O papa Leão XIV, afirmou, hoje, que não teme críticas e seguirá se posicionando contra a guerra após ser alvo de ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou não ser “fã do papa Leão” e que o pontífice – “fraco” – “não estaria fazendo um bom trabalho”.
“Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer”, disse o pontífice.
“Não quero entrar em debate com ele. Não acho que a mensagem do evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterias entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, afirmou o papa.
A declaração do líder católico foi feita para jornalistas durante voo de Roma para a Argélia, onde o pontífice inicia nesta sgeunda uma viagem por quatro países africanos.
Ainda segundo Leão XIV, “muitas pessoas estão sofrendo no mundo hoje. Muitas pessoas inocentes estão sendo mortas. E acredito que allguém precisa se levantar e dizer que há um caminho melhor”.
Declaração de Trump
Nesse domingo (12/4), Donald Trump publicou críticas ao líder da Igreja Católica, na sua rede Truth Social. “O papa Leão XIV é fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa. Não quero um papa que ache normal o Irã ter uma arma nuclear”, disse o presidente dos EUA.
Nos ataques ao pontífice, que é norte-americano, Trump disse que o religioso é “uma pessoa muito liberal” e deveria “parar de ceder à esquerda radical”. As informações são do jornal The Guardian.
Logo após as críticas a Leão XIV, Trump publicou, também na Truth Social, uma imagem de si mesmo, gerada por inteligência artificial, em que aparece vestido de Jesus na cura de enfermos. Veja:
Os ataques de Trump ao líder católico vieram depois de um apelo que Leão XIV fez, no sábado (11/4), para que os EUA, Israel e Irã cheguem a um consenso que determine o fim da guerra no Oriente Médio. O pontífice chamou o conflito de “loucura” e acusou os envolvidos de terem idolatria por dinheiro.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado marcou para amanhã (14) o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). As informações são do portal G1.
Na mesma sessão, os parlamentares devem acompanhar a leitura do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) sobre os trabalhos do colegiado e votar o documento – que pode propor às autoridades o indiciamento de alvos da CPI e projetos de aperfeiçoamento da legislação.
A próxima terça é o último dia de funcionamento da comissão, instalada em novembro do ano passado. Os integrantes da comissão tentaram prorrogar os trabalhos, mas, segundo os parlamentares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu não atender a esse pedido.
Além da frustração de não ter a prorrogação da CPI, os integrantes do colegiado tem se queixado de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que têm desobrigado o comparecimento de convocados, o que pode se repetir em relação ao depoimento de Cláudio Castro.
A indefinição da governadora Raquel Lyra (PSD) em relação a montagem da sua chapa não estende apenas o ciclo de ansiedade em quem tanto aguarda sem ter certeza da opção pelo seu nome, como é o caso do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), que sonha acordado em uma das vagas ao Senado.
Provoca também desgastes. A vice-governadora Priscila Krause (PSD) não sabe igualmente se será mantida na chapa da reeleição. Já está prejudicada porque se sobrar apenas a alternativa de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados ou de volta à Assembleia Legislativa, como se especula, o cenário em busca de parcerias com prefeitos se estreitou. E muito!
A esta altura, praticamente todos os prefeitos dos 184 municípios do Estado já assumiram algum tipo de compromisso com seus respectivos candidatos, tanto a federal quanto a estadual. As chances de uma disputa proporcional sem o lastro do suporte municipal se reduzem drasticamente. Já o senador Fernando Dueire, que chegou a trocar de partido, saindo do MDB para o PSD, legenda da governadora, pode ser a grande vítima da longa espera.
Porque, como Priscila, se vier a disputar um mandato proporcional, não lhe restará prefeitos que garantam apoio. Dueire chegou a revelar a aliados que sua vaga na chapa de Raquel já estava garantida pela própria governadora, o que até o momento não se configurou. O senador anda impaciente e desapontado. Não conseguiu levar o MDB para a coligação de Raquel, condição que parece ter sido imposta por ela.
O retardamento da governadora no calendário da sua chapa pode estar atrelado também ao fator Federação Progressista. Hoje, o presidente desta federação, que uniu PP e União Brasil, Eduardo da Fonte, reúne a bancava progressista na Alepe para decidir se mantém o afastamento da base do Governo ou se faz a opção por uma postura independente.
Na condição de presidente da Federação Progressista, Eduardo também não é carta fora do baralho para o Senado, o que também contribui para dificultar a escolha dos candidatos de Raquel ao Senado.
GADELHA NA ESPERA – Nem mesmo o deputado Túlio Gadelha, que se transferiu da Rede para o PSD, teria seu espaço para o Senado já definido na chapa de Raquel. Numa conversa com colegas de parlamento, na semana passada em Brasília, Gadelha confirmou que já havia conversado com a governadora, em duas ocasiões distintas, sobre eleições, sem, entretanto, ter ouvido dela que o martelo está batido com relação ao seu nome. Mas como entre os nomes é o único que tem perfil mais à esquerda, provavelmente será um dos postulantes ao Senado na chapa governista.
A sanha vingativa do prefeito de Arcoverde – Na sua passagem, ontem, por Arcoverde, para cumprir agenda religiosa, o pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, fez questão de procurar o presidente da Câmara de Vereadores, Luciano Pacheco (MDB), para comunicar que pode contar com seu apoio na luta pela manutenção do seu mandato outorgado pelo povo. O parlamentar sofre, no momento, uma perseguição implacável e desonesta do prefeito Zeca Cavalcanti (Podemos), aliado da governadora, que “patrocina” uma ação de cassação do mandato dele. Diversas instituições já manifestaram solidariedade.
PL inflado por Flávio – Desde que o senador Flávio Bolsonaro anunciou que seria candidato ao Planalto em 2025, o PL agregou 44.092 novos filiados, segundo levantamento do site Poder360. No total, a sigla comandada por Valdemar Costa Neto conta com 939.614 filiados registrados. No mesmo período, o Missão, que nasceu de uma dissidência interna do MBL (Movimento Brasil Livre), teve o segundo maior número de adesões, com 17.255 novos filiados. O partido foi criado formalmente em novembro de 2025.
Delegado já isentou senador – O delegado da PF suspeito de furtar um produto num supermercado no Recife, identificado como Érick Ferreira Blatt, 50 anos, quando atuava no Rio, em 2020, isentou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma investigação da PF que apurava se o parlamentar tinha cometido lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral em declaração de bens à justiça eleitoral. Ele também é ex-diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal no Rio de Janeiro e foi alvo, segundo O Globo, de uma representação feita por associados em 2020 porque teria contratado a própria namorada para fornecer cestas de Natal para a entidade.
Cenário complicado para Lula – Pela primeira vez em simulações para a eleição presidencial de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassou numericamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, registrando 46% contra 45% do atual presidente. O levantamento do Datafolha aponta que a vantagem de Lula desapareceu, resultando em um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O cenário de equilíbrio se estende a outros nomes da direita, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que aparecem com 42% contra 45% de Lula.
CURTAS
POLARIZAÇÃO – No primeiro turno, a polarização segue cristalizada, mas com sinais de mudança de tendência. Lula mantém a liderança com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou positivamente para 35%, desenhando uma aproximação no limite da margem de erro.
CRESCIMENTO – Flávio também demonstrou força na modalidade espontânea, saltando de 12% para 16% das menções, enquanto o presidente permaneceu praticamente estagnado, oscilando de 25% para 26%. Entre os rivais do atual governo, Ronaldo Caiado foi quem demonstrou maior fôlego ao reduzir uma diferença de dez pontos para apenas três em relação a Lula no segundo turno.
PODCAST – No podcast Direto de Brasília de amanhã, o novo líder do Avante na Câmara dos Deputados, Valdemar Oliveira, fala sobre a candidatura do escritor Augusto Cury, recentemente filiado ao partido, para disputar a Presidência da República. O Direto de Brasília é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco.
Perguntar não ofende: A candidatura de Lula está definhando?