O Banco Central (BC) decretou, hoje, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank, que faz parte do conglomerado do Banco Master. As informações são do blog do Valdo Cruz.
A instituição financeira vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC, após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 18 de novembro de 2025.
O Regime Especial de Administração Temporária (Raet) é quando o Banco Central assume temporariamente o controle da instituição para evitar que a situação piore e cause prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro.
Em nota, o BC informa que a decisão ocorre em razão do “comprometimento da situação econômica” da instituição financeira, e de sua incapacidade de pagar as próprias dívidas por conta do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício de poder do banco Master, liquidado em novembro.
A medida interrompe as atividades da empresa responsável pela captação de recursos e pela concessão de crédito dentro do grupo.
Criado com foco em inclusão financeira, o will bank se posiciona como um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa.
Com isso, caberá ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ressarcir os consumidores lesados.
O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.
Os recentes resultados do ENADE para os cursos de Medicina no Brasil não são apenas estatísticas acadêmicas. Vão além disso: um sinal de alerta vermelho para a saúde pública. Os dados revelam um fosso crescente entre a entrega do diploma e a capacidade real de um novo médico exercer a profissão com a segurança que o paciente exige.
Como médico e ex-gestor público, vejo com preocupação que o ensino médico está se tornando, em muitos casos, um produto de prateleira, onde a teoria sobrevive em laboratórios modernos, mas a prática agoniza por falta de leitos e vivência real.
A Medicina é uma ciência de observação e repetição. Não se forma um clínico ou um cirurgião apenas com simuladores e telas de alta definição. A fixação dos conceitos teóricos depende, visceralmente, da presença permanente do aluno no ambiente hospitalar. É no “chão da enfermaria” que se aprende a humanidade e a técnica que os livros não conseguem traduzir.
O contraste é pedagógico e cruel. De um lado, instituições como a Santa Casa de São Paulo e o Albert Einstein mantêm a excelência por possuírem ecossistemas assistenciais próprios e robustos. Do outro, vemos unidades de grandes grupos educacionais, como a Estácio de Sá em Juazeiro (BA), amargando notas mínimas.
Por quê? Porque sem campo de prática próprio, o aluno vira um “turista” em redes municipais saturadas, onde sua presença é muitas vezes vista como um estorvo, e não como parte do corpo clínico em formação.
Aqui no Vale do São Francisco, o exemplo é definitivo: o curso de Medicina da UNIVASF, ancorado no Hospital Universitário (HU-UNIVASF/Ebserh), alcançou a nota máxima (5). Enquanto isso, instituições privadas vizinhas, apesar das mensalidades vultosas, patinam na nota mínima por absoluta carência de infraestrutura hospitalar própria.
Precisamos enfrentar o elefante na sala: o curso de Medicina tornou-se a “mina de ouro” do empreendedorismo educacional brasileiro. Não é crime lucrar com educação, desde que o serviço entregue seja condizente com a responsabilidade que a profissão carrega. Se as mensalidades são as mais altas do mercado, é imperativo que o investimento em infraestrutura seja igualmente robusto.
Minha proposta é clara, sensata e urgente: o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde devem estabelecer um novo marco regulatório, que exija das faculdades particulares de Medicina a obrigatoriedade de implantar, em um prazo de dois anos, um Hospital-Escola próprio. O perfil desse hospital não seria aleatório, mas definido pelos gestores do SUS (Município, Estado e União), focado em suprir as carências de média e alta complexidade de cada região.
Para os que dirão que o investimento é inviável, aponto o caminho: linhas de financiamento via BNDES, tendo como garantia real os recebíveis das próprias mensalidades. É a “vacina” financeira para um mal estrutural.
Dessa forma, faríamos do atual problema uma solução definitiva e histórica. De um lado, garantiríamos que nenhum médico saísse da faculdade sem ter passado milhares de horas dentro de um hospital de verdade. De outro, entregaríamos à população brasileira centenas de novos hospitais financiados pelo setor privado, desafogando o SUS e salvando vidas.
A formação médica não pode ser refém da maximização de lucros. Se o ensino é privado, a responsabilidade é pública. É hora de exigir que quem vende o sonho da Medicina, entregue, também, a estrutura necessária para que ele não se transforme em um pesadelo assistencial.
O Diário Oficial do Estado de hoje oficializou uma mudança estratégica e urgente na cúpula do transporte intermunicipal de Pernambuco. O advogado Yuri Coriolano assume a presidência da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), substituindo Antônio Carlos Reinaux, que entregou o cargo “a pedido”. As informações são do blog do Nill Júnior.
A movimentação ocorre em um cenário de forte desgaste político para a governadora Raquel Lyra (PSD). A gestão enfrenta denúncias graves de irregularidades que teriam beneficiado a empresa Logo Caruaruense, pertencente ao pai da governadora. O escândalo ganhou contornos institucionais críticos após o deputado Romero Albuquerque protocolar um pedido de impeachment contra a chefe do Executivo estadual.
Com perfil técnico, Yuri Coriolano, que ocupava a Secretaria Executiva de Coordenação Estratégica da Casa Civil desde outubro de 2023, chega à EPTI com um currículo sólido na administração pública. Bacharel em Direito e pós-graduado em Direito Administrativo pela UFPE e em Direito Eleitoral pela ESA/OAB-PE, Coriolano já atuou como diretor-geral de Assuntos Jurídicos da Secretaria de Saúde.
A substituição no comando da EPTI é vista nos bastidores como uma tentativa de estancar a crise e blindar o governo diante das investigações sobre o suposto favorecimento familiar no setor de transportes, tema sensível que atinge diretamente a transparência e a ética na gestão pública democrática.
Marqueteiro Edinho Barbosa defende união de Raquel Lyra e João Campos em prol da reeleição de Lula
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
O palanque duplo em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) em Pernambuco é quase como uma obrigação para os candidatos ao Governo do Estado, este ano. Essa é a opinião do marqueteiro em campanhas eleitorais no Brasil e no exterior, o jornalista e publicitário baiano Edson Barbosa, o Edinho.
Ele ganhou notabilidade como estrategista das eleições do ex-governador Eduardo Campos, pai do prefeito do Recife, João Campos (PSB), e foi o entrevistado de ontem (20) no podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco.
Edinho Barbosa disse que teve no Estado alguns dos seus mestres em ciência política, comunicação e política. “Miguel Arraes, Eduardo Campos, Fernando Lyra e Romeu Batista. Se os quatro estivessem vivos hoje, João e Raquel estariam unidos em apoio ao presidente Lula. Ofereceriam ao Brasil e ao mundo a maior vitória na reeleição do presidente Lula. Cuidariam do Estado e do Brasil juntos, mesmo ambos sendo candidatos a governador, fazendo o debate político, mas em defesa de Pernambuco”, ressaltou Barbosa.
O marqueteiro citou que os quatro políticos sempre estiveram unidos em defesa de Pernambuco e destacou não haver necessidade de confronto entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e João Campos. “Acho que pode haver um bom debate político com inteligência, ou seja, sem discutir o presidente Lula como candidato à reeleição. Lula é a vitória de Pernambuco diante do Brasil e diante do mundo. Pode ser a maior vitória político-eleitoral brasileira diante do mundo”, enfatizou.
Após a vitória do petista na reeleição, Pernambuco seria projetado economicamente, politicamente e socialmente “de maneira extraordinária”, com João ou Raquel comandando o Estado, na visão de Edinho.
Sem oposição – A reeleição de Lula (PT), inclusive, é algo irreversível e sem oposição à altura. “De um para um, não tem ninguém competitivo para encarar uma eleição contra Lula. E digo mais: não tem nenhum nome competitivo para encarar uma eleição contra Lula nem contra o Alckmin, que é o vice do Lula. O Lula é candidatíssimo à reeleição; seu campo de força está robusto e tende a crescer mais. Qual é o campo de força que vai dar sustentação a esse esfacelamento dos candidatos de direita?”, observou.
Questão de honra – A governadora Raquel Lyra (PSD) reagiu, ontem (20), ao pedido de impeachment apresentado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na última segunda-feira (19), pelo deputado Romero Albuquerque (UB). Ao discursar diante de 70 prefeitos e outras lideranças políticas na Assembleia Extraordinária da Amupe, a gestora afirmou que tem um legado de caráter e retidão na família e não tem nenhum receio de discutir qualquer assunto. Mas avisou: “Não se mexe com a honra de uma pessoa honrada”. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Romero Albuquerque rebateu – O deputado Romero Albuquerque rebateu a declaração de Raquel. Segundo o parlamentar, a chefe do Executivo segue sem explicar a ausência de fiscalização à empresa de ônibus Logo Caruaruense. Em lugar de dar respostas à sociedade, na avaliação dele, ela tem preferido se esquivar ao fazer apelos emocionais. “Junto aos prefeitos, alguns de regiões afetadas pela operação irregular da Logo Caruaruense, tudo o que a governadora pediu foi para que olhassem nos olhos dela e vissem que ela é uma pessoa honrada. Ninguém está precisando de apelo emocional”, disparou.
Palavra do líder – Já o deputado estadual Cayo Albino (PSB), líder da oposição na Alepe, criticou, ontem (20), a atuação da governadora, que, na opinião dele, tem recorrido frequentemente ao Judiciário para resolver questões internas da Casa. Cayo indagou se ela tomará medidas legais contra a empresa de ônibus do seu pai, o ex-governador João Lyra Neto. Nos últimos três anos, a empresa operou sem as vistorias obrigatórias e sem o pagamento das taxas necessárias. “É preocupante que, enquanto a governadora busca judicializar assuntos da Assembleia, sua própria família esteja operando fora da lei. A EPTI, subordinada ao seu governo, também não cumpriu com a fiscalização necessária”, afirmou.
Relatoria da LOA – A Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Alepe definiu, ontem (20), o deputado Antônio Coelho (União Brasil) e o deputado Diogo Moraes (PSDB), respectivamente, como relator e sub-relator do Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 para Pernambuco. A relatoria foi definida sem sorteio por conta de decisão regimental. O prazo para o envio de emendas está aberto e vai até o dia 27 de fevereiro. Já a votação em plenário só ocorrerá no dia 10 de março. De acordo com Coelho, presidente do colegiado, o orçamento de Pernambuco já está garantido e aprovado para áreas estruturantes, como saúde e educação.
CURTAS
Lula critica Trump – O presidente Lula (PT) afirmou, em agenda no Rio Grande do Sul, ontem (20), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “quer governar o mundo pelo Twitter”. “No meu gabinete é proibido entrar com celular. Vocês já perceberam que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala alguma coisa e o mundo também fala uma coisa. É possível eu tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês?”. As informações são da CNN.
Flávio x Michelle – O filho de Jair Bolsonaro (PL) pode enfrentar resistência à sua candidatura à Presidência da República se uma ala da direita achar que Michelle (PL), esposa de Jair, como vice de Tarcísio de Freitas (RP) é mais viável. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem tentado se cacifar, mas vai precisar convencer uma parte do próprio grupo político.
Acompanhando de perto – A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), realizou, ontem (20), uma visita de monitoramento à Unidade de Saúde da Família (USF) Bonsucesso II, na Rua Dom Bonifácio Jansen, no Bonsucesso. A agenda integrou a rotina de acompanhamento das ações da prefeitura, com foco no fortalecimento da atenção básica e na melhoria contínua dos serviços ofertados à população.
Perguntar não ofende: Palanque duplo em PE para Lula ainda tem chance?