É fato que a governadora Raquel Lyra (PSD) botou os deputados para trabalharem em pleno recesso, convocando o Legislativo para um período extraordinário. Mas é fato também que, enquanto os parlamentares dão duro, ela curte férias não oficiais no exterior. Foi vista por um leitor deste blog, no último dia 1º, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, embarcando para a Espanha.
Outro fato também, estranho, diga-se de passagem, é que foi para o exterior sem passar o cargo para a vice Priscila Krause (PSD). Será que estão com as relações estremecidas? Ou Raquel ficou com a pulga na orelha: na última vez que passou o cargo, Priscila liberou uma dinheirama para o hospital do marido, em Garanhuns.
Isso teria provocado a queda do então secretário da Fazenda, Wilson José de Paula, que teria se recusado a liberar os valores.
A Prefeitura de Olinda enviou à imprensa, hoje, uma nota informando sobre o conjunto de medidas adotados juntamente com a empresa responsável pela coleta de resíduos no município. O objetivo da ação é a melhora do serviço e a fiscalização por parte do poder publico e da população. Confira!
Nota oficial
A Prefeitura de Olinda informa que, ontem, formalizou, junto à empresa responsável pela coleta de resíduos no município, um conjunto de medidas de aprimoramento do serviço, com foco em mais controle, rastreabilidade e transparência para a população. Somando às notificações desde 2025.
Entre as determinações encaminhadas no novo documento estão: reestruturação operacional da coleta, com avaliação de necessidade de ampliação de frota conforme o planejamento do serviço, implantação de câmeras nos caminhões e uso obrigatório de sistema de GPS nos veículos. As medidas fazem parte das ações de gestão para elevar o padrão de fiscalização e garantir maior previsibilidade da coleta em todas as regiões da cidade.
A Prefeitura esclarece que o objetivo é corrigir falhas, mantendo o foco no que importa: rua limpa e serviço regular. Por isso, foi estabelecido prazo de 30 dias para implementação completa das medidas operacionais e tecnológicas, com acompanhamento técnico e fiscalizações reforçadas.
A gestão municipal informa ainda que está intensificando a fiscalização motorizada nas dez Regiões Político-Administrativas (RPAs), ampliando o monitoramento em campo e a verificação do cumprimento das rotas e horários previstos.
Paralelamente, para reduzir impactos imediatos e atender as áreas mais afetadas, a Prefeitura iniciou uma operação complementar de reforço, direcionando esforços adicionais para recompor a normalidade do serviço.
A Prefeitura reforça que o compromisso é com a população e que seguirá atuando com gestão, fiscalização e melhoria contínua, assegurando que o serviço seja executado com eficiência e com evidências verificáveis.
Como colaborar: denúncias, reclamações ou solicitações podem ser registradas na Ouvidoria – 0800-002-0202. Ao informar, se possível, envie bairro, rua, ponto de referência e horário para agilizar o atendimento.
A ex-prefeita de Arcoverde, Madalena Britto (PSB), teve papel de destaque no ato político que oficializou o apoio do prefeito da Pedra, Júnior Vaz (PV), ao projeto liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB). O evento aconteceu ontem, em uma casa de recepções, e reuniu importantes lideranças políticas do Agreste e do Sertão pernambucano.
Convidada a compor a mesa principal, Madalena dividiu espaço com João Campos, a ex-deputada federal Marília Arraes, e o ex-prefeito de Sertânia Ângelo Ferreira, reforçando seu protagonismo no debate político estadual. Em seu discurso, a ex-prefeita fez elogios à postura administrativa e à capacidade de trabalho do gestor recifense.
“Eu tenho, João, em você, uma admiração pelo seu trabalho. Acompanho o seu dia a dia. E como seria bom que todos os prefeitos seguissem o seu exemplo, entregando obras todos os dias”, afirmou Madalena, ao recordar também sua experiência administrativa durante os governos de Eduardo Campos e Paulo Câmara.
Durante sua fala, a ex-prefeita também ressaltou a importância da parceria entre municípios e Governo do Estado para o desenvolvimento regional, destacando que o fortalecimento das políticas públicas depende dessa integração.
Um ato público intitulado “Fora Mirella” está marcado para a manhã de hoje, em frente à Prefeitura de Olinda. Com o lema “Olinda merece muito mais”, a mobilização contra a gestão municipal é encabeçada por movimentos sociais da cidade e surge após denúncias feitas por moradores e páginas locais nas redes sociais, que expõem problemas enfrentados diariamente pela população. As informações são do Blog Cenário.
Segundo Francisco Filho, integrante do movimento Brigada de Olinda, as principais críticas envolvem falhas nos serviços de saúde, educação, infraestrutura, limpeza urbana e esportes. Entre as reclamações estão dificuldades no atendimento em hospitais, ausência de material escolar durante o ano letivo, abandono de espaços públicos e a precariedade da limpeza urbana, que acabou se tornando um dos principais símbolos do descontentamento popular.
De acordo com os organizadores, a falta de respostas da Prefeitura e da Câmara Municipal motivou a realização do protesto. Trabalhadores, sindicatos e moradores de diferentes áreas também passaram a procurar perfis locais para relatar problemas, fortalecendo a mobilização e ampliando o alcance das reivindicações.
Francisco destaca que o ato não possui vínculo partidário e representa exclusivamente a vontade popular. “Não é direita, não é esquerda, não é partido A nem partido B. Não é nada pessoal. É a vontade do povo, é a vontade popular de quem quer mudança para Olinda”, pontuou.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai continuar “se metendo” nos países da América Latina depois da operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro, no último sábado (3). As informações são do portal G1.
Mas as ações de Trump não serão iguais para todos porque cada país tem um peso global e uma conjuntura interna diferentes. A avaliação é de Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.
Em entrevista à BBC News Brasil, o professor diz que “Trump quer criar uma colônia econômica na Venezuela”, com foco na extração de petróleo por empresas dos Estados Unidos.
“Os Estados Unidos querem transformar a Venezuela em um país dependente do próprio Estados Unidos, através do petróleo venezuelano. Tudo indica que, para Trump, não importa o regime que esteja lá na Venezuela. Ou seja, a ditadura chavista pode continuar mudando apenas de nome, e com o mesmo sofrimento do povo venezuelano”, diz Langer, que foi diretor do Centro Latino-Americano da Universidade de Georgetown e é casado com uma venezuelana.
O especialista avalia que a operação americana que deteve Maduro contou com o apoio de integrantes da cúpula do chavismo, como Delcy Rodríguez, vice-presidente do país nomeada presidente interina da Venezuela.
“Acho que Delcy Rodríguez e Diosdado Cabello [um dos quadros fortes do chavismo] fizeram um acordo e traíram Maduro…para ficar com o poder”, afirmou à BBC News Brasil.
Em contrapartida, Rodríguez teria sido apoiada por Washington em detrimento de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana. “[Trump] não quer a María Corina porque ela não é tão manipulável como Delcy Rodríguez apesar de, claramente, María Corina também querer abrir o mercado para empresas de petróleo de fora”, avalia o professor.
Langer também acredita que Trump passará a pressionar o México para que não ajude Cuba, porque seu objetivo é “estrangular ainda mais” a economia cubana.
Segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos quer dominar todo “o hemisfério americano” e buscará influenciar as eleições presidenciais brasileiras neste ano.
“Mas vai acabar prejudicando a direita porque o nacionalismo falará mais forte”, pontua. “O Brasil é o grande contrapeso” contra as investidas de Trump, acrescenta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não desistiu de tentar intermediar um entendimento entre os Estados Unidos e a Venezuela, mesmo depois da invasão do país e do sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Lula instruiu o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a informar a seus pares na Venezuela que ele não só reconhece a vice-presidente Delcy Rodríguez como mandatária legítima do país, na ausência de Maduro, como coloca o Brasil à disposição para ajudá-la durante a crise. Tanto materialmente, como diplomaticamente.
O governo brasileiro gostou, dos termos da mensagem publicada por Delcy nas redes sociais em que ela propôs uma “agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado” a ser acertada de comum acordo entre os EUA e a Venezuela.
Em seus discursos, Delcy não deixou de condenar a “agressão” dos EUA a seu país e reafirmar que considera Maduro o presidente da República. Essa postura de busca de entendimento ao mesmo tempo que condena publicamente a invasão do país e “o sequestro” do presidente tem sido apontada como contraditória por alguns analistas políticos.
Mas, para o governo brasileiro, é uma posição “absolutamente correta” e que deve ser perseguida pela presidente interina. Nesse sentido, Lula se coloca à disposição para intermediar a aproximação, sabendo que não lhe cabe um papel de protagonismo nessa história.
Lula sabe que a oposição irá tentar criticá-lo, dizer que está querendo protagonizar uma solução sem poderes para isso.
De qualquer maneira, o presidente também instruiu o chanceler Mauro Vieira a comunicar aos diplomatas norte-americanos que o Brasil defende a “manutenção e até ampliação” dos canais de diálogo entre o presidente Donald Trump e Delcy Rodríguez.
Por esse motivo, embora critique a invasão, o presidente brasileiro tem evitado fazer críticas diretas ao presidente dos Estados Unidos e, mesmo, a citar o nome de Donald Trump nas manifestações públicas.
Lula se vê numa situação muito semelhante à de Delcy: não concorda com as posições, nem as atitudes de Trump, mas tem que manter algum espaço de diálogo.
Ou seja: Donald Trump é um dado de realidade e a força de seu país, os EUA, não pode ser ignorada, embora seja necessário rechaçar atos de agressão.
A expectativa da diplomacia brasileira é que, de alguma forma, Trump acene com algum tipo de recuo. A avaliação é de que este tem sido o comportamento do presidente norte-americanos em diversas situações, como no tarifaço.
Primeiro ele apresentou taxas estratosféricas, inexequíveis, mas depois acabou negociando caso a caso com praticamente todos os países. Agora Trump está na primeira fase, a de falar grosso. Depois de algum tempo, ele deve negociar.
Não cabe a Delcy, neste momento, se ajoelhar. Ela tem que se manter dura, “pero sin perder la ternura”, como diria Che Guevara.
Por mais que a bancada do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) esteja unida e mobilizada e, hoje, em 2026, seja maioria, o clima na Casa para a gestão de Raquel Lyra (PSD) continua muito ruim, o que é péssimo para a administração e atrapalha a caminhada dela à reeleição.
Mesmo que grande parte dos parlamentares governistas preze pelo diálogo — e o faça principalmente na pessoa da deputada Socorro Pimentel (UB), líder do grupo, que tem uma forma conciliadora, pacífica e até doce de conduzir as coisas —, faltou esse diálogo lá atrás, nos primeiros anos da gestão de Raquel.
A maneira como a governadora tratou a política no início de seu governo vem lhe rendendo dor de cabeça até agora e promete não lhe dar sossego até o último dia de sua gestão. Raquel, embora seja oriunda da política (ex-deputada, ex-prefeita, filha de ex-governador), quis passar como antipolítica.
Desprezou aliados que estiveram junto dela durante sua campanha e foram fundamentais para a vitória. Formou um secretariado extremamente técnico e tratou a Alepe de cima para baixo. Entre outras coisas, faltaram à governadora humildade, pragmatismo, flexibilidade e uma certa dose de leveza na condução das relações políticas. Um pouco de maleabilidade não significaria que Raquel deixaria de ser firme.
Outro caminho foi escolhido. Agora, no último ano de seu primeiro mandato, enfrenta dificuldades para aprovar nada menos do que o orçamento do Estado para 2026 na Alepe. Uma grande curiosidade: o que Raquel e seus conselheiros políticos achavam que aconteceria com os aliados a quem ela desprezou?
Teriam acreditado que eles desistiriam da política? Raquel não sabia que não existe vácuo? Era óbvio que cairiam nos braços dos adversários, como fizeram Álvaro Porto (PSDB) e Miguel Coelho (UB), capturados por João Campos (PSB) com o “profissionalismo político” do PSB, velho conhecido de Pernambuco.
Da aliança política, formou-se a amizade. Da junção entre amizade e aliança, consolidou-se o apoio público de Álvaro à candidatura de João, principal adversário de Raquel, ficando a governadora com um presidente hostil no Poder Legislativo para encarar os meses que antecedem as eleições.
Um presidente alinhado ao Palácio evitaria boa parte dos problemas de Raquel nessa reta final, mas Raquel achou que era rainha e não governadora. Se confiou no poder da caneta. Lições que ficam não só para a governadora, caso seja reeleita, mas para todos aqueles e aquelas que almejam um cargo de liderança no Poder Executivo, em todas as esferas: não se governa sozinha nem sozinho.
LOA – A líder do governo, Socorro Pimentel (UB), questionou, ontem (5), se seria necessário acionar a Justiça para garantir a tramitação de projetos do Executivo na Alepe. A declaração foi dada na abertura da sessão do período extraordinário. “Eu vim perguntar se vai ser preciso uma intervenção judicial para que esta Casa siga a Constituição, o regimento e as leis”, afirmou a deputada. Socorro também relembrou que o governo já precisou acionar a Justiça para resolver o impasse da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Duas versões – Com duas versões em vigor, uma da Assembleia e outra do governo, o Executivo judicializou e ganhou uma liminar, no dia 30 de dezembro de 2025. A decisão foi proferida pelo desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e definiu que a lei orçamentária válida era a sancionada pela governadora Raquel Lyra (PSD). Mas é justamente por isso que a LOA está sob análise da Procuradoria da Alepe. Álvaro Porto argumentou que, com a matéria judicializada, precisava de um parecer sobre o rito de votação do texto no período extraordinário.
Alinhados – Presidente em exercício da Casa, o deputado Rodrigo Farias (PSB) defendeu a necessidade dos pareceres da Procuradoria tanto para a LOA quanto para o projeto que remaneja de forma excepcional recursos do TJPE para o governo. Segundo ele, os projetos seguirão a tramitação normal após o aval. “Assim que saírem da Procuradoria (os pareceres), os presidentes das comissões irão convocar as reuniões das comissões. Os prazos vão ser cumpridos dentro da Constituição”, garantiu. Na mesma linha, o deputado Diogo Moraes (PSDB) rebateu a acusação do governo de que haveria uma tentativa de “travar” o Executivo. “Ninguém está querendo travar (o governo). Em diversos momentos dentro dessa legislatura, se não fosse a oposição presente em Plenário, nenhum grande projeto do governo passava”, lembrou.
Tom de campanha – O prefeito do Recife, João Campos (PSB), participou de ato político no município de Pedra, no Agreste, ontem (5), e discursou em tom de campanha. “Se tem alguém animado com o ano de 2026 é esse time aqui”, garantiu. O gestor mostrou estar com o pé no chão em relação à disputa, postura acertada, porque não se deve subestimar uma adversária como Raquel Lyra, sobretudo estando com a máquina na mão. João disse que o seu grupo vai andar o Estado com “humildade” e “sem salto alto”. “Deus nos deu dois pés. Um para calçar a sandália da humildade e outro para meter o pé no acelerador”, destacou, acrescentando: “vem um tempo bom” para o Estado “em que o povo vai ser respeitado e a política não vai ser de perseguição”. As informações são do Blog da Folha.
A vaga de Lewandowski – O presidente Lula (PT) busca um substituto para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, depois que ele manifestou vontade de deixar o governo. Os dois se reuniram no Palácio do Planalto no dia 23 de dezembro, quando Lewandowski sinalizou que sua missão foi cumprida e que era hora de o ciclo se encerrar. Lula pediu que ele permaneça até encontrar um novo nome. As informações são da CNN. Embora o ministro não tenha a intenção de disputar cargo político, sua ideia é aproveitar a “leva de saídas” da Esplanada que deve ocorrer até abril, por conta do prazo para a desincompatibilização eleitoral.
CURTAS
Para não esquecer – O PT publicou, ontem (5), vídeo do presidente Lula convocando a militância para ir às ruas, nesta quinta-feira (8), em um ato em memória dos ataques golpistas de 2023. Há três anos, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não aceitaram o resultado da eleição e invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Mais um apoio a Dueire – O prefeito de Pombos, Elias Meu Fii (MDB), formalizou seu apoio à reeleição do senador Fernando Dueire (MDB), destacando a atuação municipalista do parlamentar e o compromisso com os municípios. Segundo o gestor, Dueire tem sido um aliado presente das cidades, tanto no diálogo direto com as prefeituras quanto no trabalho em Brasília.
IPTU 2026 – A Secretaria de Finanças do Recife divulgou o calendário de pagamento do IPTU 2026 e os 362.538 boletos lançados já estão disponíveis para os contribuintes no Portal Recife em Dia (recifeemdia.recife.pe.gov.br) e na plataforma Conecta Recife. O vencimento da cota única ou da primeira parcela é no dia 10 de fevereiro e o parcelamento continua em dez vezes, sempre no dia 10 de cada mês. A distribuição dos boletos físicos nos imóveis permanece.
Perguntar não ofende: A bancada governista da Alepe vai conseguir reverter os atropelos políticos dos anos iniciais da gestão de Raquel Lyra?