Coluna do sabadão

João lidera e Raquel não converte aprovação em votos

A disputa pelo Governo de Pernambuco este ano começa a ganhar contornos mais definidos sob a lógica clássica de que “eleição é comparação”. No cenário atual, o embate entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) revela uma assimetria importante entre aprovação administrativa e intenção de voto, indicando que a avaliação de governo não tem se convertido automaticamente em capital eleitoral. A análise foi feita, a princípio, no jornal O Globo.

João Campos aparece, até aqui, como o nome mais competitivo. Amparado por alta aprovação à frente da Prefeitura do Recife, forte presença digital e pelo peso simbólico da herança política ligada a Miguel Arraes e Eduardo Campos, o socialista amplia sua influência para além da capital. Pesquisas recentes o colocam consistentemente na liderança, com índices que variam de cerca de 45% a mais de 50% das intenções de voto, em alguns cenários com possibilidade de vitória no primeiro turno. Esse desempenho reflete não apenas sua força na Região Metropolitana, mas também a capacidade de nacionalizar sua imagem dentro de um campo político alinhado ao lulismo.