Estratégia logística do Brasil mira a China pela rota do Pacífico, mas Pernambuco pode ficar isolado

Por Antônio Campos*

O Brasil está redesenhando sua estratégia logística com foco no mercado asiático, em especial a China. A chamada Rota Amazônica, que promete ligar Manaus a portos no Pacífico – como o de Chancay, no Peru – por meio de hidrovias e rodovias, abre novas possibilidades de integração continental e deve reduzir significativamente o tempo de transporte. Paralelamente, um projeto ferroviário ambicioso prevê a ligação de Ilhéus, na Bahia, ao mesmo porto de Chancay, em um traçado de aproximadamente 3 mil quilômetros, passando por estados como Maranhão, Tocantins e Piauí.

Essas iniciativas demonstram que o Brasil está voltando suas rotas de exportação para o Pacífico e, consequentemente, para a China. Trata-se de uma decisão estratégica, com potencial para transformar a competitividade da produção do Centro-Oeste e de parte do Nordeste. No entanto, surge um alerta: Pernambuco corre o risco de ficar ainda mais isolado desse novo cenário.

Pesquisa Genial/Quaest, divulgada hoje, mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) como a mais desaprovada do país. A pernambucana tem 45% de reprovação, a maior entre os gestores estaduais. O resultado segue em linha similar ao resultado ruim nas intenções de voto nas eleições do ano que vem. O levantamento mostra que Raquel teria 27% dos votos válidos em 2026 e seria derrotada em primeiro turno pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), com 62% dos votos.

Os dados apontam uma queda de quatro pontos da governadora em relação à pesquisa anterior da Quaest e chegam em um momento de crise no Governo de Pernambuco, que está no alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa por suspeitas de irregularidades em contratos de publicidade institucional. Apesar disso, a pesquisa ainda não detectou eventuais impactos negativos desse movimento, já que foi realizada entre 13 e 17 de agosto, antes da abertura das apurações pelos deputados. Ao todo, 1.104 eleitores pernambucanos foram ouvidos pelo instituto.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

Lauro Jardim

Braço-direito de Hugo Motta e seu pai Nabor Wanderley, Fred Queiroga vai assumir a superintendência da Codevasf na Paraíba. Vice-presidente da Companhia Docas da Paraíba, Queiroga já foi condenado por desvio de recursos públicos, relacionados a fraudes em licitações e contratos de locação. O caso ainda não transitou em julgado.

Em primeira instância, Queiroga recebeu 9 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 5 anos de inabilitação para o exercício de cargo público. No ano passado, o TJ-PB reduziu a pena para 5 anos e 4 meses em regime semiaberto.

Petrolina - São João 2026

O presidente estadual do Avante e ex-deputado federal, Sebastião Oliveira, prestigiou, ontem, a solenidade de posse do seu sobrinho, Virgílio Oliveira, como novo administrador da Ilha de Fernando de Noronha. Na ocasião, Sebá, como é conhecido, fez elogios ao trabalho de Virgílio e a sua capacidade de diálogo com os ilhéus.

“Exercendo com competência a função há alguns meses, Virgílio implantou um modelo de gestão que estimula a participação da população no planejamento dos projetos e ações. Esse diálogo permanente e próximo com os ilhéus, com o Conselho Distrital, com a cadeia produtiva da Ilha e com os visitantes, aliado a sua capacidade de articulação e o entendimento das reais necessidades do arquipélago, tem sido uma das principais ferramentas do seu trabalho voltado a promover o desenvolvimento sustentável e a melhoraria e ampliação da infraestrutura e dos serviços públicos”, estacou Sebastião Oliveira.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Encerro mais uma maratona de lançamentos do meu livro ‘Os Leões do Norte’, hoje, em Triunfo, a cidade mais charmosa do Sertão pernambucano. A noite de autógrafos está marcada para o Centro Pedagógico da Biblioteca, a partir das 19 horas, com apoio do prefeito Luciano Bonfim (PSD).

Ao longo desta semana estive em Carnaíba, Itapetim, Brejinho, Afogados da Ingazeira e São José do Egito. Com Triunfo, hoje, meu livro já chegou a 15 municípios do Estado, para pesquisas nas escolas e bibliotecas, algo que me gratifica muito, pelo conteúdo histórico, uma fonte de pesquisa para as novas gerações.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

A queda de 4 pontos percentuais na pesquisa Genial/Quaest, a um ano das eleições de 2026, deixou o Palácio do Campo das Princesas em sinal de alerta. Prestes a completar três anos de governo, esperava-se que Raquel Lyra (PSD) conseguisse reduzir a vantagem contra o seu principal adversário, João Campos (PSB). Mas o que aconteceu foi o oposto: o prefeito do Recife ampliou a distância, marcando 31 pontos de vantagem nos votos válidos. O número equivale a 1,7 milhões de votos à frente de Lyra.

O baixo desempenho da governadora acompanha resultados parecidos ao que foi aferido pelo instituto Paraná Pesquisa. Enfrentando uma grave crise política, Raquel está em plena guerra com a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que abriu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um possível aditivo irregular de R$ 100 milhões, além de uma licitação bilionária com indício de direcionamento envolvendo o seu primo, Waldemiro Teixeira, conhecido como Dódi.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Do G1/PE

Pesquisa Quaest divulgada hoje aponta que 55% dos eleitores de Pernambuco têm intenção de votar em João Campos (PSB) para governador nas eleições de 2026. A governadora Raquel Lyra (PSD) aparece em segundo lugar, com 24%.

O levantamento foi contratado pela Genial Investimentos e feito entre os dias 13 e 17 de agosto. Foram ouvidos 1.104 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais, e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Palmares - Casa Azul

“Gabinete do ódio” pernambucano bebe da fonte do bolsonarismo

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

A milícia digital articulada por um suposto gabinete do ódio pernambucano, que, segundo o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), Álvaro Porto (PSDB), é operada de dentro do gabinete da governadora Raquel Lyra (PSD), tem o mesmo modus operandi do gabinete do ódio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A estrutura da gestão bolsonarista foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e de investigações do Supremo Tribunal Federal (STF). O núcleo funcionava dentro do Palácio do Planalto, durante a gestão Bolsonaro, para espalhar notícias falsas e atacar adversários do ex-presidente.