Dom Hélder sem o Nobel da Paz

Por Antonio Magalhães*

O Prêmio Nobel da Paz tem passado longe do Brasil. Foram indicados e não ganharam nada o agrônomo Alysson Paolinelli, que transformou o Brasil no celeiro mundial de alimentos, e Dom Hélder Câmara, concorrente à honraria por sua mobilização, nos anos 1970, em favor dos direitos humanos durante o regime militar. Segundo aliados do religioso, o Nobel foi barrado pelos militares diante das atividades do religioso. O ganhador de 1971, foi o alemão Willy Brandt por sua OstPolitik que concorria com o então arcebispo de Olinda e Recife.

Foi revelado pela esquerda, posteriormente, que houve um movimento forte contra o religioso, a partir da embaixada brasileira em Oslo, Noruega. Um jornal norueguês chegou a indagar ao comitê por que iria premiar um ex-fascista? Informava que o então padre Hélder nos anos 1930 fez parte da Ação Integralista Brasileira, a sucursal verde e amarela do fascismo de Mussolini. O jornal mostrava como o religioso passara da direita para a esquerda. Quando, na verdade, o que incomodava mesmo os milicos eram as denúncias que Hélder fazia no Exterior contra a ditadura nacional.

Câmara Municial Recife - O Recife que amamos

Funcionários da Compesa querem evitar que eleições de 2026 interfiram nas negociações do acordo coletivo

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Os trabalhadores da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), em greve desde a última segunda-feira (13), tentam evitar que as eleições de 2026 prejudiquem as negociações entre a categoria e o Governo do Estado e que interesses políticos depreciem a própria Companhia, uma propriedade da população.

Relatos dos grevistas enviados a este blog dão conta de que os funcionários temem que a disputa acirrada pelo pleito estadual, que já dá sinais de antecipação, possa interferir no acordo coletivo com o Poder Executivo e na forma como a privatização está sendo conduzida. Por esse motivo, consideram o momento atual como ideal para a paralisação.