No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado hoje, o superintendente do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Dr. Sidney Neves, agradeceu o trabalho do deputado federal Eduardo da Fonte em defesa da saúde pública durante agenda em Brasília.
Eduardo da Fonte é o parlamentar que mais destinou recursos na história da instituição. As emendas viabilizaram, entre outros investimentos, a aquisição de um acelerador linear de última geração, equipamento que pode reduzir sessões de radioterapia de cerca de 30 para até cinco em alguns casos, garantindo mais conforto e eficácia no tratamento dos pacientes.
Referência no tratamento oncológico, o Hospital de Câncer de Pernambuco é responsável por atender mais de 50% dos novos pacientes oncológicos do SUS no estado.
Durante a reunião, também foi tratada a chegada de um tomógrafo de última geração, com tecnologia equivalente à dos melhores hospitais particulares do Brasil, que deve ser entregue ao hospital até o mês de março. Além disso, está em tramitação a aquisição de um novo acelerador linear, ambos por meio de emendas dos deputados Eduardo da Fonte e Lula da Fonte.
“Só temos a agradecer. A preocupação do deputado Eduardo com a saúde é algo fora do comum. O apoio sempre foi constante, não apenas ao hospital, mas a todo o povo pernambucano, fortalecendo a saúde do nosso estado”, afirmou o superintendente Dr. Sidney Neves.
A maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está lidando com seu trabalho é desaprovada por 51,4% dos brasileiros e aprovada por outros 46,6% dos eleitores. Os dados são da pesquisa Meio/Ideia, divulgada hoje, e mostram um cenário de estabilidade. Em janeiro, eram 50% os que desaprovavam Lula e 47% os que aprovavam. A mudança se deu dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,5% para mais ou para menos.
De acordo com o levantamento, são 22,3% os eleitores que consideram o governo bom, enquanto 19% acham que é regular, 18,7% acham que é ruim e 26% apontam como péssimo. Os que não sabem são 2,2%.
A pesquisa também mediu a avaliação de Lula por área de atuação (economia, segurança, saúde e educação). Os piores resultados de Lula são na segurança pública, área na qual 32,9% dos brasileiros acham a gestão péssima e outros 19,4% a veem como ruim. De outro lado, 14% apontam o governo como bom na segurança e 23,3% o enxergam como regular.
O melhor resultado se dá na economia, na qual o conceito “bom” foi atribuído por 24% dos eleitores, o regular por 22%, o ruim por 14% e o péssimo por 27%.
O levantamento ainda questionou se Lula merece continuar como presidente, considerando as eleições de 2026. Para 51%, ele não merece, enquanto 47% acham que ele merece a reeleição. A pesquisa eleitoral, Meio/Ideia, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08425/2026-BRASIL. Foram ouvidos 1.500, entre 30 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026. O nível de confiança é de 95%.
Em Brasília, cumpri minha corridinha diária de 8 km, há pouco, debaixo de uma chuvinha gostosa, para matar a saudade de quando chovia no Sertão e tomava banho de bica.
Dentro do Superior Tribunal Militar (STM), o julgamento dos condenados por tentativa de golpe no STF é considerado imprevisível, mas dois dos réus que podem ter a perda de patente por indignidade determinada pelos ministros têm situação considerada mais grave: o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Walter Braga Netto.
Na análise do caso de Bolsonaro, segundo ministros, ex-ministros da Corte e especialistas na Justiça Militar afirmaram ao blog, pesará o antecedente de já ter sido julgado no STM por conduta irregular. As informações são do blog da Ana Flor.
Entre 1987 e 1988, Bolsonaro foi julgado duas vezes, por diferentes Conselhos de Justificação. Condenado por unanimidade na primeira instância, foi considerado não culpado em 1988 por maioria do STM. “Antecedentes pesam na análise dos ministros militares”, afirmou ao blog o professor da UFRJ e historiador Carlos Fico. “Sempre existe a aura de ser ‘uma segunda vez’”, diz ele.
No caso de Braga Netto, a imagem chamuscada dentro das Forças Armadas se dá pelos ataques orquestrados a militares do alto comando, na tentativa de mobilizar apoio para a tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022, segundo mensagens e documentos encontrados pelos investigadores.
Em tese, a decisão do STM é apenas dizer se pessoas que foram condenadas em última instância por ataque à democracia e tentativa de golpe de Estado não são dignas do oficialato. Uma reação aos crimes graves a que os cinco réus agora no STM foram condenados.
Além deles, Mauro Cid foi condenado, mas a uma pena de até dois anos, que não leva o caso à análise do STM. A pena do tenente-coronel foi diminuída pelo acordo de colaboração.
No tribunal, entretanto, o caso de Augusto Heleno e até de Almir Garnier será visto com cuidado por ministros militares. Heleno, pela saúde e idade, mas sobretudo por ser admirado dentro do tribunal. Já Garnier, lembra um analista que acompanha o tribunal, tem entre ministros ex-colegas de almirantado.
“De qualquer forma, um ministro terá que buscar muitos argumentos para dizer que não concorda que aquelas pessoas são indignas para o oficialato mesmo com uma condenação porque conspiraram contra a democracia”, pondera.
“Não vou me ajoelhar para beijar a mão de ninguém”, diz Heloísa Helena sobre permanência de Marina Silva na Rede
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Uma eventual saída da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar, seria vista com naturalidade pela deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ), que também é uma das fundadoras da Rede. As duas estão rompidas desde 2022 e protagonizam uma disputa interna e outra judicial pelo comando da legenda.
As divergências têm origem tanto em diferenças programáticas quanto na relação com o Governo Federal. Enquanto Marina se define como “sustentabilista” e aceitou fazer parte da gestão do presidente Lula (PT) como ministra do Meio Ambiente, Heloísa se posiciona como oposição ao Planalto e defende o “ecossocialismo”, corrente que associa a preservação ambiental à mudança do sistema econômico.
Heloísa Helena foi a entrevistada de ontem (3) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, e não titubeou ao relembrar o início da Rede Sustentabilidade e sua contribuição para a fundação do partido.
“Eu era presidente nacional do PSOL, portanto, não estava precisando de um partido. Comecei a coletar assinaturas do zero para ajudar a ministra (Marina Silva) a fazer a Rede. Pedi demissão da Universidade Federal de Alagoas para ir para o Rio de Janeiro para também apoiar a Rede. Infelizmente, as coisas internamente ficaram de uma determinada forma, não tem nada de pessoal nisso. É uma concepção distinta, ideológica, do que é ambientalismo, do que é socialismo, de como se dão as construções partidárias”, afirmou Helena.
A deputada ressaltou que tem a consciência absolutamente tranquila de que fez tudo o que precisava fazer, sem negligenciar nada na disputa interna e, demonstrando que não fará esforço algum para manter Marina Silva na Rede, comentou: “as pessoas têm que se acostumar também a perder”. “Eu já perdi tanto e nem por isso fui para a imprensa esculhambar quem ganhou de mim a eleição”, enfatizou.
“Já perdi e já ganhei. Infelizmente ou felizmente, nos dois últimos congressos da Rede, o nosso agrupamento ganhou. Eu simplesmente tenho que ter tranquilidade, não vou me ajoelhar para beijar a mão de ninguém. Fizemos a luta correta internamente e a vida é assim”, disparou Heloísa Helena.
Heloísa Helena é enfermeira, professora e ex-senadora. Ela voltou ao Congresso Nacional depois de 18 anos afastada do Parlamento, assumindo por seis meses a vaga do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), suspenso pelo Plenário da Câmara por quebra de decoro. A retomada do mandato devolveu ao Congresso uma das figuras mais combativas da política brasileira, conhecida por enfrentar tanto o Centrão quanto seus próprios aliados, em embates com o PT, o PSOL e, agora, a Rede Sustentabilidade.
Indefinição sobre Lula – Crítica ao presidente Lula (PT), Heloísa Helena evitou opinar sobre um eventual apoio da Rede à reeleição do petista. Ao ser questionada sobre o tema, a ex-senadora se resumiu a dizer que o partido vem debatendo internamente o conteúdo programático, para só depois definir o nome que apoiará ao Palácio do Planalto. “A gente ainda está debatendo na Rede, não tem condição de falar, até porque eu também sou dirigente nacional do partido. Estou estabelecendo também junto com o Paulo Lamarck, que é o novo porta-voz nacional da Rede, que corresponde ao presidente. Então a gente vai debatendo isso internamente, discutindo o programa e depois vamos discutir os nomes que serão apresentados”, respondeu.
Novos no time – A jornalista Eliane Cantanhêde e o jornalista Francisco José estrearam, ontem (3), nas perguntas do podcast Direto de Brasília. Cantanhêde questionou Helena se, ao retornar ao Congresso em um ambiente de forte polarização, a ex-senadora temia ser rotulada como bolsonarista ou ligada ao Centrão, por criticar o presidente Lula e o PT. Na resposta, Heloísa afirmou que não se reconhece nesses rótulos e disse manter uma trajetória de posições firmes e independentes, enfatizando que continuará votando conforme suas convicções e o mérito das propostas, sem alinhamento automático a governos ou blocos políticos. “Sou uma militante de esquerda e não mudo de posição para agradar ao poder”, afirmou.
Francisco José – Francisco José perguntou se o país ainda tem condições de eleger parlamentares efetivamente comprometidos com os interesses públicos, diante do descrédito em relação ao Congresso Nacional e da permanência de políticos que, segundo ele, ocupam mandatos sem cumprir suas funções institucionais. Heloísa Helena afirmou que segue movida pela esperança e defendeu a participação política como caminho para mudanças estruturais. “Embora a gente não viva numa democracia de fato, porque democracia sem justiça social não é democracia, é na política que se decide tudo”, destacou.
Mundiça não – Vereadores ligados ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), divulgaram nota de repúdio, na noite de ontem (3), contra o vereador George Bastos, do Partido Novo, “em razão de manifestação pública de caráter preconceituoso, desrespeitoso e ofensivo, proferida durante a 1ª Reunião Ordinária da 19ª Legislatura, 2ª Sessão Legislativa, da Câmara Municipal do Recife”. George Bastos chamou de “mundiça” as pessoas que ocupavam as galerias da Casa de José Mariano para acompanhar a votação do impeachment do prefeito.
Trecho da nota – “Referir-se a qualquer pessoa como ‘mundiça’ já constitui, por si só, uma grave afronta. Fazer isso em relação à população da cidade que jurou representar e servir é absolutamente inaceitável e configura um ataque direto a cidadãos e cidadãs que exerciam, de forma legítima, seu direito democrático de acompanhar, fiscalizar e participar da vida política do Recife. Não surpreende que tal postura venha de um representante do Partido Novo, legenda que se orgulha de conduzir, no único estado que governa, um projeto com resultados amplamente prejudiciais às classes populares”, diz um trecho da nota dos vereadores.
CURTAS
Quem assinou – Assinaram a nota de repúdio Aderaldo Pinto; Ana Lúcia; Carlos Muniz; Chico Kiko; Cida Pedrosa; Eduardo Mota; Eriberto Rafael; Fabiano Ferraz; Felipe Francismar; Gilberto Alves; Hélio Guabiraba; Júnior Bocão; Junior de Cleto; Kari Santos; Liana Cirne; Luiz Eustáquio; Natália de Menudo; Osmar Ricardo; Rinaldo Júnior; Rodrigo Coutinho; Romerinho Jatobá; Samuel Salazar; Tadeu Calheiros; Wilton Brito; e Zé Neto.
Gás do povo – Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, ambos do PP, votaram favoravelmente à Medida Provisória nº 1.313/2025, que institui o Programa Gás do Povo, iniciativa do Governo Federal destinada a ampliar o acesso ao gás de cozinha para a população em situação de vulnerabilidade social.
Ação emergencial – O deputado Luciano Duque (SD) anunciou, ontem (3), na tribuna da Alepe, ação emergencial articulada junto ao Governo de Pernambuco para apoiar os criadores de rebanhos, neste período de estiagem que atinge o Agreste e o Sertão. O parlamentar informou que, após diálogo com a governadora Raquel Lyra (PSD), o Estado vai autorizar a compra do bagaço da cana-de-açúcar para servir de alimento aos animais.
Perguntar não ofende: Quem vai conseguir comandar a Rede Sustentabilidade, Heloísa ou Marina?