Há um vinho à nossa espera, amor

Por Flávio Chaves*

Há um vinho à nossa espera, amor, repousando no escuro de um tempo que ainda não chegou, embalado por séculos de silêncios e suspiros que ninguém ouviu, fermentado pela esperança de um beijo que ainda não aconteceu por inteiro, mas que já arde nos interstícios da alma como um fogo discreto que se alimenta da ausência.

É um vinho que dorme na adega invisível do destino, num bar que ninguém frequenta senão os que carregam a paciência dos que amam com fé cega. Não há nome na fachada, não há endereço fixo. É um lugar entre o ontem e o talvez, onde as garrafas são seladas com promessas e a música toca sempre em tom menor, como se cada nota esperasse uma dança que ainda não se deu.

Petrolina - Destino

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Quando eu era moleque, o futebol-arte era o que fazia a diferença. O time da Copa de 1970, por exemplo, era uma orquestra que tocava praticamente sozinha, como reconheceu João Saldanha, que treinou e consolidou o elenco depois dirigido por Zagalo. As Copas de 1974, 1978, 1982 e 1986 seguiram o padrão daquele estilo de jogo lindo de se ver.

Os campeonatos de 1994 e 2002 foram o canto do cisne de um tempo em que os Ronaldinhos encantaram os estádios e Roberto Carlos era o terror dos goleiros com seus gols de falta. Que saudades dos gols de falta de Zico, Branco, Rivelino e Sócrates.

Ipojuca - IPTU 2026

A mais recente pesquisa sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco, atribuída às recém-criadas Opinform Inova Simples I.S. e Opindata Inova Simples I.S., ambas sediadas em Macaparana (PE), virou motivo de chacota nos bastidores da política estadual. O estudo, que apontaria uma inesperada aproximação entre o prefeito do Recife, João Campos, e a governadora Raquel Lyra, foi recebido com estranhamento generalizado — e rapidamente transformado em meme entre assessores, deputados e auxiliares, que ironizam a origem das empresas responsáveis pelo levantamento.

Segundo relatos colhidos em caráter reservado, dirigentes partidários afirmam que o resultado “não passou no teste do riso”, expressão usada para indicar o entendimento geral sobre o levantamento. Nomes da política passaram a ironizar a coincidência, questionando como “duas startups idênticas” teriam surgido simultaneamente para medir o humor do eleitorado estadual.

A ausência de portfólio, equipe identificável e presença institucional consolidou a percepção de que o levantamento não oferece garantias mínimas de confiabilidade. Alguns políticos chegaram a comparar, em tom jocoso, a estrutura das empresas às plataformas de “opinião remunerada” que circulam em aplicativos e que, segundo consumidores, costumam exigir taxas ou dados sensíveis sob justificativas vagas.

No ambiente político, a avaliação dominante é que o estudo não apenas carece de transparência, mas também se tornou um símbolo de como pesquisas sem lastro metodológico podem surgir em períodos pré-eleitorais. Em vez de influenciar estratégias de campanha, a pesquisa acabou alimentando piadas internas, reforçando o alerta sobre a disseminação de levantamentos considerados inconsistentes ou oportunistas.

Caruaru - São João na Roça

Com medo de cair no esquecimento, Bolsonaro joga filho nas eleições de 2026

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

O anúncio do senador Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato oficial do bolsonarismo para as eleições presidenciais de 2026, uma decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), jogou um balde de água fria nas intenções da chamada “direita lúcida” brasileira e do centrão.

Partidos como o União Brasil, PP, PSD, Republicanos e Novo esperavam que outro nome fosse tentar derrotar o presidente Lula (PT) com o apoio de Jair Bolsonaro, sendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (RP), o mais provável — embora essas legendas também tenham outros pré-candidatos já lançados.

Ao indicar o próprio filho, o ex-presidente garante que seu nome continue em evidência nas discussões políticas, uma estratégia para não ser esquecido, já que está inelegível e preso, cumprindo pena pela tentativa de golpe de Estado.