Aumento das passagens de ônibus no Grande Recife passa a valer hoje

O reajuste de 4,46% do valor das passagens de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR) entrou em vigor à 0h deste domingo (1°). Após polêmicas, ações na Justiça e denúncias de irregularidades, a população já passa a pagar as novas tarifas, incluindo o aumento de R$ 4,30 para R$ 4,50 no Bilhete Único (Anel A), o mais utilizado pelos passageiros da região. As informações são da Folha de Pernambuco.

O reajuste foi aprovado em 13 de janeiro, em reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM). Os novos valores, válidos também para o Anel G e linhas especiais, levam em consideração a variação da inflação de 2026. Confira os valores:

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Tucano, a cidade, não a ave, está viva no meu imaginário desde garoto. Em Afogados da Ingazeira, cresci ouvindo Jocelina, a Joça, irmã de criação de minha mãe Margarida, enaltecer o município baiano e, mais do que isso, por várias vezes, juntar seus apetrechos e pegar a estrada em busca do seu paraíso.

Na verdade, não era tão paraíso assim. Joça praticou um êxodo sem fim para Tucano, mas sempre fazendo o caminho de volta. Não tenho a mínima noção das suas idas e voltas. Também não lembro se havia parentes seus por lá. Só lembro ela comentando comigo e minha família: “Estou de partida para Tucano. Aqui, não dá mais para viver”.

Petrolina - Destino

Motoristas de apps enfrentam inflação de 56% sem aumento proporcional na renda

A alta de 56,08% no custo das corridas por aplicativo em 2025, registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, escancara um desequilíbrio estrutural no setor de mobilidade urbana digital. Enquanto passageiros enfrentam preços cada vez mais elevados, os motoristas nem sempre veem sua remuneração acompanhar esse movimento. A discrepância levanta questionamentos sobre o modelo de negócios das plataformas, a eficácia da precificação dinâmica e a necessidade de regulação para equilibrar lucro corporativo e renda dos condutores.

De acordo com levantamento do GigU, a renda líquida dos motoristas varia conforme a cidade e a carga horária semanal. Em São Paulo, por exemplo, um profissional que trabalha 60 horas por semana registra lucro médio de R$ 4.252,24 após a dedução de custos como combustível e IPVA. No Rio de Janeiro, o valor médio é de R$ 3.304,93 para uma jornada de 54 horas semanais, enquanto em Belo Horizonte o lucro gira em torno de R$ 3.554,58 na mesma carga horária. “É uma jornada de trabalho exigente, mas a autonomia e a rentabilidade, que superam algumas ocupações tradicionais, acabam sendo grandes atrativos”, afirma Luiz Gustavo Neves, co-fundador e CEO da plataforma.

Estudos internacionais reforçam esse descompasso. Uma pesquisa da Universidade de Oxford analisou 1,5 milhão de corridas da Uber no Reino Unido e identificou queda nos rendimentos médios dos motoristas desde a implementação de novos algoritmos em 2023. Já dados da Columbia Business School apontam aumento expressivo nos descontos aplicados pelas plataformas ao longo dos últimos três anos, pressionando ainda mais a remuneração dos condutores.