O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) apresentou um requerimento à ministra da Saúde, Nísia Trindade, pedindo informações sobre os aparelhos de cobaltoterapia em uso no Sistema Único de Saúde (SUS) e sugerindo sua substituição por aceleradores lineares, uma tecnologia mais avançada e precisa no tratamento de câncer.
A cobaltoterapia, considerada uma técnica mais antiga, oferece menos precisão em comparação ao acelerador linear, que permite uma radiação mais direcionada, minimizando danos aos tecidos saudáveis e melhorando a eficácia do tratamento. O parlamentar destacou que a troca dos aparelhos poderia gerar economia a longo prazo, além de proporcionar mais segurança e qualidade no atendimento aos pacientes.
“Nosso objetivo é garantir que os pacientes do SUS tenham acesso ao que há de melhor no tratamento oncológico”, destacou Eduardo da Fonte.
Eduardo da Fonte também solicitou o número de aparelhos de cobaltoterapia em funcionamento no Brasil, sua distribuição, o número de pacientes tratados desde 2023 e quantos ainda aguardam por atendimento.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), afirmou que pretende participar do encontro organizado pela governadora Raquel Lyra com os prefeitos eleitos, marcado para o dia 22 de novembro. O prefeito classificou a iniciativa como positiva e disse que comparecerá caso a prefeitura receba no convite e consiga encaixar o compromisso na agenda.
“Eu acho que é natural esse diálogo institucional. Passada a eleição, sentar com os representantes eleitos e discutir ações integradas, parcerias. A partir do momento que a prefeitura receber o convite de participação e cabendo na agenda, acho que é importante. O diálogo não só deve ser dito, mas praticado”, declarou Campos.
De acordo com o governo estadual, o objetivo do encontro é fortalecer a integração entre o Estado e os municípios para promover ações conjuntas em benefício da população.
Um dos maiores fenômenos eleitorais manifestados pelas eleições municipais do último domingo atende pelo nome de Vinicius Labanca, prefeito do PSB reeleito em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana. Obteve a maior votação da história do município, cujo pai Ettore Labanca, que Deus já chamou, governou.
Abertas as urnas, 56.964 votos, quase 90% dos votos válidos, exatamente 88,39%. Mas a façanha não se restringe a esse balaio de votos. Quem se aliou ao prefeito, com popularidade de mais de 90%, se deu bem. Das 15 vagas na Câmara, Vinicius emplacou 14 vereadores. Isso também nunca aconteceu, um paradigma e tanto!
Lá em cima, Ettore deve estar feliz da vida com este momento glorioso do seu herdeiro político, que, como o pai, que foi um dos maiores amigos do ex-governador Eduardo Campos, tem também uma relação de irmandade com o prefeito do Recife, João Campos, filho de Eduardo. Como João, Vinícius ingressou na vida pública pelo parlamento, sendo o herdeiro de Eduardo deputado federal e ele estadual.
Vinicius foi eleito deputado estadual em 2010 e reeleito em 2014. Em 2020, chegou ao executivo de São Lourenço, onde imprimiu um estilo próprio, revelando-se na excelência da gestão. Como o pai, soube montar uma boa equipe, segredo de qualquer governante, como ensina Maquiavel, na sua obra clássica “O Príncipe”.
Labanca, lá de cima, deve ainda estar comemorando o fato de o filho, na histórica eleição de domingo passado, ter derrotado Jairo Pereira, que já governou o município, rival histórico da família, que inclui no seu currículo a triste história um massacre eleitoral nas urnas: teve apenas 7.484 votos, menos de 12%, exatos 11,61%.
Com isso, Vinicius se firma como uma das mais promissoras lideranças políticas na Região Metropolitana.
Um assassinato ocorrido no centro de Tabira levou ao cancelamento da Festa da Vitória, que celebraria a eleição do novo prefeito, Flávio Marques (PT). A vítima, Frânklin Pereira da Silva, de 30 anos, foi esfaqueada e, apesar das tentativas de reanimação, não resistiu. Frânklin era natural de Afogados da Ingazeira e morava no Riacho do Gado.
O autor do crime foi detido pela Polícia Militar, com apoio da Guarda Municipal de Tabira, e levado para a Delegacia. A identidade da vítima foi divulgada pela jornalista Juliana Lima. Diante do ocorrido, a organização e o prefeito eleito decidiram cancelar o evento, que teria a presença de um trio elétrico.
Ainda não há informações oficiais confirmadas sobre a motivação do crime.
Só agora, depois de uma leitura mais atenta sobre o recado do eleitorado do Recife, vi que o candidato a prefeito pelo PSD, Daniel Coelho, não foi apenas o rabo da gata, perdendo para a candidata do Psol, Dani Portela.
Incrivelmente, Daniel perdeu também e até para os nulos, que, somados, representam 3,50% da totalidade dos votos apurados no Recife. Já Daniel teve 3,21% dos votos. Se somados os brancos e nulos, a desvantagem do tucano quase dobra.
Como diz Lula, nunca na história deste País vi um candidato passar por igual vexame sendo apoiado pela máquina estadual da governadora Raquel Lyra (PSDB).
O apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) em sua campanha pela reeleição em São Paulo causou uma crise no bolsonarismo.
Apoiadores de Jair Bolsonaro estão inundando as redes sociais do ex-presidente com críticas após a confirmação da disputa do segundo turno na capital entre Nunes e Guilherme Boulos (PSol). Para essa ala de bolsonaristas, o político deveria ter apoiado Pablo Marçal (PRTB), que ficou em terceiro na eleição.
Um dos comentários, em uma postagem crítica ao PT, diz “você abandonou São Paulo, ninguém vai perdoar”. Outro afirmou: “Vou de Boulos, 50! Só de raiva”.
Depois de rodar mais de 20 mil quilômetros nos últimos 45 dias, percorrendo municípios e levando pessoalmente seu apoio aos candidatos, no último domingo o deputado federal Fernando Monteiro comemorou. O parlamentar manteve todos os prefeitos de sua base, tanto com reeleição quanto com sucessão.
Uma das mais expressivas campanhas com o apoio direto de Fernando Monteiro foi a de Serra Talhada, onde a prefeita Márcia Conrado foi reeleita com 57% dos votos. Por lá, assim como na maioria dos municípios onde atua, o deputado é festejado como o que mais destina recursos federais.
Fernando Monteiro é votado em todo o Estado e sua base, embora mais forte no Agreste e no Sertão, começa já na zona da Mata. Com seu perfil municipalista e prestígio em Brasília, leva prefeitos diretamente ao gabinete de ministros, ao mesmo tempo em que é presença certa em cada chamado de seus gestores pelo interior de Pernambuco.
A candidata à Prefeitura de Olinda, Mirella Almeida (PSD), reiniciou ontem (7) sua campanha para o segundo turno, aproveitando o dia para dialogar com apoiadores e participar de entrevistas. A candidata reafirmou seu compromisso de continuar trabalhando para “fazer Olinda andar para frente”, destacando que seu foco principal será na melhoria da saúde, educação, infraestrutura e na geração de novos empregos.
“Vamos tocar essa campanha linda, com uma trajetória de muito trabalho e pé no chão. Sabemos dos desafios que Olinda tem, mas também somos a única candidatura com a capacidade de enfrentá-los e resolvê-los, com bastantes parcerias e articulações. A nossa cidade precisa de uma prefeita de verdade”, concluiu Mirella.
Nirdo Artur Luz (PL) foi eleito para seu 12° mandato como vereador da cidade de Palhoça, em Santa Catarina. O político foi o segundo mais votado, com 2.252 votos, atrás apenas de Pepê (Podemos).
Pitanta, como é conhecido, pode chegar aos 52 anos de atuação consecutivos caso chegue ao final do mandato, sendo o parlamentar municipal há mais tempo com mandato no país, de acordo com a União dos Vereadores do Brasil (UVB).
A primeira vitória de Nirdo aconteceu em 1976, aos 22 anos. Na época, ele era filiado pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), sigla que dava sustentação à ditadura. Desde então, vem acumulando mandatos sucessivos – 12, com o garantido neste domingo (6/10) – por outros partidos.
De acordo com o TRE-SC, em 1982, Pitanta disputou o pleito pelo PDS, sendo o vereador mais votado da cidade catarinense. Na eleição seguinte, em 1988, o político repetiu o feito, mas pelo PFL, hoje Democratas (DEM). Com informações do Estado de Minas.
O PSDB, quando o empresário Fred Loyo assumiu a presidência estadual, detinha apenas o controle de cinco prefeituras no Estado. Saiu das urnas de domingo passado com 32 prefeitos, crescimento de 540%. Rompeu a barreira da Região Metropolitana, com a eleição da prefeita Professora Elcione, em Igarassu, e Itapissuma, com a eleição do prefeito Júnior de Irmã Teca.
Elegeu ainda o prefeito de Itamaracá, Paulo Galvão. A governadora Raquel Lyra (PSDB) mostrou que está “vivinha da silva” politicamente. Entre os partidos aliados, contribuiu também para a reeleição de Mano Medeiros (PL), em Jaboatão, segundo maior colégio eleitoral do Estado, e do também aliado Edmilson Cupertino (PP), reeleito prefeito em Moreno. Ao todo, contabilizou 123 prefeitos do seu arco político.
Isso é importante para análises da mídia, mas não tem aderência eleitoralmente em se tratando do seu fortalecimento para as eleições de 2026, quando tentará a reeleição. Basta olhar no retrovisor da história: em 1998, Jarbas Vasconcelos foi eleito governador sem sequer 20 prefeitos. A expressiva maioria de gestores municipais estava no guarda-chuva do então governador Miguel Arraes, que sofreu a maior derrota da sua história.
Há, entretanto, resultados simbólicos. O de Caruaru é um deles. Ali, o prefeito Rodrigo Pinheiro (PSDB), cria e aliado da governadora, foi reeleito logo no primeiro turno quando havia uma expectativa de um segundo turno no qual a eleição iria ser estadualizada, com a ida de João Campos para reforçar o palanque de Zé Queiroz. Recife, por outro lado, é um simbolismo muito ruim.
Historicamente, conforme este blog mostrou, ontem, desde a eleição de 1985, a primeira após a consolidação da retomada do processo democrático, nunca um candidato a prefeito teve desempenho não medíocre nas urnas do Recife, sendo apoiado pela máquina do Governo do Estado, quando Daniel Coelho (PSD), apoiado por Raquel, que teve apenas 3,21% dos votos, ficando em quarto lugar, abaixo inclusive da candidata do Psol, Dani Portela.
Como Recife, capital do Estado e maior colégio eleitoral de Pernambuco, é espelhado para tudo, inclusive na leitura política, esse desastre eleitoral do candidato de Raquel encobre todo o resultado positivo que ela conseguiu no resto do Estado.
Loyo deu a volta por cima – Ainda em relação ao PSDB, faça-se justiça ao trabalho do presidente da executiva estadual, Fred Loyo. Quando escolhido para dirigir o partido, comentei que a governadora havia dado um tiro no escuro. Humilde, habilidoso e jeitoso, Loyo começou a fazer um trabalho de formiguinha. Andou o Estado todo, trouxe para o partido prefeitos com potencial de reeleição e filiou ex-prefeitos com amplas chances de eleição. Deu certo. O partido saiu de cinco para 32 prefeituras, avançando em todas as regiões, inclusive na RMR.
Marco histórico – Quarto prefeito mais votado do País, João Campos (PSB) emplaca uma marca histórica ao eleger 15 vereadores da sua legenda, a maior bancada na Câmara, numa articulação, diga-se de passagem, conduzida por ele próprio, mas com a capacidade de ouvir, dialogar, apagar incêndios e engolir sapos do secretário de Governo, Aldemar Santos, tratado carinhosamente de “Dema” pelo próprio João e aliados.
Sucessor de Patriota – Abertas as urnas e computados os votos no Sertão do Pajeú, o que já se observa por lá é uma discussão antecipada de quem poderá sair candidato a deputado estadual nas eleições de 2026 para representar a região com o vácuo aberto pela morte do ex-deputado José Patriota (PSB), que era de Afogados da Ingazeira. Dois prefeitos em final de mandato, que elegeram seus sucessores, começam a ser especulados: Adelmo Moura, de Itapetim, e Marconi Santana, de Flores, ambos do PSB.
Prefeita abandonada – Já em Tabira, os aliados da prefeita Nicinha de Dinca (PP), que perdeu a eleição para o petista Flávio Marques por 600 votos, estão um poço de mágoa com a governadora Raquel Lyra (PSDB). Dizem que a gestora foi por diversas vezes ao Palácio pedir para a tucana dar a ordem de serviço da estrada que liga Tabira a Água Branca (PB), a mais movimentada e mais esburacada da região, mas em nenhum momento ela atendeu. “Nicinha foi completamente abandonada, a primeira prefeita do Pajeú a apoiar a candidatura dela à governadora em 2022”, desabafa um importante auxiliar da gestora.
A brava Célia, 10 mandatos, 40 anos de parlamento – Em Arcoverde, a vereadora Célia Galindo (Podemos) emplacou seu décimo mandato consecutivo, a única mulher do País a obter igual façanha. Uma história construída com muita luta em defesa das causas mais nobres do município. Não é fácil ser eleita dez vezes, 40 anos de parlamento! Não fosse tão atuante e devotada aos seus mandatos, Célia não teria o reconhecimento nas urnas como na eleição do último domingo, arrancando 1.197 votos.
CURTAS
PT NANICO – O PT saiu das urnas em Pernambuco sendo massacrado pelo eleitor. Elegeu apenas seis prefeitos, sendo Serra Talhada o município mais importante. No Recife, só elegeu dois vereadores. Mesmo com a chance de Vinicius ganhar a eleição no segundo turno em Olinda, virou uma legenda nanica no Estado.
CAMPEÃS – As cidades campeãs no recebimento de emendas parlamentares de 2021 a 2024 também foram as campeãs no sucesso de prefeitos que tentaram a reeleição. Nos 100 municípios com mais emendas por eleitor, 51 prefeitos tentaram se reeleger e 50 conseguiram, uma taxa de reeleição de 98%.
PSD, O MAIORAL – O PSD, de Gilberto Kassab, desbancou o MDB e se tornou o partido com mais prefeitos eleitos no Brasil. Foram 882 candidatos vitoriosos da sigla no 1º turno, contra 856 cidades ganhas pelos emedebistas. O MDB ocupava o topo do ranking de prefeitos eleitos no Brasil pelo menos desde 2000. Agora, perde esse status.
Perguntar não ofende: O PT está cantando o seu réquiem, depois de não eleger nenhum prefeito de capital?