O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou na noite de ontem, em uma postagem nas redes sociais, que segue aberto ao diálogo com os Estados Unidos (EUA), em meio a imposição de tarifas comerciais e sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e que a prioridade é reduzir os impactos econômicos e sociais das medidas unilaterais adotadas pelos norte-americanos.
“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, escreveu Lula.
A declaração ocorre horas após o presidente dos EUA Donald Trump afirmar que pode conversar com Lula em qualquer momento que o brasileiro quiser.
Na passagem pela BR-232, em direção ao Recife, o hotel-fazenda Monte Castelo, em Gravatá, lá no alto da montanha, já impressiona. Tenho uma relação antiga com Gravatá, vez por outra vou curtir o seu friozinho no hotel-fazenda Portal, da família Cavalcante, à frente meu amigo Eduardo Colorau, como era conhecido desde quando o conheci no Governo Joaquim Francisco, de quem foi muito próximo.
Mas nunca tive a curiosidade de conhecer o Monte Castelo, o que estou fazendo neste fim de semana, em razão de uma festa de aniversário de um amigo. Minha Nayla e eu adoramos. Embora localizado quase no topo de uma serra, encontrei uma área sem ladeiras para correr meus 8 km diários hoje.
Aos que não conhecem o Monte Castelo, faço a indicação desde já. Não encontramos disponibilidade no hotel, mas na área de flats, bons e aconchegantes. Com 48 metros quadrados, acomoda até cinco pessoas, sendo uma cama de casal na suíte e uma cama de casal e uma cama de solteiro no mezanino (ambos com ar-condicionado).
Têm ainda outros tipos de flats, com uma suíte, um mezanino, cozinha americana, sala e varanda. Adequados para família com cinco pessoas, dois quartos. Aceita pets.
Há também bangalôs modernos, decorados com elegância e requinte, adequados para hóspedes que gostam de conforto e tranquilidade. Os quartos da categoria superior são no térreo e primeiro andar com 20m² até 24m², dispõe de cama box Queen Size e cama extra ou berço mediante solicitação, com vista para o jardim tropical e uma varanda com cadeiras e mesinha.
Na ampla área do hotel, a criançada se diverte com passeios a cavalo e charretes, além de piscina aquecida. Para os que apreciam uma boa mesa, no restaurante o cardápio é bem variado, inclusive fondues e uma boa carta de vinhos.
Morreu, na madrugada deste sábado (2), aos 82 anos, o jornalista José Roberto Dias Guzzo, mais conhecido como J. R. Guzzo. O jornalista teve um infarto e não resistiu, segundo informações da Revista Oeste, da qual foi um dos fundadores e integrante do conselho editorial.
Guzzo iniciou a carreira no jornalismo em 1961, como subsecretário da edição paulista e repórter no jornal Última Hora, em São Paulo (SP). Também foi diretor de redação da Revista Veja, entre 1976 e 1991, e integrante do Conselho Editorial da Abril.
O jornalista ainda atuou como correspondente internacional, com passagens por Paris e Nova Iorque. Além disso, foi colunista do Metrópoles e, mais recentemente, escreveu para a Veja, o Estado de S. Paulo, a Gazeta do Povo e a Revista Oeste.
Até a mais recente atualização desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório de Guzzo.
A permanência de Danilo Cabral na superintendência da Sudene está por um fio. E sua saída representará uma grande derrota política para Pernambuco diante das pressões que partem do Ceará. Indicado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), o ex-deputado federal tem enfrentado forte pressão para deixar o cargo por parte do governador cearense, Elmano de Freitas (PT), e da concessionária da ferrovia Transnordestina (TLSA), que executa as obras no trecho cearense.
A justificativa para a crise federativa, apontada por alguns blogs locais, seria a defesa que Danilo Cabral vem fazendo da execução do ramal da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco. A Sudene é a patrocinadora do evento Conexões Transnordestina, promovido pelo portal Movimento Econômico e que teve início em Salgueiro, mês passado. No entanto, o fator de pressão é outro: a suposta lentidão na liberação de recursos para a continuidade das obras da ferrovia no trecho cearense.
O tensionamento político cresceu com a proximidade das eleições de 2026. O governador Elmano culpou a Sudene publicamente durante visita do presidente Lula a Missão Velha (CE), no dia 18 de julho, por atraso nos repasses para a obra da TLSA em solo cearense.
No entanto, desde que Lula assumiu o governo, uma articulação envolvendo Sudene, TCU, Casa Civil e Ministério da Integração Nacional viabilizou a liberação de R$ 3,6 bilhões para a ferrovia, com recursos do FNDE, divididos em parcelas anuais: R$ 1 bilhão por ano, mais uma parcela R$ 600 milhões ao final do período. Na época, esse anúncio causou inclusive inquietação entre os pernambucanos, que ainda esperam pelo trecho Salgueiro-Suape.
Portanto, a narrativa construída de que a Sudene estaria dificultando a liberação não é verdade. As liberações de 2024 já foram executadas – foram R$ 400 milhões em janeiro e outros R$ 600 milhões em junho, totalizando o R$ 1 bilhão previsto para aquele ano. Já os repasses de 2025, porém, aguardam a comprovação de execução da obra.
E tem outro detalhe: a liberação de R$ 800 milhões que faltavam do contrato anterior só foi possível graças a uma grande articulação entre a Sudene, a Casa Civil, o TCU e o Ministério da Integração, justamente porque não havia comprovação de execução das obras.
Debêntures da ferrovia
Como se não bastasse, a TLSA pleiteia ainda a liberação imediata de outros R$ 800 milhões em debêntures do FDNE. A empresa tem feito forte pressão por esses recursos sobre o governador cearense e sobre a Sudene. O atraso na liberação dessa verba – que é referente a participação societária da Sudene na obra -, não ocorreu porque o Ministério da Integração Regional e o Tesouro Nacional não tinham um modelo definido de como operar contabilmente essa compra de ações, e o processo ficou “embolado”, segundo uma fonte do Ministério.
A empresa faz pressão sobre Elmano de Freitas alegando que, caso a verba não seja liberada, interromperá as atividades nos canteiros de obras — onde estão empregados cerca de 8 mil trabalhadores. É um desgaste que governador nenhum quer enfrentar às vésperas das eleições. Há também um outro componente político: o desejo antigo de setores do Ceará de assumir o comando da Sudene e, com isso, ter influência direta sobre a definição das diretrizes do FNE — cujo orçamento em 2024 soma R$ 47,3 bilhões. Desde a nomeação do ex-governador pernambucano Paulo Câmara (PSB-PE) para a presidência do Banco do Nordeste, historicamente comandado por cearenses, o incômodo político aumentou. Colocar um cearense na superintendência da Sudene passou a ser visto como uma compensação estratégica.
Empresários mobilizados
A notícia de que o Ceará está pressionado para tirar Danilo Cabral da Sudene mobilizou os empresários locais. Halim Nagem, presidente do Grupo Atitude PE, disse que seus associados estão reagindo e travando interlocuções com a esfera federal para conter o movimento contra Danilo. Os presidentes de FIEPE, Bruno Veloso, e do CREA-PE, Adriano Lucena, também confirmaram que atuam na mobilização em torno da defesa de Danilo, e assinaram, junto com o LIDE-PE e a CIEPE, nota de posicionamento em defesa do superintendente.
Se Danilo Cabral for afastado da Sudene será uma derrota política gigante para Pernambuco, independentemente de colorações partidárias. Num momento de retomada da ferrovia no estado, substituir um pernambucano por um cearense eleva o risco de que essa ferrovia realmente se torne uma lenda. Se o presidente Lula concordar com essa mudança estará tratando Sudene como o fez o ex-presidente Bolsonaro, que de tanto trocar os superintendentes não permitiu que a autarquia fizesse praticamente nada pelo Nordeste em quatro anos de gestão. Um retrocesso. Não tem outra palavra.
O deputado federal Pedro Campos (PSB) reforçou, ontem, sua oposição ao governo Raquel Lyra (PSD) e declarou que a prioridade do partido é assegurar uma chapa com Lula e Geraldo Alckmin novamente na vice nas eleições de 2026.
A declaração foi dada durante o videocast Cena Política, no JC Play, conduzida pelo jornalista Igor Maciel, com a participação de Fernando Castilho, que assina a coluna JC Negócios.
O deputado federal criticou a condução do governo estadual e avaliou que Pernambuco vive um período de promessas não cumpridas. “O estado passou dois anos se lamentando, chorando as pitangas de um suposto estado quebrado. E agora, nos últimos seis meses, começou a prometer. Então, está vivendo um pouco de promessa. Isso é o que a gente tem visto”, afirmou.
“O que a gente está vendo é que as coisas que foram prometidas, mais importantes, não estão acontecendo”, completou citando obras no Hospital da Restauração, câmeras de segurança e creches.
João Campos candidato em 2026?
Questionado sobre uma possível candidatura do seu irmão e atual prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo de Pernambuco, Pedro não confirmou, mas disse que João “ainda vai fazer muito pelo Brasil”.
“Eu acho que [João] é uma das lideranças jovens mais promissoras do nosso país, tem feito um bom trabalho na prefeitura do Recife”, disse. “Busco ajudar muito ele. Ajudar o povo recifense trazendo recursos para a cidade”, completou.
Aliança com Lula e Alckmin será mantida?
Ao comentar sobre os rumos nacionais do PSB, Pedro Campos reafirmou o compromisso da legenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
“O PSB tem um compromisso com Alckmin. No congresso no partido, iremos defender a continuidade da chapa Lula/Alckmin e dessa aliança PT e PSB. Isso está definido”, disse.
O deputado ressaltou, ainda, o papel que Alckmin tem desempenhado no governo federal, especialmente nas relações internacionais e com o setor produtivo:
“Ele vai ser soldado eleitoral do partido, não tem dúvida. Em São Paulo, por exemplo, ele ajuda muito. Esse protagonismo que ele assumiu na negociação com os Estados Unidos, e com os bons resultados que já começam a aparecer nessa negociação, isso fortalece mais ainda”.
Divergências dentro do PSB
O parlamentar reforçou a identidade política do PSB como uma legenda comprometida com os valores democráticos da esquerda e disse que a diversidade interna é uma característica do partido.
“Na verdade, o PSB surge da esquerda democrática. Então é natural, sim, que o PSB surja de uma tradição de esquerda. O PSB sempre acreditou em uma esquerda dentro de uma democracia”, afirmou.
“Como em todo partido, dentro do PSB tem gente que tem um posicionamento mais à esquerda e tem gente que tem um posicionamento mais ao centro”, completou.
Sobre Eduardo Bolsonaro: ‘Ele é um réu confesso’
O pessebista também se posicionou sobre a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em defesa de sanções contra o Brasil no exterior. “Ele está indo lá para trabalhar contra o Brasil. Ele tem dito isso. Ele é réu confesso […] Você, como agente público, ir para outro país para pedir sanções econômicas contra o seu próprio país é crime”, frisou.
Em relação às ameaças de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil e membros do Judiciário, Pedro Campos defendeu a atuação do governo federal.
“Você aceitar que um juiz seu, da Suprema Corte, que a princípio está cumprindo o seu papel, ele vá ser sancionado pelos Estados Unidos, isso não é bom”, disse. “Na história do Brasil e do mundo, onde os Estados Unidos quis se meter demais, terminou atrapalhando mais do que ajudando”, complementou.
Tarifaço de Trump
Durante o programa, Pedro Campos também comentou sobre o cenário internacional, especialmente no contexto das tensões recentes envolvendo o governo dos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump e possíveis sanções contra o Brasil. Segundo ele, o país tem adotado uma postura adequada diante do cenário.
“Eu acho que o Brasil está agindo certo quando, através de Lula, mostra ali que a gente precisar estar de cabeça erguida e a gente não pode baixar a cabeça”, comentou.
“Alckmin está cumprindo bem o papel dele que é dialogar com o setor produtivo. Manter a calma, a tranquilidade para poder negociar. Eu acho que já está ficando claro que essa parte das tarifas vai ser resolvido pragmaticamente. O Trump não vai aumentar em um centavo de dólar o custo de vida americano para poder tirar Bolsonaro da prisão”, afirmou.
A imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, anunciada pelo governo norte-americano no último dia 9 de julho, pode provocar perdas severas para a economia de Pernambuco. Estudo técnico realizado pela Federação do Comércio de bens, serviço e turismo do estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) estima que, o cenário de aumento de preços decorrente da tarifa, o valor exportado do estado para os EUA poderá cair de uma projeção inicial de US$ 227,8 milhões para apenas US$ 44,1 milhões em 2025 — uma retração de 80,6%.
A medida tarifária, que entra em vigor em 6 de agosto de 2025, foi justificada por autoridades norte-americanas com base em desequilíbrios comerciais e tensões políticas internas do Brasil. O levantamento da Fecomércio-PE considera diferentes cenários de sensibilidade da demanda e projeta impactos com base em elasticidade-preço, câmbio, frete e paridade do poder de compra.
“O comércio internacional é um canal sensível a decisões políticas e mudanças tarifárias. Essa nova tarifa imposta pelos Estados Unidos, um dos principais parceiros comerciais de Pernambuco, afeta diretamente a competitividade dos nossos produtos”, afirmou Bernardo Peixoto, presidente do Sistema Fecomércio-PE. “É necessário que o país adote uma estratégia diplomática e econômica para preservar o espaço conquistado pelos nossos produtores no mercado externo”, concluiu.
Exportações pernambucanas
Segundo o estudo, em 2024, as exportações pernambucanas para os EUA totalizaram US$ 205 milhões, com destaque para produtos agropecuários e industriais. Os principais itens exportados foram açúcar de cana, uvas frescas, torres de ferro, coque de petróleo e plásticos PET. O setor agro, no entanto, demonstra alta sensibilidade aos preços: um aumento de 10% pode reduzir o valor exportado em US$ 20,8 milhões; já com alta de 25%, a perda pode atingir US$ 67 milhões. No cenário mais extremo, com 50% de aumento nos preços — correspondente à nova tarifa —, o valor exportado cairia para menos de 20% da previsão original.
“A elasticidade-preço da demanda para os nossos principais produtos, especialmente os agrícolas, é elevada. Isso significa que aumentos de preço, mesmo que moderados, provocam quedas acentuadas na quantidade comprada pelos Estados Unidos”, explica Rafael Lima, economista da Fecomércio-PE. “O estudo identificou uma elasticidade média de -1,92, ou seja, a cada 1% de aumento no preço, há uma queda de quase 2% na quantidade exportada. Em um ambiente global competitivo, esse efeito tende a excluir nossos produtos da preferência internacional”, finalizou.
Enquanto Governo do Estado silencia, Humberto e Teresa trabalham para segurar Danilo na Sudene
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
A possível saída de Danilo Cabral da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), articulada pelo Governo do Ceará e com o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), pode até acontecer, mas não sem reação do PT de Pernambuco.
Os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão trabalham juntos para “evitar essa injustiça”, usando as mesmas palavras de Teresa. Já Humberto afirmou que tem tido conversas permanentes com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e outros membros do governo para destacar a importância da atuação de Cabral.
“Em um cenário marcado por anos de desmonte e esvaziamento das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento regional, Danilo foi fundamental para resgatar o papel estratégico da Sudene na promoção de iniciativas estruturantes para o Nordeste”, declarou Costa, por meio de nota.
Danilo foi uma indicação do próprio Humberto Costa ao presidente Lula (PT) e sabe que a saída dele da superintendência seria uma derrota não só do PT local, mas de Pernambuco, por perder um espaço estratégico de estímulo ao desenvolvimento do Estado. Cabral vem defendendo o trecho estadual da ferrovia Transnordestina, o que irritou os cearenses.
Nos bastidores, porém, comenta-se que o Ceará nunca engoliu o protagonismo pernambucano nessa terceira gestão de Lula, ficando também com o Estado a presidência do Banco do Nordeste (BNB), sob a administração do ex-governador Paulo Câmara.
O que se vê é a atuação do Estado do Ceará em prol de seus próprios interesses. O mesmo não acontece em Pernambuco. Diante da ofensiva cearense, não se tem informação do Governo do Estado sobre a tentativa de manter um pernambucano à frente da Sudene, mesmo se tratando de alguém que não integra o campo político da governadora Raquel Lyra (PSD). Essa divergência não deveria ter valor neste momento.
Coube aos senadores petistas, aos deputados federais, às entidades da iniciativa privada, aos deputados estaduais e até ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), o movimento de defesa desse espaço importante para Pernambuco.
Se vai ter luta de alguns para segurar Pernambuco à frente da Sudene, por parte do Poder Executivo assistimos a um profundo desprezo pela questão. Mais uma oportunidade que a governadora perde de demonstrar altivez e comprovar que os interesses dos pernambucanos estão acima das disputas políticas.
Deputados federais em defesa de Danilo – Coordenadores da bancada de Pernambuco no Congresso Nacional, os deputados federais Augusto Coutinho (SD) e Carlos Veras (PT) reafirmaram apoio conjunto ao trabalho de Danilo Cabral na Sudene. Segundo eles, há interferências políticas não só do Ceará, mas da Bahia e do empresário Benjamin Steinbruch, responsável pela construção do trecho cearense da Transnordestina. Os dois deputados assinaram nota na qual ressaltam que o trabalho de Danilo deve continuar.
O que disseram Coutinho e Veras – “Ao longo dos últimos dois anos, Danilo tem tido forte atuação na busca pelo desenvolvimento do Nordeste. Prova disso é que a Superintendência já aplicou R$ 5,6 bilhões na implantação da Transnordestina. Também sob sua regência, a Sudene aprovou R$ 1,5 bilhão em incentivos fiscais para a região, somente no ano de 2024, e definiu a aplicação de R$ 50 bilhões em crédito às empresas nordestinas para 2026. Cientes de que este trabalho precisa continuar, rechaçamos a pressão do empresário Benjamin Steinbruch e de certos agentes públicos cearenses e baianos, visando influenciar uma desnecessária e descabida mudança no órgão”.
Deputados estaduais também na batalha – O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), anunciou, na noite de ontem (1º), um movimento de parlamentares estaduais para manter Danilo Cabral à frente da Sudene. “Diante das especulações recentes na imprensa sobre uma possível substituição do atual superintendente da Sudene, Danilo Cabral, os deputados estaduais da Alepe expressam preocupação com o fato. A atual gestão da Sudene, sob a liderança de Danilo Cabral, representou um divisor de águas para uma autarquia que há anos vinha sendo esvaziada e relegada à irrelevância”, declarou.
Iniciativa privada – Pelo menos cinco instituições privadas com atuação em Pernambuco estão mobilizadas pela permanência de Cabral à frente da Sudene. Juntas, divulgaram nota, ontem, na qual elogiam o trabalho desenvolvido pelo superintendente. Destacaram as parcerias que Danilo Cabral tem estabelecido não só para Pernambuco, mas para todo o Nordeste, desde que foi nomeado, em junho de 2023, “estimulando a economia da região e dando vida a um órgão que estava praticamente esquecido”. Assinaram: Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe); Centro das Indústrias de Pernambuco (Ciepe); Grupos Atitude PE; Lide Pernambuco; Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE).
João usou as redes – Nas redes sociais, o prefeito do Recife, João Campos, defendeu: “Danilo Cabral tem feito um trabalho sério e estratégico à frente da Sudene. Resgatou o protagonismo do órgão e tem atuado com competência para fortalecer o desenvolvimento do Nordeste. Sua permanência é fundamental para que a região siga avançando com planejamento e justiça social”.
CURTAS
Keko candidato – O presidente do Diretório Progressistas do Cabo de Santo Agostinho (Grande Recife), Keko do Armazém, oficializou, na noite de ontem, sua pré-candidatura a deputado federal. O anúncio foi feito durante reunião com o deputado federal e presidente estadual da Federação União Progressista e do Partido Progressistas, Eduardo da Fonte, e com o deputado estadual Jeferson Timóteo.
Boulos no Recife 1 – O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) desembarca no Recife na próxima quinta-feira (7). O parlamentar chega para mobilizar a “Caravana Contra-Ataque”, que visa fortalecer a esquerda para enfrentar a ofensiva conservadora no Brasil. Pernambuco é o primeiro destino da Caravana Contra-Ataque no Nordeste. A ideia é, além de dialogar com um público mais amplo da esquerda, mobilizar movimentos sociais, sindicais e populares.
Boulos no Recife 2 – A agenda pública de Boulos começa às 14h, no Centro de Educação da UFPE, com uma aula magna. No início da noite, Boulos fará o lançamento de seu livro Pra Onde Vai a Esquerda?, na Livraria do Jardim, na Avenida Manoel Borba, bairro da Boa Vista. A articulação tem o objetivo, ainda, de preparar o terreno para as eleições de 2026.
Perguntar não ofende: Qual PT Lula vai atender na “questão Danilo”, o do Ceará ou o de Pernambuco?