Bradesco admite possibilidade de bloquear contas de Moraes

Do jornal O Poder

“Lei não se discute, se cumpre”: o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, foi o primeiro banqueiro brasileiro a falar, em entrevista à revista Exame, sobre a possível suspensão das atividades bancárias de Alexandre de Moraes na instituição. A declaração provocou uma tempestade de protestos e apoios nas redes sociais — mais protestos que apoios. Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, detonou: “Não somos colônia”. O petista reagiu à fala de Marcelo Noronha e reforçou que o PT vai entrar com ação no STF para barrar sanções dos EUA contra Moraes com base na Lei Magnitsky.

Marcelo Noronha, presidente Bradesco, anunciou, hoje, que pretende aplicar a decisão dos EUA e está consultando juristas no Brasil e Estados Unidos sobre o assunto. Ele afirmou sobre a aplicação da Lei Magnitsky que “lei não se discute, se cumpre”.

Maria Eduarda Barbosa Matos de Oliveira*

Entre audiências que esgotam e plantões que desafiam o corpo e a alma, entre ruas de barro quente e tribunais onde o tempo às vezes parece suspenso, nasceu um livro que é, antes de tudo, uma tentativa de escuta. “Do lado de dentro da cidade que sussurra” é minha estreia na literatura de ficção — e, embora assuma a forma de romance, foi gestado entre luto, saudade e muitos anos de experiência como advogada militante.

Escrevi como quem precisa respirar. E dedico esta obra ao meu avô, José Dinamérico, que me ensinou, com generosidade e firmeza, que justiça se busca também com ternura — e que estudar, escutar e permanecer são formas de luta.

Ipojuca - No Zap

Enquanto a governadora Raquel Lyra mantém silêncio diante da possível troca na superintendência da Sudene, o ex-prefeito de Caruaru e presidente do PDT em Pernambuco, Zé Queiroz, decidiu se posicionar. Adversário político de Raquel, Queiroz saiu em defesa de Danilo Cabral, atual chefe da autarquia, e enviou uma carta aberta ao presidente Lula pedindo sua permanência no cargo.

A iniciativa do pedetista se alinha à do prefeito do Recife, João Campos, que também manifestou apoio público a Danilo. Com informações do jornal O Poder.

Veja carta na íntegra:

Caruaru - IPTU 2026

Mesmo após Lula sair em defesa da soberania nacional após críticas do presidente dos Estados Unidos Donald Trump ao sistema financeiro brasileiro e impor sobretaxas de importação que chegam a 50%, a popularidade do presidente permanece no patamar dos últimos meses. Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostrou que 40% dos entrevistados 40% consideram a gestão do petista ruim ou péssima, enquanto 29% avaliam como ótima ou boa.

Ainda no levantamento, 29% avaliam o governo como regular e 1% não souberam responder. Os dados mostram poucas alterações para a rodada de perguntas anterior, aplicada em junho, quando o governo de Lula tinha 28% de ótimo e bom e os mesmos 40% de ruim e péssimo. O regular passou de 31% para 29%, e 1% não deu opinião. As informações são do jornal O Globo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 29 e 30 de julho e ouviu 2.004 brasileiros com mais de 16 anos, em 130 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Estadão Conteúdo

O percentual de brasileiros a favor da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado foi de 52%, em abril, para 48% no final de julho, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem.

Já a quantidade de brasileiros que avaliam que Bolsonaro não deveria ser preso foi de 42% para 46% no mesmo período. Com isso, a diferença entre os que são a favor e contra a pena foi de 10 pontos percentuais para 2 p.p..

Palmares - Pavimentação Zona Rural

Do Metrópoles

Após passar por audiência de custódia, hoje, Gilberto Firmo Ferreira, tio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, recebeu liberdade provisória. O homem foi preso ontem, no Sol Nascente (DF), com uma vasta quantidade de vídeos e fotos de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

Na decisão, o juiz responsável pelo caso decretou as seguintes medidas que deverão ser cumpridas por Gilberto:

  • Obrigação de comparecer a todos os atos do processo
  • Obrigação de manter o endereço atualizado
  • Proibição de ausentar-se do DF por mais de 30 dias
Olinda - Refis últimos dias 2025

Por Cláudio Soares*

As declarações de Eduardo Bolsonaro têm gerado fissuras no campo conservador. Suas críticas públicas a outros líderes da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado Nikolas Ferreira, por não se alinharem completamente à sua agenda, evidenciam uma falta de habilidade política e de capacidade de liderança. Em vez de unir, suas declarações acabam por isolá-lo e enfraquecer a força do grupo diante de adversários políticos.

Essa postura tem resultado em um isolamento de Eduardo no Congresso Nacional e no Partido Liberal (PL). Aliados o consideram “ingovernável”, e essa percepção dificulta a articulação política e a construção de alianças. A falta de diálogo e a radicalização de sua pauta têm feito com que o deputado perca espaço em manobras políticas e nas articulações, elementos cruciais para o sucesso em qualquer democracia.

As metáforas polêmicas de Eduardo Bolsonaro também são frequentemente exploradas por seus opositores para rotular a direita como radical e antidemocrática. Um exemplo notório é a metáfora de que o ex-presidente Donald Trump poderia “lançar uma bomba nuclear no Brasil”. Essa linguagem, muitas vezes vista como irresponsável, contribui para a imagem de que o grupo familiar estaria disposto a tudo, mesmo que isso cause um colapso econômico no país.

A combinação de ações controversas, críticas a aliados como Tarcísio de Freitas, Caiado, Ratinho Júnior e Zema e um discurso inflamado tem colocado a própria direita na posição de ter que lidar com as consequências de uma agenda que muitos consideram mais focada em interesses pessoais e familiar do que em um projeto político viável para o Brasil. A questão é se o deputado conseguirá reverter essa situação ou se continuará em uma rota de crescente isolamento político.

*Advogado criminalista e jornalista

O prefeito do Ipojuca, Carlos Santana (Republicanos), entregou oficialmente, ontem, três novas ambulâncias destinadas à renovação da frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no município. A iniciativa é fruto de uma parceria com o Governo Federal, através do Ministério da Saúde.

Das três viaturas, duas atuarão como Unidades de Suporte Básico (USB), equipadas com condutor socorrista e técnico ou auxiliar de enfermagem. A terceira será uma Unidade de Suporte Avançado (USA), mais conhecida como UTI Móvel, composta por médico, enfermeiro e condutor socorrista.

Durante a entrega, o prefeito destacou que a saúde tem sido tratada como prioridade em sua gestão. “Essas ambulâncias representam mais segurança e agilidade no atendimento à população. Em breve, entregaremos outros investimentos importantes, como a base própria do SAMU e o novo bloco cirúrgico do Hospital Municipal Carozita de Brito”, afirmou Carlos Santana.

Por Kiko Nogueira
Do Diário do Centro do Mundo

Eliane Cantanhêde pôde errar, exagerar, distorcer e mentir sobre Lula, Dilma e os governos petistas durante os seus 15 anos como comentarista da GloboNews. Conservadora, nunca foi alvo de cobranças internas por suas opiniões — até cruzar a linha proibida: a crítica ao governo de Israel.

A jornalista foi demitida ontem, semanas após comentar, de maneira factual, a assimetria de mortes no conflito entre Israel e Irã. Sua fala contrariou o dogma de blindagem irrestrita ao apartheid israelense.

Por Marcelo Tognozzi
Do Poder360

Debruçado no Mediterrâneo, no Cap d’Antibes, Riviera francesa, está o Hotel Du Cap, um dos mais luxuosos do sul da França, símbolo de glamour e sofisticação. A região de Antibes era a preferida do escritor britânico e Prêmio Nobel Somerset Maugham (1874-1965), um bon vivant frequentador assíduo da região e que morreu ali ao lado, em Nice. Naquele final de agosto de 1990, pleno verão europeu, o embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima curtia merecidas férias, quando um garçom veio até ele com um telefone sem fio pousado numa bandeja de prata: “Chamada para o senhor, urgente”.

Ele era embaixador do Brasil em Londres e do outro lado da linha estava o diplomata brasileiro encarregado de negócios em Bagdá, pedindo sua ajuda junto ao governo de Saddam Hussein, para liberar brasileiros retidos no Iraque. Paulo Tarso contou essa história em entrevista concedida a mim em janeiro de 2021 para o portal Poder360.