Morre o ator Juca de Oliveira aos 91 anos

O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21) em São Paulo. A informação foi confirmada à TV Globo pela assessoria da família.

Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, desde o dia 13 de março em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica. As informações são do portal g1.

Petrolina - Destino

Por Roberto Almeida*

Em 1986, Pernambuco viveu uma das campanhas políticas mais bonitas de sua história. Miguel Arraes, deposto do governo pelos militares em 64, foi candidato ao Palácio das Princesas, enfrentando o então jovem José Múcio Monteiro, hoje ministro da Defesa do Governo Lula.

“A esperança está de volta” foi o slogan da campanha que empolgou os eleitores da capital e interior. “Arraes vai entrar pela porta que saiu”, anunciava o guia eleitoral da televisão, com uma participação marcante dos poetas populares Zeto e Bia.

Ipojuca - IPTU 2026

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Faz muito tempo, Amartya Sen caminhava pelas ruas de Calcutá e decidiu comprar peixe de uma mulher que trabalhava usando um pequeno tabuleiro de madeira. Ela deu o preço do peixe e Sen, seguindo a tradição de bom bengalês, pechinchou. Naquela região da Índia, pechinchar é esporte nacional. Mas a mulher, desde cedo esfregando o umbigo naquele tabuleirozinho, conhecia Amartya e sabia ser ele professor.

“Você estuda muito, não é?”, começou muito séria. E arrematou: “Então deveria saber que se todo mundo pagasse o que quer pagar, eu e meus filhos não comeríamos hoje à noite”. Ele pagou o preço. E mais um pouco. Anos depois, ao desenvolver sua teoria das capacidades, a ideia de que desenvolvimento significa garantir às pessoas a liberdade real de viver uma vida digna, Sen reconheceu as pessoas do povo, das ruas de Calcutá, como seus grandes professores de economia, melhores que os de Oxford ou Cambridge.

Caruaru - São João na Roça

Com a decisão do grupo Coelho, liderado pelo ex-prefeito Miguel Coelho, de apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado federal Lucas Ramos (PSB) sai no lucro: passa a ser o único candidato a buscar a reeleição com forte inserção no eleitorado de esquerda em Petrolina e no Vale do São Francisco.

Isso porque Fernando Filho (UB), também candidato à reeleição para Câmara dos Deputados, deixa o histórico segmento do eleitorado de esquerda, se associando ao projeto que vai na contramão da Frente Popular, que tem João Campos candidato a governador e o presidente Lula na disputa pela reeleição.

Sai também desse segmento de esquerda o ex-prefeito Odacy Amorim, que se transferiu para o Avante para disputar uma vaga na Câmara Federal, partido alinhado com o projeto Raquel Lyra e o bolsonarismo. Na eleição passada, quando conquistou seu primeiro mandato federal, Lucas teve mais de 20 mil votos em Petrolina. Agora, como único postulante federal na coligação de João, pode até dobrar essa votação, repercutindo nos demais municípios do Sertão do São Francisco.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Zé Américo Silva*

A escalada de tensão envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel mergulhou o mundo em mais um capítulo de instabilidade geopolítica, com impactos diretos sobre o preço do petróleo e seus derivados. Trata-se de um conflito cujas motivações seguem nebulosas para a maioria da população global, mas cujas consequências são imediatas e concretas: inflação energética, insegurança econômica e pressão sobre governos nacionais.

No Brasil, como em qualquer economia dependente de combustíveis fósseis, os reflexos são inevitáveis. No entanto, há um componente adicional que agrava a situação: o comportamento de setores do empresariado, especialmente na cadeia de distribuição e revenda de combustíveis. O que se observa não é apenas repasse de custos, mas uma antecipação agressiva de aumentos, muitas vezes dissociada da realidade imediata do mercado internacional.

Palmares - IPTU 2026

As estratégias de João Campos

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O ato de lançamento do prefeito do Recife, João Campos (PSB), como pré-candidato ao Governo do Estado, ontem (20), na Zona Sul da capital, foi mais do que um evento para dizer oficialmente à população que ele vai concorrer ao Palácio do Campo das Princesas. Foi o pontapé inicial do grupo socialista à corrida e deixou evidentes algumas das estratégias a serem usadas em busca da vitória.

A primeira e mais óbvia é o reforço na narrativa de que o palanque de João Campos é o palanque do presidente Lula (PT) em Pernambuco, esvaziando, desde já, a tese de palanque duplo para o petista, em caso de apoio da governadora Raquel Lyra (PSD) a Lula. Mesmo que Raquel declare que votará no presidente e abra seu palanque para ele daqui a alguns meses, o grupo de João já terá associado à imagem do chefe do Poder Executivo, porque montou uma chapa com aliados lulistas e fez questão de cravar a defesa da reeleição de Lula.