A defesa do senador Ciro Nogueira (Progressistas) afirmou que ele não participou de atividades ilícitas investigadas na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7).
Em nota, os advogados disseram que o parlamentar está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
Ciro Nogueira foi alvo da nova etapa da operação, que investiga suspeitas de repasses de vantagens indevidas e lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o Banco Master. As informações são do g1.
No comunicado, a defesa repudiou “qualquer ilação de ilicitude” relacionada à atuação do senador, especialmente no exercício do mandato parlamentar.
“A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”, diz a nota. Os advogados também criticaram medidas adotadas na investigação. Segundo a defesa, ações consideradas “graves e invasivas” teriam sido baseadas em trocas de mensagens atribuídas a terceiros.
Segundo a defesa, esse tipo de medida “merece a devida reflexão e controle severo de legalidade” e deverá ser analisado pelas Cortes Superiores.
A nota também compara o cenário atual ao que classificou como “uso indiscriminado de delações premiadas”.
Leia a íntegra da nota
A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.
Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.
Não é à toa que a bandeira de Pernambuco esteja presente, mesmo que informalmente, em eventos massivos, como manifestações políticas e na torcida de jogos de futebol. E muito menos é à toa que uma parte substancial dos pernambucanos saiba cantar o hino estadual, que já foi gravado em ritmos regionais variados. A proximidade da população com os seus símbolos tem uma explicação: a história do Estado desde a colonização deu origem à afamada mania de grandeza pernambucana, ao orgulho por sua ação político-revolucionária e pelo pioneirismo civilizatório.
A pesquisadora e jornalista Paula Imperiano publicou recentemente um guia histórico-cultural, numa iniciativa do Tribunal de Justiça, com o título “Pernambuco na estrada do tempo – Século XVI: o início da colonização”. É uma apuração detalhada em 27 capítulos sobre episódios do século 16 no Estado, mostrando como se deu o processo nas relações entre os que estavam aqui antes das caravelas e os estrangeiros que chegaram com a visão de criar uma infraestrutura para uma colônia, tanto sob uma visão econômica como na instalação dos primeiros serviços de educação, saúde e administração públicas.
Segundo a pesquisadora, “o estudo deparou-se com uma constatação impactante: Pernambuco tem o maior e mais antigo conjunto do patrimônio histórico do Brasil – tesouro inexplorado na promoção do Estado e que pode se transformar em emblema”.
As informações do guia são respaldadas por mais de mil notas de referência, reunindo em torno de 400 fontes. Vão de documentos quinhentistas a estudos de séculos passados e da atualidade, brasileiros e estrangeiros, resgatando informações esquecidas no tempo ou conservadas no ambiente acadêmico, informa a apresentação do livro com mais de 400 páginas e ilustrado com fotos e pinturas que mostram a época.
Neste guia também se descobrem aspectos esquecidos do início da colonização do Estado, como a saga dos povos nativos, portugueses, judeus, árabes e africanos. E um dos capítulos é dedicado à trajetória feminina na sociedade colonial.
“Em 1541, deu-se em Pernambuco algo que permaneceu inusitado por séculos no Brasil: o governo de uma capitania por uma mulher, Brites de Albuquerque (1510-1584). Ela assumiu o comando da Capitania pela primeira vez, aos 22 anos, até o retorno do seu marido Duarte Coelho de Portugal, no ano seguinte. Em 1553, passou a responder interinamente pela segunda vez em mais uma viagem do seu marido a Portugal. Porém, ele faleceu em 1554 antes de retornar, o que fez o governo dela perdurar até a maioridade de seu filho mais velho, Duarte Coelho de Albuquerque, em 1560”, revela o estudo.
Antes dessa governança feminina, também muitos episódios marcantes e curiosos forjaram a história da Capitania de Pernambuco – um território abrangente que juntava Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e porção Oeste da Bahia (antiga “Comarca do Rio de São Francisco”) – com um grande potencial econômico. Especialmente com a troca da exploração do Pau Brasil pelo cultivo da cana-de-açúcar, que passou a produzir o doce ouro branco de muita valia na Europa. O açúcar alavancou o desenvolvimento da capitania, mas também abriu os olhos dos ambiciosos holandeses que, um século depois, invadiram Pernambuco.
O governo da Capitania e a Igreja Católica estiveram juntos no propósito colonizador de Pernambuco. O primeiro donatário Duarte Coelho construiu inicialmente três grandes templos com torres altas para o sino e vigilância de ataques de inimigos. No livro da jornalista Paula Imperiano é narrado também o episódio da instalação do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição em Olinda. “O inquisidor Heitor Furtado de Mendonça foi transportado na sua chegada num andor ricamente adornado. O cortejo mostrava a hierarquia social e a força que tinha aquela ação. Deixava clara a advertência aos que não colaborassem com o sucesso da visitação”.
Segundo o guia histórico-cultural, os áulicos, hoje seriam tidos como covardes submissos, juraram colaborar com as perseguições religiosas fantasiosas contra crimes de heresia, feitiçaria, sodomia, luterantismo, bigamia, blasfêmia e fornicação.
“Diante do espetáculo de poder, donos de engenhos de origem judia enxergaram tudo aquilo com pavor. Muitos, mesmo os que tinham prestígio, estavam vulneráveis a serem submetidos à vergonha pública, aos martírios e ao confisco de bens”. De acordo com o livro, muitos judeus tinham vindo para o Brasil, no início da colonização, temendo a Inquisição em Portugal. Agora ela chegava à porta deles.
Como se constata, a história de Pernambuco não cabe num só volume. São necessárias bibliotecas para que se conheçam os acontecimentos que forjaram as pessoas que somos. Neste sábado, 9 de maio, a pesquisadora e jornalista Paula Imperiano vai estar falando sobre as estruturas coloniais mais antigas abrigadas neste Estado. A palestra vai acontecer às 10 horas, na sede do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco (IAHGP), a mais antiga instituição histórica do Brasil, sediada no Recife, na rua do Hospício, 130.
A expectativa é que o Tribunal de Justiça de Pernambuco continue investindo na pesquisa histórica do Estado. O ex-presidente Ricardo Paes Barreto deu partida à coleção, e espera-se que o atual presidente do TJPE, Francisco José dos Anjos Bandeira de Melo, homenageie os pernambucanos, seu pai Bandeirinha, poeta e incentivador da nossa cultura, e seu bisavô, que ele leva no nome, José dos Anjos, professor, jornalista e ex-prefeito do Recife, que atuou na primeira metade do século passado. É isso.
Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte receberam, nesta quarta-feira (6), representantes dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) para discutir demandas da categoria em tramitação no Congresso Nacional. A reunião teve como foco propostas relacionadas à aposentadoria especial e à redução da jornada de trabalho dos profissionais.
Durante o encontro, os parlamentares defenderam a aprovação do Projeto de Lei Complementar 185/2024, que regulamenta a aposentadoria especial dos ACS e ACE, com previsão de redução da idade mínima e garantia de integralidade e paridade salarial. Eduardo da Fonte também solicitou celeridade na tramitação do Projeto de Lei 5.312/2016, que trata da redução da carga horária da categoria.
Os deputados ainda encaminharam pedido à governadora Raquel Lyra para inclusão dos Agentes de Combate às Endemias no Projeto Agente Protegido e atualização do incentivo financeiro pago aos profissionais. Participaram da reunião o deputado estadual Joel da Harpa e o vereador e pré-candidato a deputado federal Carlinhos da Cohab.
O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem nesta quinta-feira (7), em Washington. Os dois devem discutir temas econômicos e de segurança, segundo fontes dos governos brasileiro e norte-americano.
Contexto: Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Um mês antes, conversaram rapidamente durante a Assembleia Geral da ONU. As informações são do g1.
Antes do encontro, Lula e Trump falaram por telefone na sexta-feira (1º). O governo brasileiro disse que a conversa foi “amistosa”.
Nesta quinta-feira, Lula será recebido por Trump na Casa Branca por volta das 11h (12h, em Brasília).
Em seguida, os dois farão declarações à imprensa por cerca de 30 minutos no Salão Oval, segundo agenda divulgada pelo governo norte-americano.
Depois, os presidentes participarão de um almoço, no qual devem discutir temas de interesse dos dois países.
Segundo apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
A reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
Pelo menos cinco temas devem centralizar as conversas:
Combate ao crime organizado
PIX
Geopolítica e conflitos globais
Terras raras
Eleições
Veja a seguir detalhes de cada um dos assuntos.
Combate ao crime organizado
Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
PIX
Atualmente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) conduz uma investigação contra o Brasil por supostas irregularidades em práticas comerciais. O PIX está entre os itens analisados.
Segundo o governo norte-americano, o sistema brasileiro é visto como uma ameaça a empresas dos EUA, por criar desvantagens para serviços de pagamentos eletrônicos, como cartões de crédito.
O Brasil já informou às autoridades americanas, no âmbito das investigações, que o PIX não discrimina empresas dos Estados Unidos e destacou que até gigantes de tecnologia, como o Google, já utilizam a ferramenta.
O tema tem sido usado pelo governo como símbolo de defesa da soberania nacional.
Em um evento em abril, Lula disse que o “PIX é do Brasil” e criticou a investigação conduzida pelos Estados Unidos.
O governo brasileiro deve aproveitar a reunião para tentar convencer Trump a não adotar medidas contra o país por causa do PIX.
O vice-presidente Geraldo Alckmin disse, em entrevista à GloboNews, que vê o encontro como uma oportunidade para esclarecer o funcionamento do PIX e buscar um “bom entendimento” entre os dois países.
Geopolítica e conflitos globais
Lula e Trump têm adotado posições divergentes sobre conflitos globais. O Brasil, por exemplo, condenou ataques realizados pelos Estados Unidos à Venezuela e, mais recentemente, ao Irã.
Em abril, em entrevista à revista alemã Der Spiegel, o presidente brasileiro criticou Trump e disse que o norte-americano não pode “ameaçar outros países com guerra o tempo todo”.
Além disso, Lula repetiu uma declaração feita em 2025, após o tarifaço, ao afirmar que Trump não foi eleito “imperador do mundo”.
Lula também tem defendido o fortalecimento da ONU, em vez de posturas unilaterais.
O presidente foi convidado a integrar o Conselho da Paz criado por Trump, mas ainda não aceitou. Em janeiro, em conversa telefônica com Trump, Lula propôs mudanças no grupo.
A situação de Cuba, com os Estados Unidos pressionando e ameaçando o regime de Havana, também pode ser discutida. O Brasil vê com preocupação a situação humanitária da ilha, que piorou após o governo norte-americano adotar medidas para restringir o envio de petróleo ao país.
Terras raras
A exploração de minerais críticos e terras raras deve entrar na pauta da reunião. O Brasil tem uma das maiores reservas no mundo e vê esses recursos como estratégicos para a transição energética, a digitalização da economia e o avanço da inteligência artificial.
governo brasileiro defende que esses recursos sejam explorados sob controle nacional, com parcerias que garantam transferência de tecnologia e desenvolvimento da indústria.
O Brasil já sinalizou que não pretende aderir a uma aliança proposta pelos EUA para o setor e deve priorizar acordos bilaterais com diferentes países.
A avaliação é que os norte-americanos buscam influenciar as regras do comércio global desses minerais, hoje concentrados principalmente na China.
Também pode entrar na conversa um acordo firmado entre o governo de Goiás e os Estados Unidos para exploração desses minerais, que gerou reação do governo federal.
A avaliação é que a iniciativa envolvendo Goiás não tem validade jurídica, já que o subsolo pertence à União, responsável por regular a atividade e firmar acordos internacionais.
Além disso, na véspera do encontro na Casa Branca, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com previsão de incentivo para estimular a exploração. O texto ainda será analisado pelo Senado.
Investigações da Polícia Federal revelam que senador Ciro Nogueira (PP) recebia pagamentos mensais recorrentes e teria instrumentalizado o mandato para apresentar emendas redigidas pelo próprio banco.
O Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão assinada pelo ministro André Mendonça, determinou suspensão de empresas e monitoramento de envolvidos no caso, no âmbito da Operação Compliance Zero. As informações são do g1.
As provas surgiram a partir de diálogos interceptados entre Daniel Vorcaro e seu operador financeiro, Felipe Vorcaro. As mensagens detalham o funcionamento da chamada “parceria BRGD/CNLF”, na qual a empresa BRGD S.A. (da família Vorcaro) enviava recursos para a CNLF Empreendimentos (veículo patrimonial do senador).
Em janeiro de 2025, Felipe Vorcaro relatou dificuldades em manter o fluxo devido ao “aumento dos pagamentos” ao “parceiro brgd”.
Meses depois, em junho de 2025, Daniel Vorcaro cobrou o operador pelo atraso de dois meses nos repasses a “ciro”. Em resposta, Felipe questionou: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, evidenciando que o valor mensal do repasse havia aumentado.
Em janeiro de 2025, Felipe Vorcaro relatou dificuldades em manter o fluxo devido ao “aumento dos pagamentos” ao “parceiro brgd”.
Meses depois, em junho de 2025, Daniel Vorcaro cobrou o operador pelo atraso de dois meses nos repasses a “ciro”. Em resposta, Felipe questionou: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, evidenciando que o valor mensal do repasse havia aumentado.
A contrapartida para os pagamentos milionários era a instrumentalização do mandato parlamentar. O caso envolve a emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024. A proposta visava elevar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$250 mil para R$1 milhão por depositante.
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A investigação revelou que o texto da emenda foi elaborado pela própria assessoria do Banco Master e entregue em um envelope na residência do senador. Após a apresentação, Daniel Vorcaro vangloriou-se de que a proposta “saiu exatamente como mandei”, enquanto interlocutores do banco previam que a medida “sextuplicaria” os negócios da instituição.
Outros projetos de lei, como o PATEN e o SBCE, também teriam tido minutas revisadas e entregues ao gabinete do senador por ordens do banqueiro.
Além dos repasses mensais, Ciro Nogueira teria recebido vantagens por meio de operações societárias fraudulentas.
A empresa CNLF, administrada formalmente pelo irmão do senador, Raimundo Neto, adquiriu 30% da Green Investimentos S.A. pelo valor de R$ 1 milhão.
Daqui a pouco, a partir das 13 horas, em solenidade na Faculdade Vale do Pajeú, em Bezerros, no Agreste, recebo mais uma honraria municipal: o título de Cidadão Honorário Bezerrense, de autoria do vereador Diogo Lemos (PSB), aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores do Município. Simbolicamente, o evento está marcado para a unidade de ensino superior, presidida pelo meu amigo Cleonildo Painha, para assinar a chegada ao município da Casa da Justiça e Cidadania, que funcionará na referida faculdade.
Trata-se de um relevante avanço institucional na área jurídica do Agreste pernambucano. A implantação da Casa de Justiça e Cidadania promete ampliar o acesso da população a serviços jurídicos e fortalecer a atuação cidadã no município. lhido para sediar a nova estrutura. A iniciativa envolve a articulação de diferentes órgãos, incluindo o Poder Judiciário estadual, o Legislativo municipal, a gestão da cidade e instituições de ensino.
Além da inauguração do espaço, o evento contará com um momento de reconhecimento público. Diversas autoridades e nomes de destaque serão agraciados com o título honorífico de cidadão bezerrense, numa forma de valorizar contribuições relevantes prestadas à cidade e à região.
Entre os homenageados, Francisco Bandeira de Melo, presidente do Tribunal de Justiça do Estado, e os desembargadores Ricardo Paes Barreto, Fausto Campos, Alberto Nogueira, Francisco Eduardo Sertório, Erick Simões, Paulo Augusto de Freitas e Agenor Ferreira Filho.
Também o promotor Fábio Henrique Estevam, o defensor público geral do Estado, Henrique Seixas, a presidente da OAB, Ingrid Zanella, o ex-deputado federal Tadeu Alencar, o médico Heber Vieira Coutinho Júnior, além do próprio Painha, advogado e empresário do setor educacional do Estado. Haverá, por fim, uma homenagem póstuma ao ex-governador Eduardo Accioly Campos.
Ao final do evento, farei uma tarde-noite de autógrafos do meu livro Os Leões do Norte, da editora Eu Escrevo, que reúne a minibiografia de 22 governadores de Pernambuco. Será no auditório da Faculdade Vale do Pajeú.
HISTÓRIA
A origem de Bezerros data de 20 de maio 1870. Nessa época, foi implantado um grande comércio de gado, iniciando o povoamento do local. Algumas versões da história de Bezerros tentam explicar o nome da cidade. A primeira diz respeito ao sobrenome da família Bezerros, que foi a primeira proprietária das terras.
A segunda diz que o local foi, primitivamente, uma queimada de bezerros. A terceira conta que um dos filhos da família Bezerra se perdeu na reserva florestal no dia 18 de maio, tendo sido feita uma promessa a São José, sendo a criança encontrada com vida dois dias após seu sumiço, ou seja, dia 20 de Maio, ao pé de frondosa árvore onde foi erguida uma capela sob a invocação de São José dos Bezerros.
O município é formado pela sede, os distritos de Sapucarana e Boas Novas e pelos povoados de Serra Negra, Sítio dos Remédios, Cajazeiras e Areias. Anualmente, no dia 18 de maio, Bezerros comemora a emancipação política. O padroeiro da cidade é São José.
A PF (Polícia Federal) apontou, em relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que o senador Ciro Nogueira (PP-PI), recebeu “vantagens indevidas” de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.
Ciro foi um dos alvos da nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF nesta quinta-feira (7). As informações são da CNN.
Segundo o documento, o parlamentar teria apresentado uma emenda com objetivo de ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo investigadores, o instrumento teria sido elaborado com participação de integrantes do Banco Master.
Além disso, “no plano patrimonial, aponta-se a percepção de vantagens reiteradas, materializadas por pagamentos mensais, aquisição societária com expressivo deságio, custeio de despesas pessoais e fruição de bens de elevado valor, além de indícios de recebimento de numerário em espécie”.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (7) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
O presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), está entre os alvos, segundo informações obtidas pela TV Globo. A PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços dele em Brasília e no Piauí. As informações são do g1.
Na decisão, obtida pela jornalista Ana Flor, a PF “aponta a identificação da suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Segundo o blog apurou, o caso relativo ao senador Ciro Nogueira era um dos com maior quantidades de indícios para serem investigados.
O g1 entrou em contato com o senador, mas ainda não obteve resposta.
Ao todo, policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Segundo informações do blog da Camila Bomfim, no g1, o alvo de prisão é o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro. Ele foi preso nesta manhã em Minas Gerais.
A operação foi autorizada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça. A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores estimados em R$ 18,85 milhões.
Atual ministro da Defesa, o pernambucano José Múcio Monteiro entrou para a história como o mais duradouro e melhor ministro de Articulação Política da República no segundo mandato de Lula, de 2007 a 2009, substituindo Tarso Genro. Vocacionado engolidor de sapos, exerce o ofício da política para apagar incêndios com a conhecida paciência de Jó.
Desde a derrota do Governo no Senado, na semana passada, quando o presidente Lula não conseguiu emplacar o também pernambucano Jorge Messias no STF, Múcio age silenciosamente nos bastidores para distensionar a relação de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Ontem, se reuniu com o próprio Alcolumbre (União-AP), em uma primeira tentativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reconstruir a relação com o comando da Casa após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira. O encontro ocorreu na residência oficial do Senado e foi tratado por interlocutores do Planalto e aliados de Alcolumbre como um movimento inicial de distensão após a derrota histórica sofrida pelo governo no plenário.
Messias, advogado-geral da União e um dos auxiliares mais próximos de Lula, teve seu nome rejeitado pelo Senado depois de meses de desgaste político. Múcio confirmou a conversa e afirmou que o momento ainda é de reduzir a temperatura política antes de qualquer nova discussão sobre a vaga no Supremo.
“Estive com Alcolumbre sim, ontem. Meu papel foi de averiguar a temperatura. O momento é de apaziguar. Não é hora de apresentar nova indicação, nada, é deixar decantar. Ele vai encontrar Lula, sim, mais para frente”, afirmou.
Segundo interlocutores do Senado, Múcio também conversou com Alcolumbre sobre a importância de uma retomada do diálogo direto com Lula após a viagem do presidente aos Estados Unidos. De acordo com relatos de aliados de Alcolumbre, o senador se mostrou disposto a conversar com o petista, embora aliados dos dois lados admitam reservadamente que o ambiente ainda está longe de pacificado.
Silenciou – Procurado por meio de sua assessoria, o presidente do Senado não comentou. A reunião foi interpretada no governo como uma primeira tentativa de retomar o diálogo após a crise aberta pela derrota de Messias. Governistas avaliam que, mais do que a perda de uma vaga no Supremo, o episódio expôs a fragilidade da base governista na Casa e consolidou o poder de influência de Alcolumbre sobre o andamento da pauta legislativa.
Guimarães entra no jogo também – O novo ministro das Relações Institucionais, deputado José Guimarães (PT-CE), também esteve com Alcolumbre. Segundo aliados, o intuito também foi o de superar as desavenças da semana passada e construir uma reaproximação com o comando do Congresso. Lula embarcou ontem para os Estados Unidos ainda entalado com o presidente do Senado, artífice da derrota do Governo. Está sendo aconselhado a retaliar Alcolumbre, retirando cargos de aliados, mas José Múcio acha que isso não é o caminho mais adequado.
Correria aos cartórios – Encerrou-se, ontem, o prazo para regularização dos títulos eleitorais e o cadastro para o primeiro título de eleitor. A partir de hoje, o cadastro eleitoral será fechado e não serão permitidas alterações nos dados dos eleitores. Ao longo do dia de ontem longas filas se formaram nos cartórios para regularizar a documentação, cadastrar biometria, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais. Para resolver as pendências, o eleitor também teve acesso ao serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou procurou os postos de atendimento presenciais.
Violência em queda – De acordo com estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS), 942 pessoas foram assassinadas no primeiro semestre deste ano, o que representou uma importante queda. Trata-se do menor resultado da série histórica, iniciada em 2004, e da primeira vez que esse período de quatro meses é finalizado com menos de 1 mil vidas perdidas. No último mês de abril, 209 mortes foram somadas no Estado. Houve redução de 17,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando 254 assassinatos foram contabilizados pela polícia.
Reflexo dos investimentos – A queda mais expressiva ocorreu na capital (30 assassinatos em abril deste ano, sendo 17 a menos) e na Região Metropolitana (56 registros, contra 83 em abril de 2025). “Estamos alcançando os menores índices de criminalidade de toda a série histórica. Esse resultado é reflexo de investimentos robustos na ampliação do efetivo, em equipamentos e tecnologia, somados às ações ostensivas, repressivas e de inteligência das nossas operativas”, disse o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
CURTAS
DIANTEIRA – Pelos números da Quaest divulgada ontem, em Pernambuco o presidente Lula (PT) se mantém numa boa dianteira. Aparece com 53% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL)ficou pontuo 19%. Trata-se de uma média pro Lula em todos os estados nordestinos.
DELAÇÃO 1 – A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, entregou, ontem, à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal uma proposta de delação premiada. O conteúdo agora será analisado pelos investigadores, que podem fechar um acordo com o executivo, pedir acréscimos ou rejeitar a colaboração.
DELAÇÃO 2 – A proposta consiste em uma sequência de capítulos do que Vorcaro pretende contar às autoridades em troca de benefícios, como a redução da pena ou mudança de regime prisional, em caso de condenação. Cada anexo se refere a um tema diferente em que os advogados apontam outros participantes dos supostos crimes e os meios para se confirmar os fatos narrados.
Perguntar não ofende: Até quando Raquel vai cozinhar seus aliados da Federação Progressista para escolha do nome ao Senado?