Deputado quer colete reflexivo obrigatório nos carros

Está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei (o 282/2026) para incluir o colete de segurança retrorrefletivo na lista de equipamentos obrigatórios para veículos automotores novos. Lembrou do extintor de incêndio, que quase para nada servia, além de enriquecer os fabricantes e donos de lojas? Bem, talvez até seja diferente. O PL obriga o uso imediato sempre que houver necessidade de imobilização do automóvel em vias públicas. O autor é o deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR).
A lei estabelece que tanto o condutor quanto os passageiros deverão vestir o equipamento de alta visibilidade ao desembarcarem do veículo em situações atípicas, como pane mecânica ou elétrica, acidentes, falta de combustível, troca de pneus ou qualquer outra emergência. O foco dele é o uso em rodovias, vias de trânsito rápido e trechos com baixa luminosidade, onde o risco de atropelamentos graves é substancialmente maior.
Segundo o parlamentar, uma parcela significativa dos acidentes fatais ocorre justamente durante paradas emergenciais. Nessas circunstâncias, pessoas no acostamento ou na pista tornam-se alvos vulneráveis por não serem vistas a tempo pelos demais motoristas. Se aprovada nos termos atuais, a medida determinará que todos os veículos fabricados a partir de 12 meses após a publicação da lei já saiam de fábrica equipados com, no mínimo, uma unidade do colete. Em países como o Chile, a medida já é adotada.
Leia maisIPVA pelo peso do veículo? – Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados pode alterar a lógica de um dos tributos mais conhecidos pelos brasileiros. A PEC 3/2026 sugere que o IPVA deixe de ser calculado com base no valor de mercado do veículo e passe a considerar o peso do automóvel – além de estabelecer um teto nacional de 1% do valor de venda. Hoje, o imposto é definido pelos estados e costuma variar entre 1% e 4% do valor do veículo, geralmente estimado pela Tabela Fipe. A mudança pode modificar a forma como o contribuinte arca com o imposto e abre discussões sobre critérios de justiça tributária, impactos para consumidores e possíveis efeitos no mercado automotivo.
Do ponto de vista jurídico, a alteração de critério pode levantar dúvidas relevantes: a cobrança baseada no peso do veículo atende ao princípio da capacidade contributiva previsto na Constituição? Um modelo que tribute veículos mais pesados poderia gerar questionamentos por parte de consumidores que utilizam utilitários ou veículos familiares? Como ficam os direitos do consumidor diante de possíveis mudanças no custo de propriedade de um bem essencial para mobilidade e trabalho? Há espaço para discussões judiciais caso o novo critério seja considerado desproporcional ou discriminatório entre categorias de veículos? O advogado e professor Fernando Moreira, mestre em Direito Processual Civil pela USP e especialista em Direito do Consumidor, pode comentar os possíveis reflexos jurídicos da proposta e os impactos práticos para proprietários de veículos.

Corvette Stingray 2026 3LT: US$ 339 mil – Uma unidade edição limitada e de configuração exclusiva do Corvette, a Stingray 2026 3LT, acaba de desembarcar no Brasil como modelo único no país, no valor de US$ 339.625 (cerca de R$ 1,7 milhão). A operação foi conduzida pela Master Trading. A importação envolveu desde a negociação e compra internacional do veículo até a personalização no exterior, coordenação logística, desembaraço aduaneiro e entrega na filial brasileira da Master Cargas Brasil, localizada no Paraná. O modelo Stingray 2026 3LT é uma edição limitada voltada a clientes que buscam exclusividade, alto desempenho e tecnologia embarcada de última geração. Equipado com pacote de performance Z51, o superesportivo entrega 495 cavalos de potência e acelera de 0 a 100 km/h em aproximadamente três segundos.

Vem aí o novo Onix Activ – A Chevrolet confirmou o lançamento do novo Onix Activ. Não há, porém, data (‘em breve’, dizem os diretores da marca) para ele chegar ao mercado brasileiro. O fato é que adota uma configuração estrutural inédita na linha, com suspensão elevada, maior vão livre do solo e visual de inspiração aventureira. A empresa quer que ele se torne uma alternativa aos atuais SUVs compactos de entrada. Mas ele não é um utilitário esportivo, embora deva oferecer posição de dirigir mais elevada, aparência (só ela mesmo) robusta e maior versatilidade para o uso urbano. Não há preço definido.
Fiat e os 50 anos de Brasil – Em 2026, a Fiat do Brasil completa meio século de história. Desde sua chegada ao país, a marca se consolidou como protagonista da indústria automotiva e também deixou marcas na vida de milhões de brasileiros ao ser pioneira em tecnologias e inovações que transformaram a mobilidade brasileira. Por exemplo: o 147, que nasceu em 1976. Ele foi o primeiro automóvel nacional com motor transversal, solução que otimizava o espaço interno e a eficiência mecânica, influenciando o design dos carros compactos.
O modelo também foi o primeiro a adotar pneus radiais e para-brisa de vidro laminado, que aumentavam a segurança e o conforto dos ocupantes. Também foi o primeiro carro nacional com coluna de direção articulada, recurso que oferecia maior proteção ao motorista em caso de colisão. Pouco depois, em 1978, surgiu a 147 pick-up, a primeira picape leve derivada de um automóvel no Brasil, inaugurando um segmento que unia a praticidade de um carro com a versatilidade de uma picape. No ano seguinte, em 1979, o Fiat 147 voltou a ser protagonista no cenário brasileiro, ao se tornar o primeiro carro nacional movido a álcool, símbolo da busca por alternativas energéticas sustentáveis e responsável por abrir caminho para a consolidação do etanol como combustível no país.

Ram começa a entregar nova Dakota – A nova Ram Dakota começou a ser entregue para os primeiros compradores – os que fizeram pré-reserva das versões Laramie e Warlock. Quem não aproveitou a pré-reserva, porém, pode a partir de agora conhecer e testar a nova Ram Dakota em uma das concessionárias da marca no Brasil. A picape está disponível em duas versões: Warlock, com visual e elementos mais voltados para o off-road; e Laramie, que exibe os cromados que já são marca registrada de uma Ram. Independentemente da versão, sob o capô está o motor 2.2 turbodiesel, que entrega 200 cv de potência e 45,9 kgfm de torque, sempre acompanhado de um câmbio automático de oito marchas. A tração 4×4 automática proporciona aderência nas mais variadas condições de piso, com a possibilidade do bloqueio mecânico do diferencial traseiro no caso de o fora de estrada exigir ainda mais capacidade.
Internamente, a nova Ram Dakota se destaca pelo novo painel digital de 7” ao lado da central multimídia de 12,3” com Apple Carplay e Android Auto sem fio, além dos bancos em couro (com ajuste elétrico para assentos do motorista e passageiro à frente) e uso de materiais premium nos revestimentos de portas e no painel de instrumentos. Bem equipada em ambas as versões, a picape possui ainda um amplo pacote de auxílios à condução, que inclui, entre outros, frenagem autônoma de emergência e detecção de pedestres e ciclistas; e piloto automático adaptativo com alerta de colisão frontal. A nova Ram Dakota possui cinco anos de garantia, sem limite de quilometragem.

Ranger ganha versões de trabalho – A Ford iniciou a venda da Ranger XL nas novas versões cabine simples, chassi e cabine dupla automática, ampliando o portfólio da picape média. Elas ocupam o espaço de entrada, de trabalho, com uma estratégia que combina capacidade de carga, bom conteúdo de equipamentos e preço atrativos, digamos assim. Tudo isso se soma às qualidades já conhecidas da nova Ranger, que é dona da plataforma mais avançada da categoria. Além de entregar um padrão superior de desempenho, robustez, dirigibilidade, segurança e tecnologia, com a tradição da família de picapes Raça Forte da Ford, ela oferece versatilidade para atender diversos tipos de aplicação, com suporte da engenharia de fábrica e rede de modificadores certificados para implementação.
A Ranger XL é equipada com motor 2.0, transmissão automática ou manual de seis velocidades e tração 4×4. É a picape com maior capacidade de carga da categoria: a cabine simples transporta 1.690 litros e 1.223 kg com transmissão manual, e 1.170 kg com transmissão automática; a chassi cabine comporta 1.371 kg na versão manual e 1.318 kg na automática, que permite operar com diferentes tipos de implemento, como baú, eletricitária ou ambulância. A XL cabine simples é oferecida por R$ 256.600 com transmissão manual e R$ 266.600 com transmissão automática. A XL chassi cabine custa R$ 248.600 com transmissão manual e R$ 258.600 com transmissão automática. E a XL cabine dupla é cotada em R$ 272.600 com transmissão manual e R$ 282.600 com transmissão automática.

Buggies de luxo – E o Brasil acaba de ganhar uma marca de veículos recreativos: a SAV Motors. Ela vai fabricar buggies de luxo e aposta em engenharia própria, design premium e foco em segurança e conforto para desenvolver uma nova geração desses modelos. A iniciativa surge em um contexto em que destinos de praia, resorts e operações turísticas deixaram de competir apenas por infraestrutura e passaram a disputar diferenciação por experiência.
A SAV Motors propõe o reposicionamento do buggy como um produto de engenharia, design e uso real, afastando-se da lógica informal e sazonal que historicamente marcou esse tipo de veículo no Brasil. O movimento acompanha a expansão do turismo de luxo no país. Dados da Statista indicam que a receita do segmento no Brasil deve crescer de aproximadamente US$ 28,3 bilhões em 2024 para cerca de US$ 44,5 bilhões até 2030, com taxa média anual próxima de 7,9%. A companhia já conta com um primeiro modelo em fase final de montagem, com apresentação oficial prevista para o primeiro trimestre deste ano.

Viagem longa pede cuidado contínuo com os pneus – Viagens de longa distância fazem parte da rotina de muitos brasileiros, seja por compromissos profissionais ou momentos de descanso, especialmente durante feriados prolongados. Em 2026, o calendário ainda reserva diversas oportunidades para pegar a estrada. Ainda há, por exemplo, nove feriados nacionais ao longo do ano que favorecem emendas e, consequentemente, períodos prolongados de deslocamento. Nessas ocasiões, o veículo permanece por horas seguidas em movimento, enfrenta diferentes tipos de pavimento e condições de uso e passa a exigir atenção constante do motorista.
Nesse cenário, os pneus desempenham papel fundamental para a segurança durante todo o trajeto, e não apenas antes da saída. Para a Bridgestone, manter a atenção aos pneus ao longo da viagem é essencial para reduzir riscos e evitar imprevistos. “Em viagens longas, o pneu é submetido a um esforço contínuo. O calor gerado pelo tempo de rodagem e a velocidade constante aumentam a exigência sobre o conjunto. Por isso, o cuidado não deve se limitar à revisão antes de sair de casa, mas continuar durante todo o percurso”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Paradas estratégicas – Durante deslocamentos prolongados, fazer pausas regulares não é importante apenas para o descanso do motorista, mas também para uma rápida verificação do veículo. Em poucos minutos, é possível observar visualmente os pneus e identificar sinais que merecem atenção. “Uma inspeção simples durante as paradas já ajuda a perceber alterações como desgaste irregular, bolhas, cortes ou objetos presos ao pneu. Esses sinais podem indicar que algo não está correto e devem ser avaliados antes de seguir viagem”, orienta Ayala.
Rodagem contínua – Manter o carro rodando por longos períodos eleva a temperatura dos pneus, especialmente em trajetos feitos sem interrupções. Esse aquecimento contínuo, quando associado a pressão inadequada ou carga elevada, pode acelerar o desgaste e comprometer o desempenho.
“Quando o pneu trabalha por muitas horas seguidas, qualquer desvio de pressão ou condição irregular tende a se intensificar. Por isso, manter a calibragem correta e observar o comportamento do veículo ao longo do caminho faz toda a diferença”, explica o especialista da Bridgestone.
Atenção aos sinais – Além da inspeção visual, o motorista deve estar atento a mudanças no comportamento do carro durante a viagem. Vibrações no volante, ruídos diferentes, perda de estabilidade ou sensação de direção pesada são sinais de alerta que não devem ser ignorados.
“Muitas vezes, o veículo dá sinais claros de que algo não está certo. Insistir na rodagem nessas condições pode transformar um problema simples em um transtorno maior”, alerta Ayala.
Estepe x segurança – Outro ponto frequentemente esquecido é o estado do estepe. Em viagens longas, ele pode ser decisivo em caso de imprevisto, mas precisa estar em condições adequadas de uso, com calibragem correta e sem sinais de desgaste ou danos. “O estepe não pode ser visto como um item secundário. Ele faz parte do sistema de segurança do veículo e deve receber a mesma atenção que os demais pneus”, reforça o gerente da Bridgestone.
Dicas práticas para viagens longas
A Bridgestone recomenda:
• Realizar paradas periódicas para descanso e inspeção visual dos pneus.
• Manter a calibragem correta, seguindo sempre as orientações do fabricante.
• Observar sinais de desgaste irregular, bolhas, cortes ou objetos cravados.
• Conferir as condições do estepe antes e durante a viagem.
• Ficar atento a qualquer mudança no comportamento do veículo.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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