Lula: Se você quer ser presidente para ficar rico, não venha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, ontem, que cargos públicos não devem ser usados para enriquecimento pessoal. A declaração foi feita em entrevista ao ICL Notícias. Segundo Lula, salários de funções como deputado, governador e presidente não permitem que alguém fique rico. “Se alguém ficou rico durante o mandato, é porque teve outras coisas para ficar rico”, disse.

O presidente também afirmou que quem entra na política com esse objetivo não deveria ocupar o cargo e defendeu investigações rigorosas em casos de suspeitas de irregularidades.

Sebrae - Esquenta semana do MEI

O Partido Liberal (PL) avalia mais um nome feminino para ser vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ): o da deputada federal Clarissa Tércio, do PP de Pernambuco.

Como mostrou a Coluna do Estadão, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que era considerada o nome mais forte, foi taxativa ao dizer que não estava nos seus planos compor a chapa do senador.

Clarissa está em seu primeiro mandato de deputada federal, mas cumpre os requisitos buscados por integrantes da campanha de Flávio: ser mulher e do Nordeste, onde a direita tem dificuldade de conquistar votos.

A deputada de 41 anos confirmou ter sido procurada por integrantes da sigla para tratar sobre a vaga de vice. “Fui sondada por algumas lideranças da direita, mas não participei de nenhuma reunião com o Flávio”, disse a parlamentar, que afirmou que aceitaria o convite.

“Eu estou na política por missão e me dedico muito ao que faço. Quando acredito numa coisa costumo dar tudo de mim. Com toda a certeza eu aceitaria o convite, se fosse algo para agregar e se chegar a ser um convite”, completou parlamentar.

Clarissa disse ser “grande defensora” do ex-presidente Jair Bolsonaro e acreditar que o filho 01 vai dar continuidade aos projetos do pai.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

Quando pesquisas “estranhas” viram motivo de descrédito

O cenário político pernambucano atravessa um momento de inflexão em que a disputa eleitoral deixa de se restringir ao campo tradicional e passa a ser travada, também, no terreno sensível da credibilidade das pesquisas de opinião. Nesse contexto, a circulação recente de levantamentos controversos acabou por produzir um efeito colateral indesejado para a base governista.

No epicentro desse movimento está a governadora Raquel Lyra (PSD), cuja articulação política se vê tensionada após a divulgação de pesquisas encomendadas. Os números apresentados — que colocam a gestora à frente de João Campos — destoam de maneira significativa do conjunto mais amplo de levantamentos disponíveis e da percepção consolidada no meio político, que aponta o ex-prefeito do Recife como líder absoluto nas intenções de voto.