a roupa em um vídeo divulgado em 1º de maio.
Aos 45 anos, Flávio também tem sido apresentado como um candidato jovem para forçar uma comparação com o presidente Lula (PT), que tem 80 anos. Um dos motes da pré-campanha tem sido o de que “o Brasil tem futuro”.
O jeito desengonçado de dançar do senador viralizou nas redes sociais e, de acordo com assessores, trouxe efeitos positivos, ao reforçar a mensagem de jovialidade.
Como mostrou a coluna Painel, a equipe de Flávio também escalou uma tropa de choque de deputados federais bolsonaristas. A ideia é não só rebater rapidamente notícias falsas que surjam contra o senador, mas também usar as redes desses aliados para debates em que ele não queira entrar diretamente.
Na terça-feira da semana passada (28), o pré-candidato se reuniu no gabinete dele com os deputados federais Bia Kicis (PL-DF), Júlia Zanatta (PL-SC), Gustavo Gayer (PL-GO), Maurício Marcon (PL-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ). Nikolas Ferreira (PL-MG) participou da reunião por videoconferência.
Uma nova indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga de Luís Roberto Barroso é vista com ceticismo por integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).
A avaliação feita por magistrados é de que o Senado está sem clima para uma nova sabatina após a recusa do advogado-geral da União, Jorge Messias. As informações são da CNN.
O ideal, ainda segundo as fontes ouvidas pela CNN, seria aguardar o resultado das eleições para, então, indicar um nome.
O diagnóstico é baseado em conversar informais com senadores da base aliada, que avaliam como improvável o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar uma nova sabatina.
Nesta semana, Lula deve se reunir com Alcolumbre para discutir o tema, a primeira conversa desde a recusa de Messias.
No Palácio do Planalto, a orientação é para Lula não insista em Messias e indique um nome de uma mulher para a vaga, o que poderia pressionar os senadores.
O presidente ainda não tomou uma decisão. Antes de definir seus próximos passos, ele também terá um novo encontro com Messias, cotado para assumir o Ministério da Justiça.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – O aiatolá da seita vermelha e o aiatolá das Américas reuniram-se na Casa Branca para trocar figurinhas. O encontro foi regado a contêineres de bois gordos, montanhas de soja, rios de suco de laranja, lagoas de café e big techs. Como vão suas terras raras? Joia. Um brinde aos mares de etanol.
Minhas terras têm palmeiras, onde canta o carcará e onde cantava o sabiá. Esqueçam as palmeiras e os carcarás. A onda agora são as terras gordas de nióbio e monazitas, onde cantam as big techs. As nuvens de Internet das high techs também são terras raras, impregnadas de silício e silicatos. Os chips de computador são feitos de areia nobre de silicatos.
Acertar os ponteiros das big techs e das terras gordas, este é o X do problema, o antigo Twitter do problema.
Eu adoro suas terras gordas, o galegão falou. Eu trouxe um aperitivo de nióbio para você. Estou emocionado! Não precisa se emocionar. Lembre-se da história do elefante e a formiguinha. Faz um pix pra mim, imposto free.
Por falar no Irã, Estreito de Ormuz, Palestina, Hamas, Cuba e Venezuela, eu sou fã do multilateralismo ideológico, disse o vermelhão. Multilateralismo só se for a dança choca-choca da colombiana Shakira, respondeu o Aiatolá Yankee.
Nos tempos presentes, a Longa Língua do Aiatolá Vermelho tem chamado o cowboy Tramp até de arroz-doce por conta das guerras no Oriente e dos casos da Venezuela e de Cuba que as esquerdas tanto amam. O Aiatolá Tramp, jogador de pôquer, mata na unha.
O guru vermelho viajou aos Estados Unidos para bater um papo-cabeça com o capitalista Tramp e não deu nem um alô para o socialista Nicolas Maduro. Se fosse um amigo rochedo, teria visitado o coitado, vítima do império capitalista, na penitenciária do Brooklin, e levado uma manta de carne de sol para ele. Quanta ingratidão!
Em 2022, a Longa Manus de Joe Biden favoreceu as esquerdas através da CIA e da USAID. Assim ocorre pelo menos desde o contragolpe de 1964. A USAID foi desativada nesta era de Tramp. A CIA segue ativa e operante. Olhai as conspirações imperialistas ao redor do mundo. Faz parte da geopolítica do poder. O Aiatolá Vermelho finge ignorar esta realidade. O Brasil é grande demais para ser ignorado pelo Tio Sam. O comissário Dirceu já alertou que não haverá eleição sem ingerência dos EUA. Este é um fato determinante na sucessão presidencial.
É verdade, Tramp, que você vai dar um baculejo em Cuba, a vitrine heroica do comunismo? Será um choque capitalista multilateral de 220 volts. Os prisioneiros do campo de concentração comunista vão ficar felizes, livres da escravidão.
O regime comunista de Cuba está descatembado, caindo pelas tabelas, mas o pulso ainda pulsa. Precisa de um pirão capitalista. “Pega o pirão, esmorecido!”, assim diria o poeta Ascenso Ferreira, guru do periodista Vandeck Santiago.
Foi mais do que um gesto diplomático entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump, dois líderes que vinham atravessando meses de tensão comercial e política. A reunião realizada em Washington representou uma vitória política para Lula em meio a um cenário doméstico de desgaste, investigações e derrotas no Congresso.
O encontro resultou na suspensão temporária das tarifas americanas sobre produtos brasileiros por 30 dias e abriu conversas sobre minerais críticos e terras raras — um dos temas centrais da disputa. Lula conseguiu converter uma reunião inicialmente prevista para durar cerca de 30 minutos em um encontro de aproximadamente três horas.
Além disso, Trump fez elogios públicos ao presidente brasileiro. “Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Ele é um bom homem, é um cara inteligente”, afirmou o americano após o encontro. A reação de Trump teve impacto direto sobre a narrativa construída pela direita, especialmente o bolsonarismo.
Setores alinhados ideologicamente ao bolsonarismo, aliás, pressionavam por uma postura mais dura contra Lula. De outro, prevaleceu um grupo pragmático preocupado com interesses estratégicos americanos. A imagem amistosa entre Lula e Trump enfraqueceu parte do discurso bolsonarista que apresentava o presidente americano como aliado exclusivo da direita brasileira.
O fato de Lula ter conseguido manter uma relação cordial com Trump altera o debate político sobre soberania e alinhamento internacional. O maior simbolismo disso tudo foi Trump elogiar Lula justamente no momento em que bolsonaristas intensificam ataques ao presidente brasileiro.
RECONHECIMENTO DA MÍDIA INTERNACIONAL – O encontro teve ampla repercussão na mídia internacional. O jornal espanhol El País destacou o tom de reaproximação entre os dois presidentes. Segundo a publicação, apesar das tensões acumuladas nos últimos meses, “havia muito em jogo nessa relação estratégica” e os líderes “demonstraram clara sintonia”. A reportagem afirmou que Lula minimizou os atritos anteriores com Trump e que o encontro teve como objetivo “virar a página dos desentendimentos” entre os dois governos.
Raquel nem aí – No encontro que selou o apoio formal do PP à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), que ainda aposta em ser escolhido para o Senado na chapa governista, não conseguiu esconder o constrangimento de ver o evento se transformar na alavancagem da candidatura do presidente da Federação Progressista, Eduardo da Fonte, ao Senado. Raquel fez rasgados elogios a Dudu da Fonte, como é conhecido o líder da federação, mas preferiu ignorar em seu discurso sua opção para a Casa Alta entre Dudu e Miguel.
Vai demorar – Não será agora nem muito menos num curto espaço de tempo que a governadora vai, enfim, definir sua chapa. Continuam em aberto as três vagas restantes da majoritária: a de vice e dois dois senadores. Segundo um aliado da governadora, ela vai esticar a corda até onde for possível, seguindo visceralmente o conselho de Marco Maciel, de que quem tem prazo, não tem pressa.
O troco vem a galope – Lula decidiu não romper com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mesmo depois de ele articular pesado para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. Mas vai mandar um recado ao senador. Autorizou o ministro José Guimarães, o novo articulador político do Planalto, a mapear todos os cargos de Alcolumbre no terceiro escalão do governo federal — dentro e fora do Amapá.
São Lourenço atrai indústrias – Administrada pelo socialista Vinicius Labanca, São Lourenço da Mata avança na atração de investimentos com a implantação de um distrito industrial em uma área de aproximadamente 13 hectares, às margens da estrada de Matriz da Luz. Em breve, médias indústrias, com expectativa de geração de empregos e fortalecimento da economia local serão atraídas para o local. O setor de serviços segue como o mais representativo na economia do município, influenciado pela proximidade com o Recife, seguido pela atividade industrial. A cidade conta com uma rede de comércio e serviços, incluindo supermercados, com a chegada de grandes redes do setor atacarejo, farmácias, agências bancárias e postos de combustíveis, o que contribui para o atendimento da população e para a valorização imobiliária.
CURTAS
MACONHA 1 – Sistemas de irrigação, uso intensivo de defensivos agrícolas, maquinário pesado, energia fornecida por placas solares e vigilância 24 horas. Em meio ao clima árido do sertão nordestino, uma plantação com uso de tecnologias tradicionalmente empregadas por fazendas de ponta foi alvo no fim do mês passado de operação da Polícia Federal.
MACONHA 2 – O investimento tinha como objetivo o cultivo de uma “maconha gourmet”, versão mais potente da droga, que vem se espalhando pela bacia do Rio São Francisco e desafiando a corporação na tentativa de erradicação da prática criminosa. Em Pernambuco, a planta já havia sido colhida e estava pronta para distribuição em larga escala, mas policiais chegaram no dia 20 para erradicar a produção.
MACONHA 3 – Foram destruídos 23 mil pés, o equivalente a 37 toneladas. A nova realidade ocorre no chamado “polígono da maconha”, conhecida por escoar um tipo com alto teor de THC — substância responsável pelo efeito entorpecente —, mas que entrou em declínio nos últimos anos com a entrada da droga paraguaia, mais barata.
Perguntar não ofende: Raquel vai comer a pamonha do São João sem chapa?