O cowboy Donald Tramp e o Coelhinho Malvado

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Alô alô galera! Bom dia. Boa tarde. Boa noite. Boa madrugada. Boa insônia para quem ainda não está entregue nos braços de Morfeu. E por falar na guerra do cowboy Donald Tramp contra os aiatolás do Irã, apresento a vocês o personagem Bad Bunny, o Coelhinho Malvado. O nome de batismo dele é Benito Antonio Martinez Ocasio, nascido na cidade de Bayamon, ilha caribenha de Porto Rico, território associado dos Estados Unidos da América.

O jovem Benito trabalhava como empacotador num supermercado na capital. Ele entrou na engrenagem do show business e virou o Bad Bunny, o coelhinho malvado, cantor de regae e também chamado de latin trap.

Foi bafejado pela fortuna e a sorte, segundo os preceitos filosóficos de Maquiavel. A virtude de sorte (Virtù) deve ser usada pelo príncipe para modular o eixo da fortuna, afirma o advogado Walber Agra.

O que tem a ver o Coelho Malvado com o cowboy Donald Tramp? Tudo a ver. Pra começar, Bad Bunny não seria Bad Bunny se não tivesse nascido num território americano. Ao apresentar-se recentemente no intervalo do show Super Bowl, o maior espetáculo esportivo da América, ao lado de celebridades tipo Lady Gaga, o Coelhinho Malvado levou um esculacho do cowboy Tramp. O cowboy disse que a performance dele representava afronta à grandiosidade da América. Erradíssimo. Não é para qualquer um levar um esculacho de Donald Tramp. Virou celebridade.

A figura emblemática do Coelhinho Malvado representa um hino de louvor à grandeza da América. Ao invés de hostilizar, Tramp deveria exaltar a figura do porto-riquenho Bad Bunny, a concretude do sonho americano de prosperidade e democracia. Queira ou não queira, eles são irmãos da América, um irmão-raiz e o outro irmão agregado ou adotivo.

Qual é a tua, bicho? Ele revela ser heterossexual e diz que prefere mulheres fêmeas do sexo feminino. Agora que virou celebridade se define como do “sexo fluído”.  Depende da corrente elétrica, corrente continua ou corrente alternada. A onda politicamente correta revogou as leis da genética do frade Gregor Mendel que definiu os cromossomos sexuais XX feminino e XY masculino. Hoje depende da tensão elétrica de 220 volts ou 110 volts. O sexo fluído vareia confirme seja corrente continua ou corrente alternada. O cara liga na tomada, tecle 1 ou tecle 2.

Bad Bunny e bichos similares são mercadorias fabricadas pelo show business do entretenimento. Talento pessoal é o que menos importa nesse cardápio. O show business faz a cabeça da boiada.

Falência de Cuba – País caribenho assim feito Porto Rico, Cuba padece da falência múltipla dos órgãos de serviços essenciais. Os ditadores da ilha-presídio, o maior presídio ao ar livre do planeta, responsabilizam o embargo dos  Estados Unidos pelo colapso. A acusação faz parte da filosofia de que “o inferno são os outros”. A Venezuela dispunha de um mar de petróleo e entrou em decadência. “Viva a revolução!” dizem os comunistas como palavras de ordem para salvar o regime. Em vão. O ditador de plantão Diaz-Canel funciona como fantoche. Cuba continua sendo governada pelo fantasma do psicopata Fidel Castro, com licença das palavras.

*Periodista, escritor e quase poeta

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

A fantasia política do “Lula para dois” em Pernambuco

Há algo de quase irônico — para não dizer fantasioso — no desejo de aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) de ver o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dividindo seu palanque em Pernambuco. Enquanto esse cenário é ventilado nos bastidores, em Brasília avança uma engenharia política ampla e cuidadosamente desenhada entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) para estruturar palanques estaduais coesos em torno da reeleição presidencial.

Em outras palavras: enquanto alguns ainda imaginam uma exceção pernambucana, o tabuleiro nacional caminha na direção oposta. O desejo de parte do entorno político da governadora por um palanque duplo para Lula em Pernambuco esbarra em um dado concreto da política nacional, com a construção de uma aliança estruturada entre PT e PSB para organizar cerca de 17 palanques estaduais alinhados ao projeto de reeleição do presidente.