Com Alckmin vice, João ganha mais musculatura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será candidato à reeleição. O movimento representa uma vitória para o próprio Alckmin, que vinha afirmando não ter desejo de concorrer a outro cargo, e também coroa a articulação política do prefeito do Recife e pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos, presidente nacional do PSB. Ninguém defendeu mais do que ele, em conversas com Lula e na mídia, a manutenção do aliado na chapa governista.
O anúncio de Lula ocorreu em reunião ministerial realizada em Brasília, na terça-feira passada. Na ocasião, o presidente fez referência à desincompatibilização de Alckmin do cargo que ele acumula à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A saída do ministro terá que ocorrer até o próximo sábado, em virtude da legislação eleitoral.
Leia mais“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula, em fala que foi sucedida por um longo período de aplausos.
O anúncio de Lula também tem repercussões na corrida ao Governo de Pernambuco. A reedição da chapa PT-PSB no plano federal fortalece ainda mais a sinergia entre os dois partidos na Frente Popular, a aliança política mais vitoriosa da história do Estado.
Recentemente, João Campos já havia sido bem-sucedido na costura de uma chapa que contará com Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) como nomes para o Senado e com Carlos Costa (Republicanos) como pré-candidato a vice-governador, reforçando esse como o palanque de Lula em Pernambuco nas próximas eleições.
POLITICAMENTE CORRETA – A manutenção da chapa com Alckmin vice foi vista como uma decisão “politicamente correta” e um cálculo pragmático para manter a união de forças que levou à vitória de Lula em 2022, buscando estabilidade na relação entre os dois. Além de João, setores do PT, incluindo o núcleo próximo ao presidente, defenderam a permanência de Alckmin, como Gleisi Hoffmann, que afirmou que a chapa vencerá novamente. A escolha sinaliza a aposta de Lula em repetir a fórmula de 2022, valorizando a moderação e a aliança com setores de centro que Alckmin representa.

Ganhar de novo – A confirmação de Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa de 2026 foi tratada pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, como um movimento de consolidação política do governo e da estratégia eleitoral do campo governista. Ao comentar a decisão, ela afirmou que a permanência de Alckmin reforça uma composição que já demonstrou capacidade de vitória e que, na avaliação dela, reúne condições para repetir o resultado na próxima eleição. “Lula venceu com Alckmin e vai vencer novamente”, disse Gleisi.
Túlio vai de Caiado? – A aliados mais próximos, o deputado Túlio Gadelha, que trocou o partido Rede pelo PSD, confirmou que disputará o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra. Ao ingressar na legenda de Kassab, Gadelha vai seguir a orientação partidária apoiando a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República ou abrirá uma dissidência na legenda em apoio à reeleição do presidente Lula? Com a palavra, o próprio Gadelha, cujo símbolo maior da sua primeira eleição foi a estrela da jornalista global Fátima Bernardes, com quem é casado.
Miguel, o segundo? – Faltando apenas dois dias para encerrar o prazo do troca-troca partidário, a governadora continua mantendo suspense quanto à montagem da sua chapa. Não deu pistas ainda para o segundo candidato ao Senado nem se mantém Priscila Krause na vice. Aliados do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, estufam o peito e arriscam que o segundo nome na corrida para a Casa Alta será o representante do clã Coelho.

A chapa da morte – A chapa do PSD, partido de Raquel, escalada para a conquista de cadeiras na Assembleia Legislativa, foi batizada de “a chapa da morte”. Tudo porque os camurins, como se refere o ex-deputado Sílvio Costa aos postulantes que entram na eleição com resultados abaixo de 40 mil votos, são vistos como compradores do “passaporte eleitoral da morte”. O time dos tubarões, gente com votações acima de 50 mil, é extenso: Débora Almeida, Aglailson Vitor, Andrea Medeiros, Antônio Moraes, Romero Sales, Jarbas Filho, Willian Brígido, Joãozinho Tenório, Fabio Aragão, Anderson Luiz e Viviane Fagundes, esposa do prefeito de Gravatá. Já Marconi Santana, Professor Lupercio e Raimundo Pimentel vão entrar numa guerra desigual pelas duas últimas vagas.
CURTAS
NO MDB – O deputado Luciano Bivar, ex-União Brasil, ingressou no MDB num ato super concorrido, com a presença de pesos-pesados, como o líder do partido na Câmara, Isnaldo Bulhões. Deve ser escolhido primeiro-suplente do senador Humberto Costa (PT) na chapa de João Campos, candidato a governador pelo PSB.
DEUSES – O presidente Lula afirmou, ontem, que senadores podem criar problemas para o governo se não houver uma base de sustentação. “Um senador com mandato de 8 anos pensa que é Deus e pode criar muito problema se você não tiver base no Senado”, disse o petista em entrevista à TV Cidade, do Ceará.
ARTISTAS – Pelo menos dez artistas consagrados na música regional irão dar uma canjinha no jantar de adesão dos 20 anos do blog no dia 18 de maio, no restaurante Sal e Brasa Jardins da Rui Barbosa. Amanhã, numa postagem neste blog, vou revelar as estrelas que já confirmaram.
Perguntar não ofende: Cadê a chapa de Raquel?
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