João é recebido por Carlos Veras para reafirmar unidade com lideranças do Pajeú

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) voltou ao Sertão do Pajeú para mais uma série de agendas com aliados políticos. Na noite de ontem (10), ele foi recebido no Sítio Poço Dantas, na zona rural de Tabira, pelo deputado federal e presidente estadual do PT, Carlos Veras, e um conjunto de prefeitos, vereadores e outras lideranças. No encontro, também prestigiado pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o grupo reafirmou a disposição de marchar em defesa do projeto da Frente Popular, o único palanque do presidente Lula (PT) em Pernambuco.

“Eu tive hoje uma reunião com Lula e Alckmin, mas eu não podia deixar de estar em Tabira e de poder fazer o que a gente acredita, que é ouvir as pessoas e conversar. Eu estava com uma saudade grande de poder estar no interior. Saúdo de forma especial todo mundo que trabalha aqui no campo, todos os sindicatos, as representações de todas as cidades do Pajeú aqui presentes, porque a gente sabe que a luta de vocês é a luta que levou Veras à Câmara Federal e é a luta que representa uma história que é muito maior que a nossa presença aqui. A nossa história, que eu devo ao meu pai, ao meu bisavô, vem da luta de muitas gerações. A gente pode mudar até a forma, porque o tempo muda a forma de fazer, mas não pode mudar nossa essência e a razão de a gente estar aqui, que é lutar por aqueles que precisam”, disse o pré-candidato a governador

Sebrae - Semana do mei

João lidera e Raquel não converte aprovação em votos

A disputa pelo Governo de Pernambuco este ano começa a ganhar contornos mais definidos sob a lógica clássica de que “eleição é comparação”. No cenário atual, o embate entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) revela uma assimetria importante entre aprovação administrativa e intenção de voto, indicando que a avaliação de governo não tem se convertido automaticamente em capital eleitoral. A análise foi feita, a princípio, no jornal O Globo.

João Campos aparece, até aqui, como o nome mais competitivo. Amparado por alta aprovação à frente da Prefeitura do Recife, forte presença digital e pelo peso simbólico da herança política ligada a Miguel Arraes e Eduardo Campos, o socialista amplia sua influência para além da capital. Pesquisas recentes o colocam consistentemente na liderança, com índices que variam de cerca de 45% a mais de 50% das intenções de voto, em alguns cenários com possibilidade de vitória no primeiro turno. Esse desempenho reflete não apenas sua força na Região Metropolitana, mas também a capacidade de nacionalizar sua imagem dentro de um campo político alinhado ao lulismo.