O Centro Cultural Cais do Sertão recebe, amanhã, a partir das 20h, o projeto “Parabéns pra Gonzagão”, em homenagem ao eterno Rei do Baião, Luiz Gonzaga, maior artista nordestino de todos os tempos. Há doze anos, a iniciativa celebra a vida e a obra do músico que se tornou porta-voz da cultura nordestina e referência permanente para diferentes gerações de artistas e admiradores em todo o Brasil.
Sempre atual, a obra de Luiz Gonzaga segue viva na memória do povo brasileiro e continua sendo revisitada por artistas que encontram em suas canções temas sociais, culturais e identitários que atravessam o tempo. Seus sucessos permanecem em evidência, reafirmando a força de um legado que nunca deixou de dialogar com o presente.
O evento conta com o apoio logístico da Empetur e do Governo de Pernambuco. A realização é do Instituto Boa Vista, com apoio do Ministério da Cultura.
Solidariedade
Além de celebrar o nascimento de Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião, o evento também vai promover uma ação de arrecadação de alimentos destinada a famílias em situação de vulnerabilidade no Agreste e no Sertão de Pernambuco. Os voluntários da Ação da Cidadania estarão próximos ao palco para receber as doações de, no mínimo, 2kg de alimentos não perecíveis. Após o evento, os alimentos arrecadados serão organizados e encaminhados para cidades do Agreste e do Sertão onde houver famílias precisando de apoio.
Conta a lenda que, na Segunda Guerra Mundial, um jovem piloto de caça alemão patrulhava a costa europeia em missão de combate. Arrojado e com uma habilidade muito acima da média, ele já era considerado um fenômeno na arte da guerra, acumulando diversas vitórias sobre aviões inimigos.
Contudo, o “galeguinho” – como era carinhosamente chamado pelos colegas de farda – ainda não estava plenamente adaptado aos combates noturnos. Tomado por uma autoconfiança perigosa, não percebeu a aproximação silenciosa de um caça inimigo. Com um único e preciso disparo, o adversário atingiu o motor de sua aeronave.
Voando em alta altitude, o piloto demorou a notar que, pouco a pouco, os comandos deixavam de responder. O avião agora apenas planava sobre o oceano. Acostumado ao triunfo e traído pelos próprios sentidos, ele olhou para baixo e viu o reflexo das estrelas na imensidão espelhada da água.
Naquele momento crítico, teve a ilusória certeza de que ainda navegava em um “céu de brigadeiro”. No entanto, o horizonte era uma miragem: seu caça já beijava as águas geladas do mar europeu. Entre o reflexo do céu e a realidade do abismo, restava-lhe apenas a escolha final: ejetar-se para um recomeço ou descansar nas profundezas do mar.
O meu blog postou, há pouco, um alerta para o vídeo da governadora Raquel Lyra com narração com sotaque paulista – com aquele típico R tônico – em uma homenagem aos aniversários das cidades-irmãs Recife e Olinda. Algo grotesco. Minutos depois, a peça, que nunca deveria ter ido ao ar, foi removida das redes da gestora. Estou feliz em poder ajudar a garantir que cidades com histórico tão revolucionário não sejam tratadas com um descaso assim.
Espero que repostem com uma outra narração. Fica a dica.
A demora para a realização de uma reunião presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, inicialmente prevista para meados de março, reduziu o espaço de interlocução direta entre os dois presidentes, segundo avaliam diplomatas. As informações são do portal G1.
Na análise de integrantes do Itamaraty, o distanciamento fez a “química esfriar” e abriu espaço para que a ala ideológica do governo norte-americano voltasse a ganhar força. Lula pretende fazer uma visita oficial à Casa Branca, para se reunir com o presidente Trump. A ideia inicial era que o encontro em Washington ocorresse neste mês de março, mas a viagem permanece sem data definida.
Funcionários do governo Trump afirmam, sob reserva, que nomes como Marco Rubio, secretário de Estado, e Darren Beattie, assessor de Trump para políticas relacionadas ao Brasil – que chegou a pedir para visitar Jair Bolsonaro – estão conseguindo emplacar pautas dentro do governo americano. Diante do fracasso do tarifaço, essa ala passou a investir com mais intensidade no tema da segurança pública.
No governo brasileiro, a avaliação é de que é preciso reagir. Integrantes do Planalto dizem estar incomodados com a narrativa que vem ganhando força nas redes sociais de que o governo defenderia facções criminosas como o PCC e o CV.
Em caráter reservado, diplomatas mencionam o temor de que os Estados Unidos utilizem o combate ao narcotráfico e a classificação de grupos como terroristas para justificar operações militares na região. A preocupação é, principalmente, a tentativa norte-americana de interferir em assuntos de soberania nacional.
A área de comunicação prepara uma mobilização nas redes sociais – novamente com o mote da soberania – para explicar de forma didática como esse debate pode afetar a soberania nacional.
A homenagem da governadora Raquel Lyra (PSD) ao aniversário de Olinda e Recife recorreu às tradicionais imagens aéreas de pontos turísticos das duas cidades, mas pecou no básico: a narração do vídeo. O sotaque paulista da locutora prejudicou a imersão do público em um vídeo que fala justamente sobre identidade e regionalismo, um erro feio e um descuido sem tamanho da equipe de comunicação de Raquel.
O ato é falho em todas as perspectivas possíveis. Se a locutora for uma pessoa real, errou a agência contratada pela governadora para produzir o vídeo, que poderia ter escolhido a voz de uma pernambucana para acentuar o senso de pertencimento que a produção busca gerar, sobretudo em associação com as várias aparições de Raquel ao longo das imagens.
Já se a voz for de inteligência artificial, quem errou foi a equipe de comunicação do Palácio, que anda se atrapalhando no uso desse recurso. Nesta semana, a IA já tinha sido usada em outro vídeo de Raquel para gerar uma imagem do Arco Metropolitano como se já estivesse em funcionamento, uma inverdade que induziu o público ao erro e que pode custar caro para a governadora nos tribunais eleitorais.
De malas prontas para o PDT, a ex-deputada Marília Arraes, ex-Solidariedade, pode ser a nova vítima das traições históricas e corriqueiras do presidente da legenda, Carlos Lupi, que anuncia hoje, numa conversa com jornalistas no Recife, o ingresso da ex-parlamentar na agremiação trabalhista.
Em Pernambuco, as últimas vítimas de Lupi foram a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel. O golpe se deu na eleição passada, quando Raquel convenceu Pimentel a ingressar no PDT, este filiou sua candidata e, faltando poucos dias para as convenções partidárias, o PDT foi parar nas mãos do então vice-prefeito Evilásio Mateus, que havia rompido com Pimentel.
Pimentel confiou na palavra de Lupi, empenhada a Raquel, e caiu numa tremenda arapuca. A governadora teve que armar uma operação de guerra de última hora para abrigar a candidata de Pimentel num partido, mas esta acabou derrotada por Evilásio, que detém hoje o controle do PDT em Araripina.
“Marília que abra os olhos. Lupi é inconfiável”, dizia, ontem, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, um histórico pedetista do Rio, que também já foi vítima do presidente nacional do PDT. O que se ouve em Brasília é que Marília, na ânsia de ser candidata ao Senado de todo jeito, tem confiado cegamente nas promessas de Lupi.
Mas, dependendo das conveniências de Lupi, a canoa de Marília pode furar antes mesmo do fechamento do prazo das convenções partidárias. Se isso ocorrer, não será por falta de aviso. Nas andanças por Brasília ao longo desta semana, Marília foi alertada por muitas cobras criadas, mas torceu o nariz.
A IRA DOS FERREIRA – Se a família Ferreira, com densidade eleitoral concentrada principalmente em Jaboatão e RMR, já estava ressabiada com a governadora, com a ida do deputado Pastor Eurico para o PSDB, sacramentada com o abandono voluntário do presidente da Alepe, Álvaro Porto, agora passou a considerá-la inimiga. Tudo porque mexeu com a composição da chapa do PL, que já havia perdido o ex-ministro Gilson Machado. Os Ferreira podem até não apoiar a candidatura de João formalmente, mas cruzarão os braços na campanha de Raquel.
Bivar suplente de Humberto – O deputado federal Luciano Bivar, ex-presidente do União Brasil, está se reaproximando do PSB e tende a apoiar João Campos. Deve se filiar ao MDB, desistir da reeleição e virar primeiro suplente do senador Humberto Costa (PT). Foi o que ouvi ontem em Brasília em meio ao instigante noticiário envolvendo o troca-trocas partidário, com prazo final em 4 de abril.
Olho no olho – O pré-candidato do PSB a governador, João Campos, fez um voo de bate e volta, ontem, para Brasília apenas para prestigiar o ato de filiação do presidente da Alepe, Álvaro Porto, ao MDB. Na chegada à sede do partido, teve uma conversa reservada com o presidente Baleia Rossi na companhia do novo emedebista e do presidente estadual, Raul Henry. Soube que a chapa estadual que Porto montou migrará na sua totalidade para o MDB.
Nem tudo está perdido – O ministro Dias Toffoli, do STF, se declarou suspeito para relatar o processo que pede a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master. Em despacho publicado, ontem, o ministro afirmou que se afastará por “motivos de foro íntimo”. Toffoli também citou o inciso 1º do artigo 145 do Código de Processo Civil, que estabelece a suspeição do juiz que tiver “amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados”. A pedido do ministro, o caso foi encaminhado ao presidente do Supremo, Edson Fachin, para a “adoção das providências que julgar pertinentes”. Um novo relator deve ser sorteado para assumir o processo.
Convite saiu num almoço – A governadora Raquel Lyra e a ex-deputada Marília Arraes conversaram longamente durante um almoço em Brasília na última terça-feira. Entre uma garfada e outra, degustando um bom vinho, Raquel fez o convite formal para a agora ex-adversária disputar uma das vagas ao Senado na chapa governista. No dia seguinte, Marília sondou aliados e, da senadora Teresa Leitão, ouviu o óbvio do óbvio: passará a campanha inteira se explicando a razão do aninhamento inesperado.
CURTAS
LEDO ENGANO – Se Marília imagina que seu provável potencial eleitorado votará nela em qualquer hipótese, pode estar redondamente enganada: os que dizem votar nela, segundo as pesquisas, são em sua maioria petistas ou de esquerda, eleitores de João, que não votam em Raquel.
FICA ONDE ESTÁ – O deputado Antônio Moraes, apesar da relação próxima com Raquel, não abandona o velho aliado Eduardo da Fonte, segundo garantem deputados do próprio PP que o conhecem e sabem da antiga e quase irmandade com Dudu.
NA RMR – Na próxima semana, retomo a jornada incansável para levar o livro Os Leões do Norte a toda rede estadual e municipal de ensino do Estado. Na agenda, Paulista, Camaragibe, Abreu e Lima, Itamaracá, Goiana e Araçoiaba.
Perguntar não ofende: O troca-troca partidário terá grandes emoções até o dia 4?